quarta-feira - 06/06/2018 - 23:30h
Mossoró

O perigo da “oposição social” que ronda Rosalba Ciarlini


* A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e seu grupo não têm o que temer, aboletados no governo. Pelo menos em relação à denominada “oposição” política.

Ela inexiste.

Quem faz oposição ao governo Rosalba?

Tião Couto (PSDB), segundo colocado nas eleições municipais do ano passado?

Gutemberg Dias (PCdoB), agradável surpresa e terceiro colocado na mesma disputa?

A bancada contrária na Câmara Municipal de Mossoró?

O ex-candidato a prefeito “Cinquentinha” (hoje, no PSDC)?

O antecessor Francisco José Júnior (PSD).

O governador Robinson Faria (PSD).

Nada, nada, nada disso.

Todos inexistem até aqui como tal. Uns, por incapacidade; outros, por estratégia.

O problema que ganha corpo de forma lenta, gradual e expressiva é a “oposição social”, muito mais letal do que a política.

É a voz das ruas.

Ela germina nas unidades básicas de Saúde (UBS’s) e Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s), com precário atendimento e falta de medicamentos; nas ruas e avenidas esburacadas e cobertas por lixo; na escola com escassez de merenda, na insegurança do centro à periferia e no desemprego que não é estancado.

E tudo fica grandiloquente nas queixas que se espalham nas redes sociais, através de vídeos, textos, fotos e áudios. Esse perturbador boca a boca virtual cresce em proporção geométrica.

A prefeita e sua entourage palaciana não podem ignorar esse fenômeno. Se o fizerem, por arrogância ou falta de sensibilidade política, podem contabilizar rápido e crescente prejuízo.

Quanto à oposição política, nada a temer. Por enquanto.

Essa inexiste. Ainda.

O governo e a “oposição social” quase um ano e dois meses depois

* Este texto acima foi originalmente publicado no dia 11 de Abril de 2017, às 19h02. São quase 14 meses de sua veiculação original. O que mudou de lá para cá? Praticamente nada. Na verdade, o quadro se agravou para a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e seu governo.

Ela tem pesquisa guardada a sete chaves, com números que mostram sua continuada corrosão. O governo é vítima do fantasma da “silveirização” (desgaste como do ex-prefeito Francisco José Júnior).

Qualquer dúvida, é só olhar nas redes sociais a crescente onda de críticas e denúncias contra serviços elementares da administração municipal. Não são manifestações articuladas, de guetos ou grupos organizados, mas vozes espontâneas que viralizam rapidamente.

É a “oposição social” a que nos referimos há mais de um ano e Rosalba e seus próceres preferiram desdenhar. Incensados por uma vitória eleitoral em 2016 e o poder, por que nos levariam a sério?

Mesmo com pesado investimento na imprensa convencional e páginas virtuais de Mossoró, de Natal e Caicó, vendendo uma imagem diferente, a gestão não consegue maquiar mais a realidade. E a oposição? Ah, a oposição política de Mossoró consegue ser ainda menor.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política

Comentários

  1. Inácio Augusto de Almeida diz:

    Pior do que a Oposição Social é a Sanção Social.
    Esta é que determinará o que será registrado nos livros de história.
    Mas isto só preocupa a quem se importa com a posteridade.
    Quem só pensa em enriquecer meteoricamente e acredita ser a morte o fim de tudo, a imagem que deixará importa tanto quanto o furo de um pneu de bicicleta.
    Falar de Oposição Social e Sanção Social a quem está convencido que, com bordões repetidos e já gastos, conseguirá sempre manter no mais completo alheamento por conta do processo de desinformação a que submete todo o povo é clamar no deserto.
    Acredita que com o pragmatismo do toma lá, dá cá manterá tudo como sempre foi.
    Desconhece que as pessoas mudam, mesmo que lentamente, mudam.
    Confia que por conta de uma propaganda mentirosa, paga com dinheiro público, o povo nunca despertará.
    Coitado. Se soubesse que a história não perdoa…
    ////
    OS RECURSOS SAL GROSSO SERÃO JULGADOS ESTA SEMANA?
    O ARRASTÃO DA FREI MIGUELINHO SERÁ ELUCIDADO ESTE MÊS PELA POLÍCIA DO RN?

  2. Elves Alves diz:

    O conteúdo desta postagem pode perfeitamente ser aplicado em relação à necrose administrativa conduzida, a nível estadual, pelo coveiro Robinson Faria. Bastaria trocar os nomes das desgastadas personagens, e pronto.
    A administração estadual é a cara do governo Rosalba em Mossoró, e vice-versa. Como observado pelo comentarista Inácio Almeida, tratam-se de políticos medíocres mas autoconfiantes, apostadores de que, “por conta de uma propaganda mentirosa, paga com dinheiro público, o povo nunca despertará”.
    Convém não esquecermos que Robinson só desgraçou o estado porque teve o apoio ostensivo e incondicional da oligarquia sindical capitaneada pela senadora Fátima Bezerra. Petralhas mergulharam o RN num oceano de merda e tiraram o time de campo, como convém aos covardes e oportunistas.
    Agora, resguardada por mandato de oito anos no Senado, Fátima quer voltar ao local do crime alegando ser Robinson um “incompetente”. Ora, todo mundo e seu Raimundo sabiam que o simulacro de governador que o PT legou aos potiguares nunca tivera habilidade sequer para gerir uma prosaica sorveteria de colégio.

  3. Rui Nascimento diz:

    Quer apostar um din-din de macaúba que em 2020, se candidata, ela se reelege?

  4. Raimundo nonato sobrinho diz:

    Se estou errando na estratégia mudarei a estratégia.
    Por incapacidade nao concordo. Por que tenho de sobra
    Me juntarei as vozes da rua se estou ausente.
    Mais na verdade estou precisando mais um pouco de mídea.
    Um pouco escanteado.
    Não percebe.

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