sábado - 24/02/2018 - 07:44h
Segunda-feira

Aduern mobiliza professores para ato público contra governo


A diretoria da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN) prepara novo movimento para a próxima segunda-feira (26). Vai fazer um ato público em frente à Governadoria, em Natal.

Integrantes da Aduern participam de vários protestos recentemente (Foto: Web)

A mobilização, com transporte e garantia de alimentação para os manifestantes de Mossoró, Assu e outras cidades, começará logo cedo da manhã. Uma audiência com o governo está marcada para as 11h.

O professorado da Uern chega hoje (sábado, 24), a 107 dias de paralisação. A instituição é o único foco de greve no serviço público estadual. Os grevistas cobram salário em dia e calendário de pagamento.

Leia também: Greve é mantida; manifestantes vão “exigir” proposta do governo.

Nota do Blog Carlos Santos – O governo Robinson Faria (PSD) não tem no momento meios seguros para garantir pagamento em dia e calendário. Isso é fato.

Se não houver uma flexibilização no diálogo, com recuo dessa postura recalcitrante, a greve vai continuar.

A integração entre governo, sociedade e instituição é a melhor saída. Questão de se utilizar o princípio da razoabilidade na negociação.

Até hoje, as últimas quatro greves da Uern produziram 426 dias de paralisação. Isso representa mais de dois anos e meio sem período letivo.

A atual chega aos 107 dias hoje. A anterior somou 147 dias em 2015.

O Sistema de Seleção Unificada (SISU) vai mostrar em seu balanço final o estrago corrosivo de mais uma greve à imagem da Uern. Ela afugenta novos estudantes e esvazia cursos. Também prejudica mais de 11 mil acadêmicos.

Se não sobrar uma gota de bom senso, talvez não reste muito mais a juntar depois.

Anote, por favor. Cobre-nos.

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Categoria(s): Administração Pública / Gerais

Comentários

  1. Elves Alves diz:

    Com essa greve elástica e irresponsável, a Aduern apenas prova que a Uern é tão imprestável ao RN quanto o desgoverno Robinson Fria. Quando deveria empenhar-se em provar exatamente o contrário: que qualquer governo passa (inclusive um desgoverno indigno como esse), mas a Uern permanece, porque tem compromisso efetivo com a sociedade. Lamentavelmente, porém, não é ao que assistimos.

  2. João Claudio diz:

    Nuncisquêça: a ‘ala radical’ é a responsável pela elasticidade da greve.

  3. Francisco diz:

    Esse governador está muito equivocado, professores insatisfeitos, policiais insatisfeitos, boa parte dos servidores da saúde insatisfeitos com seu governo. E agora tudo isso junto num ano eleitoral. Uma beleza!

  4. Teodosio diz:

    Longe de mim querer defender o governado Robinson, até porque ele não merece essa defesa, porém, a minha experiência de vida mostra que assim como um artista vive do aplauso, o político vive e sobrevive da popularidade, ou seja: nenhum governante é impopular porque decide por conta própria sê-lo; nenhum governante atrasa salários porque quer e porque decidiu ser ruim para o povo. Entendo que quando não paga é porque realmente não tem os recursos para pagar. Agora devemos cobrar uma investigação dos motivos que levaram o Estado a não ter esses recursos.
    Eu vejo com muita preocupação a situação da nossa UERN e da maneira como a Aduern e o sindicato da categoria tem conduzido essa greve. O motivo da greve é justo sim, entretanto, a radicalização do movimento em razão da equivocada ação dos sindicatos confundirem politica sindical com politica partidária, me preocupa.

  5. Amorim diz:

    Greve contra quem? Governo?
    Ele não existe, portanto greve contra ninguém.
    Tem lógica?

  6. João Claudio diz:

    Um ‘like’ para o comentário do Teodósio, e outro para ‘O Retorno de Amorim’.

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