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domingo - 01/04/2018 - 05:30h

Quanta carência de tolerância e empatia


Por Odemirton Filho

Vivemos tempos delicados. O mundo, tão evoluído em alguns aspectos, parece-me está retrocedendo. O homem, apesar de todo o conhecimento, pouco amadureceu.

Se volvermos o olhar para cada aspecto de nossas vidas veremos quão difícil estão os relacionamentos pessoais. Intolerância e falta de empatia são marcas registradas do homem contemporâneo.

A intolerância “é uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões”.

Por outro lado, a empatia significa a “capacidade psicológica” para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo”.

Tomemos, como exemplo, o Brasil das redes sociais.

Atualmente, muitos se escondem no mundo virtual para disseminar o ódio e a intolerância. Revelam-se da pior forma. Não se trata de não aceitar o pensamento do outro, pois a divergência de opiniões é salutar para a convivência humana, mas de ofensas que nada acrescentam.

Na seara política o debate entre a extrema esquerda e a extrema direita revela-se não uma discussão ideológica, mas de cunho eminentemente político-partidário, fragilizando, mais ainda, a incipiente democracia brasileira.

Partidários de A e B digladiam-se de forma irracional, sem ponderar os pontos positivos e negativos de seus candidatos.

Nessa “guerra” insana perdemos a oportunidade de discutir com racionalidade os melhores quadros para o país.

Noutra ponta, a religião é discutida de forma intolerante, sem abertura ao diálogo. Poucos buscam o ecumenismo como forma de conciliar divergências e de formatar um mundo melhor. Discutem qual é a melhor interpretação da Bíblia ou qual é a religião ideal para se chegar a Deus.

O ódio, de igual modo, é disseminado contra pessoas que, para alguns, não estão de acordo com o padrão social que idealizam. Agridem sem o menor pudor ou respeito.

São tempos difíceis.

Aproveitemos a celebração do tempo quaresmal e, em especial, este domingo de Páscoa para rever nossas atitudes. Independentemente da religião que professemos, ou não, é momento para uma profunda reflexão.

Um pouco de tolerância e empatia, por favor.

Odemirton Filho é professor e oficial de Justiça

Categoria(s): Artigo

Comentários

  1. Carlos André diz:

    Caro Odemirton, a campanha hj está no ritmo que o PT impôs a muito tempo, desde quando o Fora FHC e sua radicalização virou escola, com aquele PT se opondo a tudo e a todos que não fossem partidários deles que hj a turma da esquerda que está perdendo o jogo vem com essa conversa fiada de golpistas a fascistasua, mas no tempo que os vermelhinhos quebravam literalmente o pau no meio da rua não existia essa de disceminar o ódio, hj a oposição ao PT utiliza a mesma tática e a esquerda fica reclamando, como diz o ditado popular; Quem com o ferro fere com ferro será ferido!

  2. Naide Maria Rosado de Souza diz:

    “Poucos buscam o ecumenismo como forma de conciliar divergências e de formatar um mundo melhor.”
    Pérola, Prof. Odemirton.

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