segunda-feira - 31/12/2018 - 20:28h
História

A ‘última edição’ do jornal Gazeta do Oeste

Sede de um dos mais importantes órgãos de imprensa do RN é demolida para virar estacionamento

O domingo (30) foi de demolição. O prédio-sede do jornal Gazeta do Oeste em Mossoró foi posto abaixo. Vai se transformar num estacionamento privado.

Ficava localizado no cruzamento da Avenida Cunha da Mota com Rua Frei Miguelinho, centro da cidade.

Imóvel foi demolido para dar vida a um estacionamento privado no centro da cidade (Foto: BCS)

Com ele, uma parte de minha história pessoal e profissional também se foi. Deixou de ter endereço físico, digamos.

Foi meu lugar laboral e sentimental durante longos anos. De muito aprendizado, que se diga.

O imóvel era a simbologia de um tempo vencido, passado, concluído. Mais do que importância histórica, ele possuía uma simbologia para mim e outros tantos que passaram por lá. Difícil explicar.

A última edição do jornal Gazeta do Oeste de Canindé Queiroz foi às ruas no dia 31 de dezembro de 2015. Comecinho de 2016, seus funcionários e o mundo foram avisados de que chegara ao fim (veja AQUI).

Sua primeira edição chegou às ruas em 1977. Foram quase 40 anos de trajetória como uma das mais importantes marcas do jornalismo do estado.

Definhou por vários fatores, mas em parte devido à própria asfixia generalizada – em todo o mundo – da indústria do jornal impresso.

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Categoria(s): Comunicação

Comentários

  1. Rocha neto diz:

    De saudosa memória, amigo CARLÃO, é este pedaço de torrão mossoroense, que além de ter servido de centro nevrálgico das notícias produzidas por grandes profissionais da imprensa para o nosso cotidiano pretérito, as quais muitas vezes deixava a cidade em polvorosa com as colocações condimentadas, principalmente aquelas oriundas do nosso grande CANINDÉ QUEIRÓZ, amado/odiado e venerado por todos que esperava com ansiedade pelo PENSO, LOGO, a partir de agora deixa de existir fisicanente., vasculhando minha memória, lembro ainda que naquele pedaço de chão, também funcionou uma empresa salineira denominada de SALMAC, além de uma escola de música dirigida pelo grande mestre do piano Ari Salem Duarte. Em assim sendo, nossa cidade perde mais um retalho de sua história física, desta feita atingindo páginas da indústria salineira e da sua cultura, ferindo a comunicação e a música. Será que a denominação Praça da Gazeta ficará? Aí quem irá nos responder é o senhor da razão. O TEMPO!

  2. FRANSUELDO VIEIRA DE ARAÚJO diz:

    Destroços de uma era
    que se lia no desdobrar dos cadernos
    destroços de um tempo
    que Mossoró encerra

    Na argamassa dos tijolos e paredes caídas
    o que vemos, senão um pouco da história
    de um jornal, de uma época
    de nossas retinas subtraída

    Como bem diz o jornalista
    espaço/tempo profundo e fugaz
    no qual Canindé e outros construíram
    histórias dignas de olhar para trás.

    Dos diretores e demais
    o folclórico Pé de Quenga
    do engenho da prosa e da noticia
    em suas Canindeísticas moendas

    No periscópio do tempo
    o que vemos são espelhos à refletir
    paralelos e paralelas de uma história
    engolidas pelos giros do devir
    pois como diria Heráclito
    Tudo flui e nada permanece, tudo dá forma e nada permanece fixo.
    Você não pode pisar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras, vão fluir…!!!

    OBS. Meus caros, não é poesia,não é verso, nem é prosa.
    apenas espasmos grifados de um pretenso poeta
    pois o ora missivista não sabe arrumar palavras
    fazer sextilhas e esquadrinhar a alma da poesia
    mas, através delas, as palavras escritas
    apenas tentar expressar com tintas, seu olhar e o seu cavalo de troia…!!!

    Um baraço

    FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO.
    OAB/RN.7318

  3. Zé 100 diz:

    A modernidade exige novas formas das empresas de produção e distribuição de conteudo lidarem com o mercado para sobreviverem.
    A casa da revista fechou e apesar de ninguém relatar foi mais uma vitima das dificuldades das empresas se adaptarem a essa nova realidade.
    Esperamos que essa onda não nos leve embora também nossos museus e bibliotecas da vida.

  4. Naide Maria Rosado de Souza diz:

    Retrato de Canindé Queiroz e sua retumbante inteligência. Guardadas na memória as conversas em seu escritório-gabinete, aulas universais, instrutivas e agradáveis, acompanhadas de delicioso café. Salve, Gazeta do Oeste, salve Canindé Queiroz e todos os inícios de noite que Ana Araújo e eu tivemos a honra de participar.

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