domingo - 22/04/2018 - 06:32h

Pensar o desenvolvimento do RN não é tão difícil como dizem


Por Gutemberg Dias

O Rio Grande do Norte é um estado que tem grandes potencialidades econômicas as quais que devem ser melhor trabalhadas a partir de ações governamentais que possam pavimentar o fortalecimento das cadeias produtivas que estão ativas e, também, planejar a estruturação de novos polos de desenvolvimento.

O governo do estado, através do IDEMA, elaborou um estudo anos atrás que tinha foco no mapeamento de áreas para investimento econômico. O estudo foi denominado de Atlas para a Promoção do Investimento Sustentável no RN, tendo sido publicado em 2005 no governo da então governadora Wilma de Faria.

Esse estudo foi dividido em três partes: a Zona Homogênea Mossoroense, Zona Homogênea Seridó e Zona Homogênea Litoral Leste. Cada tomo desse traz um conjunto de informações que é de extrema importância para quem deseja investir no Estado, além de ter gerado para a administração subsídios para o planejamento macroeconômico do Rio Grande do Norte.

Encontrar esse documento não é muito difícil (veja AQUI). Basta acessar o site do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), que os volumes estarão disponíveis para acesso online ou download.

Outro estudo de grande valia foi desenvolvido pela Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN). Trata-se do “Mais RN (veja AQUI). Traz um planejamento estratégico de desenvolvimento econômico do RN para um horizonte de 2016/2035. As informações que constam desse estudo, como aquelas inseridas no Atlas, são muito valiosas para balizar um rumo para o nosso combalido estado.

A pergunta que não quer calar: como um estado com informações relevantes como essas que estão nos documentos citados acima, não consegue estabelecer um planejamento estratégico com foco em políticas de Estado e não de governo? Fico pensando que os gestores não se apoderam dessas informações para traçar os rumo do Rio Grande do Norte, essa é a única explicação.

Daqui uns dias teremos alguns postulantes ao governo do estado apresentando seus respectivos planos de governo. Sei que muitos desses candidatos tratam o “Plano de Governo” como uma mera peça formal para o registro das suas candidaturas. Mas, como sei que, também, teremos candidatos que pensam diferente, sugiro desde já que suas assessorias se apoderem do conteúdo desses documentos e incorpore aquilo que considerarem mais relevantes para alavancar a economia aos seus planos de governo.

Não adianta querer inventar a roda. O negócio é aproveitar o máximo os dados gerados por esses projetos e estruturar um plano que esteja além do governo que cada um candidato projeta. É preciso olhar o Rio Grande do Norte para 2050 e não apenas para os próximos quatro anos.

Será que os nomes que se projetam estão preparados para ver além do seu mandato?

Para mim não tem outra saída para nosso querido RN se não for a partir de um planejamento estratégico sério e, sobretudo, pautado nas suas potencialidades econômicas e, também, na questão de investimentos na sua infraestrutura.

Não tenho dúvida alguma quanto à capacidade de retomada do desenvolvimento econômico estadual que terá como consequência a capacidade do Estado desenvolver políticas públicas com foco no bem estar da população.

O RN tem jeito, o que falta é alguém como o governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), que assumiu aquele estado com um plano estratégico já estruturado e hoje tem quase 100% do que planejou realizado.

Temos que deixar de lado esse modelo arcaico de administração pública. Inovar será o grande desafio do próximo governador ou governadora do Rio Grande do Norte.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, professor da UERN e empresário

Categoria(s): Artigo

Comentários

  1. Elves Alves diz:

    De acordo: “Pensar o desenvolvimento do RN não é tão difícil como dizem”.
    Impossível mesmo é empiná-lo politicamente em solo potiguar.

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