segunda-feira - 08/10/2018 - 12:22h
Eleições 2018

Grupo Rosado sai destroçado de eleições no primeiro turno

Clã encolhe sem eleger ninguém e tem sua força limitada em seu próprio espaço geopolítico original

O grupo político-familiar Rosado sai destroçado das eleições em primeiro turno do Rio Grande do Norte em 2018. Os números das urnas reduziram sua força eleitoral até mesmo em sua comuna, Mossoró, onde teve desempenho sofrível.

Reunificado pelo temor de ser engolido no pleito municipal de 2016, após mais de 30 anos de polarização, a “união” dos Rosados por necessidade não foi suficiente para sustentar pelo menos um mandato federal e outro estadual no pleito de 2018.

Rosalba e seus candidatos foram derrotados "em casa", por adversários quase invisíveis (Foto: arquivo)

A partir de janeiro de 2019, esse clã terá apenas os mandatos de Rosalba Ciarlini Rosado (PP) e da sua prima e vereadora Sandra Rosado (PSDB). Uma volta ao passado em termos de poder, há 70 anos. Em 1948, o sogro de Rosalba – Dix-sept Rosado – era prefeito de Mossoró; Vingt-Rosado, pai de Sandra, vereador. Dix-duit Rosado, irmão de ambos, tinha sido eleito deputado estadual constituinte (1947 a 1951).

Os primos Beto, Larissa e Kadu

Candidato à reeleição à Câmara Federal e apoiado pela prefeita e tia-afim Rosalba Ciarlini, Beto Rosado ficou apenas na primeira suplência da “Coligação 100% RN”, nas eleições deste ano.

Já a deputada estadual Larissa Rosado (PSDB), filha da ex-deputada federal e atual vereadora Sandra Rosado, somou a sua segunda derrota consecutiva à Assembleia Legislativa. Lá está desde 2017, graças a um acordo político engendrado pelo então deputado federal Henrique Alves (MDB).

Outro dissabor eleitoral veio da própria casa da prefeita Rosalba: seu filho Kadu Ciarlini (PP), integrante da chapa ao Governo do RN do ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT), foi derrotado em Mossoró. Pelo menos vai para o segundo turno, onde existe fio de esperança de conquista eleitoral.

Números

Em Mossoró, Beto Rosado empalmou apenas 16.241 votos (14,79%), o que lhe garantiu o primeiro lugar – mas não a reeleição. Trabalhava para obter 30 mil no município. Em 2014, quando se elegeu, obtivera 15.321 (15.37%) e ficara atrás de Sandra Rosado (então no PSB), que somou 18.271 (18,33%) àquela ocasião, não se reelegendo.

No estado, Beto alcançou 71.092 (4,42%). Em 2014, eleito, 64.445 (4,08%).

Quando à Larissa, a queda foi ainda maior. Também foi primeira colocada em Mossoró, mas atrofiou bastante. Teve 17.753 (15,08%) este ano. Em 2014, ela chegou a 24.585 (24,35%).

No cômputo geral no estado, a deputada amealhou 25.909 (1,54%). Em 2014, a parlamentar tinha somado 32.876 (1,98%).

Chapa da “Rosa” perde para adversária sem palanque

O caso mais representativo da desnutrição de poder dos Rosados, que por anos se dividiu nos neologismos “rosalbismo” (de Rosalba) e “rosadismo” (sob comando de Sandra), é a contenda ao governo estadual.

A chapa Carlos Eduardo Alves-Kadu Ciarlini foi derrotada por Fátima Bezerra (PT)-Antenor Roberto (PCdoB) em Mossoró, mesmo com avassaladora força da estrutura do município e o capital político da “Rosa”. Importante ser destacado, que Fátima-Antenor não teve sequer um palanque representativo e escassas vezes “passou” pela cidade no primeiro turno.

Mesmo assim, venceu o pleito local com 46.634 (43,02%). Carlos-Kadu totalizou 37.243 (34,36%). Maioria de 9,391 votos (8,66%). O estrago foi até ameno, que se diga. Não fosse o intenso trabalho do governismo municipal na periferia e zona rural, seria bem pior.

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Categoria(s): Política

Comentários

  1. Elves Alves diz:

    Que bom, não é mesmo?
    Já passa do tempo desses Rosados arrumarem uma trouxa de roupa para lavar.
    Ganhar a vida com o suor do próprio rosto, como ocorre a todo e qualquer mortal.
    Malandragem política tem limites, e o povo há muito já está dizendo basta.

  2. João Paulo diz:

    É aguardar as primeiras pesquisas de intenções de votos para governador neste segundo turno. Caminhamos para um segundo turno com ascensão de Carlos Eduardo, mesmo Fátima tendo botado dianteira de 14% sob Carlos neste primeiro turno. Fátima que aliás, deve se preocupar muito com sua votação em Natal, onde Carlos a venceu com quase 20% dos votos, um entrave talvez para sua vitória já no primeiro turno pode ter sido a votação da senadora na capital. Fátima fez bem no interior, vencendo Carlos com largas margens em municípios de porte médio e pequeno, mas em Natal teve votação sofrível. Ao menos, compensou a derrota na capital com vitórias em municípios da região metropolitana. E registre-se, Mossoró terá no mandato de Isolda, eleita vereadora em 2016 com pouco menos de 2.000 votos, sua representação na Assembleia Legislativa. Isolda, que não possuía uma estrutura de campanha tão poderosa quanto a de Larissa, mas que teve mais de 7.000 votos sobre a atual deputada em todo o estado.

  3. Naide Maria Rosado de Souza diz:

    Pois bem. Considerando o “fio de esperança” na eleição Carlos/Kadu, à qual dou um calibre mais expressivo, tenho o que dizer. O grupo Rosado pode, em algum momento, como já ocorreu, ou em vários momentos, abrir espaço para novos líderes. Trata-se de acontecimento, a meu ver, de ordem natural, haja vista que ninguém é dono do Poder. Ninguém jamais o foi até porque há uma finitude que pode ser analisada de maneira positiva.
    Abraço os que chegam. É verdadeiro o meu desejo de que cumpram seus desígnios de forma a engrandecer minha terra amada. Estarei pronta para aplaudir o bom parlamentar.
    Todavia, aponto uma vantagem na posição desfavorável, ou seja, a da derrota. É a posição de cobrar. E, para isso, meus senhores, encontro-me “à cavaleiro”. Nada me escapará. Geograficamente distante, próxima pelo “Nosso Blog”. “A hora e a vez” de Naide Matraga.
    Sempre, Mossoró toda Vida!

  4. Kelder diz:

    Só falta a MALA velha.

    • Naide Maria Rosado de Souza diz:

      Não sei quem seria a “MALA velha”.
      Todavia, com certeza, afirmo que as malas novas são de péssima qualidade. Não aguentam o tranco de uma viagem. As antigas, podiam não ser bonitas, mas eram feitas com apuro e de grande durabilidade. Couro bom suporta pancada.

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