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domingo - 13/05/2018 - 05:38h

Nossa saudade


Por Odemirton Filho

No decorrer de nossas vidas muitos são os caminhos percorridos. Cada um traz no coração sentimentos diversos.

Se volvermos o olhar ao passado veremos quantas perdas sofremos e quantas saudades carregamos em nossa alma.

A construção da vida é feita passo a passo. A cada momento de nossa existência conseguimos um pouco daquilo que almejamos.

Nesse trilhar muitos fatos e muitas pessoas ficaram para trás.

Da infância resgatamos os momentos mais doces. Nossos pais, irmãos, familiares e amigos faziam parte de nosso cotidiano. A preocupação era, tão somente, as notas do colégio.

O junho de nossas vidas era marcado pelas brincadeiras nas ruas, sem a violência de hoje.

Os pais guiavam nossos passos e os avós eram a referência.

O tempo passou. Da adolescência guardamos as primeiras paqueras, o primeiro beijo ou o primeiro amor. Sonhadores, queríamos conquistar e revolucionar o mundo.

Sair à noite com os amigos era sinônimo de liberdade. O dinheiro só era suficiente quando fazíamos a “cotinha” entre os amigos para comprar aquela bebida preferida.

Os mais afoitos fugiam de casa às escondidas para aproveitar o que a juventude, de sonhos e desejos, proporcionava.

Se olharmos para o passado muitos irão ver que já não temos nossos pais e avós.

A maioria dos amigos já se distanciou, poucos nos restam. Os amores adolescentes lá ficaram.

A vida continua, é certo.

Porém, as preocupações da vida cotidiana nos fazem perder um tempo precioso, distante das pessoas que amamos e daquilo que gostamos de fazer.

Atualmente, perdemo-nos nas pequenas coisas, o essencial sempre deixamos para depois.

Quando percebemos aquela viagem não deu certo. Os momentos simples passaram. Aquela pessoa que amamos já não podemos abraçar.

Vale a pena tanta correria?

Para a nossa reflexão deixo as palavras de Cecilia Meireles:

“De que são feitos os dias? De pequenos desejos, vagarosas saudades, silenciosas lembranças”.

Odemirton Filho é professor e oficial de Justiça

Categoria(s): Crônica

Comentários

  1. MACHADO diz:

    Perfeito seu artigo professor.

  2. Reinaldo diz:

    Belas palavras professor Odemirton, texto recheado de verdades.

  3. FRANSUELDO VIEIRA DE ARAÚJO diz:

    Sem nenhuma dúvida meu Caro Odemirton, muito vem a calhar sua fala acerca das lembranças sobre pequenas grandes coisas que dia-a-dia, de fato, mais e mais estamos à perder em um ciclo, no qual cada vez mais a vida se torna liquida.

    Vida líquida essa, que, basicamente compreende a qualidade da ascensão da sociedade atingida pela capacidade de consumir e não por algo mais sólido, como a educação. Fala das relações humanas que têm se tornado cada vez mais frágeis, comparando-as a mercadorias, que são descartadas quando já não “servem” mais.

    Segundo o sociólogo e escritor de origem poloneza Zygmunt Bauman, autor do livro “A vida líquida”, contra o consumo, sobredito escritor entende que:

    “Em um mundo repleto de consumidores e produtos, a vida flutua desconfortavelmente entre os prazeres do consumos e os horrores da pilha de lixo”

    Então, nada mais oportuno que a criticidade levada a lembrar da alteridade e da empatia com que devamos nos relacionar, mais ainda em um contexto de consumo, de máquinas e maquinações, onde literalmente esquecemos do humano na moldura do tempo…!!!

    Um baraço

    FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO.
    OAB/RN. 7318.

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