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terça-feira - 09/10/2018 - 17:20h
RN

Deputados têm profunda perda de votos em nova eleição


Do Blog do Barreto

Dos 15 deputados estaduais reeleitos no domingo apenas dois conseguiram ampliar suas respectivas votações nas eleições de domingo num comparativo com o pleito de 2014.

Galeno reelegeu-se com 29.023 votos a menos; Ricardo foi derrotado e perdeu mais de 62 mil votos (Fotos: AL)

Foram eles: o presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) e Souza Neto (PHS). Os demais despencaram as votações. O primeiro teve 3.783 a mais e o segundo 10.657.

Quem teve a votação mais reduzida foi Galeno Torquato (PSD) foram 29.023 votos a menos, seguido por Kelps Lima (SD) que recebeu menos 22.461 sufrágios.

Um fator determinante para a diminuição dos votos foi a pulverização dos votos e candidatos e em escala menor a repulsa popular aos políticos. O sentimento de mudança não pode ser desconsiderado. Serão nove novatos em 2019 na casa.

Candidato Votação 2018 Votação 2014 Saldo
EZEQUIEL (PSDB) 58.221 54.438 +3.783
GUSTAVO CARVALHO 47.544 57.757 – 10.213
TOMBA FARIAS 41.249 48.980 – 7.731
NELTER QUEIROZ 40.717 51.773 – 11.056
HERMANO MORAIS 38.053 60.813 – 22.461
GALENO TORQUATO 34.532 63.286 – 29.023
GEORGE SOARES 34.263 38.637 – 4.374
RAIMUNDO FERNANDES 33.965 35.333 – 1.368
CRISTIANE DANTAS 33.860 38.955 – 5.136
KELPS 33.819 59.619 – 25.800
GETULIO RÊGO 33.477 52.118 – 18.642
VIVALDO COSTA 32.638 34.457 – 1.819
ALBERT DICKSON 31.698 37.461 – 5.763
SOUZA 31.097 20.440 + 10.657
JOSÉ DIAS 27.275 37.844 – 10.569

Nota do Blog Carlos Santos – O fenômeno não ficou restrito à Assembleia Legislativa nem aos reeleitos. Espraiou-se de forma generalizada. A grande quantidade de candidatos (116 a federal e 330 a estadual) realmente contribuiu para essa baixa, além do desgaste da classe política.

Caso emblemático é do deputado Ricardo Motta (PSB), que era presidente da AL em 2014 e juntou 80.249 votos (4,84%) àquele ano. Agora, só obteve 18.036 (1,07%) e não conseguiu se reeleger. Sua desnutrição em quatro anos foi de 62.213 votos. Em 2014, teve voto para se eleger sozinho, sem precisar de somatório de quociente eleitoral, que chegou a 69.097 votos. Ou seja, 11.152 votos acima do quociente.

No caso da disputa à Câmara Federal, a desnutrição atingiu todos os reeleitos, que foram os “campeões de voto” do pleito 2014:

- Walter Alves (MDB) – 79.333 (4,33%), sétimo lugar entre os vitoriosos em 2018. Em 2014 foram 191.064 (12,09%) e a primeira colocação. Uma queda de 111.731 votos.

- Rafael Motta (PSB) – 82.791 (5,14%) e a quinta posição entre os eleitos neste ano. Já em 2014, ele totalizou 176.239 (11,15%), ficando em segundo lugar. Uma redução de 93.448 votos.

- Fábio Faria (PSD) – 70.350 (4,37%) na eleição 2018, sendo o último colocado entre os eleitos. Em 2014, ele foi o terceiro mais votado ao atingir 166.427 (10,53%). Um desabamento de 96.077 votos.

Vale ser ressaltado, que Fábio teve menos voto do que Beto Rosado (PP), primeiro suplente da Coligação 100% RN, com 71.092 (4,42%). Por esses números, ele estaria eleito se integrasse a Coligação Trabalho e Superação onde estão Rafael e Fábio.

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Categoria(s): Política

Comentários

  1. Naide Maria Rosado de Souza diz:

    Despencaram. Note-se, aqui, a rejeição a nomes antigos, independentemente de pertencerem a grupos tradicionais. Como diria Jorge Amado, a eleição deu-se quase à maneira do “balaio fechado”. Quase.

  2. João Claudio diz:

    Peço ao nobre jornalista que, na medida do possível, publique a totalização dos votos que esse Ezequiel obteve em Mossoró.

    Se puder publicar o resultado final da votação EM MOSSORÓ de todos os deputados estaduais e federais eleitos ou não, será de bom tamanho.

    Agradeço.

  3. Elves Alves diz:

    Um dos fatores determinantes da acentuada má performance de Walter Alves (MDB) nas urnas teria origem doméstica. Nas principais cafeterias de Natal – onde se aglomeram verdadeiros enxames de “assis besouros” da vida – não se fala noutra coisa: foi decisiva a participação do ex-ministro Henrique Alves na conquista do campeonato eleitoral por Benes Leocádio (PTC), no último domingo.

  4. LSV diz:

    Uma tragédia familiar possibilitou a grande votação do competente Benes. É absurda essa tese de responsabilizar Henrique Alves por sua merecida votação . Bote na conta de Henrique e do apoio a Temer a derrota de Garibaldi.

  5. ivanilson diz:

    Caro Carlos, outro fator importante. que não deve ser esquecido, foi a redução do dinheiro de campanha. Em 2014 tinha dinheiro ” a rodo” pra comprar prefeitos, vereadores e lideranças políticas. Sem esse dinheiro esses políticos não trabalharam para seus candidatos com tanto afinco como em 2014. Esse ano, compra de apoio de Prefeito e vereador a preço de ouro não existiu.

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