terça-feira - 10/07/2018 - 19:18h
Crônica

Getúlio no Centro de Nhé Dinô


Por François Silvestre

Nhé Dinô nem tava em função, no seu Centro espírita Jeje-Nagô, quando ouviu um barulho de vento vindo do lado do trapiá. Preparou-se rapidamente, pressentindo uma visita não invocada. Tal não foi sua surpresa quando, ao sentir o cheiro da fumaça de charuto, viu sentado ao lado do fogão de lenha o Presidente Getúlio Vargas.

O velho caudilho fez sinal com a mão para Nhé não se aproximar. Baforou uma fumaçada, retirou o charuto da boca e riu.

“Passei pra descansar, não pergunte nada”. E ficaram ali.

Getúlio fumando e o “pai de santo” em pé, imóvel.

Ao despedir-se, o Presidente levantou-se lentamente e já saindo falou: “E pensar que antecipei a partida sem necessidade, só por conta de um tiro idiota no pé de um malandro”.

Nova ventania balançou as folhas caídas e cobriram de saudade o pátio do “Terreiro”.

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Categoria(s): Crônica

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