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domingo - 15/04/2018 - 09:00h

Intelectual – a síndrome de Rolando Lero


Por Honório de Medeiros

Parte dos nossos intelectuais sofre da Síndrome de Rolando Lero.

Consiste isso em explicar o passado a partir de suas crenças pessoais, alterando a explicação conforme surjam obstáculos fáticos ou racionais de natureza relevante, que os levam a adaptá-la para assegurar sua sobrevivência (da explicação).

É como quando o marxismo pretendeu explicar o cangaço enquanto luta de classes.

Ou como quando a antropologia política explicou as sociedades indígenas sem estado enquanto sociedades primitivas.

Ou, ainda, como quando a psicanálise fundamentou sua teoria exclusivamente no complexo de édipo e electra.

O verdadeiro conhecimento é aquele que propõe hipóteses acerca do futuro, fazendo predições ousadas que, uma vez concretizadas, assegurarão a validade e a relevância do pensamento do intelectual que as elaborou.

Dizer por qual razão se ganhou ou perdeu essa ou aquela eleição é tarefa inglória, dada a impossibilidade de se dispor de todas as variáveis envolvidas no processo analisado.

Digam-me quem vai ganhá-las, daqui para a frente.

Isso é ciência. O resto é lero.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

Categoria(s): Artigo

Comentários

  1. José Manoel diz:

    A grande maioria não passa dos intelecutais não passa de picaretas intelectuais. Como diz o autor, querem explicar a situação através de crenças pessoas e o pouco estudo das razões históricas que envolveram os fatos passados. Na universidade e na imprensa é só o que tem, todo mundo querendo impor suas ideologias.
    O pior mesmo são padres e pastores que misturam teorias, principalmente os padrecos da teoria da libertação (isso mesmo, teoria). Relacionam pobreza monetária com reino dos céus, o que tem haver uma coisa com a outra? Mais uma picaretagem intelectual, sóq ue essa em nome de deus e do marxismo.

  2. Naide Maria Rosado de Souza diz:

    Daqui para frente, impossível. No começo da apuração há os que apontam a inclinação das urnas de forma admirável. Às vezes, pequenas ou grandes diferenças, podem despertar em pessoas habituadas nas contagens, revelações incríveis e afirmativas depois comprovadas, sobre os vencedores, mesmo diante de grandes viradas. Não estou me referindo a lugares sabidamente de determinado candidato. Isso é fácil.
    Já vi uma pessoa, com um pequeno rádio, dizer:fulano vai perder. Gargalhada geral. Pois não é que fulano perdeu mesmo? Estava na frente…seria o ganhador.
    Aquele que “adivinhou” galgou posição. Havia provocado até medo.
    De mãos marrons pelo fumo, chapéu desabado de tão velho, camisa de dois botões e calça que, um dia, fôra branca. Cabelos brancos que, afinal, significaria experiência. Acertou de pronto.
    Há no nordestino, me retirando do contexto para não me elogiar, uma inteligência diferente, conferida pela água que lhes falta e me parece vir do ar.
    Hoje, nem mais posso dizer os nomes dos partidos, estão diferentes, assim como seus filiados que continuam a brincar de quatro cantos. Impossível, agora, entender qualquer explicação que conjecturar a vitória de alguém… aliás, quem?
    Grande Prof. Honório.

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