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domingo - 22/07/2018 - 11:25h

A questão é moral


Por Honório de Medeiros

Imagine que você precise de uma segunda via do documento do seu carro. E dirige-se ao Órgão apropriado para tirá-lo. Em lá chegando recebe uma ficha que indica sua vez de ser atendido.

Pelo número da ficha você percebe que não adiantou chegar cedo. Seu atendimento, se acontecer, ocorrerá no final da manhã, começo da tarde, e olhe lá.

No dia seguinte, comentando o episódio com um amigo, escuta dele: “mas por que você não pagou um despachante para fazer isso?”

“Ele resolveria tudo na mesma hora e lhe entregaria a segunda via em casa.”

“Você não teria incômodo algum”.

O despachante é aquela figura nebulosa que abre todas as portas, em qualquer momento, das repartições públicas, providenciando, nelas, soluções para quem não quer se submeter a filas e tem dinheiro suficiente para contratá-lo. A questão é a seguinte: e quanto aos que não têm dinheiro para contratar um despachante? E quanto aos que acordaram cedo, pegaram a fila, esperaram, mas são ultrapassados, às vezes sem saber, pelas artes e ofícios de quem abre, na hora que deseja, todas as portas?

Como se percebe facilmente trata-se de uma questão cujo cerne é constituído por moral e dinheiro. Moral, aqui, para além de como deve agir o Estado que, conforme a Constituição Federal deve, por intermédio de seus servidores, agir com absoluto respeito à igualdade entre os cidadãos.

É esse o tema do livro de Michel J. Sandel, “O Que O Dinheiro Não Compra”, professor em Harvard, professor-visitante na Sorbonne.

Sandel ficou midiático desde que seu curso “Justice”, no qual interagia com seus alunos lhes propondo questões de natureza moral, apareceu na internet e ganhou o mundo. Em 2010 a edição chinesa do “Newsweek” o considerou a personalidade estrangeira mais influente no País.

Sandel elenca muitos exemplos de “coisas” que hoje estão à venda, graças à onipresença e influência do mercado. Trocando em miúdos: graças ao afã do lucro. Alguns até mesmo cômicos, se não fossem trágicos: “upgrade” em cela do sistema carcerário; barriga de aluguel; direito de abater um rinoceronte negro ameaçado de extinção; direito de consultar imediatamente um médico a qualquer hora do dia ou da noite…

Nos EUA, segundo Sandel, é florescente o negócio de comprar apólices de seguro de pessoas idosas ou doentes, pagar as mensalidades enquanto ela está viva, e receber a indenização enquanto morrer. Ou seja: quanto mais cedo o segurado morrer, mais o comprador ganha.

O professor considera que “hoje, a lógica da compra e venda não se aplica mais apenas a bens materiais: governa crescentemente a vida como um todo”. E não aceita a teoria dos que atribuem à ganância essa falha moral, pois, no seu entender, o que está por trás é algo maior, qual seja a “extensão do mercado, dos valores do mercado, às esferas da vida com as quais nada têm a ver.”

Eu compreendo esse salto que o professor dá desde a ganância até o mercado. Mas não concordo. Para o professor, o mercado deixa o Homem ganancioso; eu, pelo meu lado, penso que foi a ganância que criou o mercado.

Se lá na aurora da história do Homem o primeiro ganancioso tivesse sido silenciado, seu “gen” não teria sobrevivido. Ou será que era para ser assim mesmo, caso contrário não existiria a nossa espécie?

Antes que imputem a mim uma percepção simplista da questão, saliento logo que ela é mais profunda: diz respeito a uma discussão de natureza ontológica acerca da realidade social: em última instância, no que concerne a sua instauração (faz com que ela surja), está o Homem ou a Sociedade? Por outra: a Sociedade é gananciosa porque o Homem o é, ou o Homem o é porque a Sociedade é gananciosa?

Aceita a premissa de que a Sociedade é gananciosa porque o Homem o é, cabe então perguntar: por que o Homem é ganancioso? Essa questão, a verdadeira questão, não é enfrentada como deveria ser, hoje em dia, por que virou moda escamotear o óbvio atribuindo ao “sistema”, ao “meio”, a uma “realidade exterior a nós”, aquilo que somos individualmente.

Fica mais fácil, em assim sendo, fugir da nossa responsabilidade individual, da moral, do caráter, e nos excluir da culpa por nossas decisões e atitudes. Exemplo patente dessa perspectiva vil e equivocada, mas compreensível e eficaz, é o escândalo do Mensalão, essa nódoa permanente e intransferível na nossa elite política.

Ao invés do mea culpa, mea maxima culpa ao qual temos direito nós outros, os cidadãos inocentes deste País de bandalheiras ao qual sustentamos passivamente ao longo dos anos, bem como à escumalha dirigente e sua soturna vocação para a ladroagem, lemos e escutamos cretinices tais quais as que pretendem imputar a responsabilidade pelos malfeitos acontecidos ao sistema eleitoral e de financiamento de campanhas eleitorais.

Querem nos fazer crer que quando o irmão de Zé Genoíno foi flagrado escondendo dinheiro enlameado na cueca, em um dos mais grotescos episódios recentes da crônica da corrupção tupiniquim, assim agia porque o sistema não presta.

Faz parte da própria lógica do aparato intelectual que sustenta uma teoria como essa, a de que o meio cria o Homem – o determinismo social -, a falta de capacidade técnica para compreender aquilo que está em jogo em termos científicos, embora não lhe falte meios que a protejam da luz crua da verdade.

Os defensores de teorias como essas pululam nas redes sociais.

Mas Darwin está aí, basta lê-lo.

Aliás, como a grande, a imensa maioria dos nossos cientistas sociais é herdeira de uma tradição marxista que eles não compreendem em seus fundamentos por lhes faltar preparo e leitura, ou então são devedores de um funcionalismo anêmico de tradição norte-americana para o qual a realidade social é um carro que funciona sem a estrada e quem as produz (caricatura do positivismo), estão atrasados gerações em relação ao que se discute, em termos científicos, nos centros de pesquisa das grandes universidades do mundo.

Não compreendem, mas usam.

É mais fácil botar a culpa no Sistema.

Como se fosse responsabilidade apenas do meio o fato de sermos como somos, nivelando todos por baixo, inclusive aqueles que, ao longo da história, tornaram-se as nossas referências quando, em alguns momentos, fizeram avançar o processo civilizatório.

Mas que se há de fazer?

Talvez responder à Baronesa Thatcher: “não, você se enganou, a ganância não é um bem; o altruísmo, sim, é um bem”.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

Categoria(s): Artigo
domingo - 22/07/2018 - 09:28h
História

Livro relata atração de opostos na “Guerrilha do Araguaia”

Um militar, de codinome Robson, foi destacado para fuzilar a guerrilheira que despertou sua paixão

Por Amanda Audi (Congresso em Foco)

Mesmo sendo o foco de pesquisas, livros e documentários nos últimos anos, a Guerrilha do Araguaia permanecia como um dos episódios mais obscuros (e sangrentos) da ditadura militar. Um dos casos, até então inédito, chama a atenção. Um militar encarregado de fuzilar uma guerrilheira se apaixonou por ela. Eles se beijaram pouco antes da execução. Mas isso não o impediu de cumprir a tarefa (leia abaixo).

“Ela ficou me olhando nos olhos, chorando. Eu não aguentei e chorei muito. Caí em prantos. Ela chorava, mas ficou firme, de pé, aguardando sua hora. Tirei a arma e apontei pra cabeça”, relatou o militar Robson, um dos entrevistados do livro ”Borboletas e Lobisomens - Vidas, Sonhos e Mortes dos Guerrilheiros do Araguaia”.

Circunstâncias desconhecidas do conflito, como este caso, foram elucidadas pelo jornalista, historiador e professor Hugo Studart no livro lançado nesta terça-feira (17), em Brasília.

Áurea foi morta pelo militar de codinome Robson. História é contada em novo livro lançado há poucos dias (Foto: reprodução)

Studart chegou à conclusão de que 77 pessoas foram mortas no conflito: 29 guerrilheiros em confronto, 22 executados por soldados, um “justiçado” pelos guerrilheiros, 15 camponeses e 10 militares.

O jornalista se debruçou sobre o assunto por quase 10 anos, vasculhando mais de 15 mil documentos, cruzando dados oficiais e testemunhais e conversando com mais de 150 pessoas.

Durante a ditadura, um grupo de militantes do PC do B se embrenhou na floresta amazônica, entre o Pará e o Tocantins, e começou um foco de guerrilha contra o governo militar. A intenção era criar um território independente. Mais de 4 mil homens das Forças Armadas foram mobilizados para exterminar os cerca de 100 integrantes do movimento.

Áurea e Robson

Um militar, de codinome Robson, foi destacado para fuzilar a guerrilheira Áurea Eliza Pereira, de codinome Áurea. Ela havia sido capturada por homens do Exército, e estava magra e doente. Depois de três dias de interrogatório, ele acabou se apaixonando pela militante. Robson não teve o sobrenome divulgado no livro.

Quando recebeu a ordem de fuzilar Áurea, Robson titubeou. A chamou para “tomar uma cerveja e dançar a noite inteira”. Naquela momento, a guerrilheira já estava dentro de um buraco, onde ocorreria a execução. Ela chorou e pediu para que ele não lhe desse esperanças.

Robson baixou a escada para Áurea sair do buraco. Os dois se beijaram e se abraçaram, chorando. Então o militar sussurrou no ouvido dela: “agora você vai ter que descer”. Ela desceu.

Os dois se olharam nos olhos durante todo o tempo. E então ele a alvejou.

“Quando um homem sabe que é sua última refeição, ou o último beijo, ele fica comovido e aproveita. Mas quando é o último beijo de uma mulher, ela se entrega inteira. Nunca conheci uma mulher com tanto amor quanto a Áurea”, relatou o militar em depoimento ao livro. Ele diz que se apaixonou por ela e “quer acreditar” que ela se apaixonou por ele.

Leia o trecho do livro ”Borboletas e Lobisomens - Vidas, Sonhos e Mortes dos Guerrilheiros do Araguaia”, de Hugo Studart:

O beijo da morte

Ainda havia um pouco mais de uma dúzia de guerrilheiros vivos. De acordo com a pesquisa, seriam eles quatorze sobreviventes, em ordem alfabética: Áurea (Áurea Eliza Pereira); Beto (Lúcio Petit da Silva); Chica (Suely Yumiko Kanayama); Daniel (Daniel Ribeiro Callado); Dina (Dinalva Conceição Teixeira); Lia (Telma Regina Cordeiro Corrêa); Lourival (Elmo Corrêa); Manoel (José Maurílio Patrício); Maria Diná (Dinaelza Santana Coqueiro); Peri (Pedro Alexandrino de Oliveira Filho); Tuca (Luiza Augusta Garlippe); Valdir (Uirassu Assis Batista); Val (Walquíria Afonso Costa) e Vítor (José Toledo de Oliveira).

Foram caçados implacavelmente por cerca de 250 homens do Exército,guiados por cerca de sessenta camponeses recrutados na área. Um a um, foram sendo abatidos. Ou presos, interrogados e executados. Áurea foi presa em fins de março, ao lado de um camponês chamado Batista, que aderira à guerrilha.

Foram ambos capturados pelo camponês Adalberto Virgulino – em troca de oitocentos cruzeiros e de um maço de cigarros, de acordo com Elio Gaspari, em A ditadura escancarada.

Batista foi enviado para Xambioá.

Militares cumpriram missão de caçada letal a guerrilheiros (Foto: reprodução)

Áurea, por sua vez, foi levada para Marabá, em local conhecido por Casa Azul, à beira do rio Itacaúnas, onde os comandantes militares instalaram-se para coordenar toda a repressão à guerrilha. Áurea carregava um bebê, uma menina de três meses. Também estava magra, extremamente debilitada, com malária, a pele tomada por pústulas de leishmaniose, há muitos meses sem menstruar.

Um sargento da equipe de operações especiais Jiboia, codinome Robson, foi encarregado de interrogá-la e, depois, executá-la. Era louro, olhos azuis, barba e cabelos longos, como os de roqueiro. Era assim que andavam os militares da área de informações: disfarçados de universitários rebeldes. Ele já havia executado alguns guerrilheiros; Áurea seria mais uma.

Ela permaneceria entre seis e sete dias na Casa Azul. Foram três dias de interrogatório. Somente conversas amenas, garante o militar em narrativa à pesquisa. “Não havia qualquer necessidade do uso da violência”, explica.

Ele relata que tentou reanimá-la, usando uma técnica de interrogatório que busca estabelecer a empatia com a prisioneira. Ele contou sua própria história pessoal. E seus conhecimentos sobre as organizações de esquerda. Ela contou sua história. No movimento estudantil e sua história no Araguaia.

Também relatou alguns episódios específicos da guerrilha. Sobre onde estavam escondidos os camaradas, àquela altura, não havia quase nada a relatar. Já estavam quase todos mortos, e aqueles ainda vivos, perdidos na mata, dispersos uns dos outros, certamente pulando de choupana em choupana em busca de comida, tentando encontrar alguma rota de fuga.

Amor e execução

Em nenhum momento renegou suas opções ideológicas. Disse ainda que sentia muito ódio de ter sido renegada pelos próprios companheiros – referindo-se ao fato de não ter sido uma das eleitas de Osvaldão (Osvaldo Orlando da Costa).

Então veio a ordem de executar a prisioneira. Havia um buraco, de 3x3m, com 2,5 m de profundidade, dentro de uma das construções daquela instalação militar. Áurea foi levada para lá em um final de tarde. Desceu a escada de cordas para dentro da cova. Robson tergiversou, pensou em adiar a execução.

“Áurea, você quer tomar cerveja comigo e depois dançar a noite inteira em um desses botecos à beira do Itacaúnas?” – indagou.

Só então a guerrilheira chorou:

“Não me dê falsas esperanças, porque depois você não vai poder cumprir” – teria dito a guerrilheira, de acordo com as lembranças do militar.

Ainda assim ele insistiu. Baixou a escada e ela subiu, bem devagar.

Então ele perguntou:

“Você quer me dar um beijo?”

“Você faria isso por mim?” – teria respondido a guerrilheira.

Eles então se abraçaram, de acordo com o militar. Um abraço apertado, forte, longo. Ele, aos 25 anos, então lhe beijou a boca. Ela, aos 24, teria correspondido. E assim teriam ficado por muito tempo, se abraçando e se beijando, adiando ao máximo a chegada da hora da morte.

“Quando um homem sabe que é sua última refeição, ou o último beijo, ele fica comovido e aproveita. Mas quando é o último beijo de uma mulher, ela se entrega inteira. Nunca conheci uma mulher com tanto amor quanto a Áurea” – relata o militar.

Em determinado momento, o militar se afastou um pouco e disse à guerrilheira, ao pé do ouvido, algo como “agora você vai ter que descer”.

Ela então desceu a escada, resignada, bem devagar. Eis o relato do executor:

Ela ficou me olhando nos olhos, chorando. Eu não aguentei e chorei muito. Caí em prantos. Ela chorava, mas ficou firme, de pé, aguardando sua hora.

Tirei a arma e apontei pra cabeça. A gente se olhava o tempo inteiro nos olhos e chorava. Hoje tenho certeza de que me apaixonei por ela e quero acreditar que ela se apaixonou por mim. Minha vontade era fugir com a Áurea, sumir no mundo. Mas estávamos em lados opostos, ela sabia disso.

O militar chorava muito ao narrar este episódio. Num dado momento, me apontou o dedo indicador e disse: “Quando escrever sobre ela, trate-a com todo respeito, pois ela morreu com dignidade e coragem. Foi a mulher mais doce que conheci na vida.”

Áurea foi retirada do buraco por outra equipe e enterrada no novo cemitério de Marabá, cerca de 1 quilômetro distante da Casa Azul.

Saiba mais detalhes sobre a “Guerrilha do Araguaia” clicando AQUI.

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Categoria(s): Gerais / Política
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domingo - 22/07/2018 - 08:42h

Lirismo torto


Por François Silvestre

Quem nasceu no pé da serra, e depois subiu a serra, e depois morou na serra, tem por destino certo viver com a cabeça nas nuvens.

Quem nasceu na beira do rio, e depois entrou no rio, e depois nadou no rio, tem por destino certo viver contra a correnteza.

Quem nasceu na praia do mar, e depois entrou no mar, e depois nadou no mar, tem por destino certo enfrentar a força das ondas.

Quem nasceu na beira do mato, e depois entrou no mato, e depois se perdeu no mato, tem por destino certo ser presa do caçador.

Quem nasceu na entrada da rua, e depois entrou na rua, e depois morou na rua, tem por destino certo enganchar-se na multidão.

Quem nasceu na franja da bandeira, e depois marchou com a bandeira, e depois se enrolou na bandeira, tem por destino certo fugir de todos os hinos.

Quem nasceu ouvindo hinos, e depois cantou os hinos, e depois ensinou os hinos, tem por destino certo fugir de todas as bandeiras.

Quem nasceu na porta da biblioteca, e depois se fez de biblioteca, e depois sumiu na biblioteca, tem por destino certo esconder-se por trás dos livros.

Quem nasceu no patamar da igreja, e depois entrou na igreja, e depois rezou na igreja, tem por destino certo duvidar das orações.

Quem nasceu na rua do fórum, e depois entrou no fórum, e depois conheceu o fórum, tem por destino certo zombar da pompa forense.

Quem nasceu ao som da política, e depois entrou na política, e depois conheceu a política, tem por destino certo a escolha entre a mentira ou a fuga.

Quem nasceu na escada da escola, e depois entrou na escola, e depois aprendeu na escola, tem por destino certo rever quase tudo que aprendeu.

Quem nasceu no primeiro verso do soneto, e depois atravessou os quartetos, e conseguiu passar dos tercetos, tem por destino certo desvencilhar-se das rimas.

Quem nasceu no escuro do mofumbo, e depois saiu do mofumbo, e viu a luz pelas mãos da parteira, tem por destino certo rir-se da vida e desdenhar da morte.

Quem nasceu na porta do bar, e depois entrou no bar, e depois se embriagou no bar, tem por destino certo recitar a verdade do vinho.

Té mais.

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Crônica
domingo - 22/07/2018 - 08:10h

Economia dá sinais lentos de recuperação no país


Por Josivan Barbosa

Apesar da lenta recuperação da economia do país, o Produto Interno Bruto (PIB) de 8 das 27 unidades da federação deve recuperar o nível pré-crise ao fim do próximo ano. Além de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, puxados pelo bom desempenho agropecuário, estão na lista cinco estados do Norte e Santa Catarina. Nenhum deles, portanto, das regiões Sudeste e Nordeste.

Uma boa notícia é que todas as 27 unidades da federação devem exibir taxas positivas neste e no próximo ano, um espalhamento inédito desde 2011, quando a economia nacional cresceu 4%.

Das 27 unidades da federação, os piores desempenhos projetados estão numa faixa do litoral brasileiro que se estende desde o Rio Grande do Norte até o Rio de Janeiro, abrangendo, portanto, quase a totalidade dos Estados do Nordeste. Em 2019, o PIB de Alagoas e o de Sergipe ainda estarão 8,4% e 7,8% abaixo do nível verificado antes da crise.

Eleições 1

Após a nova rodada de reuniões do Centrão, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, tornou-se praticamente o candidato do grupo. Dirigentes do bloco estiveram com o tucano em São Paulo e manifestaram a preferência pelo seu nome.

Outro impasse que será discutido nos próximos dias são as divergências com o PSDB quanto aos palanques regionais. Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, o DEM não quer renunciar à pré-candidatura ao governo do deputado Rodrigo Pacheco. No Piauí, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, candidato à reeleição, já fechou aliança com o PT. Em Alagoas, o partido quer um palanque forte para que o senador Benedito Lira (AL) possa enfrentar Renan Calheiros (MDB) na tentativa de renovar o mandato. A sigla ainda quer o apoio tucano a Esperidião Amin para o governo de Santa Catarina, sacrificando a candidatura própria do PSDB.

Ciro

Além do receio de que Ciro não cumpra o que está tentando oferecer, líderes do Centrão disseram que o pedetista voltou a entrar em polêmica por conta de suas declarações. Primeiro, encaminhou carta a Embraer e Boeing sugerindo a paralisação das negociações entre as empresas. Depois, xingou uma promotora de São Paulo pela abertura de ação de injúria racial contra ele. A percepção do bloco é de que ele terá dificuldades em se manter afastado de polêmicas e isso pode comprometer a campanha.

Boulos

Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), com 17 anos de militância no movimento dos sem-teto, Guilherme Boulos tem como vice a liderança indígena Sônia Guajajara (Psol). A dupla tem o apoio do PCB. O presidenciável, que fala em inaugurar um ciclo que “resgate a esperança”, é visto como herdeiro político de Luiz Inácio Lula da Silva e defende a candidatura do petista à Presidência.

Mais jovem pré-candidato à Presidência, com 36 anos, e o primeiro a anunciar aliança e vice, Guilherme Boulos (Psol) propõe um pacote tributário para os mais ricos. Entre as medidas, estão a criação do imposto sobre fortunas, aumento da taxação de heranças, uma nova alíquota de Imposto de Renda para pessoas físicas e retomar a cobrança de tributo sobre dividendos. O presidenciável promete ainda reduzir as desonerações, que classifica como “Bolsa Empresário”. Com as medidas, sua equipe estima um aumento de arrecadação equivalente a 2% do PIB.

MBL

O Movimento Brasil Livre (MBL) prestou um inestimável serviço ao ex-presidente Lula. Ao patrocinar uma ação que pedia medidas judiciais para bloquear a candidatura do petista, criou foi uma situação favorável. O MBL sabia disso antes de patrocinar a ação. Eles acompanham política. Têm advogados. São jovens, mas não começaram ontem nisso. Não é possível que não soubessem. Eis aí o que talvez seja uma boa oportunidade para aplicação da regra do domínio do fato.

Um segundo aspecto dessa questão, também mais ou menos óbvio para quem é do meio, é que um partido só decide oficialmente quem será seu candidato na convenção. A do PT será no dia 4 de agosto. Antes disso, portanto, o que há, no máximo, são pré-candidaturas. Intenções declaradas. Possíveis candidaturas. Depois das convenções, vem a data para pedido de registro de candidatura na Justiça Eleitoral, 15 de agosto. Só então, com esse fato concreto, alguém tem como se debruçar no balcão de protocolos do TSE para argumentar contra qualquer pedido de registro. Antes, não.

Agroquímicos

A Lei 7.802/1989 compartilha responsabilidades de registro dos agrotóxicos entre três órgãos federais – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério da Saúde e Ministério do Meio Ambiente. Objetiva assegurar, assim, que os diferentes aspectos técnicos sejam considerados na avaliação dos produtos a serem registrados. As atribuições nesse campo dos órgãos das áreas de saúde e meio ambiente, operacionalizadas pela Anvisa e pelo Ibama respectivamente, não podem ser confundidas com uma fase cartorial de mera homologação de análises de risco apresentadas pelos requerentes, como proposto no texto recém aprovado pela Comissão Especial da Câmara.

Educação 1

Educação precisa estar no cerne das campanhas. Todos os estudos sobre pobreza e desigualdade de renda no Brasil identificam na má educação o centro do problema. Também o crescimento de longo prazo depende da melhoria da educação. Embora tenha ocorrido avanços em termos quantitativos – mais jovens têm entrado no ensino médio, ao contrário de trinta anos atrás -, a qualidade permanece sofrível, incapacitando o aprendizado.

A elevada evasão, sobretudo no Ensino Médio, compromete a formação dos jovens para o mercado de trabalho, bem como para avançar num curso superior, especialmente os mais pobres. Todos os anos despejam-se no mercado de trabalho multidões de trabalhadores pouquíssimo qualificados, muitos sem perspectiva de melhoria de vida.

Dessa forma, para além das ideologias, um bom critério para se considerar o voto em qualquer candidato são suas propostas educacionais. Enfrenta a questão da qualidade? Reconhece os problemas do Ensino Médio? Ou parece capturado pelas corporações? Enfatiza ensino na primeira infância e a oferta de creches? Ou, como outros candidatos do passado, vai lavar as mãos, sob a desculpa de que educação básica é responsabilidade dos governos municipais e estaduais?

Educação 2

Infelizmente, as propostas dos principais candidatos são vagas ou inexistentes. Alguns candidatos (Ciro Gomes e Alckmin) lançam mão de supostas experiências bem sucedidas em seus governos regionais, como se isso pudesse ser estendido mecanicamente para esfera federal. Bolsonaro permanece mudo sobre o assunto, quando não defende vagamente a militarização das escolas públicas, uma proposta francamente estapafúrdia. Marina talvez repita propostas de 2014 de, por exemplo, priorizar educação integral no ensino básico, mas nem isso está claro ainda.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Categoria(s): Artigo
  • Repet
domingo - 22/07/2018 - 05:44h

Convenções partidárias


Por Odemirton Filho

O processo eleitoral é formado, basicamente, pelas seguintes fases: convenção partidária, registro de candidaturas, propaganda eleitoral, eleição e diplomação dos eleitos.

Desde o dia 20 de julho até o dia 05 de agosto do corrente ano é possível aos partidos políticos deliberarem sobre coligações e escolherem os candidatos que irão disputar as eleições de outubro vindouro.

A Resolução n. 23.548 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disciplina a escolha e o registro de candidatos para as eleições.

A convenção partidária pode ser conceituada como “a reunião ou assembleia formada pelos filiados a um partido político – denominados convencionais – cuja finalidade é eleger os que concorrerão ao pleito”. (Gomes, 2012).

Note-se que a convenção do ano eleitoral difere daquelas que normalmente os partidos políticos fazem para escolha de seu presidente, membros diretivos e para a filiação de novos partidários.

Essa fase que estamos vivendo são das convenções partidárias que têm o objetivo de deliberarem com os quais os partidos políticos pretendem se coligar, bem como a escolha de seus candidatos que disputarão o pleito de outubro.

A mencionada Resolução disciplina que “é assegurada aos partidos políticos autonomia para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual ou distrital”.

E mais: “Para a realização das convenções, os partidos políticos poderão usar gratuitamente prédios públicos, responsabilizando-se por danos causados com a realização do evento”.

Todos esses regramentos, além de outros, estão disciplinados na citada Resolução, devendo os partidos políticos atenderem ao que ela dispõe.

Cabem, todavia, algumas ponderações acerca das convenções partidárias.

O partido político, quando se coliga, passa a ser um “partido transitório”, pois a coligação age como uma unidade no decorrer do processo eleitoral, devendo escolher um representante perante à Justiça Eleitoral.

Em princípio as convenções partidárias seriam o momento ideal para que os filiados a determinado partido possam escolher, de forma democrática, aqueles que irão disputar as eleições de outubro.

Entretanto, em alguns partidos políticos, não é assim que ocorre. Os dirigentes ditam a regra do jogo e quem serão escolhidos como candidatos.

São os “donos do partido”. Na maioria das vezes tudo está praticamente definido, sendo a convenção mera formalidade.

A compatibilidade entre as ideologias das agremiações que pretendem se coligar é de somenos importância, o que importa é a viabilidade para conseguir eleger os candidatos.

Se analisa, é claro, a capilaridade de determinada candidatura se, realmente, pode ajudar o partido político ou a coligação na conquista de cadeiras no Parlamento e de cargos no Poder Executivo.

Entrementes, ao final, são os interesses os daqueles que estão à frente dos partidos políticos que, quase sempre, prevalecem.

Por fim, a convenção partidária é, de igual modo, um bom momento para os eleitores observarem os interesses e conveniências que foram acomodados e, principalmente, ficarem atentos à nominata que foi formada pelos partidos políticos e coligações.

Odemirton Filho é professor e oficial de Justiça

Categoria(s): Artigo / Política
sábado - 21/07/2018 - 23:56h

Pensando bem…


“Viver significa lutar”.

Seneca

Categoria(s): Pensando bem...
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sábado - 21/07/2018 - 17:30h
Ibope/TN

Administração de Robinson é “reprovada” por 80 por cento


A pesquisa Ibope/Tribuna do Norte constata: o governador Robinson Faria (PSD) tem sua administração Reprovada por 80% dos potiguares. Os números sobre essa questão foram divulgados neste sábado (21), além de outros (veja em postagens mais abaixo).

Robinson: números difíceis (Foto: arquivo)

Apenas 16% aprovam. Os que Não Sabem ou Não Responderam totalizaram 4%.

Segundo apurou o Ibope, 56% consideram a gestão Péssima e 10% apontaram o governo como Ruim, somando 66%.

Só 7% consideraram Boa e 2% acharam Ótima, totalizando 9% de aprovação.

Pelo menos 24% viram a administração como “Regular”.

Apareceram ainda 2% como Não Sabe/Não Respondeu.

Michel Temer

Já administração do presidente Michel Temer chega a ser reprovada por 93% dos ouvidos e aprovada por apenas 4 por cento.

Já 3% Não Sabem ou Não Responderam.

A pesquisa do Ibope foi encomendada pelo jornal Tribuna do Norte, com registro na Justiça Eleitoral sob os números RN-03429/2018 (TRE) e BR-07949/2018 (TSE).

Foi realizada entre os dias 14 e 17 de julho, ouvindo 812 eleitores.

Veja mais detalhes clicando AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
sábado - 21/07/2018 - 16:26h
Ibope/TN

Robinson é o pior governador do RN; Wilma é a melhor


Wilma: aprovação (Foto: arquivo)

A pesquisa do Ibope/Tribuna do Norte, divulgada neste sábado (21), além de sondar pensamento do eleitor sobre disputas ao Governo e Senado e também avaliação administrativa da atual gestão estadual, identificou qual o melhor governador e o pior desde 1987.

Veja os resultados abaixo:

Melhor governador:

Wilma de Faria – 30%

Garibaldi Filho – 20%

José Agripino – 17%

Geraldo Melo – 11%

Rosalba Ciarlini – 6%

Robinson Faria – 2%

Nenhum -5%

Não sabe – 8%

Pior governador:

Robinson Faria – 42%

Rosalba Ciarlini – 22%

Geraldo Melo – 7%

Wilma de Faria – 5%

Garibaldi Filho – 4%

José Agripino – 4%

Nenhum/não sabe – 16%

A pesquisa do Ibope foi encomendada pelo jornal Tribuna do Norte, com registro na Justiça Eleitoral sob os números RN-03429/2018 (TRE) e BR-07949/2018 (TSE).

Foi realizada entre os dias 14 e 17 de julho, ouvindo 812 eleitores.

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Categoria(s): Política
  • Repet
sábado - 21/07/2018 - 14:28h
Ibope/TN

Disputa ao Senado aponta para campanha bem acirrada

Pesquisa deixa Garibaldi Filho, Geraldo Melo, Capytão Styvenson e Zenaide Maia bem próximos

A pesquisa Ibope/Tribuna do Norte divulgada neste sábado (21) mostra uma luta acirrada pelas duas vagas ao Senado da República no Rio Grande do Norte. Há uma completa indefinição nesse momento da pré-campanha.

O senador Garibaldi Alves (MDB) tem 24% das intenções de votos na pergunta Estimulada (quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados ao entrevistado).

Em seu encalço aparece o ex-senador Geraldo Melo (PSDB) com 22%.

O Capitão Styvenson (sem partido) alcança 19% da preferência do eleitorado.

Números da pesquisa mostram que pelo menos quatro pré-candidatos têm números próximos (Print: reprodução)

Já a deputada federal Zenaide Maia (PHS) surge com 18%.

O também deputado federal Antônio Jácome (Podemos) soma 12%.

Alexandre Mota (PT) e Professor Lailson Almeida (PSOL) tiveram 7%, Magnólia Figueiredo (Solidariedade) empalmou 6% e Joanilson Rêgo (PSDC) chegou a 2%.

As intenções de voto Branco ou Nulo totalizam 68%, dos quais 28% à primeira vaga ao Senado e 40% em relação à segunda. Os Indecisos atingiram 15%

Todos os percentuais se referem à soma das duas opções que cada entrevistado/eleitor tem para o Senado.

Espontânea

Na resposta espontânea (sem a apresentação dos nomes dos candidatos), 47% dos ouvidos preferiram não opinar, não têm preferência alguma. Branco ou Nulo somaram 36%. Ou seja, 83% estão sem rumo ainda para escolha de nomes ao Senado.

Quanto aos nomes citados, há empate numérico entre Garibaldi Filho, Capitão Styvenson e Zenaide Maia, todos com 4%.

Fátima Bezerra (PT), que não será candidata ao Senado, juntamente com o senador José Agripino (DEM), somaram 2%. Antônio Jácome e Geraldo Melo obtiveram igual número.

Já Alexandre Mota e Magnólia Figueiredo conseguiram 1% cada um.

A pesquisa do Ibope foi encomendada pelo jornal Tribuna do Norte, com registro na Justiça Eleitoral sob os números RN-03429/2018 (TRE) e BR-07949/2018 (TSE).

Foi realizada entre os dias 14 e 17 de julho, ouvindo 812 eleitores.

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Categoria(s): Política
sábado - 21/07/2018 - 13:44h
Ibope/TN

Fátima vence, com folga, primeiro e segundo turnos

Pesquisa divulgada neste sábado deixa pré-candidata petista bem à frente dos seus adversários

A senadora Fátima Bezerra (PT), pré-candidata ao governo estadual, lidera com boa margem a disputa nessa fase de pré-campanha. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) divulgada neste sábado (21), ela soma 31%.

O resultado desponta na pergunta Estimulada (quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados ao entrevistado). A pesquisa do Ibope foi encomendada pelo jornal Tribuna do Norte, com registro na Justiça Eleitoral sob os números RN-03429/2018 (TRE) e BR-07949/2018 (TSE).

Foi realizada entre os dias 14 e 17 de julho, ouvindo 812 eleitores.

Fátima Bezerra tem mais da metade das intenções de votos sobre Carlos e larga margem para Robinson (Fotos: Web)

O mais próximo adversário de Fátima Bezerra é o ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT), com 15%. Ou seja, menos da metade do que ela acumulou.

Em terceiro lugar apareceu o atual governador Robinson Faria (PSD), com 9%.

Carlos Alberto (PSOL) obteve 4%, o vice-governador dissidente Fábio Dantas (PSB) teve 3% e Freitas Júnior (REDE) tem 2%. O nome de Breno Queiroga (Solidariedade) não foi incluído no questionário).

Branco e ou/Nulo chegaram a 32%. A resposta Não Sabem em quem votar deu 5%. A margem de erro é de 3% (para mais ou menos) e o nível de confiança de 95%.

Espontânea

Na resposta espontânea (sem a apresentação dos nomes dos candidatos), Fátima tem 8%. Carlos Eduardo conseguiu 5% e Robinson Faria 4%.

Rejeição

Quanto à rejeição, Robinson Faria é o campeão disparado com 54%, seguido por Freitas Júnior com 21%, Carlos Eduardo Alves com 19%, Fábio Dantas somando 18%, Carlos Alberto com 15% e Fátima Bezerra sendo vista com 14%.

Segundo Turno

Numa simulação de segundo turno, Fátima Bezerra supera todos os seus adversários com boa margem. Enfrentando Carlos Eduardo, o placar aparece com 47% contra 27%. Num embate com Robinson Faria, a sua dianteira é ainda maior: 52% x 16%.

Numa hipotética disputa entre Carlos Eduardo e Robinson, os números que surgiram são estes: Carlos 42% x 17%.

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Categoria(s): Política
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sábado - 21/07/2018 - 12:38h
Mossoró

Chapa de consenso pode ter Bárbara Paloma presidindo OAB


Advogado Erick Pereira em lançamento de livro sexta-feira (20) em Mossoró, ao lado de Bárbara (Foto: Redes sociais)

A advogada Bárbara Paloma Vasconcelos, atual secretária geral da Subseccional de Mossoró da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), é nome em formatação para concorrer à presidência da entidade.

O pleito acontecerá este ano, no mês de novembro.

Nos intramuros da OAB mossoroense existe uma costura, para que se forme uma chapa consensual capaz de unir as tendências que têm participado, antagonicamente, dos pleitos institucionais.

O atual presidente da OAB de Mossoró é o advogado Canindé Maia, eleito em 16 de novembro de 2015.

Ele tem adiantado que não concorrerá à reeleição.

Após as eleições deste ano, os eleitos deverão ser empossados em dezembro para o triênio 2018/2020.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
sábado - 21/07/2018 - 11:10h
'União instável'

Sandra Rosado bate de frente com projeto de Rosalba Ciarlini

Vereadora sairá candidata a deputado federal e a sua filha a estadual, em um palanque adversário

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB/RN) convoca seus filiados para participarem da sua Convenção Estadual que se realizará na manhã do domingo, dia 29, no Hotel Holiday Inn, situado na Av. Sen. Salgado Filho, 1906 – Lagoa Nova, Natal – RN, a partir das 8h.

Em comunicado oficial à imprensa, o PSDB informa ainda que além do deputado federal Rogério Marinho (PSDB) que tentará a reeleição e outras postulações, a legenda apresentará a ex-deputada federal Sandra Rosado em nova disputa.

Sandra e Rosalba passaram cerca de 30 anos como adversárias e sustentam união instável (Foto: Web)

Acrescenta, que ela “tentará mais um mandato na Câmara. Hoje, vereadora em Mossoró, Sandra já pegou a estrada no Alto, Médio e Oeste Potiguar em buscas de ampliar bases. Em 2014, Sandra conseguiu 52 mil votos e ficou na suplência”.

A posição de Sandra causa estrago na relação política com o grupo da prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP), com quem ela e seu sistema se aliaram em 2016, após cerca de 30 anos de divergência, rivalidade e embates eleitorais diretos.

O rosalbismo ficará em outro palanque (veja AQUI), inclusive indicando o vice do pré-candidato ao governo Carlos Eduardo Alves (PDT), ex-prefeito natalense. Kadu Ciarlini (PP), filho de Rosalba, será esse nome.

Antagônicas

Sandra estará com o governador e pré-candidato à reeleição Robinson Faria (PSD).

Sem apresentar nenhum nome a deputado estadual, a expectativa de Rosalba e seu grupo era de retirada da postulação de Sandra para apoio à reeleição do deputado federal Beto Rosado (PP). Isso não acontecerá, então.

Dessa forma, o rosalbismo não tem obrigação de apoiar a candidatura à reeleição à Assembleia Legislativa de Larissa Rosado (PSDB), filha de Sandra Rosado. A princípio, fica sem qualquer nome a estadual. A princípio.

Enfim, não deve ser surpresa se os Rosados e as primas Rosalba e Sandra estiverem novamente em dois palanques distintos e antagônicos. A ‘união’ delas sempre foi instável mesmo.

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Categoria(s): Política
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sábado - 21/07/2018 - 10:30h
Em Natal

Haddad cancela presença mas ‘participa’ de seminário do PT


Seminário tem Haddad em videoconferência (Foto: cedida)

O voo em que o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) viria para Natal nesta madrugada (Azul AD 5760) foi cancelado. Isso ocorreu devido falha em radares que controlam o espaço aéreo na região sudeste.

O ex-ministro da Educação ligou para o professor Getúlio Marques, coordenador do programa de governo de Fátima Bezerra (PT), lamentou o ocorrido e desejou um ótimo seminário.

Haddad se dispôs a falar por videoconferência aos presentes. Neste momento, ele faz sua palestra usando esse recurso.

O Seminário temático “A Educação que queremos para o Rio Grande do Norte” acontece nesta manhã, no Hotel no Holiday Inn, em Lagoa Nova, Natal.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 20/07/2018 - 23:58h

Pensando bem…


“O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute.”

Sabedoria oriental

Categoria(s): Pensando bem...
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sexta-feira - 20/07/2018 - 18:49h
Eleições 2018

PT, PHS e PCdoB vão fazer Convenção Estadual no dia 4


A coligação PT-PHS-PCdoB vai realizar sua Convenção Estadual no próximo dia 4 de agosto.

Fátima concorrerá ao governo estadual encabeçando coligação com três partidos (Foto: arquivo)

Será entre 9 e 17 horas, no Espaço América Futebol Clube em Natal.

Vai homologar chapas proporcionais (Câmara Federal e Assembleia Legislativa) e majoritárias (Governo e Senado).

A senadora Fátima Bezerra (PT) puxará a aliança, como concorrente ao governo estadual.

A atual deputada federal Zenaide Maia (PR) concorrerá ao Senado.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 20/07/2018 - 18:18h
"Dependência"

Tribunal muda relator de processo da “Operação Sal Grosso”


O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) fez substituição na relatoria no processo sob o número sob o número 0004515-44.2008.8.20.0106, no âmbito desse poder, em Natal. Sai o desembargador Gilson Barbosa e entra o desembargador Saraiva Sobrinho.

A demanda trata de um viés da chamada “Operação Sal Grosso”, deflagrada pelo Ministério Público do RN (MPRN) no dia 14 de novembro de 2007 (há quase 11 anos), no âmbito da Câmara Municipal de Mossoró. Dois atuais vereadores (Izabel Montenegro-MDB e Manoel Bezerra-PRTB) e alguns ex-vereadores foram condenados em primeiro grau.

Mudança "por dependência" foi registrada em página oficial do TJRN, após despacho do CNJ (Print: reprodução)

A decisão foi publicada no site do TJRN às 17h28 dessa quinta-feira (19), numa “distribuição por dependência”. O termo “dependência” no universo jurídico se aplica, quando um magistrado julga um processo e há outros conexos. O entendimento, é que na distribuição de outros processo deve-se colocar o que já julgou um anterior.

A alteração acontece poucos dias após despacho enérgico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determinando que a Presidência do TJRN apurasse “eventual morosidade injustificada” nesse caso. Aconteceu no último dia 12, portanto há uma semana.

MPRN, em 2007, deflagrou operação (Foto: arquivo)

Denúncia

O Blog Carlos Santos noticiou em primeira mão. Leia: CNJ cobra julgamento da ‘morosa’ Operação Sal Grosso.

A matéria está conclusa ao relator-desembargador Gilson Barbosa Albuquerque, desde o dia 26 de abril deste ano, às às 17h38, na Terceira Turma Criminal do TJRN, da qual fazem parte ainda os desembargadores Francisco Saraiva Sobrinho e Glauber Rêgo. Tem o parecer da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) desde então, ratificando pedido de condenação dos réus.

A denúncia foi feita pelo Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil em Geral, Leve e Pesada (SINTRACOM/RN). Em sua “Representação por excesso de prazo”, o Sintracom/RN assinala que “está pendente de julgamento recurso de apelação há mais de 2 (dois) anos.”

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
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sexta-feira - 20/07/2018 - 17:46h
Em Mossoró

Hospital da Solidariedade completará 5 anos de atividades


Hospital: aniversário (Foto: divulgação)

O Hospital da Solidariedade de Mossoró (HSM) completa 05 anos de atendimento ao público na próxima terça-feira (24). Pertencente à Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC), o HSM iniciou suas atividades em julho de 2013 e já é referência em serviços de radioterapia. Dispõe ainda de uma completa equipe multidisciplinar, composta por psicólogo, fisioterapeuta, odontólogo, assistente social e fonoaudiólogo.

Entre as possibilidades de tratamentos oferecidos, se destacam Braquiterapia de Alta Taxa de Dose (BATD), Radioterapia Conformacional Tridimensional (RT-3D), Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) e Arcoterapia Volumétrica Modulada (VMAT), Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT), Radioterapia Estereotáxica Fracionada (REF) e Radiocirurgia Estereotáxica (RTCir).

Tem uma grande área de abrangência, atendendo via SUS e convênios particulares, pacientes de toda região, incluindo os estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, entre outros.

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Categoria(s): Saúde
sexta-feira - 20/07/2018 - 17:02h
Mossoró

Promotor Eduardo Medeiros ministrará curso segunda-feira


O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (CEAF/MPRN), através do Setor Técnico-Pedagógico, anuncia que estão abertas as inscrições para participação no curso “O elemento subjetivo da conduta e sua prova no Processo Penal“.

O evento será realizado no dia 23 de julho de 2018 (segunda-feira), no Auditório da sede das Promotorias de Justiça de Mossoró, das 8h às 12h.

Eduardo Medeiros Cavalcanti, promotor de justiça do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN), ministrará o curso aberto aos vários segmentos do mundo jurídico e acadêmico.

Mais informações por este número: (84) 3232-9356.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
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sexta-feira - 20/07/2018 - 16:18h
Natal

Fernando Haddad fará palestra em seminário do PT


Haddad: em Natal (Foto: Web)

O PT/RN traz a Natal Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação do governo Lula da Silva (PT). Haddad será palestrante no Seminário temático “A Educação que queremos para o Rio Grande do Norte”.

O evento será realizado sábado (21), às 9h, no Hotel no Holiday Inn, em Lagoa Nova.

Aberto ao público, o seminário faz parte da série de encontros temáticos que o partido vem realizando para debater o estado e construir, de forma participativa junto aos movimentos organizados, entidades de classe e sociedade civil, o programa de governo da pré-candidata Fátima Bezerra (PT).

A entrada será por ordem de chegada, de acordo com a capacidade do espaço.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 20/07/2018 - 10:48h
Eleições 2018

Três nomes e uma missão na comunidade evangélica


Carla Dickson, Albert Dickson e Antônio Jácome, com Carlos Eduardo, posaram juntos (Foto: assessoria)

O deputado federal e pré-candidato ao Senado, Antônio Jácome (PODEMOS), segue irredutível: vai lançar três nomes à Câmara Federal em sua sigla.

Mais do que o propósito de eleição, é uma reação ao deputado estadual Albert Dickson (Pros), que não se compôs com ele em torno da pré-candidatura ao governo do ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT).

As eventuais candidaturas servirão para fracionar e fragilizar votação da vereadora Carla Dickson (Pros), mulher de Albert, pré-candidata à Cãmara Federal.

Está difícil pacificar a comunidade evangélica, de onde eles extraem o substrato de seus votos.

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Categoria(s): Política
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sexta-feira - 20/07/2018 - 10:10h
Vice de Robinson

Até aqui, nada fechado


Um nome a vice.

Pode ser do Partido da República (PR) o nome a vice para compor chapa ao Governo do RN, encabeçada pelo atual governador Robinson Faria (PSD).

Até aqui, entretanto, nada fechado.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 20/07/2018 - 09:28h
Reforma Política

Erick Pereira lança livro hoje à noite em Mossoró


O advogado potiguar Erick Pereira, nome que ganhou projeção no país pelo domínio do Direito Constitucional, lançará livro nesta sexta-feira (20) em Mossoró, às 19h, no Memorial da Resistência.

“Reforma Política – Brasil República” é o título da obra, que reúne sugestões e debates sobre a necessidade de uma reforma política no Brasil, com textos em formato de artigos científicos. Tudo que for arrecadado será convertido como doação para a Associação de Pais e Amigos Excepcionais (APAE) de Mossoró.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
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