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domingo - 28/01/2018 - 01:40h

Indústria do turismo não avança em Tibau e Costa Branca


Por Josivan Barbosa

O prefeito de Tibau, Josinaldo Marcos (PSD), o “Naldinho”, está muito insatisfeito com o tratamento que tem recebido do governo Robinson Faria (PSD). A Secretaria de Turismo deu as costas para o principal projeto turístico de Tibau, a requalificação da orla da Praia das Emanuelas. A Praia das Emanuelas nas décadas de 80 e 90 tornou-se o principal ponto de atração turística de visitantes de Mossoró e circunvizinhança, além de turistas oriundos do Vale do Jaguaribe (Quixeré, Jaguaruana, Russas, Itaiçaba, Limoeiro do Norte e Tabuleiro do Norte) e de municípios da Paraíba, principalmente da região de Souza.

A partir dos anos zero, não houve melhoria na infraestrutura da orla e isto contribuiu muito para afastar o visitante.

Era comum o aproveitamento da praia nos finais de semana esticados, na Semana Santa, nas férias do meio do ano e a partir do segundo semestre, além claro, no período de veraneio tradicional. Hoje, o visitante deslocou-se para outras praias com melhor infraestrutura, principalmente a qualidade das barracas.

Praticamente, só percebe-se o uso mais intenso da Praia das Emanuelas nos finais de semana do veraneio. O visitante sumiu nas outras épocas do ano, deixando os empreendedores em situação caótica durante o ano todo.

Costa Branca

O projeto de requalificação da orla da Praia das Emanuelas seria o diferencial do governo estadual para devolver a Tibau o atrativo turístico e contribuir para o empreendedorismo local. A praia é belíssima e apresenta excelentes condições de balneabilidade durante o ano todo, mas, só isto não é suficiente para atrair o turista regional. As pessoas tornaram-se mais exigentes e não admitem pagar caro por serviços de péssima qualidade. Esse projeto de requalificação precisa urgentemente entrar no radar do próximo governo estadual e ser desenvolvido em sintonia com o Banco do Nordeste e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).

Costa Branca II

Outro aspecto que contribuiu muito para afastar o turista regional de Tibau foi a decadência da Praia do Ceará. Nos anos 80 e 90, praticamente todo final de semana havia muito movimento de visitantes naquela praia. A partir dos anos zero iniciou-se uma debandada, chegando ao ponto de se tornar deserta.

A exemplo da Praia das Emanuelas, a orla da Praia do Ceará não recebeu nenhuma melhoria. Aquela região da Costa Branca tornou-se um local sem pai e sem mãe. Como é a última praia do município de Icapuí-CE, não recebe nenhuma atenção. Icapuí espera por Tibau e Tibau espera por Icapuí. E assim, perde a Costa Branca e perde o empreendedor de Tibau.

Costa Branca III

Além da situação difícil que vive os empreendedores da área de serviços de alimentação e turístico (restaurantes, bares, lanchonetes, pousadas, hotéis e similares) de toda a região da Costa Branca, a decadência dessas praias está contribuindo também para a redução na construção de casas de veraneio, o que deixa a mão de obra desses municípios sem ter o que fazer.

Nos últimos anos houve um deslocamento forçado das construções ao longo da Costa Branca (trecho Tibau-Grossos) para as praias de Gado Bravo e Areias Alvas, mas, mesmo assim, há vários empreendimentos inacabados ou abandonados, principalmente condomínios de veraneio. Na década passada era muito comum se falar na região da negociação de terrenos para futuros empreendimentos hoteleiros ou de condomínios de veraneio. Hoje, os terrenos encalharam e não há boas perspectivas. E assim, a Costa Branca vai sendo abandonada pelo turista e pelo governo estadual.

Securitização das dívidas

O Rio Grande do Norte assim como o município de Mossoró poderá contar com recursos extras em 2018. Estes recursos serão provenientes da chamada securitização das dívidas que está sendo aguardada por vários governadores que disputarão a reeleição como a salvação para as suas pretensões eleitorais.

Aprovado em dezembro pelo Senado, e uma das prioridades da Câmara dos Deputados na volta do recesso parlamentar, o projeto, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), é a aposta dos atuais mandatários estaduais para um significativo reforço de caixa no curto prazo.

Devido a ineficiência do setor público, na média, o fluxo de receita proveniente de créditos tributários, arrecadado em 2015, foi equivalente a 0,7% do estoque a receber, sendo esse índice de recuperação nas prefeituras (2,5% maior do que nos governos estaduais (0,65%). Ambos maiores do que aquele verificado no governo federal (0,41% do respectivo saldo de dívida ativa).

Investimento em pesquisa… no Ceará

Uma boa notícia em do Ceará e gostaríamos muito que isto estivesse acontecendo com a nossa Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do RN (FAPERN). O governo do Ceará vai destinar 1,01% da receita tributária líquida do Estado do Ceará para a Funcap, neste ano de 2018. O governador Camilo Santana assumiu o compromisso de chegar a 2% dessa receita, como manda a Constituição, gradativamente, em um período de 10 anos.

O repasse desses recursos representará, no final de 2027, mais de 3 bilhões de reais para a ciência e tecnologia. O anúncio foi feito pelo secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Inácio Arruda, e pelo presidente da Funcap, Tarcísio Pequeno, durante a reunião de planejamento do Sistema Secitece (Funcap, Nutec, Centec, Uece, UVA e Urca).

Fotografia da crise fiscal do RN

Em 2014, a receita total do Estado do RN somou R$ 10 bilhões e em 2017 foi apenas de R$ 9,79 bilhões, com a receita líquida caindo de R$ 6,26 bilhões em 2014 para R$ 6,15 bilhões em 2017. Em relação às transferências da União houve volume de R$ 4 bilhões em 2014 para somente R$ 3,63 bilhões no ano passado. O déficit previdenciário mensal avançou de R$ 50,7 milhões em 2014 para R$ 132 milhões em 2017.

Além disso, a deterioração na segurança pública é explosiva. O número de homicídios dolosos por 100 mil habitantes avançou de 11,3 em 2004 para 44,9 em 2015.

Desemprego no país temeroso

Entre os terceiros trimestres de 2014 e 2017 o número de pessoas em idade de trabalhar no Brasil expandiu-se em 6,3 milhões. Desse contingente, cerca de 1 milhão de pessoas não se revelaram disponíveis para o trabalho. Assim, a força de trabalho sofreu um acréscimo de 5,3 milhões, pulando de 99 milhões para 104,3 milhões de pessoas. Desses potenciais trabalhadores, 91,3 milhões estavam ocupados no terceiro trimestre de 2017 ante 92,3 milhões três anos antes, indicando que houve uma contração de 972 mil postos de trabalho no período.

Complementarmente, os desocupados que eram 6,7 milhões em 2014 tornaram-se 13 milhões no terceiro trimestre de 2017, um salto de 6,3 milhões de pessoas. Conclusão: simplesmente, é como se nesses três anos todos os brasileiros que chegaram à idade de trabalhar não tivessem encontrado ocupação ou que todos os que perderam o emprego tenham ido para o desalento e todos os que se incorporaram à força de trabalho tenham permanecido desempregados. Não parece ter existido na história econômica brasileira contemporânea um triênio com desempenho do mercado de trabalho tão alarmante.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Categoria(s): Artigo

Comentários

  1. Lair S Vale diz:

    A falta de urbanização da orla das praias das Emanuelas é culpa exclusiva do atual prefeito de Tibau. Faltou planejamento, não fez parceria com os micro-empresários continuando tudo como no século passado , ou quase ?
    Tibau é a cidade do Rn com uma das maiores renda por pessoa ( per capta ), é fácil administrar uma cidade com sobra de recursus.
    Dr JOSIVAN sugiro que o grande professor vá morar em Tibau e se candidate a prefeito, sua ekeição seria muito bom para todos nós do RN.

  2. João Claudio diz:

    Os governos do estado só investiram em turismo da Reta Tabajara pra lá. Fato, fato e fato.

    Eles sempre acharam que turismo no Rn se resume ao Morro de Careca, no cajueiro de Pirangi, na ponte que impediu a passagem dos torcedores mexicanos, na giga com tapioca, e em todo litoral (da Reta Tabajara pra lá) como se oceano Atlântico so banhasse…Da Reta Tabajara pra lá.

    • João Claudio diz:

      Mais: na visão dos governos do Rn, interior é quintal sujo e turista não quer ver quintal sujo, quer ver apenas a sala de estar, a capital.

      Por isso, o investimento maciço em Natal.

      Sorry, periferia. Pegue o beco, interior. De vocês eu só quero o dinheiro dos impostos e…Os votos.

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