quinta-feira - 12/07/2018 - 17:31h
Sal

Porto-ilha é interditado e compromete economia do RN


Do Blog Saulo Vale

O Terminal Salineiro de Areia Branca, o Porto-ilha, voltou a ser interditado na manhã desta quinta-feira (12). Equipes doInstituto Brasileiro de Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), vindas de Brasília, encontraram irregularidades na estrutura. O Porto-ilha é administrado pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern).

 

Porto-ilha: nova interdição (Foto: arquivo)

O prejuízo à economia potiguar é incalculável. Só para se ter uma ideia, o Rio Grande do Norte transporta por ano seis milhões de toneladas de sal, dos quais 2,4 milhões são pelo Porto-ilha.

Com a interdição da estrutura, o transporte fica inviável e o principal concorrente do estado, o Chile, ganha força. Além disso, o RN é responsável pela produção de 97% de todo o sal do país.

Nota

Vale lembrar que o mesmo Porto-ilha já havia sido interditado em dezembro do ano passado pelo Ministério do Trabalho Emprego (MTE), após constatação de irregularidades.

Foram 15 dias de interdição, com graves consequências na economia.

Leia na íntegra, abaixo, nota da Codern sobre a interdição:

A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN) está concentrando todos os esforços no objetivo de atender as exigências do IBAMA relacionadas ao Terminal Salineiro de Areia Branca.

O Diretor-Presidente, Fernando Dinoá Medeiros Filho, está se encaminhando à Brasília para reuniões junto ao Ministério do Meio Ambiente e IBAMA, além da disponibilidade para assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), tendo em vista já dispor de um Plano de Ação elaborado e pronto para ser executado.

Nota do Blog Carlos Santos – Já existe retração no transporte rodoviário, devido impasse relativo a frete, desde a recente paralisação nacional dos caminhoneiros. O setor precisa de um sistema multimodal ágil e confiável, para escoar a produção, garantindo mais de 15 mil empregos diretos no estado do RN.

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Categoria(s): Administração Pública / Economia

Comentários

  1. Rocha Neto diz:

    Com a palavra a classe política do nosso sofrido RN. Quem levantou a mão pra empunhar a bandeira de luta até agora?? O governador não deve simplesmente subir em um helicóptero e sobrevoar a ilha, como fez com a cidade de Touros que está alagada, pois mesmo alagada o avião tinha condições de ali pousar, mais pra não ser vaiado olhou de cima e foi embora…a plataforma do porto tem capacidade para receber o pouso, e merece receber as providencias de todos pra voltar a operar, se governador, bancadas de políticos estaduais e federais e entidades classistas e empresariais assim o quiserem, caso contrario nascerá mais um elefante branco potiguar.

  2. silva junior diz:

    O toda a classe politica do RN sempre se empenhou em prosperar nas cadeiras e deixar a população a receber migalhas, e a população por sua vez sempre aceitou ser alimentada igual a ” pompos” em uma praça, essa é atriste realidade que assola o RN, o governo não tem condições de pagar em dia o que de direito é basico a população, quanto mais manter um porto, PRIVATIZA, FAZ CONCESSÃO, ETC… pois é uma solução basica para manter um fluxo economico pelo menos sustentavel no estado, e de contra partida temos a cidade de Mossoró que na sua cadeira é ocupada por uma pessoa e sua trupe totalmente icampacitada de gerir a cidade, assim como foi anos passados em todos os seus mandatos.

    A população precisa acordar, sair desse comodismo, sair desse paradigma deixar de lado essas velhas praticas.

  3. Elves Alves diz:

    Além de sal, este ‘porto-ilha’ deveria também exportar pitombas, castanholas e garrafinhas de areia colorida de T(r)ibal. É a riqueza potiguar inundando o mundo, estúpido!

  4. Pedro Victor Cavalcanti Rodrigues diz:

    E ainda vão culpar o IBAMA. Ora, será que a CODERN, que deixou a situação chegar ao ponto de ser interditada, não tem culpa nenhuma? É uma coitada?

    A gente deveria ao invés de pedir aos políticos que liberem ilegalmente um estabelecimento sem condições de ser liberado, que os dirigentes cumpram as leis para que este não seja interditado.

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