sexta-feira - 26/04/2013 - 16:37h
Terra de bandidos

Casas sem alicerce e roubalheira sem fim


O Ministério Público vai investigar o processo de construção de aproximadamente 200 casas no conjunto habitacional Alto da Pelonha, na zona leste de Mossoró. Todas estão interditadas pelo Corpo de Bombeiros.

O local tem imagem de terra arrasada. Mas não culpemos apenas as chuvas torrenciais que atingiram Mossoró nos últimos dias.

Bombeiros e Defesa Civil identificaram que as moradias que “sobraram” podem desabar de vez porque, além de tudo, não teriam alicerce. As habitações construídas entre 2009 e 2010 fazem parte do programa denominado de “Casa da Gente”.

Recursos da União estão envolvidos nas habitações.

Nota do Blog – Ô terra pra ter bandido! Ninguém é preso. Ninguém devolve a verba surrupiada.

Dezenas e centenas de vidas colocadas em perigo e dinheiro público sendo desviado pro bolso de espertalhões.

Convênio entre Estado e Governo Federal, fiscalizações, inspeções, auditorias, tribunais disso e daquilo e ninguém consegue ver o óbvio?

 

Categoria(s): Administração Pública
segunda-feira - 22/04/2013 - 23:23h
É sério, sim!

MP quer obrigar Estado a evitar que escola desabe


O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) quer que o Estado do Rio Grande do Norte seja obrigado a realizar obras de reparos na Escola Estadual Francisco Antônio de Medeiros.

Para isso, a 4ª Promotoria, com atribuição em Educação, ingressou com uma ação civil pública, com pedido de tutela antecipada, na Vara da Infância e da Juventude na Comarca de Mossoró.

A instituição de ensino encontra-se com uma série de problemas que colocam em risco a integridade física de cerca de 300 alunos

Fonte: Assessoria do MP

Categoria(s): Educação
  • Câmara de Mossoró
quarta-feira - 10/04/2013 - 16:28h
Mossoró

PEC 37 será objeto de audiência pública


A Proposta de Emenda Constitucional de número 37 (PEC-37) será discutida em audiência pública na Câmara dos Vereadores de Mossoró, nesta quinta-feira (11), às 9 horas.

O evento, proposto pelo vereador Soldado Jadson (PTdoB), faz parte da Semana de Mobilização da campanha “Brasil contra a Impunidade-Não à PEC-37”, desenvolvida pelo Ministério Público Brasileiro.

A PEC 37 cria enormes limitações ao trabalho investigativo do MP, verdadeiro achado para os bandidos de colarinho branco.

Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
terça-feira - 09/04/2013 - 09:29h
Óbvio

Bandas (fuleiras) ajudam no desvio de recursos públicos


O promotor de Justiça no Rio Grande do Norte, Luiz Lopes, dá um resumo do que se apura na Operação Máscara Negra em solo potiguar, desde as primeiras horas de hoje.

Ele utiliza endereço próprio na rede de microblogs Twitter, para se expressar com muita propriedade.

Leia:

- Como diria Mino Carta, até um ser mineral sabia que uma das “desovas” financeiras dessas prefeituras ocorre na contratação de bandas musicais.

- Bandas (fuleiras) contratadas a peso de ouro só recebem, no máximo, 30% do valor contratado. É muito parecido com a máfia do futebol.

- Já se sabia disso há algum tempo, mas a quebra do “segredo” não foi fácil. Foi preciso investigar por um tempo. Justiça exige provas.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
  • Farmafórmula 24-07-12
terça-feira - 09/04/2013 - 09:25h
Operação Máscara Negra

MP combate fraude em contratação de bandas


Do Portal No ar

O Ministério Público deflagrou na manhã desta terça-feira, 09, a operação Máscara Negra com o objetivo de desarticular esquemas de contratação fraudulenta de shows musicais, estrutura de palco, som, trios elétricos e decoração para eventos realizados nos municípios de Macau e Guamaré entre os anos de 2008 a 2012.

Só no ano passado a prefeitura de Guamaré gastou mais de R$ 6 milhões em festividades, enquanto que a de Macau chegou à cifra de R$ 7 milhões entre 2008 e 2012.

Esses gastos com contratações de bandas e serviços para festas compreendem mais de 90% do recebido em royalties no período e mais de 70% do recebido em FPM.

Mandados

Foram expedidos pelo juízo da Comarca de Macau 53 mandados de busca e apreensões, 14 mandados de prisões temporárias, a suspensão do exercício da função pública de 8 servidores públicos além da suspensão parcial do exercício da atividade econômica de 4 empresários e suas respectivas empresas.

As provas apontam que empresários do ramo artístico atuavam na região, alternando-se na fraude aos procedimentos licitatórios e fornecendo suas empresas e bandas aos superfaturamentos.

Em Guamaré, o suposto grupo criminoso era liderado por familiares do ex-prefeito, que controlava os principais cargos políticos do Poder Executivo municipal.

Já em Macau, o esquema tinha como líderes o então Chefe do Executivo e o presidente da Fundação Municipal de Cultura.

Laranjas

Os elementos colhidos pela Justiça dão conta de que eram desviados recursos das prefeituras por meio de contratações com superfaturamento de preços e mediante uso de intermediários não exclusivos e de laranjas.

Estima-se que aproximadamente R$ 3 milhões foram desviados por ordem dos então prefeitos e demais agentes públicos a empresários do ramo artístico, a pretexto de fomento da economia local.

A Operação Máscara Negra contou com o apoio de 200 policiais militares e foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).

Faz parte da Operação Nacional contra a Corrupção deflagrada na manhã de hoje em 12 outros Estados pelo Ministério Público brasileiro, por meio do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), em parceria com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Civis e Militares, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas de Rondônia, Receita Federal, Receitas Estaduais.

Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
sexta-feira - 02/11/2012 - 17:25h
Xilindró

Micarla escapa do pior com afastamento do poder


A prefeita afastada do Natal, Micarla de Sousa (PV), saiu no lucro com a decisão cautelar tomada pela Justiça.

Poderia ser pior.

Segundo se comenta nos bastidores, o Ministério Público tem muito mais argumentos – documentos em áudio etc. – que poderiam levá-la ao xilindró.

O despacho do desembargador Amaury Moura, ejetando-a da prefeitura, é para ser comemorado pela prefeita e alguns de seus auxiliares envolvidos em virtuais prática de crimes contra a administração pública.

Aguardemos mais novidades.

Tapemos o nariz.

 

Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
  • Câmara de Mossoró
quinta-feira - 25/10/2012 - 10:30h
Flagrante

Vídeo mostra promotor pedindo propina


Está na Internet o vídeo que deu origem à denúncia e prisão do promotor público José Fontes de Andrade, ontem à tarde em Parnamirim.

Fontes é titular 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Parnamirim e foi preso sob acusação de pedir propina de R$ 12 mil a um empresário (veja AQUI).

Veja – clicando no vídeo acima – a gravação em que o promotor tenta negociar a “bola”.

A própria vítima da tentativa de corrupção passiva é que apresentou o vídeo à Procuradoria-geral da Justiça, resultando em imediata providência saneadora desse órgão.

Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
terça-feira - 16/10/2012 - 16:15h
Hoje

Assembleia aprova reajuste para o Ministério Público


Aprovado, por unanimidade, o Projeto de Lei de autoria do Ministério Público do RN que altera a Lei Complementar Estadual nº 425, de 8 de junho de 2010, e estabelece a revisão anual da remuneração dos servidores do Quadro Permanente. Essa Lei instituiu também o Adicional de Qualificação aos funcionários que possuem formação acadêmica superior ao exigido pelo cargo que ocupa.

O Projeto dispõe, ainda, sobre o Quadro de Níveis e Vencimentos dos Cargos de Provimento Efetivo.

Com a aprovação, cargos do Quadro de Serviços Auxiliares de Apoio Administrativo do Ministério Público terão seus vencimentos básicos reajustados em 5,20% em duas parcelas, sendo a primeira a contar de 1º de agosto, e a segunda a partir de 1º de dezembro de 2012. No caso dos ocupantes de cargos de Assistente Ministerial, deste mesmo Quadro de Serviços, o reajuste será de 7,50%, também com efeitos financeiros a partir de 1º de agosto de 2012.

Sobre o Adicional de Qualificação, o Plano de Carreira, Cargos e Remuneração dos Servidores Efetivos dos Serviços Auxiliares de Apoio Administrativo do MP, passa a vigorar com a seguinte redação: 25% aos detentores de título de Doutor; 20% para os que possuem título de Mestre; 15% para os que detém  Certificado de Especialização; 10% aos detentores de diploma de curso superior e 5% exclusivamente aos ocupantes do cargo de auxiliar detentores de certificado de ensino médio.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
  • Câmara de Mossoró
segunda-feira - 02/07/2012 - 09:14h
Desabafo

Promotores reagem contra cerco ao Ministério Público


Dois promotores de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte desabafam, nessa ainda nublada manhã de segunda-feira (2). Usam as redes sociais contra o cerco que o Ministério Público vem sofrendo na esfera institucional.

Forças atrasadas e parceiras (ou participantes) da corrupção, não querem esse órgão exercendo seu poder fiscalizador e investigativo.

- Querido Congresso Nacional, acabe com o crime de Caixa 2 para que o Ministério Público e a Polícia Federal não percam tempo e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não nos envergonhe mais. Obrigado. – afirmou o promotor Peres Filho.

E acrescentou: “Pior é o desconforto de ler que Justiça Eleitoral acha que papeis entregues dão direito à quitação de contas. Deviam usar outra palavra.”

Acompanhe o Blog também pelo Twitter clicando AQUI.

- MP é tão perseguido pelo Congresso Nacional que surgiu a Frente Parlamentar em Defesa do Ministério Público. Todos os anos MP enfrenta diversas tentativas no Congresso Nacional de castração de suas atribuições. Não somos pop no Congresso Nacional. Nossos inimigos também definem quem somos – reage a promotora Ana Ximenes.

“Perseguição da PEC da Impunidade é prova de como investigações do MP incomodam poderosos. MP tem uma fibra e uma essência nascidas no movimento pela redemocratização do país, que jamais vai abandonar a luta por justiça para todos. Não é à toa que a nossa lei de ação civil pública data de 1985, o último ano da ditadura. Somos a síntese de um movimento social sólido”, argumentou.

Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
sábado - 30/06/2012 - 09:12h
Operação Assepsia

Hospital criado sem licitação faz um parto por R$ 28 mil


Depoimento do médico Manoel Nobre sobre o alto custo do Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher), instalado sem licitação pelo Governo do Estado, apesar de denúncia sobre irregularidades feitas pelo Ministério Público em Mossoró:

- Realiza-se em média 100 partos/mês na maternidade Maria Correia, com um custo de R$ 2,8 milhões/mês para o Governo do Estado. Portanto o custo de cada parto fica em média, pasmem, por R$ 28.000,00.

Nota do Blog – Segundo dados levantados na “Operação Assepsia”, desencadeada esta semana pelo Ministério Público, sobre irregularidades em licitações na Saúde na Prefeitura do Natal, respingando na mesma área do Estado, o contrato da Associação Marca – que gerencia o Maria Correia – é de R$ 16,8 milhões por seis meses.

Dá uma média de R$ 2,8 milhões por mês, sendo R$ 1,9 milhão somente com folha funcional de presumíveis 270 empregados.

Um detalhe: a Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), da Fundação Vingt Rosado, há décadas em funcionamento em Mossoró, responde por mais de 600 partos/mês.

 

Categoria(s): Administração Pública / E-mail do Webleitor / Saúde
  • Farmafórmula 24-07-12
sexta-feira - 29/06/2012 - 16:51h
Operação Assepsia

Hospital da Mulher tem folha suspeita de quase R$ 2 milhões

Empresa que recruta pessoal também é envolvida em despesas fictícias com a Prefeitura do Natal

Matéria da Tribuna do Norte, com aditivos do próprio Blog

Hospital foi montado para dar resposta 'rápida'

Uma das empresas investigadas pelo Ministério Público Estadual na “Operação Assepsia”, por fraudes na Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), tem contrato com a Associação Marca – gestora do Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher), em Mossoró. É a Salute Sociale.

Essa empresa – de propriedade de três pessoas presas na última quarta-feira (27) – no Rio de Janeiro, Tufi Meres, Rose Bravo e Antonio Carlos de Oliveira Júnior, o “Maninho”, é fornecedora de mão de obra ao Hospital da Mulher. Agora, segure-se na cadeira para essas informações a seguir.

A Salute Sociale empalmou, somente em abril, R$ 1,9 milhão para cobrir pagamento de folha que teria 270 funcionários. Uma multidão em relação à sua estrutura compacta e dirigida. São quase R$ 2 milhões só nessa rubrica de custo/mês.

A Marca foi contratada pelo Governo do Estado sem qualquer licitação, sob a argumento de urgência de instalação do serviço materno-infantil. Já a Salute Sociale tem um subcontrato com a Marca. É o mesmo procedimento utilizado na Secretaria Municipal de Saúde de Natal, onde a Marca fixou bem antes suas garras.

A informação dos repasses e do subcontrato da Salute com a Marca estão presentes na prestação de  contas da Organização Social no mês de abril, a qual o jornal Tribuna do Norte teve acesso. O documento, enviado pela diretora geral da Marca, Elisa Andrade de Araújo, à Maria Burlamaqui, que é a gestora do Fundo Estadual de Saúde, no último dia 11 de junho, traz todos os gastos dos primeiros meses da parceria

A prestação de contas inclui também uma série de despesas contraídas antes da assinatura do contrato com a Secretaria Estadual de Saúde. Lá estão descritas todas as empresas subcontratadas pela Marca para prestar serviços ao Hospital da Mulher, entre elas a Salute Sociale.

Irmãs xipófagas

Na  prestação de contas, há a lista de funcionários contratados pela Salute para prestação de serviços ao Hospital da Mulher através da Marca. São 270 funcionários, segundo a lista enviada pela Marca, entre profissionais de nível superior e médio. São psicólogos, farmacêuticos, fisioterapeutas, técnicos em enfermagem, vigias, entre outros.

Os funcionários, ainda de acordo com os documentos aos quais o Tribuna do Norte teve acesso, foram admitidos somente após a assinatura do contrato entre a Marca e o Governo do Estado. Resta saber se eles todos existem, na totalidade, e prestam serviços ao Hospital da Mulher.

A ligação entre a Marca e a Salute ganhou várias páginas na petição do Ministério Público, quando foi solicitado um conjunto de providências à Justiça, para se desencadear a Operação Assepsia.

A Marca e a Salute são nitidamente irmãs xipófagas. Nasceram ligadas uma a outra. Parecem produto do mesmo útero, ou seja, esquema. Os promotores chegam a afirmar que a proximidade é tamanha que parecem uma só entidade. As duas dividem inclusive a mesma sala como sede, de  acordo com o texto do Ministério Público Estadual.

Os “cabeças” de ambas, tanto da Marca quanto da Salute, são Tufi Meres, Rose Bravo e Antonio Carlos de Oliveira Júnior, considerados os principais nomes das supostas fraudes, junto do procurador Alexandre Magno Alves.

“Na prática, a Marca representa um grupo de empresas que acompanham cada gestão da referida OS. Na verdade, trata-se de um grupo criminoso, que através da Marca e da entidade Salute Sociale e de outras empresas satélites, desviam dinheiro público, mediante a inserção de despesas fictícias nas prestações de contas. Quando o poder público contrata uma, as outras vêm junto no pacote contratado”, relatam os promotores.

FRACASSO - A auditoria que o Governo do Estado resolveu instituir ontem, para levantar as atividades da Marca, deve se deparar com números, arranjos e gambiarras que vão atestar seu próprio fracasso: o fracasso da escolha de um atalho para vender a terceirização como a panaceia. Está claro que não é um remédio para todos os males da Saúde Pública do RN. A escolha mostrou-se equivocada e precipitada, propícia à delinquência com o dinheiro do contribuinte. A terceirização não é por si só de essência criminosa, mas a pressa em vender uma ação de governo à sociedade, passando por cima da lei logo na dispensa de licitação, só podia gerar isso.

Os procedimentos suspeitos na Secretaria Municipal de Saúde e a forma como a Salute passou a prestar serviço ao Hospital da Mulher são iguais. Como se sabe, para o MPE, as organizações sociais investigadas são apenas “fachada” para a contratação de empresas ligadas aos próprios diretores dessas O.S.s de forma mais “flexível”.

Alexandre: 'qualificado'

“A contratação da Marca por parte da SMS não se restringiu apenas a esta OS, mas englobava um pacote de outras empresas do esquema ilícito (SALUTE SOCIALE, MEDSMART, HEALTH SOLUTIONS  LTDA e outras empresas), que foram contratadas para prestar serviços ao Poder Público Municipal através da Marca, sem ter que se submeter a um processo licitatório, através da burla à lei de licitação prevista pela contratação das OS´s”, argumenta a petição.

Outra semelhança, dessa vez fartamente descrita na petição do MPE, é a parceria do procurador municipal Alexandre Magno, que foi cedido do Município para o Estado e atuou, segundo o ex-secretário de Saúde, Domício Arruda, como  consultor, “em vários contratos”, incluindo o da Marca.

Alexandre Magno, pelo o que é descrito, é aquele servidor público qualificado, com destreza e conhecimento amiúde dessa modalidade de contrato público, que foi útil e fundamental ao esquema na Prefeitura do Natal e estaria preparado para o mesmo fim no Governo do Estado. Não deu outra: de rombo! Na mosca. Na marca.

Veja reportagem completa da Tribuna do Norte AQUI.

Nota do Blog – O contrato do Governo do Estado com a Marca é de R$ 16,8 milhões por seis meses de atividade. Dá uma média de R$ 2,8 milhões por mês.

Importante lembrar que só com a folha de 270 funcionários, a subcontratada Salute Sociale recebeu R$ 1,9 milhão num mês. Num rateio, a média de remuneração ficaria em torno de R$ 7,037,00/mês por funcionário.

Segundo uma fonte profundamente conhecedora da administração hospitalar, esse montante de R$ 16,8 milhões daria para manter mais de 150 leitos de UTI por cerca de um ano.

Outro médico comenta: “com 15 milhões de reais seria possível reformar e abrir 15 leitos de UTI pediátrica e mais 15 UTI adulto no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).”

Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política / Saúde
quarta-feira - 27/06/2012 - 12:20h
Operação Assepsia

Hospital da Mulher está no rastro de irregularidades


A “Operação Assepsia” desencadeada hoje pela manhã em Natal e no Rio de Janeiro-RJ, pelo Ministério Público do RN (MPRN), acerta em cheio a Organização Social Civil de Interesse Público (OSCIP) denominada de “Marca”. Ela é quem administra o Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher) – em Mossoró.

Hospital (foto Carlos Costa): sob suspeição

A princípio, a investigação do MPRN, que gerou 8 prisões e fez cumprir vários mandados de busca e apreensão, não afeta o Hospital da Mulher. Não é o foco desse trabalho, mas tende a respingar nele, em função da Associação Marca para Promoção de Serviços ter envolvimentos em contratos possivelmente fraudulentos, no Rio Grande do Norte, a partir da Prefeitura do Natal.

A Marca administra a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Pajuçara e os Ambulatórios Médicos Especializados – AMES mantidos pelo Município de Natal.

O QUE É UMA OSCIP – Oscip´s são entidades privadas atuando em áreas típicas do setor público, com interesse social, eventualmente financiadas pelo Estado ou pela iniciativa privada, para que suportem iniciativas sem retorno econômico. São vistas como “paraestatais”, ou seja, “pessoas jurídicas de direito privado, cuja criação é autorizada por lei específica, com patrimônio público ou m isto, para realização de atividades, obras ou serviços de interesse coletivo, sob normas e controle do Estado” (Hely Lopes Meirelles). Saiba mais AQUI.

O Ministério Público Estadual, por intermédio da 1ª Promotoria de Justiça de Mossoró, ajuizou Ação Civil Pública contra o Estado e a Marca por irregularidades relativas à contratação firmada entre o Estado e referida Associação. A Ação tramita na Vara da Fazenda Pública de Mossoró e tem por número 0008561-37.2012.8.20.0106 (veja íntegra AQUI).

O representante do MP pede, entre outras coisas, a anulação do termo de parceria para que a Associação Marca faça a gestão do Hospital da Mulher; que o Estado se abstenha de renovar o termo de parceria firmado em caráter emergencial; e que se abstenha de firmar termos de parceria semelhantes com entidades privadas sem fins lucrativos antes que seja normatizada, em âmbito estadual, a qualificação de tais entidades como organizações da sociedade civil de interesse público, bem como observar as normas de licitação previstas em lei para seleção da entidade parceira.

Na ação, o MP pede também que a Justiça condene o Estado a convocar e nomear imediatamente em quantidade suficiente para completar as escalas do Hospital da Mulher, os candidatos aprovados no último concurso público pela Secretaria Estadual de Saúde Pública. E que promova o treinamento dos servidores nomeados a fim de que possam substituir o pessoal irregularmente contratado pela Associação Marca para prestar serviços no Hospital da Mulher em Mossoró, a fim de garantir a continuidade do serviço público.

Desde o princípio dessa negociação entre Estado e a Marca, que o MP questiona a dispensa de licitação, entre outros ‘deslizes’. Sua inauguração ocorreu no dia 9 de março deste ano.

Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Saúde
  • Farmafórmula 24-07-12
quarta-feira - 27/06/2012 - 08:20h
Natal

Promotores fazem “Operação Assepsia” em prefeitura


Neste momento estão sendo cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão nas Secretarias Municipais de Saúde (SMS) e Planejamento (SEMPLA) em Natal.

Trabalho do Ministério Público do Estado (MPRN), na denominada “Operação Assepsia”, desencadeada hoje.

Policiais e promotores estão nas duas repartições públicas da Prefeitura do Natal, recolhendo documentos e equipamentos eletrônicos (computadores).

Operação acontece, paralelamente, em outros endereços no Rio de Janeiro-RJ

A terceirização de serviços na Secretaria de Saúde seria o foco dessa operação.

Acompanhe o Blog pelo Twitter AQUI e saiba de detalhes sobre essa operação de forma mais ágil.

Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
sexta-feira - 15/06/2012 - 08:24h
Vergonha

Juíza obriga Estado e Prefeitura a internar idosos


A juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública de Natal, Patrícia Gondim Moreira Pereira, determinou a intimação dos Secretários Municipal do Natal e Estadual de Saúde para que comprovem nos autos de uma Ação Civil Pública, no prazo de 24 horas, a viabilização de leitos de UTI.

A ordem é para que encontrem vagas seja na rede pública ou privada, para a internação de cinco pacientes idosos que estão internados em uma UPA e em outros dois hospitais em Natal, sob pena de configuração de crime e falta funcional.

A magistrada ressaltou que Ministério Público comunicou nos autos processuais que em duas oportunidades o Estado do Rio Grande do Norte e o Município de Natal descumpriram uma decisão judicial que determinou a instalação ou ampliação dos leitos de UTI adulto, pediátrico e neonatal, além de outras medidas a serem adotadas pelos dois entes públicos.

Na oportunidade, o MP comunicou que cinco idosos, sendo uma de 79 anos e outro de 69 anos, internados na UPA Pajuçara, um outro de 68 anos e uma outra 76 anos, internados no Hospital dos Pescadores, bem como um quinto idoso de 62 anos, internado no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, encontram-se aguardando um leito de UTI em virtude da gravidade de seus quadros.

A juíza frizou que existe multa fixada em sentença para a hipótese de descumprimento da determinação judicial no valor de R$ 5 mil diários.

Com informações do Tribunal de Justiça do RN.

Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público / Saúde
  • Câmara de Mossoró
quinta-feira - 31/05/2012 - 17:26h
"Operação Vulcano"

Promotora diz que “já se pode afirmar que há cartel”


“Agora já se pode afirmar que há cartel na revenda de gasolina em Mossoró: há provas! Provas são o que não faltam na Operação Vulcano: estou estafada de ler os autos e satisfeita com o nível e profundidade da investigação”.

Ximenes: sim, "há um cartel"

Essas declarações acima são da promotora da Defesa do Consumidor de Mossoró, Ana Ximenes, que a infindáveis anos empreende uma cruzada contra preços abusivos e assemelhados no ‘concorrido’ setor de combustíveis automotivos do município.

Segunda ela, “desde ontem estudo o inquérito policial da Operação Vulcano (que eclodiu ontem, por ação da Polícia Federal, com apoio subsidiário do Ministério Público). Havia fundamento para prisões e buscas”.

Ela lembra, o que este Blog citou ontem em primeira mão: o Conselho Administrativo de Direito Econômico do Ministério da Justiça (CADE), participou de forma suplementar da força-tarefa. Existiam elementos indicando a formação de cartel em Mossoró, a partir de formação de grupo com esse fim – envolvendo empresários da área de combustíveis.

O QUE É UM CARTELÉ um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor.

“Há tantas provas a confrontar com os depoimentos, inclusive oriundas das buscas, que o doutor Eduardo Bonfim (delegado federal responsável pela operação) precisará de todos os 5 dias da prisão temporária”, estima.

A promotora lembra que “buscas da Operação Vulcano foram submetidas à análise previa de especialistas do Cade, ao parecer do MP e ao crivo do juiz Cláudio Mendes (3ª Vara Criminal)”.

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Em resposta à nota oficial da Câmara de Mossoró, que considerou a busca e apreensão nesse poder algo descabido, ela fustiga: “Será que todos estes órgãos e instituições têm ‘fetiches’ e são contrários ao Estado Democrático de Direito?”

Quando o Projeto de Lei da Prefeitura de Mossoró, nº 057/2011, tramitava na Câmara Municipal, criando facilidades para um cartel impedir a livre concorrência, Ana Ximenes reagiu. Chegou a ameaçar entrar com procedimento legal, arguindo inconstitucionalidade da matéria.

Ao mesmo tempo, a Polícia Federal já rastreava reuniões, diálogos telefônicos e outros movimentos de personagens da política e da vida empresarial mossoroense. Levantava elementos que indicariam a existência do cartel.

Categoria(s): Administração Pública / Economia / Justiça/Direito/Ministério Público
segunda-feira - 07/05/2012 - 22:03h
Cadê a bufunfa?

Prefeitura ainda não devolveu dinheiro de concurso


Carlos Santos,

O amigo já ouviu falar ai de Mossoró quando que a prefeitura vai começar a devolver a taxa de inscrição do concurso que ela mesma anulou?

Apelo pro amigo, porque não tem nenhuma informação no sitio da prefeitura e nenhum funcionário da prefeitura sabe informar. Ou seja, mais um absurdo, além de cancelar um concurso a 48H da prova, ainda calam nas informações, publicidade zero e um imenso desrespeito com as pessoas.

Desde já, muito Obrigado.

Efábio Soares.

Nota do Blog – Meu caro, sua mensagem chega direto à Prefeitura de Mossoró, haja vista que esta página é leitura obrigatória também no círculo fechado do poder.

Esta página, com suas críticas, elogios e denúncias tem ajudado muito a administração municipal a ser menos sofrível. O próprio concurso foi cancelado após matérias elucidativas sobre o certame e pressão do Ministério Público, que identificou alguns “vícios” na licitação.

Categoria(s): Administração Pública / E-mail do Webleitor
  • Farmafórmula 24-07-12
sexta-feira - 04/05/2012 - 11:08h
Luís Gomes

Justiça obriga governo a resolver problema de abastecimento


A Justiça Estadual determinou que no prazo de seis meses o Estado do Rio Grande do Norte conclua as obras da Adutora do Alto Oeste ou proceda a construção de outras obras necessárias à resolução definitiva do problema da falta d´água no Município de Luís Gomes/RN, sob pena de aplicação de multa pessoal ao Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), no valor diário de R$ 5.000,00.

A Decisão atende pedido de antecipação de tutela formulado nos autos da ação civil pública nº 0000120-25.2012.8.20.0120, ajuizada pelo Promotor de Justiça Ricardo José da Costa Lima.

A nova decisão complementa a liminar anteriormente deferida contra o Município de Luís Gomes/RN e a Caern, na qual o Poder Judiciário já havia determinando o incremento no fornecimento de água tratada à população, através da contratação de sete novos caminhões pipa à cargo dessa empresa pública (duas viagens ao dia), sem prejuízo da manutenção pelo Município de Luís Gomes/RN de outros sete caminhões pipa que já abasteciam os munícipes, com a distribuição da água  através de reservatórios instalados em pontos estratégicos da cidade.

Saiba mais AQUI.

Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
quinta-feira - 19/04/2012 - 10:03h
O 'jeito certo' Deles

Concurso cancelado é um conjunto de patifarias


Carlos Santos,

O período eleitoral não inviabiliza, apenas impossibilita, a contratacão pelo serviço público brasileiro (Lei 9.504/97, artigo 73, V, “c”).

Acordei hoje com a péssima noticia que o concurso da Prefeitura Municipal de Mossoró seria cancelado. Mas sinceramente, eu ja esperava, pelos motivos abaixo aduzidos:

1) Edital com itens genéricos, inclusive com institutos juridicos que nao existem mais, como a CONCORDATA, sepultada desde 2005;

2) Legislaçao requerida não é encontrada em lugar NENHUM, já que aquele site da camara, nao serve de NADA para pesquisa de legislacao (desafio procurar a lei organica do municipio e “legislacao ambiental”, as mais simples);

3) Modalidade suspeita de licitacao: o PREGãO.

Avaliar candidatos, estudantes que se preparam até 14 horas por dia, é ‘serviço comum’. Nós sabemos até o que tem dentro da cabeça do Ministro do STF.

Saiba mais sobre este e outros temas em nosso Twitter, clicando AQUI, com notas e comentários exclusivos

4) As provas sao réplicas das provas da OAB, ou seja, são pegas de certame anterior, atestando que a FUNVAPI (Fundação João do Vale ou Fundação Vale do Piauí) não dispõe de corpo técnico capaz de avaliar a prova. Verifiquei isso ao comparar as provas que o MP de Tocantins mandou disponibilizar. É só pegar a prova de fiscal de tributos (cargo que nem constava no edital) e jogar no Google).

Sei que deve ter muita gente falando: “então nao faça esse concurso…”. Não me refiro a essas pessoas, pois ou já passaram, ou nunca estudaram na vida.

Agradeço pelo espaço.

Mariana – Webleitora.

Nota do Blog – Minha cara Mariana, o cancelamento do concurso, obtido na pressão da sociedade com apoio de setores da mídia como este Blog e sobretudo o interesse do  Ministério Público como fiscal da lei, prova que temos a força.

O certame tinha indícios mais do que claros de ser uma iniciativa viciada. O governo recuou por medo de um estrago maior, pois se tivesse o mínimo de segurança, teria o empurrado até o fim, como é próprio do seu comportamento cesarista, arrogante e inconsequente.

Entretanto, o simples cancelamento é muito pouco. O MP deveria ir fundo na questão, atrás dos vários ‘caroços’ desse ‘angu’.

Num país um pouco mais sério, os responsáveis por esse monstrengo, essa pouca vergonha, seriam punidos exemplarmente.

Cancelá-lo é admissão do delito que por pouco não se consumou, pois sequer esperaram a decisão da Justiça sobre o caso.

Denunciaram-se.

É o ‘jeito certo’ do Governo Da Gente (deles). Só cabe o ‘venha a nós’.

Categoria(s): Administração Pública / E-mail do Webleitor / Opinião da Coluna do Herzog
  • WSC - W. Tower Começo em 03-08-12
quarta-feira - 18/04/2012 - 18:05h
Bom senso

Sob pressão, prefeitura cancela concurso público


A Prefeitura de Mossoró decidiu cancelar o  concurso público que seria realizado no próximo domingo (22) para a seleção de pessoal nas carreiras de procurador, agente fiscal, entre outros. A compreensão da administração do município é que em razão da ação judicial movida pelo Ministério Público contra o certame e em razão do enfoque negativo que a imprensa deu ao concurso, não há um clima de segurança e tranquilidade para a aplicação das provas.

De acordo com o Procurador Geral do Município, Olavo Hamilton, não existe qualquer irregularidade na forma como o município conduziu o processo licitatório que resultou na contratação da empresa para a prestação de serviço.

“Pelo valor licitado para o serviço, a Prefeitura poderia ter optado até mesmo pela dispensa de licitação ou pela carta convite, que são modalidades de licitação mais simples e amparadas pela lei, mas o município preferiu optar pelo pregão que é mais rígido e que dá maior segurança na contratação”, explicou Olavo Hamilton.

Ele assegurou que não existe nenhuma anormalidade na forma de contratação de empresas sob a modalidade de pregão, inclusive outros concursos públicos do município tiveram este modelo aplicado e tudo ocorreu dentro da normalidade e não houve nenhum questionamento judicial quanto ao procedimento.

O procurador do Município entende que a prefeita Fátima Rosado (DEM), “Fafá”, fez a opção certa pelo cancelamento, demonstrando bom senso e preservando os interesses dos candidatos, em virtude do clima criado em torno do assunto, e que fatalmente resultaria em  questionamentos posteriores que poderiam afetar a credibilidade do processo.

Com relação aos candidatos que haviam feito a inscrição, o município fará o ressarcimento dos valores pagos de forma imediata. Sobre a possibilidade de um novo concurso ainda este ano, Olavo Hamilton explicou que não será mais possível, porque não há tempo hábil de realizar todas as etapas até a data limite imposta pela legislação eleitoral que seria até junho próximo.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró.

Nota do Blog – Pelo visto, outra vez esta página acertou em cheio. A cobertura do caso mostrou desde o princípio, que o certame estava metido numa atmosfera suspeitíssima.

Sentindo-se acuado, o governismo resolveu cancelá-lo. Os donos do poder mediram que o desgaste poderia causar estrago considerável ao governo e até prejuízo pessoal para a agente pública e cidadã Fafá Rosado.

Aplausos, ainda, para o Ministério Público de Mossoró, que mais uma vez agiu com denodo e zelo ao interesse público, em respeito à lei, concorrendo para que essa pouca vergonha não fosse consumada.

Veja AQUI matéria que mostrou apenas alguns problemas contidos no concurso.

Categoria(s): Administração Pública
sábado - 14/04/2012 - 11:22h
Prefeitura de Mossoró

Entidade que fará concurso é acusada de várias fraudes


A instituição contratada via ‘pregão’ para realizar o concurso da Prefeitura de Mossoró, marcado para o próximo dia 22, a Fundação João do Vale (do Piauí), é uma velha conhecida do bravo Ministério Público deste Brasil varonil. O Ministério Público Estadual do RN (MPE) também já se deparou com situações ‘estranhas’ de sua atuação no estado.

As vagas ofertadas para fiscal de tributo, assessor jurídico, procurador municipal e fiscal do Procon através da Fundação João do Vale ou Fundação Vale do Piauí (dois nomes de fantasia e um mesmo CNPJ-04.751.944/0001-51) , no concurso da Prefeitura de Mossoró, estariam seriamente comprometidas no quesito ‘lisura’.

O processo de ‘seleção’ da João do Vale ou Fundação Vale do Piauí, como queira, está eivado de ilegalidades, conforme ‘Recomendação 012/2012 do MPE, da Fazenda Pública, assinada pelos promotores José Hercy, Eduardo Medeiros e Fábio Thé (veja AQUI).

Acompanhe notas e comentários exclusivos sobre esse assunto em nosso Twitter AQUI

Os promotores pedem a suspensão do processo e a sua anulação. Mas o governo da prefeita de direito, enfermeira Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, não revela interesse em seguir a orientação do MP. Ela que se cuide. Mesmo a poucos meses de sair da prefeitura, dificilmente se livrará – até fora da prefeitura – das consequências da teimosia.

Essa fundação foi envolvida em diversos casos embaraçosos em certames parecidos com o que está sendo preparado para Mossoró: Prefeitura de Timon (Maranhão); Prefeitura de Imperatriz (Maranhão); Prefeitura de Capitão Gervásio Oliveira (Piauí); Prefeitura de Guaraí (Tocantins) e Governador Dix-Sept Rosado (RN) estão em seu ‘portfólio’.

Dispensa de licitação

Em Timon, por exemplo, um concurso foi cancelado porque a prefeitura chancelou a dispensa da licitação nº 063ª/2007, habilitando a Fundação João do Vale a realizá-lo. Situação idêntica ao que Mossoró começa a experimentar, com a devida desconfiança e intervenção do Ministério Público o certame.

“A contratação da fundação, com dispensa do procedimento licitatório,“atentou contra os princípios do art. 37, da Constituição Federal, sob justificativa questionável de que preencheu requisitos da Lei nº 8.666/93 e apresentou a melhor proposta orçamentária para a execução do objeto, sem nenhum ônus para a Fazenda Pública Municipal”, justificou na ação o órgão ministerial do Maranhão.

Na recomendação do MP do Rio Grande do Norte, sua sustentação legal é a mesma.

Em dezembro de 2010, o MP do Tocantins também instaurou um inquérito civil e requisitou à Fundação João do Vale cópia dos cadernos de provas aplicadas nos Municípios de São José do Peixe (PI), Governador Dix-Sept Rosado (RN), Breu Branco (PA), Pacoti (CE), Caxias (MA), Uruará (PA) e Guaraí (TO).

O concurso foi organizado pela Fundação João do Vale e as provas apresentadas no dia 10 de outubro em Guaraí-TO, havendo suspeita de que 20 das 40 questões formuladas para o cargo de enfermeiro foram aplicadas em outro concurso realizado pela Fundação João do Vale – em Governador Dix-sept Rosado.

A Fundação João do Vale já trabalhou anteriormente para a Prefeitura de Mossoró. Ano passado, por exemplo, saiu o resultado do concurso para preenchimento de 176 vagas nas áreas de saúde, fiscal de meio ambiente e de urbanismo. Ela também é ‘fonte’ para diversas outras prefeituras do Rio Grande do Norte, na hora de realizar concurso. É bom salientar, que se apresenta como uma instituição “sem fins lucrativos”. Uma entidade filantrópica. Para ser mais erudito: altruísta.

Saiba mais sobre esse assunto adiante.

Aguarde. Mas tape o nariz, por favor.

Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
  • Câmara de Mossoró
domingo - 01/04/2012 - 06:39h
Advertência

Não tome ansiolítico antes de depor


O Ministério da Saúde e o Ministério Público advertem:

“Se for depor, não tome Prozac.”

O uso contínuo do remédio causa dependência da mentira e deixa o depoente lelé da cuca, sujeito à amnésia seletiva ou versão calculada.

Nota do Blog – A recomendação é dirigida também em relação a outros antidepressivos e ansiolíticos.

Portanto, cuidado!

Categoria(s): Política
sábado - 31/03/2012 - 14:25h
Caso dos Precatórios no TJRN

Ministério Público confirma depoimentos comprometedores


O Ministério Público (MP), através de sua Assessoria de Imprensa, emitiu nota informando aspectos relacionados a depoimentos e investigações no ‘Caso dos Precatórios’. Reitera o que a imprensa e mídias sociais têm noticiado.

Veja abaixo:

O Ministério Público vem a público prestar esclarecimentos a respeito da investigação quanto às fraudes na Divisão de Precatórios do TJRN (Tribunal de Justiça do RN).

O MP, de fato, celebrou termo de compromisso de colaboração premiada com os réus CARLA DE PAIVA UBARANA A. LEAL e GEORGE LUÍS DE A. LEAL.

Comprometeu-se a postular os benefícios previstos na Lei n.º 9.807/99, desde que os acusados colaborassem voluntariamente com a investigação e com o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime e na recuperação do produto do crime.

Os réus prestaram depoimentos ao MP, confessando sua participação em esquema de desvio de recursos públicos, indicando dois Desembargadores como co-autores desses ilícitos, depoimentos estes que foram corroborados na data de hoje, 30/03/2012, nos interrogatórios judiciais.

Os réus assinaram ainda, juntamente com seus advogados, termos de autorização de alienação antecipada de bens.

Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
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