terça-feira - 15/10/2019 - 19:24h
Denúncia

Crime contra a Lagoa de Apodi segue impunemente

O advogado e escritor Marcos Pinto denuncia, através do Blog Carlos Santos, que conforme  vídeo contante nesta postagem, a Prefeitura  Municipal  do  Apodi – através  de  sua  Secretaria  de  Serviços Públicos – tem fornecido  caçamba  e  retroescavadeira para  promover  aterramento  do  leito  da  Lagoa do Apodi,  objetivando construir imóveis  de  alvenaria. 

“Dominado  por  tamanha  estupefação  é  que  me  dirijo  ao  amigo  para  solicitar  a  divulgação  em  nosso  prestigiado  Blog a  respeito  de  um  violento  crime  ambiental  cometido  contra  a  lendária  Mãe-lagoa  de  Apodi”, justifica.

“É  inconcebível  a  prática  de  tamanha  agressão  ao  já  bastante  assoreado  leito da  lagoa.   Estranho  que  até  agora  o  douto  Representante  do  Ministério Público   da  Defesa  do  Meio  Ambiente  da  Comarca  do  Apodi  não  tenha  adotado enérgicas  medidas  coibitivas  contra  tão  danoso  crime  ambiental”, afirma ele.

Antecipadamente  agradecido.

Marcos  Pinto – OAB/RN-2252.

Nota do Blog – Estamos à disposição da PMA, caso queira se pronunciar sobre a denúncia em epígrafe.

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domingo - 17/02/2019 - 09:48h

A perversão da dialética

Por Paulo Linhares

A História não é uma múmia, algo estanque, engessado, morto. Ao revés, ela é movimento para frente ou para trás, avanços e retrocessos; uma espécie de ‘retrato’ do mundo, este que é “tudo o que ocorre” e traduz a “totalidade  dos fatos, e não das coisas”, para usar a categoria genial de Ludwig Wittgenstein, do seu “Tractatus Logico-Philosoficus”.

É bem certo que as pessoas tendem (erroneamente) a pensar a História como um contínuo encadeamento de superação de fatos – os avanços -, porém, quase sempre não se dão conta de que, na maioria das vezes, ela é feita de repetições – os retrocessos – muitas vezes trasvestidas de farsas inescondíveis, como alertava Karl Marx no seu “O 18 de Brumário de Luís Bonaparte” (de 1852).

Posto que farsas, os retrocessos históricos findam por impor ao mundo real uma lógica daquilo que pode ser denominado como ‘dialética perversa’, em que a síntese, a despeito das antítese contrapostas, é mera repetição da tese, íntegra e insuperada. Por força de incompreensíveis mistérios das coisas humanas, fatos trágicos e indesejáveis do passado rebrotam no cotidiano de nossas vidas, como se as lições escritas em sangue, suor e lágrimas de nada valessem.

Pode até parecer complicada está cogitação, todavia, tudo se faz claro quando os fatos paridos da realidade são objeto de reflexão, por apressada e perfunctória que possa ser.

Ora, quem pensou que após 1985 – com o fim da ditadura militar – o Brasil avançaria para se tornar um país moderno, calcado nos princípios do Estado Democrático de Direito, na sobrelevação da cidadania civil e política, no fim das desigualdades sociais e regionais, no respeito à convivência pacífica e respeito à soberania de outros povos na ordem internacional, ademais da adoção de uma pauta de direitos e garantias fundamentais, afinal declarados na Constituição de 1988, foi vítima de ignóbil e monumental engano.

Os fatos ocorridos no campo político-institucional a partir do ano de 2016, sobretudo, com o impedimento ex-presidente Dilma Rousseff, a despeito de todos os erros e desvios cometidos no seu governo e nos governo de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, mostram um enorme retrocesso factual de todas as conquistas da sociedade brasileira nas últimas três décadas. Tudo o que parecia ‘sólido’ se desmanchou no ar. E retrocedeu a um passado que, pensava-se, estava superado.

Claro, erros aconteceram, em especial o estabelecimento de relações promíscuas entre governos petistas (e os que os antecederam) e setores avançados do capital industrial, as  empresas de construção civil pesada, grandes empreiteiras de obras governamentais na área do petróleo transformadas em nefastas organizações criminosas que estabeleceram poderosos ‘propinodutos’ a contaminar gravemente o chão republicano.

No bojo das espetaculosas operações levadas a cabo pela aliança entre Poder Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal – empoderados na Constituição de 1988 e apoiados pelos governos petistas, ademais do significativo apoio dos grandes barões da mídia -, parcela expressiva da sociedade brasileira assumiu uma pauta política conservadora, em desprestígio até de direitos e garantias de berço constitucional.

Mais grave, ainda, foi a dura resposta que esses setores – fundamentalmente das camadas médias da sociedade brasileira – deram nas urnas de 2018: optaram por um esboço de projeto política, social e economicamente bem mais retrógrado que aquele do ciclo militar de 1964-1985.

A pior, porém, está nas eleições de um presidente da República, alguns importantes governos estaduais e muitos parlamentares estaduais e federais, em ambientes rigorosamente democráticos, sem que isto represente efetivo avanço para uma sociedade complexa e juncada de contradições como a brasileira. A propósito, a eleição de Jair Bolsonaro à presidência da República não foi objeto de qualquer maior contestação, a despeito das inermes acusações da prática de delitos eleitorais (‘disparos’ de “fake news” bancados por empresários sem conhecimento da Justiça Eleitoral). Na lógica do sistema político-eleitoral em uso, a sua eleição pode ser considerada como inequivocamente livre de mácula.

Aceite-se ou não, a verdade é que o corpo eleitoral induvidosamente optou pela onda conservadora que vem atingindo outros países, a exemplo da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos da América. A palavra de ordem mesmo, neste momento, é “direita, volver”!

A tendência política conservadora, no Brasil, se confirma com as eleições do deputado Rodrigo Maia e do senador Davi Alcolumbre, ambos do Partido Democratas, de direita, segundo e terceiro na vocação sucessória da presidência da República que, nos próximos dois anos, presidirão respectivamente a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

Seguramente, a pauta ultraconservadora do governo Bolsonaro terá fortes aliados no Congresso Nacional para aprovação de leis e até de importantes reformas da Constituição. E de outros importantes setores da sociedade brasileira, inclusive, de parcela da chamada grande imprensa.

Embora possa parecer bizarro, tudo valerá a pena quando nossas humildes almas de democratas e republicanos – e esses dois termos se equivalem! – não forem pequenas, para lembrar o poeta Pessoa, embora, denuncia implacável a História, tantas (grandes) almas tenham fenecido sob Hitler, Stalin, Mussolini, Franco, Salazar, Pol-Pot, Garrastazu Médici, Pinochet etc.

E todas estas questões remetem às dificuldade e retrocessos de se desfrutar da liberdade numa ordem genuinamente republicana, como lembrou, há mais de dois mil anos, o filósofo latino Marco Túlio Cícero:“Quando o povo pode mais e rege tudo ao seu arbítrio, chama-se a isso liberdade; mas é, na verdade, licença”.

Por isto é que, na sua licença de decidir, em muitos casos, o povo  se torna algoz de suas próprias expectativas. E seu futuro pode estar irremediavelmente  comprometido, restando, apenas, a morte dos ideais  republicanos e cada vez mais distante a noção de uma sociedade livre, economicamente próspera e socialmente justa, com iguais oportunidades para todos.

Depois de muita caminhar e até sangrar – e tantos sangraram! – a sociedade brasileira dá um enorme salto para trás e aposta no inverso de tudo o que se assentara no seu coletivo imaginário a partir de 1985 e cristalizado na Constituição de 1988. Agora, é marco zero, pois tudo o que se edificou nesse campo ameaça a virar fumaça. Resta esperar para ver no que resultará esse intragável angu.

Paulo Linhares é professor e advogado

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segunda-feira - 04/02/2019 - 16:26h
Brasília

Ministro Sérgio Moro apresenta “Pacote Anticrime”

Corrupção, crimes violentos e o crime organizado são principais problemas a serem enfrentados

Do Congresso em Foco

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, apresentou a governadores e secretários estaduais, nesta segunda-feira (4), em Brasília, a grande aposta de sua gestão – o chamado Pacote Anticrime. A proposta promove altera 14 leis, como Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Execução Penal, Lei de Crimes Hediondos, Código Eleitoral, entre outros.

Ministro Sérgio Moro apresentou Pacote Anticrime a governadores e secretários de Segurança Pública (Foto: MJ)

Segundo o ministro, o objetivo é combater de forma mais efetiva a corrupção, crimes violentos e o crime organizado, problemas enfrentados pelo país e que são interdependentes. Mais cedo, Moro apresentou o projeto ao presidente reeleito da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), durante café da manhã. Ele deve se encontrar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ainda nesta semana, para pedir apoio e expor as principais medidas sugeridas.

Entre outras coisas, o pacote criminaliza o chamado caixa dois, introduz a figura do “informante do bem”, reforça o cumprimento da pena para condenados em segunda instância, endurece o cumprimento da pena para crimes considerados mais graves, como roubo, corrupção e peculato que, pela proposta, passa a ser em regime inicial fechado.

O projeto conceitua organizações criminosas e prevê que seus líderes e integrantes que sejam encontrados com armas iniciem o cumprimento da pena em presídios de segurança máxima. De acordo com a proposta, condenados que sejam comprovadamente integrantes de organizações criminosas não terão direito a progressão de regime. O texto amplia de um para três anos o prazo de permanência de líderes de organizações criminosas em presídios federais.

Clique AQUI e conheça íntegra do Pacote Anticrime

A proposta permite que o Ministério Público proponha acordo, antes do recebimento da denúncia, quando o acusado confessa crime com pena máxima inferior a quatro anos, praticado sem violência ou grave ameaça. Prevê, ainda, a ampliação do Banco Nacional de Perfis Genéticos para facilitar a investigação de crimes. A mudança proposta permitirá a coleta de DNA de condenados por crimes dolosos mesmo sem trânsito em julgado.

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sexta-feira - 30/11/2018 - 21:30h
Nós

Auxílio sem cascata

Que bagulho bom esse tal de “auxílio-moradia”.

A Associação dos Magistrados quer ressuscitar a parada.

A turma do Ministério Público vocifera contra o ministro Luiz Fux, que mercadejou o fim do penduricalho num escambo com Michel Temer (MDB).

Eu também quero um troço desse.

Sem cascata.

ligado?

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segunda-feira - 26/11/2018 - 23:02h
Como previsto

Temer assina reajuste para STF; Fux acaba auxílio-moradia

Do G1

O presidente Michel Temer sancionou nesta segunda-feira (26) o reajuste para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux revogou o auxílio-moradia para juízes, integrantes do Ministério Público, Defensorias Públicas e tribunais de contas.

O reajuste para ministros do STF, de R$ 33 mil para R$ 39 mil, foi aprovado no Senado no dia 7 de novembro.

Temer tinha até esta semana para sancionar ou vetar.

Valores

Segundo Fux, o fim do pagamento do auxílio só ocorrerá quando o reajuste salarial previsto para os ministros do STF chegar efetivamente à folha salarial.

Estimativa feita por consultorias da Câmara e do Senado Federal aponta que o reajuste para ministros do Supremo terá um impacto de R$ 1,375 bilhão nas contas da União no ano que vem (R$ 4 bilhões incluindo estados e municípios).

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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domingo - 13/05/2018 - 04:44h

Sua majestade o presidente do Brasil

Por Paulo Linhares

Em tempos idos, lida com a avidez da juventude, a instigante obra de Ernest Hambloch, diplomata inglês, jornalista e brasilianista das décadas de vinte e trinta do século XX, Sua Majestade o Presidente do Brasil – Um estudo do Brasil constitucional (1889-1934), publicada originalmente em inglês em 1934 e que mereceu bem cuidada tradução de Lêda Boechat para o português, enriquecida por estudo rigoroso e enriquecedor de José Honório Rodrigues, à guisa de posfácio, que veio a lume em edição da Editora do Senado Federal, no ano 2000, por sua enorme atualidade tem sido revisitada noutros momentos, sobretudo, agora quando este país se dispõe em realizar mais uma eleição presidencial neste ano de 2018.

A vigorosa abordagem de Hambloch, mais de oito décadas depois, se mostra de uma desconcertante atualidade e, em especial, quando projeta alguns aspectos inerentes à instituição do presidencialismo à brasileira, também presente noutras repúblicas sul-americanas, marcada pelo desprezo à democracia e feroz apego ao caudilhismo e às fórmulas autocráticas e burocráticas típicas das oligarquias brasileiras, de ontem e de hoje, no exercício da magistratura suprema da nação, ou seja, da chefia do Estado brasileiro.

Segundo acentua Roberto Gomes (disponível: //bit.ly/2KaSgXw, acesso: 10 mai 2018), em abordagem recente,  “Hambloch foi membro do Foreign Office e cônsul inglês no Brasil, onde morou cerca de vinte anos, trabalhando na Câmara Britânica do Comércio, no Rio. Saiu expulso, ameaçado por uma campanha que o acusava de ‘denegrir a imagem do país’. Os nacionalistas de plantão, bobos e oportunistas, viam nele uma víbora a ser pisoteada”.

SEM DÚVIDA, a atualíssima análise de Hambloch tem como eixo a compreensão de que “as origens dos males do Brasil devem ser buscadas nos defeitos de seu regime político”, de modo que as explicações a partir de certas abordagens econômicas e sociais caem no vazio, porquanto, lastimavelmente, hoje como nos albores da República instituída em 1889, “a política no Brasil nada tem a ver com questões políticas”, o que fica por demais evidente quando se constata que o Brasil vive, neste momento, uma profunda crise institucional caracterizada pelo descompasso entre os Poderes da República que teve início com o episódio do impedimento da presidente Dilma Rousseff e a pauta política do país foi deslocada para o Poder Judiciário, aliado ao Ministério Público e à Polícia Federal. E por falar em Poder Judiciário, é bom lembrar que entre os tantos poderes do presidente da República está o de escolher, por ato de sua exclusiva vontade, todos os onze ministros do Supremo Tribunal Federal.

Esse arranjo superestrutural, todavia, é precário e tende a ser revertido quando emergir das urnas de 2018 mais um ‘predestinado’, um homem forte, que governará este país pelos próximos quatros anos. É estarrecedor imaginar que, nestes “tristes  trópicos”, para usar as palavras do franco-belga Claude Lévi-Strauss, ainda prevalece a noção captada pelo arguto Hambloch de que “os princípios e sistemas democráticos não dependem, como ainda pensa a maioria dos idealistas latino-americanos, de cartas constitucionais, mas de convicções. A fé vale mais do que o fato”.

Coincidência é que Lévi-Strauss e Hambloch colheram suas impressões sobre o Brasil numa mesma época, os anos de 1930.

Tanto isto é verdade que  no Brasil as instituições partidárias, de confusas marcações politico-filosóficas, não enfeixam projetos políticos, ideias ou visões a serem postos à disposição da sociedade quando esta é chamada a decidir sobre a renovação periódica das estruturas de poder estatal, nos três níveis federativos.

Com efeito,  no momento atual, os partidos políticos nada mais representam que biombos por onde transitam interesses individuais e de grupos que buscam capturar e manter as instituições de governo, numa ocupação burocrática e parasitária do poder, quase sempre sem definições de propostas que atendam às demandas sociais, econômicas, políticas e culturais da sociedade brasileira.

Ressalte-se, aliás, que a história constitucional republicana registra um crescimento continuo, integral e consolidado dos poderes atribuídos ao presidente da República, seja nos períodos em que vicejaram as autocracias (a era Vargas, de 1930 a 1945; a Ditadura Militar, de 1964 a 1985) ou aqueles em que se praticou, em variados graus e formas, a democracia.

Embora possa ser paradoxal, não há exagero na afirmação de que a democrática Constituição de 1988 atribui ao presidente da República bem mais competências e prerrogativas que suas antecessoras, salvo a protofascista Constituição de 1937, apelidada de “Polaca”.

A propósito da Carta de 1988, chamada de “Constituição Cidadã”, vale lembrar que no seu processo constituinte tudo indicava que dela resultaria um sistema de governo do tipo parlamentar, pois era o parlamentarismo um credo comum aos vários grupamentos políticos e lideranças – grande parte daquelas que se ombrearam nos palanques do movimento Diretas Já – que se opunham ao ciclo de governos militares e lutaram pela superação do regime autocrático que estes representaram.

Ao fim e ao cabo, falou mais alto a tradição autocrática das elites tupiniquins, de praticamente todos os matizes políticos e ideológicos, da esquerda à direita: venceu, mais uma vez, a ideia de uma presidência da República guarnecida de amplos e imperiais poderes. Isso foi confirmado cinco anos depois com a realização do plebiscito, em 21 de abril de 1993 (originalmente previsto para 7 de setembro de 1993, modificada pela Emenda Constitucional nº 2/1992), em que o povo eleitor foi chamado a decidir sobre o sistema (parlamentarista ou presidencialista) e a forma (república ou monarquia) de governo, conforme determinava a Constituição de 1988.

A despeito do alto índice de abstenção, foram vencedores o presidencialismo e a firma de governo republicano, mantida, assim, a letra da Constituição. Os parlamentaristas de passado recente sumiram e restou inalterada a assertiva de Hambloch: “Os brasileiros admiram os métodos parlamentares ingleses tão sinceramente quanto a teoria da relatividade de Einstein, sendo o grau de compreensão o mesmo em cada um dos casos.” Pano rápido.

Sem razoável dúvida, o processo constituinte que deu origem à Carta de 1988 foi mais uma (excelente) oportunidade perdida de acabar com essa presidência da República majestática que não se coaduna com os verdadeiros postulados que imantam as instituições republicanas.

E para “fechar o firo”, cabe recordar a frase mais incisiva dessa estudioso inglês – e não menos profética, se tivermos em mente atuais episódios da vida institucional brasileira! -, quando, há mais de 80 anos, repita-se, tratou do presidencialismo de forte tradição autoritária e majestática dos países sul-americanos, sobretudo, do Brasil: “Os primeiros frutos da autocracia são corruptos e geram a corrupção.”

Ernest Hambloch precisa urgentemente ser relido, esse seu olhar sobre o Brasil de ontem e que muito diz do País que fatalmente emergirá das urnas em 2018.

Paulo Linhares é professor e advogado

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segunda-feira - 13/11/2017 - 04:08h
Tudo tranquilo

Mossoró é um país à parte no quesito “impunidade”

Mossoró é uma cidade abençoada por Deus e com políticos impunes por natureza.

Dá até uma canção.

Entre os políticos locais, há quem colecione mais de 80 demandas judiciais.

Tem gente acumulando acima de 40 denúncias, coisa até modesta, que se diga.

Condenações aqui, ali, acolá. Desse patamar não passa.

Temos também casos de falhas infantis em acusações, que proporcionam “absolvição sumária”.

Procedimentos aos borbotões abertos por Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado (TCE), da União etc.

Realmente, Mossoró é um país à parte.

E assim continuará.

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terça-feira - 10/10/2017 - 07:44h
Eleições 2018

Grupos políticos trabalham e torcem contra as “surpresas”

A menos de um ano das eleições 2018, é fácil perceber que os escândalos de corrupção que envolvem os principais grupos políticos do estado estão segurando articulações e decisões sobre montagem de chapas e rabiscos sobre coligações.

No governismo e oposição tem sido assim.

Compreensível, que se diga.

Cada um a seu modo, tenta marcar posição.

Mas principalmente, torcem para que não apareça qualquer “surpresa” ou força alternativa com força eleitoral até a campanha do próximo ano.

Até aqui, tudo está dando certo.

Mesmo assim, ainda precisarão combinar com o povo, Ministério Público, Polícia Federal e Judiciário.

O xilindró é bem ali.

Aguardemos.

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sábado - 02/09/2017 - 06:46h
Opinião

O Ministério Público descobriu a pólvora

Por François Silvestre

Sim, o Ministério Público descobriu a pólvora. E deixou a China com cara de tacho.

Informa o MP que Delcídio do Amaral é mentiroso. Grande novidade.

Qual corrupto, delator ou não, que seja verdadeiro? Qual?

O problema é que o MP no afã de expor-se aos holofotes anuncia aos sete ventos as delações como verdades incontestáveis. E acabam ficando com a cara de tacho maior do que a China.

Essa promiscuidade investigativa, nos inquéritos sem cuidados, entre um órgão público e ladrões privados, vai terminar levando todos para a privada.

E povo, pagador da conta, fica sem lenço para tapar o nariz.

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domingo - 14/05/2017 - 07:54h
Mossoró

IPTU, nem pensar

Do Blog da Chris

Várias ações judiciais estão sendo produzidas e devem sobrecarregar ainda mais a Vara da Fazenda Pública do Fórum de Mossoró.

O alvo é a cobrança em percentuais nunca antes vistos por essas plagas.

Tem contribuinte com débitos que passam dos 700 por cento de reajuste em relação ao exercício passado para este.

Em tempos recessivos e queda no valor venal dos imóveis, milhares deles desocupados (sem aluguel), o problema ganha proporção que os gestores ignoram.

Nota do Blog Carlos Santos – Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público, entidades empresariais, segmentos da sociedade civil organizada, continuam silentes…

Parece que não querem melindrar os inquilinos do Palácio da Resistência.

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quinta-feira - 28/07/2016 - 07:58h
Hospital da Mulher

Fafá Rosado nega que receba salário sem trabalhar

E ex-prefeita mossoroense Fafá Rosado (PMDB) enviou sua versão sobre investigação aberta pelo Ministério Público (veja AQUI), que apura denúncia anônima de que ela e as ex-prefeitas Cláudia Regina (DEM) e Rosalba Ciarlini (PP) estariam recebendo salário do Estado do RN, sem prestação de serviço.

Fafá licença até amanhã (Foto: arquivo)

Leia abaixo:

Sobre a postagem  do seu blog, datada de 25 de julho, com o título “Ministério Público investiga Rosalba, Cláudia e Fafá por supostamente receberem remuneração sem trabalhar”, tenho a informar que sou servidora pública estadual concursada, lotada no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia. Atualmente estou em gozo de licença prêmio, como pode ser comprovado no documento anexo, assinado pela Sra. Francisca Marcolino, Chefe do Grupo Auxiliar de Direitos e Vantagens, da SESAP.

Diante disso, coloco-me à sua disposição para outras informações, solicitando que possa ser feito o presente registro em seu prestigiado blog.

Atenciosamente,

Fafá Rosado.

Nota do Blog – Foi enviado “print” (cópia fotográfica) do documento citado, apontando que a licença de Fafá compreende o período de 1º de maio a 29 de julho de 2016.

Portanto, na segunda-feira (1º de agosto), ela deverá voltar à sua rotina no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.

Até o momento, as outras investigadas não se pronunciaram publicamente sobre o assunto.

Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.

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domingo - 31/01/2016 - 10:20h

Bagunça institucional

Por François Silvestre

É pra repetir? Fá-lo-ei: Só há uma saída. Constituinte Originária e Exclusiva. Originária por não dever vassalagem à desordem atual. Exclusiva porque deverá ser dissolvida após a promulgação da Carta. O membro constituinte não legislará pensando na continuidade do seu mandato nem nos seus interesses imediatos.

Este texto não pretende aprofundar a tese aqui exposta. A pretensão é mostrar alguns exemplos da zorra institucional a que chegamos. Não há prova maior de imaturidade política do que justificar essa nossa “democracia” apenas pelo fato de ter substituído uma ditadura brutal.

A substituição foi uma conquista, que não merece retrocesso. É bastante, mas não é suficiente. Ou se aprofunda a democracia ou não amadureceremos politicamente. E estaremos sempre sob a tocaia de pretensos ditadores.

Vejamos alguns exemplos simbólicos que justificam o título. Um Ministro do Supremo faz declarações políticas sobre assunto constante de processo com trâmite na Corte, onde pronunciará voto, antes de conhecer os Autos. Apenas pelo conhecimento das partes.

Isto é, um guardião da Constituição que não respeita a Lei nem o Código de Ética da Magistratura. Quem tem a função de guardar a Carta Magna obriga-se a respeitar todas as leis. Até a que for promulgada por uma Câmara de Vereadores da Gurgueia.

Um filho de Ministro do Tribunal de Contas da União exercendo advocacia de partido, cujo constituinte responde a processos com trâmite naquela corte de contas.

Procuradores de Justiça denunciam o Procurador-Geral do MP/RN, ao conselho nacional, por relação viciosa (sic) com o Legislativo estadual.

Um promotor público, em plena atividade, mete-se em política, elege-se senador, vira paladino da ética, com direito a capas de revistas. Depois, descobre-se que o distinto era um ladrão chapeado. Cassado, volta ao cargo de promotor público.

Os promotores do Ministério Público promoveram uma campanha bela e eficiente para garantir predominância na condução dos inquéritos. Contra essa propositura insurgiram-se os delegados da Polícia Civil.

A campanha do MP foi tão hegemonicamente montada, que os delegados acabaram na solidão dos argumentos. Qual era o norte da campanha? A informação de que a não derrubada da PEC 37 seria a consolidação da criminalidade e da violência sem controle. Cartazes em todos os fóruns. Campanha caríssima. Até os blogs culturais se integraram na luta.

A defesa dos delegados atrofiou-se acanhada, feito cachorro de pobre em casa caiada. Vitória acachapante do MP.

E o resultado? Silêncio. A violência diminuiu? A criminalidade respeita os inquéritos dos promotores? Há inquéritos eficazes para o julgamento e condenação de homicidas? Quantos pra cada lote de cem homicídios?

Só uma Constituinte Originária responderá!

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado  no Novo Jornal.

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quarta-feira - 25/11/2015 - 18:16h
Prefeitura de Mossoró

Vereador apresenta suspeição em contratos à decoração

Em pronunciamento durante sessão ordinária realizada na Câmara Municipal de Mossoró nesta quarta-feira, 25, o vereador Tomaz Neto (PDT) munido de documento informou que há possível ilegalidade na licitação realizada pela prefeitura de Mossoró para contratação de empresas designadas à montagem da ornamentação natalina.

Tomaz entregará documentação ao MP (Foto: Valmir Alves)

De acordo com o edil, empresas mudaram o perfil de suas atividades para participar do pregão. “Em virtude de interesse deste governo, as empresas mudaram o perfil de suas atividades. Antes prestavam serviços de eventos e agora são credenciadas como engenharia. Quero saber o que está embutido nessa licitação”, questionou Tomaz Neto.

Detalhando a situação, o vereador informou ainda que o valor pago pelo serviço prestado será de R$ 130 mil, para a realização apenas da montagem já que o material utilizado na ornamentação será reaproveitado do ano passado.

Ministério Público

“O material utilizado na decoração este ano é o mesmo do ano passado. A empresa vai apenas montar e por este serviço receberá um valor de R$ 130 mil. Conversando com um empresário da cidade, ele informou que caso cobrasse da prefeitura R$ 60 mil, ainda lucraria metade desse valor”, falou.

Por fim, Tomaz Neto informou que encaminhará o documento de licitação ao Ministério Público e solicitará providência para evitar que o pregão ocorra no próximo dia 30. “A prefeitura já tem todo o material e os técnicos responsáveis que podem fazer esse trabalho. O dinheiro gasto com esse serviço pode ser empregado em outro serviço, inclusive no pagamento de servidores que estão há 5 meses sem salário”, finalizou.

Com informações da Câmara de Mossoró.

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terça-feira - 24/11/2015 - 16:32h
Sacrifício

Deputado pede que auxílio moradia seja suspenso em 2016

Em intervenção hoje em sessão ordinária da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Nélter Queiroz (PMDB) pediu uma demonstração de desprendimento e bom senso de membros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Tribunal de Justiça e Ministério Público (MPRN).

Nelter vê a legalidade como descabida no atual momento financeiro (Foto: João Gilberto)

Segundo seus números, cerca de R$ 22 milhões anuais, de auxílio moradia, dariam para perfurar e equipar muitos poços para fornecimento de água a agricultores  que não conseguem recursos para furar e instalar poços no interior.

Para ele, o benefício deveria ser sustado pelo menos temporariamente.

Agricultores

“Recebi, na semana passada, 16 pequenos produtores do Vale do Açu que estão sendo cobrados por uma dívida contraída para o auxílio do plantio de bananas, mas estão sem condições de honrar essas dívidas. Eles foram proibidos de usar água para irrigação além de três noites, segundo a determinação da Agência Nacional das Águas. Fomos pleitear uma máquina para que se conseguisse perfurar 10 poços e a resposta foi que só tinha condições de fazer isso no mês de fevereiro”, destacou.

O parlamentar calculou que o valor pago em auxílio moradia é suficiente para perfuração de 700 poços e sugeriu a suspensão, para 2016, desse benefício.

“O governo diz que não tem dinheiro para gastar com poços tubulares, mas a gente observa um gasto de 22 milhões com pessoas que já tem condições financeiras mais confortáveis. Eu sei que isso é legal, mas é uma legalidade que deveria ser suspensa”, afirma.

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terça-feira - 16/12/2014 - 11:46h
Mossoró

Mães sofrem por horas e brigam em fila por vaga em creche

O vereador Tomaz Neto (PDT) revela preocupação com a alta demanda por vagas em creches da Prefeitura Municipal de Mossoró, sem que o sistema social/educacional possa cobrir essa necessidade. Exemplo marcante ele encontrou no bairro Sumaré.

No domingo (14), atendendo a chamado de mães do bairro, ele esteve testemunhando “in loco” o drama para se conseguir uma vaga para a creche Maria Caldas, no bairro.

Tomaz (de paletó claro), em meio à multidão de mães aflitas (Foto: Assessoria de Tomaz Neto)

No local, Tomaz viu e ouviu relatos de mães que chegam a ficar na fila por mais de 48 horas ininterruptas, na luta por uma vaga. “Existem situações ainda mais extremas, dolorosas, que humilham essas mulheres, suas crianças e suas famílias”, relata o vereador.

Sem segurança alguma e ao relento, as mães passaram a noite guardando um lugar na fila. Entre elas, algumas grávidas. Sentadas ao chão, deitadas em “camas” improvisadas, escoradas à parede, elas se acomodavam dentro do possível ao espaço precário.

Estrutura precária

Na segunda-feira (15), Tomaz Neto voltou à mesma creche, ou Unidade de Ensino Infantil (UEI) Maria Caldas. Fez uma visita surpresa por volta de 6h10.

Ele conversou com diversas mães e testemunhou tumultos e até brigas entre elas, em busca da tão sonhada vaga.

Aproveitou, para entrar no imóvel e conhecê-lo internamente, atestando sua estrutura e ouvindo pessoas diversas quanto às condições de trabalho e meios ao abrigo das crianças.

“É um local pequeno para a grande demanda. Um banheiro só com espaço pequeno para criança e o adulto, atendendo em torno de 50 alunos por cada turno”, descreve.

“Eu não sei como isso funciona, mesmo com boa vontade dos servidores”, comenta. Porém fez questão de assinalar: “Sei que é um problema antigo, que vem de outras administrações, praticamente abafado pela maioria da imprensa”.

O vereador prometeu que mesmo no período de recesso dos trabalhos na Câmara Municipal, continuará seu trabalho de visita a equipamentos públicos, ouvindo a população e buscando soluções por via direta ou indireta.

Espaço é pequeno para tantas crianças (Foto: Assessoria de Tomaz Neto)

“Não basta apenas denunciar. Primeiro, procuro a solução diretamente na Prefeitura e peço providências através da Câmara Municipal, através de ofício, provocando reunião com secretários”, diz. “Utilizo a imprensa que se dispõem a me ouvir e que quer servir à coletividade. Se não tiver como contornar o problema identificado, por esses meios, formalizo denúncia ao Ministério Público ou ouvidorias específicas. Tento fazer algo, esclarece.

Mas segundo Tomaz, “a sociedade unida é quem mais tem força”.

Ele é ainda mais incisivo: “O povo precisa se mobilizar, não se calar, agir, cobrar, denunciar, ir para as ruas, protestar”. Por fim, salienta: “Eu não tenho poder para praticamente nada sozinho. Não sou executivo, sou vereador, tento fiscalizar, tento cobrar providências, denuncio, procuro soluções. Calado eu não fico, vou logo avisando”.

Com informações da Assessoria do vereador Tomaz Neto.

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quarta-feira - 19/11/2014 - 23:02h
Vereador anuncia

Cópia de auditoria, “secreta”, será distribuída à sociedade

Vereador pedetista Tomaz Neto faz pedido de "socorro" para ver apurada série de irregularidades

Tomaz mostra reprodução de duas das três reportagens publicadas por este Blog (Foto: CMM)

Com documentos que, segundo ele, comprovam situações de corrupção na administração pública em Mossoró, o vereador Tomaz Neto (PDT) resolveu renovar. Ao invés de ficar apenas no debate em plenário, disse que vai levar suas denúncias à sociedade civil organizada.

No plenário da Câmara Municipal de Mossoró, hoje, ele bradou: “É um pedido de socorro, para que todos saibam e nos ajudem no combate à corrupção na cidade”.

Com uma cópia do resultado da auditoria realizada na folha da Prefeitura de Mossoró, que ele obteve sem informar a fonte, Tomaz Neto disse que entregará o documento aos partidos políticos, aos meios de comunicação da cidade, como também a representações religiosas, juízes, promotores e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Quer que todos tomem conhecimento do que foi apurado.

Empunhando xerox que reproduzia matérias postadas com exclusividade por este Blog, sobre o conteúdo até então “secreto” da auditoria, Tomaz cobrou uma posição da própria Câmara Municipal, que em toda a sua história nunca instalou uma comissão para investigar o Executivo, uma CPI ou CEI, independentemente da denominação.

Punição

“É preciso que esta casa possa instalar a Comissão Especial de Inquérito – CEI, para que tudo que foi dito seja apurado e culpados punidos”, cobrou Tomaz Neto.

O vereador lamentou que tenha esperado, sem sucesso, que o próprio prefeito Francisco José Júnior (PSD) enviasse o documento à Câmara Municipal, porém isso nunca foi feito sob o argumento, dos vereadores Jório Nogueira (PSD) e Soldado Jadson (Solidariedade), de que o material estava sendo revisado.

“Mas, fomos mais espertos e conseguimos uma cópia e agora vamos entregar às autoridades e à sociedade”, reforçou.

A auditoria foi realizada pela Universidade do Estado do RN (UERN) e custou aos cofres municipais quase R$ 300 mil. Foi entregue no dia 13 de junho ao prefeito Francisco José Júnior (PSD), que a encomendou ainda no período de mandato provisório na prefeitura, empinando como iniciativa de “moralidade”.

Promessa

Durante a campanha à Prefeitura, em pleito suplementar, o então candidato prometeu que tornaria pública a auditoria à plena análise da sociedade.

O momento mais emblemático do compromisso, foi quando gracejou com a adversária Larissa Rosado (PSB) no debate do dia 28 de abril deste ano, na TV Cabo Mossoró (TCM). Prometeu que entregaria cópia à ela.

Entretanto sucessivos pedidos para obtenção do relatório da auditoria, encaminhados oficialmente por Tomaz Neto, nunca foram atendidos. Chegou a protocolá-los no próprio Palácio da Resistência (sede do Executivo) e no Legislativo.

Ministério Público

Uma cópia única, até então, que se sabia, tinha sido entregue ao Ministério Público, no dia 9 de setembro.  Esta semana, é que o Blog Carlos Santos começou série de reportagem apontando algumas facetas do documento, em primeira mão.

“Precisamos saber, por exemplo, por que documentos solicitados pelos auditores não foram entregues pela prefeitura, entre outros absurdos que encontramos no relatório da auditoria”, finalizou Tomaz.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Mossoró.

Veja AQUI a primeira matéria da série sobre a Auditoria: Terceirização em Prefeitura exala odor de desvios milionários

Veja AQUI, a segunda matéria da série sobre a Auditoria: Plantão fantasioso e distorções em contratos quebram a Saúde

Veja AQUI, a terceira matéria da série sobre a Auditoria: Folha mostra privilégios para contratados em em vez de efetivos

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sexta-feira - 05/09/2014 - 16:30h
Ministério Público

Força-tarefa é caminho para apuração de auditoria

O Ministério Público, em Mossoró, recebeu na última quarta-feira  (3) cópia da auditoria realizada na folha de pessoal da Prefeitura de Mossoró. Foi-lhe entregue pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD),

Daqui para frente, o MP tem uma ingente tarefa: transformar o documento técnico feito por equipe de auditores da Universidade do Estado do RN (UERN), num instrumento de punição a eventuais culpados de irregularidades levantadas, inibindo novos crimes contra o ente público.

Para missão tão difícil, é imprescindível a montagem de uma força-tarefa dentro desse órgão fiscalizador da lei e da defesa do cidadão.

Só um promotor para tratar dessa tarefa hercúlea, é uma sobrecarga. Vários procedimentos deverão ser abertos.

A auditoria é ponto de partida; não um fim.

O trabalho entregue de “mão beijada” ao MP é complexo e exige celeridade, para que a morosidade não produza nova sensação de impunidade.

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quarta-feira - 20/08/2014 - 09:28h
Opinião

Em favor da permuta do Nogueirão com zelo e sem “bola”

O Estádio Nogueirão caminha para municipalização (veja postagem abaixo ou AQUI) e, posteriormente, ser permutado por nova praça esportiva. É, ao meu ver, um caminho mais coerente para se destinar esse equipamento esportivo.

Houve promessa de campanha do atual prefeito Francisco José Júnior (PSD), no sentido de municipalizá-lo. No governo, o arremate vem com o termo “permuta”. Não estava escrito, não foi o prometido, não era o “combinado”.

Mas devemos ver novamente o artifício do discurso, como algo próprio de “campanha eleitoral”. Infelizmente.

É um mal menor.

Rosalba, sorridente com Kátia Pinto, em um golpe que ridicularizou uma cidade inteira (Foto: Carlos Costa)

O prefeito está agindo, ao contrário do que chegou a ser prometido pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM) em duas oportunidades, engabelando o povo de Mossoró.

Já tínhamos nos posicionado sobre o Nogueirão em outras postagens e comentários. Somos a favor da permuta (veja AQUI nossos argumentos).

A municipalização, não! A Prefeitura não tem conseguido manter em funcionamento um simples ginásio de esportes e falha em áreas vitais, como Saúde, por que deveria arranjar mais sarna para se coçar?

HAVIA um processo avançado de entendimento conduzido por comissão formada por vereadores, desportistas e acompanhamento do Ministério Público, no final de 2011, sem qualquer recurso público empregado na negociação. Mas o Governo Rosalba Ciarlini, com interesse politiqueiro criminoso, meteu a colher e estragou tudo.

Carlos Augusto Rosado (DEM), marido da governadora, desembarcou em Mossoró em avião do Estado, com auxiliares do Governo e prometeu que seria feita uma reforma. Ele ainda não era secretário-chefe do Gabinete.

O estádio continuaria com a Liga Desportiva Mossoroense (LDM), mas com R$ 8 milhões injetados à sua plena restauração.

Abortou o projeto de permuta.

Como na mesma época havia uma enorme crise na saúde em Mossoró, com gestantes indo parir até em Russas-CE, a imprensa cavilosa que presta serviço ao rosalbismo tratou logo de ajustar os números que ela mesmo havia divulgado. Refez versão. Seriam R$ 3 milhões e não R$ 8 milhões.

Numa entrevista à FM 93 e TV Mossoró, Rosalba chegou a ardilosamente comentar, que não sabia de onde teria surgido essa versão sobre “8 milhões”. Ela mesma tinha divulgado, mas vendia tese do desconhecimento para não se comprometer.

Uma pá de cal

Nem um valor nem outro. Nunca apareceu um centavo para a reforma. Sequer uma pá de cal para demarcar o campo de jogo.

O agravante veio em plena campanha eleitoral de 2012.

Rosalba posou ao lado da secretária da Infra-estrutura do Estado, Kátia Pinto, prometendo que investiria bem mais e faria um estádio praticamente novinho em folha, sobre a carcaça do Nogueirão. Seriam quase R$ 40 milhões.

Estelionato de Rosalba

Outro estelionato político-eleitoral.

Passada a campanha municipal, a própria Rosalba admitiu que não tinha perspectiva de recursos para a obra. Pediu  para que procurassem seu então secretário Carlos Augusto. Esse foi direto e sincero: “Não temos dinheiro”.

A permuta é o caminho, já disse.

Mas como ocorria em 2010, é fundamental que tenha embasamento técnico e não emocional, obedecendo a edital que garanta valores de mercado pelo metro quadrado e não números recuados, para atendimento a outro tipo de “bola”.

A presença do Ministério Público em todas as fases da discussão é imprescindível.

O debate aberto na sociedade e na Câmara Municipal, também deve acontecer.

Imprensa partidária

A imprensa, por sua vez, precisa tratar o caso com responsabilidade e menos partidarismo ou emocionalismo.

Em 2010, parte dela sabotou a permuta para atender ao projeto político de Carlos Augusto e Rosalba. Hoje, essa mesma ala, é a favor, mas por “afeição” pontual a outro esquema político.

O torcedor… esse é apaixonado. Não costuma raciocinar com a razão.

Quer ver a bola rolando, a bola de futebol, claro. Quer Potiguar e Baraúnas nos gramados.

Veremos.  Teremos um novo estádio.

Precisamos confiar e trabalhar por isso.

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terça-feira - 15/07/2014 - 08:48h
Quase no ponto...

“Operação Vulcano” começa a devolver objetos apreendidos

A Justiça Criminal, de Mossoró, tem emitido intimações para que algumas pessoas possam receber seus objetos apreendidos na “Operação Vulcano”. Celulares, notebook etc. estão entre essas peças.

As intimações  fazem parte de mais uma etapa da apuração de existência de suposto cartel no setor de combustíveis automotivos em Mossoró.

Tudo já foi periciado e o trabalho de denúncia está praticamente fechado.

O trabalho foi desencadeado pelo Ministério Público, com suporte da Polícia Federal.

Pipocou ao conhecimento da população, com buscas e apreensões, além de prisões de empresários e até político, no dia 30 de maio de 2012.

Veja detalhes clicando AQUI (“Operação Vulcano” gera oito prisões e 20 mandados de busca e apreensão“), com relação de presos e gente que conseguiu escapar da operação.

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terça-feira - 10/06/2014 - 10:07h
Segurança

MP quer regularização de ciclomotores em Mossoró

O Ministério Público emitiu recomendação à Câmara Municipal de Mossoró, para que discipline registro e licenciamento de ciclomotores em Mossoró. Há muita preocupação quanto ao seu uso.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) dá essa prerrogativa ao Município.

Projeto de Lei seria uma forma de começar a fechar o certo às distorções no uso desses veículos de baixa cilindrada.

Menores de idade e gente sem qualquer habilitação legal ou conhecimento de normas de trânsito possuem essa modalidade de motocicleta. São as maiores ocupantes de espaço no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), devido acidentes

Ao mesmo tempo, elas passaram a ser peça importante à prática de crimes diversos, pois sequer possuem placa de identificação.

Em Mossoró, a estimativa é que existam mais de 30 mil ciclomotores em circulação. Praticamente estão substituindo bicicletas, devido seu baixo valor de compra, enorme facilidade de financiamento e baixíssima manutenção.

 

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terça-feira - 08/04/2014 - 21:24h
Mossoró

Vereadora acha que Ministério Público persegue futebol

A vereadora do PMDB e, presidente do Baraúnas, Izabel Montenegro, aproveitou sessão de hoje da Câmara de Mossoró, para externar sua indignação com mais uma interdição do estádio Nogueirão. Ela identificou que estaria havendo perseguição contra o futebol de Mossoró, sobretudo pelo Ministério Público.

“Não entendo tanta pressão do Ministério Público contra o futebol de Mossoró, pois existem outros problemas mais graves na cidade, como a violência nos bairros, e ele nada faz”, desabafou. Como dirigente, lamentou que os próprios segmentos locais, torcedores e imprensa, faltem com apoio, dando maior atenção à greve dos jogadores por conta de 12 dias de atraso nos salários do Baraúnas. Segundo ela, é preciso ter mais paciência.

Recomendação

Izabel narrou que foi a Natal e conversou como deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) que prometeu nova ajuda para Baraúnas e Potiguar.

Em relação à interdição, ela disse que conversou com presidente da Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF), José Vanildo, e este havia dito que era uma exigência do Ministério Público, “Mas, fui informada pelo colega Genivan Vale (PROS), que foi apenas uma recomendação e não uma exigência, por isso vou procurar novamente o dirigente da federação para melhor esclarecimento”, finalizou Izabel.

Outros vereadores como Genivan e Soldado Jadson (Solidariedade) também lamentaram a violência envolvendo torcedores e briga de jogadores (com oito expulsões) em campo, no clássico Potiguar 2 x 1 Baraúnas, no domingo (6).

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sexta-feira - 28/03/2014 - 15:18h
Regulamentação

Ministério Público reunirá donos de postos de combustíveis

Na próxima segunda-feira (31), o Ministério Público do Rio Grande do Norte vai apresentar o plano de regulamentação para postos de combustíveis, em Mossoró.

Foram convocados os proprietários e representantes de mais de 40 postos de combustíveis do município.

A reunião será realizada na sede das Promotorias de Justiça da Comarca de Mossoró, a partir das 13h30.

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Categoria(s): Economia / Justiça/Direito/Ministério Público
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