terça-feira - 05/06/2018 - 23:04h
Operação Sinal Fechado

Julgamento de Agripino tem empate e é novamente suspenso

Mas a ex-governadora e hoje prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini é inocentada na 2ª Turma do STF

Do STF e Blog Carlos Santos

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu prosseguimento, na sessão desta terça-feira (5), ao exame da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o senador José Agripino Maia (DEM-RN) e a ex-governadora do Estado do Rio Grande do Norte Rosalba Ciarlini (PP), pela suposta prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O parlamentar também é acusado do delito de uso de documento ideologicamente falso. Depois de proferidos os votos dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin, o julgamento do Inquérito (INQ) 4011 foi suspenso (pela segunda vez) para aguardar o voto do ministro Celso de Mello.

Rosalba teve todos os votos até aqui favoráveis, livrando-se de condenação; Agripino espera um voto (Foto: arquivo)

O ministro Dias Toffoli seguiu integralmente o voto divergente pelo não acolhimento da denúncia. O presidente da Segunda Turma, ministro Edson Fachin, seguiu integralmente o relator. Todos os votos coincidiram sobre a improcedência da denúncia em relação à prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini. Mas, na parte relativa a Agripino Maia, houve empate e, acordo com o artigo 150, parágrafo 1º, do Regimento Interno do STF, o julgamento foi suspenso para a tomada de voto do ministro Celso de Mello.

No INQ 4011, Agripino Maia é acusado de ter solicitado e recebido vantagens indevidas para assegurar a manutenção e execução de contrato de concessão de serviço público de inspeção veicular ambiental celebrado entre o Consórcio INSPAR e o estado. Segundo a denúncia, os valores recebidos, da ordem de R$ 1,15 milhão, teriam custeado despesas das campanhas eleitorais do senador e da ex-governadora.

Relator

O julgamento teve início em 8 de maio, quando o relator do Inquérito, ministro Ricardo Lewandowski, votou pelo recebimento da denúncia em relação ao senador. Segundo o ministro, a denúncia indica de forma minuciosa as condutas imputadas a Agripino, e as informações obtidas a partir da colaboração premiada do empresário George Olímpio, responsável pelas doações, trazem elementos suficientes para o acolhimento.

Em relação à ex-governadora, Lewandowski votou pela rejeição da denúncia, pois não há evidências de seu envolvimento pessoal com os delatores nem de sua autorização para que o senador falasse em seu nome. Veja AQUI, na íntegra, o voto do relator no dia 8 passado.

Questão preliminar

Ao trazer voto-vista na sessão de hoje, o ministro Gilmar Mendes apresentou questão preliminar de nulidade da colaboração premiada e das provas delas decorrentes porque a Procuradoria-Geral da República teria oferecido ao colaborador perdão judicial em caso de competência da Justiça Estadual. Como o empresário George Olímpio responde a ação penal na esfera criminal estadual, na celebração do acordo, para o ministro, o MPF teria usurpado a competência do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).

Os demais ministros presentes à sessão, no entanto, rejeitaram a preliminar. Segundo explicou o relator, foram realizados dois acordos, um pelo MPF e outro pelo MPRN, com diferentes extensões, sendo o estadual mais abrangente.

Divergência

No exame do mérito, o ministro Gilmar Mendes seguiu o relator em relação à ex-governadora, mas divergiu na parte relativa ao senador, votando, portanto, pelo não recebimento da denúncia. Na sua avaliação, não há tipicidade formal do delito de corrupção passiva, pois Agripino Maia é parlamentar federal, e o ato apontado é de competência do Executivo do estado. “A possível ascendência de parlamentar federal sobre o Executivo estadual decorreria não da função pública, mas da influência nas decisões partidárias”, assinalou. “Portanto, aparentemente, no caso, a função pública de senador é meramente acidental ao curso causal desenvolvido”.

Gilmar: foto pró-Agripino (Foto: G1)

Para o ministro, a arrecadação de valores alegada pela PGR teria fundamento na posição proeminente do senador dentro de seu partido, e não na sua função parlamentar. “Não há sentido em falar em corrupção quando um parlamentar federal transaciona com função pública do Poder Executivo do estado da federação”, afirmou. Para o ministro, os fatos devem ser enquadrados em outro tipo penal – o tráfico de influência. E, neste caso, a punibilidade estaria extinta em decorrência da prescrição.

Gilmar Mendes também rejeitou a denúncia na parte relativa à lavagem de dinheiro, por entender que não há indicativos de autoria, quanto a Maia, de omissão de valores na prestação de contas de campanha. Com relação a depósitos fracionados na conta bancária do senado, o ministro entendeu que os valores movimentados são compatíveis com os subsídios decorrentes do cargo.

Documentos falsos

Quanto à imputação de uso de documentos ideologicamente falsos, que diz respeito à juntada aos autos de declarações do colaborador e de agiotas que negavam o repasse de propina, seu voto foi pela improcedência da denúncia. A juntada dos documentos não torna o investigado responsável pelo seu conteúdo, explicou Mendes.

Para ele, os documentos correspondem à versão de pessoas que teriam algum conhecimento dos fatos em apuração, e que, mesmo que possam ser ideologicamente falsos, retratam aquilo que os envolvidos se dispuseram a declarar naquele momento da investigação. A juntada ao processo, a seu ver, não corresponde a fazer uso de documento falso.

Leia também: Gilmar Mendes freia julgamento de Agripino e Rosalba;

Leia também: Justiça aceita denúncia contra Carlos Augusto Rosado;

Leia também: Carlos Augusto afirma confiar na justiça.

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quinta-feira - 17/05/2018 - 17:56h
Operação Sinal Fechado

Carlos Augusto Rosado afirma confiar na justiça

O ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado envia Nota de Esclarecimento relativa à notícia divulgada pelo Ministério Público Federal (MPF), veiculada pelo Blog Carlos Santos à noite dessa quarta-feira (16), sob o título Justiça aceita denúncia contra Carlos Augusto Rosado.

Leia abaixo sua versão dos fatos, que emergiram no escândalo denominado de “Operação Sinal Fechado”:

Nota de Esclarecimento

A assessoria do ex-deputado Carlos Augusto Rosado informa que não houve nenhuma declaração de culpa ou participação dele pelo simples fato do processo sobre inspeção veicular, que foi cancelado no sexto dia de governo da sua esposa Rosalba Ciarlini, ter sido remetido à Justiça Federal no Rio Grande do Norte e ter começado a tramitar.

Carlos Augusto: inocência (Foto: arquivo)

O que está havendo é apenas o trâmite normal de um inquérito que parte permaneceu no STF e parte foi enviado à primeira instância, pois Carlos Augusto não possui foro por prerrogativa de função.

O ex-deputado confia na Justiça e nos robustos fatos e provas de toda uma vida, bem como da ex-governadora e do Governo Estadual à época que foram veementemente contrários à denominada inspeção veicular, cancelando-a num primeiríssimo momento, evitando dano a milhares de norte-rio-grandenses.

É preciso ressaltar também que no primeiro exame mais aprofundado da Justiça nesse mesmo processo, que foi feito recentemente pelo Supremo Tribunal Federal, o ministro relator Ricardo Lewandowski demonstrou  tamanha convicção pela absolvição que, de forma clara e expressiva, sequer aceitou que a ex-governadora figurasse como acusada, decidindo pela exclusão do nome de Rosalba Ciarlini, exatamente por não haver por parte dela, ou do marido, nenhum gesto ou ato que mostrasse concordância ou benefício com a aplicação da inspeção veicular.

Ao contrário disto, a ex-governadora agiu para cancelar tal inspeção dentro de suas atribuições como então Chefe do Executivo, e conseguiu isto na primeira semana de governo, evitando que milhares de norte-rio-grandenses pagassem uma taxa dispendiosa e desnecessária à uma empresa que exploraria tal serviço.

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quarta-feira - 25/05/2016 - 20:40h
Operação Sinal Fechado

TJ evita acatar denúncia contra Ezequiel Ferreira

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) se julgou incapaz de julgar denúncia contra o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PMDB). Sessão meio hoje.

Nove dos seus 15 desembargadores atestaram suspeição.

Assim, a demanda sobe ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo denúncia do Ministério Público do RN (MPRN), ele teria participação no esquema descortinado pela Operação Sinal Fechado, que identificou um sistema fraudulento relativo à implantação do programa de inspeção ambiental veicular na frota de veículos em circulação no Estado do Rio Grande do Norte.

O MPRN ofereceu denúncia contra o parlamentar a partir das informações prestadas pelo colaborador George Anderson Olímpio Silveira, que é réu na ação penal resultante da Sinal Fechado que tramita na primeira instância.

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sexta-feira - 20/05/2016 - 15:54h
Operação Sinal Fechado

Presidente da AL será julgado por corrupção passiva

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), por meio do Relator da ação penal nº 2015.001627-4, Desembargador Vivaldo Pinheiro, colocou em pauta para a sessão da próxima quarta-feira (25) o julgamento sobre o recebimento de denúncia oferecida à Justiça pelo Ministério Público Estadual em desfavor do presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado estadual Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB).

Ezequiel: Denúncia do MPRN (Foto: AL)

Segundo denúncia do MP, ele teria participação no esquema descortinado pela Operação Sinal Fechado, que identificou um sistema fraudulento relativo à implantação do programa de inspeção ambiental veicular na frota de veículos em circulação no Estado do Rio Grande do Norte.

O MPRN ofereceu denúncia contra o parlamentar a partir das informações prestadas pelo colaborador George Anderson Olímpio Silveira, que é réu na ação penal resultante da Sinal Fechado que tramita na primeira instância.

George Olímpio confirmou ter ajustado o pagamento da quantia de R$ 300 mil reais com o Deputado Ezequiel Ferreira, a fim de que este votasse favoravelmente e intercedesse junto aos demais deputados na Assembleia Legislativa pela aprovação célere do projeto de Lei nº 213/09 (Programa de Inspeção e Manutenção de Veículos do Estado do Rio Grande do Norte).

Com a denúncia, o Ministério Público Estadual pede a condenação de Ezequiel Ferreira por corrupção passiva e consequente perda do cargo, mandato eletivo ou função pública, além da suspensão dos direitos políticos como efeitos da condenação.

Saiba mais sobre a Sinal Fechado AQUI.

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domingo - 13/03/2016 - 08:21h
Hoje

Investigado por corrupção no STF, Agripino vai a protesto

Por Edson Sardinha (Congresso em Foco)

Alvo de três investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (DEM-RN), vai participar das manifestações contra a corrupção e a presidente Dilma neste domingo (13) em São Paulo. Desde o ano passado o senador é investigado pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Agripino em protesto contra corrupção em março de 2015 (Foto: reprodução)

Os procedimentos foram abertos a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e autorizados pelos ministros. Atual líder da oposição no Senado, José Agripino diz não ter constrangimento em participar dos protestos mesmo estando sob suspeita de ter cometido crimes.

“Estou tranquilo em relação às acusações feitas contra mim. Todas partiram do meu estado, onde fui governador e tenho adversários políticos. Não tem nada a ver com a Lava Jato. Não há qualquer constrangimento em participar das manifestações”, disse o presidente do DEM ao site Congresso em Foco.

Manifestações em 2015

Esta não é a primeira experiência do senador em ato de rua contra a corrupção. Em março do ano passado, por exemplo, ele participou da manifestação realizada em Brasília.

José Agripino e outras lideranças da oposição que integram o comitê pró-impeachment vão se reunir no Hotel Maksoud Plaza, às 14h30 deste domingo, na capital paulista. De lá, partirão para a Avenida Paulista.

Entre os que já confirmaram presença estão os líderes do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), e na Câmara, Pauderney Avelino (AM), além de outros parlamentares do PSDB e do Solidariedade.

Sinal Fechado

No Senado há 21 anos, o ex-governador do Rio Grande do Norte passou a ter problemas no Supremo em março do ano passado, quando virou alvo de uma investigação (Inquérito 4011) por corrupção passiva. José Agripino foi mencionado em delação premiada feita por um empresário potiguar no âmbito da Operação Sinal Fechado. Segundo o depoimento, George Olímpio disse ter pagado propina para aprovar, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, lei sob medida para os seus negócios no Detran estadual. Um dos beneficiados pelos repasse, segundo ele, foi o senador.

Em nota divulgada à época, Agripino disse não entender as razões que levaram à “reabertura deste assunto” no STF. Ele diz que o próprio acusador já havia desdito a versão que o incrimina. Ele se refere ao fato de que, em 2012, George Olímpio formalizou em cartório documento por meio do qual garante nunca ter pagado propina ao senador.

No entanto, promotores que investigam o caso alegam que o empresário potiguar voltou a manter as denúncias em 2014. Alegando ter se sentido abandonado pelos envolvidos no esquema, ele resolveu colaborar com o Ministério Público em troca de benefícios judiciais.

Em entrevista ao Fantástico (TV Globo) em fevereiro de 2015, George Olímpio contou ter dado dinheiro ao atual presidente da Assembleia, ao ex-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), já falecido, ao filho da ex-governadora Wilma Faria (PSB), Lauro Maia, e ao senador Agripino. A fraude, de acordo com a delação, começou com a prestação de serviços de cartório de seu instituto para o Detran do Rio Grande do Norte.

Cabia à empresa de George cobrar uma taxa de cada contrato de carro financiado no estado: a cada R$ 75 cobrados pelo serviço, R$ 15 foram distribuídos como propina a integrantes do governo entre 2008 e 2011, segundo o relato. O caso está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia.

Arena das Dunas

No fim do ano passado passou a responder a um segundo inquérito (4141), por corrupção e lavagem de dinheiro, a partir de depoimentos prestados na Operação Lava Jato. Segundo Janot, Agripino não é suspeito de participar do petrolão, mas de ter acertado o recebimento de propina com executivos da OAS, uma das empreiteiras investigadas na Lava Jato.

O procurador-geral quer apurar se houve repasse de dinheiro desviado das obras de construção do estádio Arena das Dunas, em Natal, construído especialmente para a Copa do Mundo de 2014. O caso é relatado pelo ministro Roberto Barroso. Quando o inquérito foi aberto, Agripino classificou a suspeita como “absurda, inverídica e descabida”.

Fantasma

Em dezembro do ano passado José Agripino passou a enfrentar um terceiro inquérito (4184), por peculato. A investigação, relatada pela ministra Rosa Weber, apura se o senador contratou um funcionário fantasma em seu gabinete. O salário-base do servidor era de R$ 7.415,57. O parlamentar nega ter praticado ilegalidade.

Os inquéritos são investigações preliminares a partir das quais o Ministério Público Federal pede a abertura de ação penal (o processo de fato) ou o arquivamento por falta de provas. O senador não foi denunciado, até o momento, em nenhum dos casos, que ainda seguem em andamento no Supremo.

Veja matéria original AQUI no Congresso em Foco

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quarta-feira - 04/11/2015 - 16:08h
Operação Sinal Fechado

MPRN ajuíza Ação por atos de improbidade administrativa

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN), por intermédio da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, ajuizou, na data de hoje, Ação Civil Pública de responsabilização pelo cometimento de atos de improbidade administrativa. Vários nomes de projeção social, empresarial e política aparecem como foco da ação do MPRN.

Wilma: segredo de Justiça (Foto: 23-07-06)

O processo foi distribuído para a 3a. Vara da Fazenda Pública de Natal sob o número 0848152-27.2015.8.20.5001 e tramitará sob segredo de justiça.

A iniciativa é em desfavor de George Anderson Olímpio da Silveira (advogado), Espólio de João Faustino Ferreira Neto (ex-deputado federal já falecido), representado por Edson José Fernandes Ferreira (Edson Faustino), Wilma Maria de Faria (vice-prefeita do Natal e ex-governadora), Espólio de Iberê Ferreira de Souza (ex-governador, já falecido), representado por João Olímpio Ferreira de Souza, Marcus Vinícius Furtado da Cunha, Carlos Theodorico de Carvalho Bezerra, Marcus Vinícius Saldanha Procópio, Jean Queiroz de Brito, Luiz Claudio Morais Correia Viana, Espólio de Daniel Paulo Pessoa Maia, representado por Roberto Lima, Marluce Olímpio Freire, Lauro Maia (filho de Wilma de Faria), Delevam Gutemberg Queiroz de Melo (ex-dirigente do DER no Governo Wilma de Faria), João Olímpio Ferreira de Souza e Rousseaux de Araújo Rocha.

Também atinge o Instituto de Registradores de Títulos e Documentos de Pessoas Jurídicas do RN (IRTDPJ/RN), MBMO Locação de Sofwares e Equipamentos Ltda e DJLG Serviços de Administração e Gerenciamento Ltda.

A ação decorre da chamada da “Operação Sinal Fechado” (veja AQUI) e foi ajuizada para responsabilizar os demandados por ato de improbidade administrativa, consistente, em apertada síntese, na instituição ardilosa da obrigação de registro dos contratos de financiamento de veículos em cartório, o que rendeu ensejo ao convênio fraudulento celebrado entre o DETRAN/RN e o Instituto de Registradores de Títulos e Documentos e de Pessoas Jurídicas do Rio Grande do Norte – IRTDPJ/RN.

Perda de bens

Dentre os pedidos formulados, o Ministério Público pugnou pela perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio dos promovidos, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa civil, proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, pagamento de indenização por dano moral coletivo, além do ressarcimento pelos danos patrimoniais causados aos consumidores que foram compelidos ao pagamento da taxa indevida.

Quanto a esse último pedido, é de suma importância destacar que aqueles que tiveram que registrar contratos de financiamento de veículos em cartório, no Estado do Rio Grande do Norte, entre maio de 2008 e 17 de dezembro de 2010, em caso de êxito da demanda, poderão se habilitar no feito, com vistas a promover a liquidação e execução de sentença (art. 97 e seguintes do Código de Defesa do Consumidor).

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segunda-feira - 13/04/2015 - 16:38h
Lá e cá

Agripino protesta contra corrupção; redes protestam contra ele

Agripino no protesto contra corrupção: protesto nas redes (Foto: reprodução)

O presidente nacional do Democratas, José Agripino (RN), disse nesta segunda-feira (13) que, independente da queda do número de brasileiros que participaram das manifestações deste domingo (12), a indignação do Brasil à corrupção do governo do PT cresce a cada dia. “Se as manifestações foram numericamente menores, o mesmo não se pode dizer do nível de indignação e protesto dos que foram às ruas”, afirmou o parlamentar pelo Rio Grande do Norte.

No dia 15 de março, dois milhões de pessoas foram às ruas por todo o Brasil para protestar contra o governo Dilma.

Neste domingo (12), foram cerca de 700 mil pessoas em 218 municípios brasileiros indignados com a corrupção. Grande parte exigia a saída imediata da chefe do Executivo – pesquisa divulgada neste sábado (11) pelo Datafolha mostrou que 63% dos brasileiros defendem o impeachment da presidente Dilma.

Redes sociais

Para Agripino, os números da pesquisa refletem o cansaço e exaustão da população à gestão petista.

“Os números revelados por recente pesquisa quanto à adesão dos brasileiros à tese do impeachment traduz a indisposição da sociedade aos governos do PT”, acredita. “Me fiz presente nos movimentos de 15 de março e 12 de abril. Fui testemunha da indignação e revolta dos brasileiros com um governo que há anos convive com a improbidade e se habituou ao fato de ser proprietário do poder”, acrescentou.

Nas redes sociais, Agripino foi alvo de uma avalanche de críticas e provocações, por mais uma vez desembarcar em meio a movimentações contra corrupção.

Seu nome é lembrado porque recentemente voltou à cena, como acusado de ter supostamente cobrado propina para sua campanha ao Senado em 2010, no esquema denominado de “Operação Sinal Fechado” (veja AQUI).

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terça-feira - 24/03/2015 - 21:55h
Corrupção

Agripino diz desconhecer razões para ser investigado

Do Congresso em Foco

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino (RN), reagiu nesta terça-feira (24) à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de determinar abertura de inquérito para investigar o parlamentar por suspeita de corrupção passiva.

Agripino diz desconhecer as razões para o ressurgimento do processo, que corre em segredo de Justiça. A decisão, da ministra Cármen Lúcia, relatora do caso, é decorrência de recomendação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e foi formalizada na última sexta-feira (20).

Um dos principais nomes da oposição ao governo Dilma Rousseff, Agripino é mencionado em delação premiada feita por um empresário potiguar no âmbito da Operação Sinal Fechado.

Beneficiado

Segundo o depoimento, George Olímpio disse ter pagado propina para aprovar, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, lei sob medida para os seus negócios no Detran estadual, e que um dos beneficiados pelos repasse seria Agripino.

Por meio de nota, Agripino diz não entender as razões que levaram à “reabertura deste assunto” no STF. Ele diz que o próprio acusador já havia desdito a versão que o incrimina. Ele se refere ao fato de que, em 2012, George Olímpio formalizou em cartório documento por meio do qual garante nunca ter pagado propina ao senador.

No entanto, promotores que investigam o caso alegam que o empresário potiguar voltou a manter as denúncias em 2014. Ele teria se sentido abandonado pelos envolvidos no esquema, e então resolveu colaborar com o Ministério Público em troca de benefícios judiciais.

Veja matéria completa AQUI.

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terça-feira - 24/03/2015 - 21:44h
Corrupção

STF autoriza abertura de inquérito contra Agripino

Da Folha de São Paulo Online

A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia atendeu um pedido do Ministério Público e abriu inquérito para investigar o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), citado em delação premiada por um empresário de Natal (RN) que teria negociado propina com políticos para aprovação de leis.

A abertura de um inquérito não significa culpa e é o estágio inicial de uma investigação. Nos próximos dias o Ministério Público irá ouvir testemunhas, buscar provas e, a depender do material que vier a obter, pode apresentar uma denúncia contra o senador ou determinar o arquivamento das apurações.

Propina

O caso em questão diz respeito a um instituto montado pelo empresário George Olímpio para prestar serviços de cartório ao Detran, que cobrava taxas de cada carro financiado no Estado. Ele teria pago propinas para agilizar a tramitação do projetos de um lei que criava a inspeção a inspeção veicular da qual se beneficiaria.

Em delação premiada, Olímpio disse que Agripino teria lhe pedido R$ 1 milhão para campanhas políticas e que ele entendeu o pleito como uma chantagem: ou daria o dinheiro ou perderia o comando da inspeção veicular.

Ele ainda alega ter entregue parte do dinheiro, R$ 300 mil, e ter feito empréstimos com pessoas indicadas por Maia para completar R$ 1 milhão.

Veja matéria completa AQUI.

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domingo - 01/03/2015 - 08:09h
Por telefone

José Agripino dá explicações sobre Sinal Fechado

Por Cláudio Humberto (Diário do Poder)

Alô

O senador Agripino Maia (DEM-RN), enrolado na Operação Sinal Fechado, ligou para colegas – da oposição e do governo, à exceção do PT – para dar sua versão sobre a confusão.

Negou tudo, claro.

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terça-feira - 24/02/2015 - 22:59h
STF

José Agripino poderá ser investigado

Do G1

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito para investigar se o senador José Agripino Maia (RN), presidente do DEM, recebeu dinheiro em 2010 em troca de não colocar obstáculos à aprovação de um projeto de lei que previa implantação da inspeção veicular obrigatória no Rio Grande do Norte.

O caso foi noticiado pelo Fantástico neste domingo, 22.

Como Agripino tem foro privilegiado (em razão da condição de senador), a abertura de investigações precisa ser autorizada pelo STF.

O pedido da PGR é para que o parlamentar seja investigado por suposto crime de corrupção passiva. A decisão de abrir ou não o inquérito será tomada pela ministra Cármen Lúcia.

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terça-feira - 24/02/2015 - 22:46h
Operação Sinal Fechado

Ministério Público libera gravações comprometedoras

A Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), adicionalmente à denúncia ofertada na segunda-feira (23), divulga também áudios e vídeos abaixo, com os respectivos resumos, que fazem parte do acervo probatório juntado no âmbito das ações penais relacionadas à Operação Sinal Fechado.

Ele foram recebidos a partir dos acordos de colaboração premiada firmados com os réus George Olímpio Anderson da Silveira e Marcus Vinícius Furtado da Cunha.

Confira os vídeos e áudios

Vídeo 2. Depoimento de George Olímpio sobre a fraude no Convênio celebrado entre o DETRAN/RN e o IRTDPJ/RN para o registro dos contratos de financiamento de veículos automotores no Estado.

Vídeo 3. Depoimento de George Olímpio sobre o início do esquema voltado à implantação da inspeção veicular ambiental no Estado do RN, desde as conversas com o grupo paulista ligado à empresa CONTROLAR até o acerto com o deputado Ezequiel Ferreira de Souza para obter a aprovação da lei de inspeção veicular no RN.

Vídeo 4. Depoimento de George Olímpio sobre a crise e frustração da organização criminosa após o cancelamento do contrato do Consórcio INSPAR pelo Governo do Estado no ano de 2011.

Vídeo 5. Depoimento de Marcus Vinícius Furtado da Cunha sobre os fatos investigados na Operação Sinal Fechado.

Áudio 1. O colaborador George Olímpio conversa na residência de João Faustino sobre a retomada do contrato da inspeção veicular, cobrando esforços de João Faustino e de todo o pessoal engajado para viabilizar a inspeção veicular para vencer as resistências do governo estadual que reluta em manter o contrato. No meio da conversa, tratam sobre pagamentos.

Áudio 2. George Olímpio conversa com Marcus Procópio, Edson Faustino e João Faustino sobre a estratégia de conseguir que o processo judicial da inspeção veicular vá para a Justiça Federal, articulando uma atuação no Tribunal de Justiça.

Áudio 3. George Olímpio reclama de João Faustino que a decisão judicial que Marcus Procópio ficou de monitorar em nome do grupo saiu diferente do que eles esperavam e o processo permanece na Justiça Estadual. Em seguida, George Olímpio e João Faustino discutem a interposição de um agravo regimental para modificar a decisão.

Áudio 4. George Olímpio e Érico Vallério estão no DETRAN e conversam sobre o repasse mensal relativo ao registros dos contratos de financiamento de veículos, ocasião na qual combinam um encontro no dia seguinte no escritório do colaborador para o acerto do pagamento da propina.

Áudio 5. George Olímpio e Ezequiel Ferreira de Souza discutem estratégias para trancar a ação penal da operação Sinal Fechado. Nesta mesma gravação, George Olímpio avisa a Ezequiel da existência de investigação na Procuradoria-Geral de Justiça contra o deputado.

Áudio 6. George pede a intermediação de Delevam junto a Wilma e a Lauro Maia para que eles se articulem para trancar a ação penal da Operação Sinal Fechado.

Áudio 7. George e Delevam conversam sobre o acerto financeiro que havia entre eles, Wilma e Lauro Maia para assegurar o convênio entre o Instituto de Registradores e o DETRAN/RN.

Veja AQUI página em que cada áudio e vídeo pode ser acessado.

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terça-feira - 24/02/2015 - 21:55h
Operação Sinal Fechado

Ezequiel afirma estar sendo “injustiçado” em denúncia

O presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira (PMDB), defendeu-se hoje da acusação de envolvimento no caso da “Operação Sinal Fechado”, que foi reascendida domingo (23), no programa televisivo “Fantástico” (veja AQUI).

Ele falou na própria AL, recebendo solidariedade de diversos deputados.

Leia o pronunciamento na íntegra:

Senhor presidente,

Senhoras e senhores deputados

Trago hoje, a verdade dos fatos e o sentimento de um homem injustiçado.

Trago a dor maior. Nada existe igual, nenhuma pancada tão forte quanto a perda de dois filhos recém nascidos. E isto eu passei. Portanto, sofri a maior de todas as dores.

A dor da perda é enorme, mas a dor de hoje traz uma marca talvez mais cruel, porque fruto da perversidade da injustiça. Sobrevivi a primeira, e contra a injustiça lutarei com todas as forças, para dobrá-la e vencê-la, pois mesmo sofrido sofrerei com honra e de pé, “imolado sim, vencido, nunca”.

Ao longo de meus mandatos, recebo e continuarei a receber todos os conterrâneos que tem pleitos legítimos, e que dependam de deliberação da Assembleia. Muitas e muitas vezes, tenho assumido pública e transparentemente a defesa de causas do interesse da sociedade, de grupos organizados, de instituições diversas, inclusive públicas, de sindicatos, trabalhadores, empresários. Também em inúmeras oportunidades, como é da rotina de todos os Senhores Deputados, tenho ido ao Presidente e ao Colégio de Líderes para pedir agilidade na aprovação dessa ou daquela matéria.

Ezequiel: defesa (Foto: AL)

E isso é mesmo rotineiro nesta Casa, composta de apenas 24 Parlamentares, e que facilmente conhecem de pronto as implicações dos projetos em discussão, sem necessidade de maiores estudos e debates nas Comissões.

Os exemplos recentes vão às centenas. Só por exemplo, o Projeto de Lei Complementar número 1 de 2014, que dispõe sobre a criação de cargos no quadro geral e serviços auxiliares no âmbito do Ministério Público do Rio Grande do Norte e dá outras providências, foi aprovado com dispensa da tramitação regimental; igualmente, o Projeto que autorizou o Estado a contrair empréstimo junto ao Banco do Brasil no valor de R$ 850.000.000,00; ou o que reuniu os Fundos do Sistema Previdenciário, envolvendo quase 1 bilhão de reais; e, já durante minha presidência, o Projeto de Lei Complementar, que reajusta os vencimentos básicos dos cargos públicos de provimento efetivo de professor e especialista em educação. Todas estas Leis foram aprovadas com dispensa da tramitação normal, e se em algumas delas havia interesses corporativos, ou o trato com milhões e milhões de reais, nunca se levantou qualquer suspeita de corrupção em torno delas!

Afirma-se, agora, que uma lei, a que criava a inspeção veicular no Rio Grande do Norte, essa rotina praticada na Assembleia há décadas, teve de ser manipulada, e a dispensa da tramitação regular só se fez porque um Deputado, entre outros 23, foi comprado, e se proclama com malicioso estardalhaço: essa Lei, e não as outras, só essa Lei, entre dezenas de outras, só essa Lei precisou ser comprada.

É fantástico!

Fantástico é se criar do nada um ser nebuloso e sem forma, que pairou por um instante neste Plenário, habituado a deliberar e votar com dispensa das formalidades regimentais, por decisão da Presidência e dos Líderes, para pretender tisnar com suspeita de corrupção a deliberação desta Casa. Ser fantástico, porque irreal, criado na imaginação de um acusado em busca de privilégios judiciais para amenizar a acusação que contra si pesa.

Invoco o testemunho dos Senhores Deputados, especialmente de todos os que aqui estavam na Legislatura passada para passar a limpo alguns detalhes da aprovação dessa Lei.

Teve ela o aval, e mais que o aval, o pedido público para sua aprovação, e sem suspeitas de favorecimento indevido, de ninguém menos que o Ministério Público do Rio Grande do Norte, através de ofício da 28ª Promotoria de Justiça de Natal dirigido à Assembleia. Esse ofício me foi entregue em mãos pelo próprio George Olímpio, e esse é um detalhe, mas significativo detalhe, e nele afirma a Promotora Doutora Rossana Sudário: esta Lei “é muito importante para defesa do direito difuso da população do Estado do Rio Grande do Norte a um ar livre da poluição provocada pela frota de veículos”.

Além disso, houve audiência pública sobre a matéria, com amplo debate em torno da inspeção veicular, e, aqui também, sem suspeitas de manipulação ilegítima.

Por oportuno, essa inspeção veicular para resguardo do meio ambiente, está determinada em Lei federal, e, deploravelmente, o ser nebuloso e fantástico que ainda sobrevive até hoje, mantém o Rio Grande do Norte inadimplente quanto ao cumprimento da legislação federal e sua população desprotegida da poluição incontida produzida por todo tipo de veículos.

Como corriqueiro, e mais uma vez invoco o testemunho dos Senhores Deputados, e como fazemos diariamente, recebi um interessado nessa questão, George Olímpio. É de família tradicional no Estado, com esteiras ligações na minha região, o Seridó, e já o conhecia, embora com contatos esporádicos.

Eu era então o Presidente do PTB no Rio Grande do Norte. George Olímpio me procurou, querendo ser vereador em Natal, pelo PTB. Nessa época, apresentou-me o presidente do Centro Comunitário da Cidade da Esperança, Cicinho. Conheci a sede do Centro. Ele me pediu permissão para pintar o prédio com as cores do PTB. Foi uma festa com feijoada. E nada mais.

Voltou algum tempo depois. Disse-me haver adiado seu projeto político, pois estava com outros propósitos. Eis a razão de suas visitas públicas ao meu gabinete e de suas ligações.

Os fatos a seguir são de conhecimento público, mas alheios a minha participação. George Olímpio implantou um sistema paralelo de registro de financiamentos de veículos junto ao DETRAN, o que lhe deve ter trazido bons êxitos.

Procurou-me, dados os contatos anteriores, para pedir minha atenção ao projeto de lei, de autoria do Governo do Estado, que instituía a inspeção veicular. Como fiz em inúmeras outras oportunidades, e como fazem todos os dias todos os Senhores Deputados, cujo testemunho mais uma vez invoco, dei à questão a atenção merecida, dentro da rotina seguida há décadas pela Assembleia, sem me desviar um milímetro sequer do que vem sendo habitual na Casa. Ou seja: depois do pedido explícito e formal do Ministério Público, depois do amplo debate em audiência pública, sugeri a dispensa das demais formalidades para a ida do projeto ao Plenário, o que foi acatado pelo Colégio dos Líderes, juntamente com outras proposições, igualmente deliberadas na mesma sessão.

Só as mentes que crêem no fantástico podem supor que para isso um Deputado, e só um entre 23, um Deputado, para cumprir a rotina e o hábito da Casa, tivesse recebido R$ 300.000,00. Para quê? Só para cumprir a rotina, rotina de que a Assembleia não costuma se afastar? É mesmo fantástico.

E a tentativa que vem sendo feita de transformar o fantástico em realidade chega ao mais ridículo dos absurdos. É visível, patente, é escancaradamente ostensivo que o ser fantástico paira sobre todos nós só para encobrir com cortina de fumaça as verdadeiras acusações que pesam contra o hoje delator, o mesmo que há dois anos, em declaração que fez em escritura pública em Cartório, desmentiu um seu cúmplice e disse não haver envolvimento de dinheiro ou qualquer tipo de propina em torno da aprovação da lei de inspeção veicular.

A delação de agora é odiosa, não só por tentar fazer da Justiça um palco de farsa, com atitudes, gestos e palavras contraditórios, e mais, diametralmente opostos, mas porque escolhe um Deputado, talvez por ser ele o único com quem havia episódicos contatos anteriores, motivados pelos deveres da Presidência de um Partido Político, para, por meio desse único Deputado, lançar sobre toda a Assembleia a nódoa infame da corrupção.

Não só como acusado, acusação mais que injusta, deslavadamente mentirosa, mas especialmente como Presidente da Assembleia, repudio com a maior veemência o uso da Casa para biombo que busque ocultar a ação criminosa que haja causado qualquer dano ao Rio Grande do Norte.

Disse tudo isso em depoimento que prestei ao Ministério Público, cuja convocação prontamente atendi. A omissão de tudo no espetáculo montado nestes dias, é certamente o preço que se tem que pagar para se premiar uma delação, mesmo que o preço deva ser pago por um inocente!

Senhoras Deputadas e Senhores Deputados. Hoje sou eu. Amanhã poderá ser outro inocente e injustiçado como eu.

Eu quero justiça, justiça que só se constrói com a verdade. Justiça com espada que é força e coragem.

Eu quero justiça. Justiça com balança que é a equidade, equilíbrio e ponderação.

Eu quero justiça. Em sua busca, no caminho único da verdade, não me curvo, não me dobro, não me vergo. E que a verdade prevaleça.

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sábado - 21/02/2015 - 19:58h
Na TV

O “Sinal Fechado” é Fantástico!

A Rede Globo de Televisão faz chamadas para seu principal programa dominical, a revista semanal televisiva “Fantástico”, prometendo reportagem especial que foca o Rio Grande do Norte.

A “Operação Sinal Fechado” estará em pauta.

O escândalo deriva dos governos Wilma de Faria (PSB) e Iberê Ferreira (PSB), caindo no colo ainda da administração Rosalba Ciarlini (DEM).

Diz respeito a contratos de inspeção veicular com o Detran, num enredo nebuloso recheado de nomes do empresariado da capital e de fora do Rio Grande do Norte, além de políticos.

Pipoca e guaraná.

Reportagem para vermos de “camarote”.

Acompanhe os bastidores políticos e notas em primeira mão em nosso TWITTER, clicando AQUI.

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sexta-feira - 20/02/2015 - 19:09h
Operação Sinal Fechado

Deputado Ezequiel Ferreira se diz surpreso com denúncia

O presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira (PMDB), emitiu nota a respeito de formalização de denúncia do Ministério Público do RN (MPRN), que o aponta como um dos envolvidos na “Operação Sinal Fechado”, que apura irregularidades no Detran do Rio Grande do Norte, oriundas das gestões Iberê Ferreira (PSB) e Wilma de Faria (PSB), mas que pipocou na administração Rosalba Ciarlini (DEM).

Veja a íntegra da nota abaixo:

NOTA À IMPRENSA

Sobre as denúncias apresentadas na tarde desta sexta-feira (20) pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte, o deputado estadual Ezequiel Ferreira de Souza, em respeito a opinião pública e ciente de sua idoneidade, informa que não foi comunicado oficialmente sobre os novos fatos da investigação.

Quando ouvido anteriormente, prestou todos os esclarecimentos aos agentes do Ministério Público responsáveis pelos trabalhos investigatórios. Por isso, recebeu com surpresa a notícia do oferecimento da denúncia e esclarece por fim que confia na Justiça e manifesta improcedência da denúncia.

Natal, 20 de fevereiro de 2015

Deputado Ezequiel Ferreira de Souza

Veja AQUI, na íntegra, denúncia da Operação Sinal Fechado com todos os envolvidos.

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sexta-feira - 20/02/2015 - 18:56h
Operação Sinal Fechado

MPRN denuncia presidente da Assembleia Legislativa

Ezequiel: foco do MPRN (Assessoria)

Do Tribuna do Norte

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) apresentou denúncia contra o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PMDB), por suposta participação no esquema investigado pela Operação Sinal Fechado, que tratava sobre possíveis fraudes para obtenção de vantagens e um grupo de políticos e empresários através da inspeção veicular no estado.

Segundo o MP, Ezequiel Ferreira recebeu R$ 300 mil para articular a aprovação de projeto de lei para a implantação da inspeção. O MP, contudo, não apresentou provas.

Em entrevista coletiva concedida na tarde de hoje, o procurador-geral Rinaldo Reis explicou como teria sido a participação de Ezequiel Ferreira. Segundo ele, George Olímpio buscava alguém para intermediar a aprovação do projeto na Assembleia Legislativa e, após suposta indicação do então vice-governador Iberê Ferreira de Souza (falecido em setembro de 2014), o empresário teria procurado Ezequiel Ferreira.

No depoimento concedido sob acordo de delação premiada, George Olímpio disse que teve encontro com Ezequiel Ferreira em 2009 e que o deputado teria solicitado R$ 500 mil para conseguir a aprovação do projeto. O valor, no entanto, teria sido considerado alto por George Olímpio e, sob promessa de pagar R$ 300 mil, supostamente firmou acordo com o deputado para que o projeto tramitasse em regime de urgência na Assembleia Legislativa.

Ainda segundo depoimento prestado aos promotores, George Olímpio afirmou que pagou a propina a Ezequiel Ferreira de forma parcelada. O primeiro pagamento teria ocorrido após a aprovação do projeto e o segundo na publicação do edital de concorrência pública.

Segundo o Ministério Público, as provas para a denúncia são “diálogos captados em interceptações telefônicas, extratos bancários, depoimentos de agentes colaboradores, dentre outros”. Contudo, as provas não foram apresentadas. De acordo com o MP, o motivo seria que não houve a liberação da justiça para a apresentação dos elementos.

Veja em postagem a seguir, a réplica do deputado Ezequiel Ferreira.

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sábado - 27/09/2014 - 17:36h
"Operação Sinal Fechado"

Delação premiada de lobista gera pânico no PSB do RN

Da coluna de Cláudio Humberto

Apontado como líder da quadrilha que teria pago propina a políticos e também fraudado licitações no Detran do Rio Grande do Norte, o empresário George Olímpio negociou delação premiada com o Ministério Público Estadual.

O lobista foi preso em 2011 na Operação Sinal Fechado, que revelou suposto envolvimento da ex-governadora Wilma de Faria (PSB), candidata ao Senado, e do filho Lauro Maia.

O advogado Eduardo Dantas Nobre confirmou haver renunciado à defesa de George Olímpio, esta semana, após ser avisado da delação.

George Olímpio é acusado de obter a sanção de uma lei estadual que trata de inspeção veicular, por meio de pagamento de propinas.

Além de Lauro Maia, estão entre os 27 denunciados o ex-governador Iberê Paiva e o ex-senador João Faustino, já falecidos.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 12/09/2013 - 19:05h
Justiça

“Sinal Fechado” será julgado até final deste ano

Do Blog Panorama Político

O processo da Sinal Fechado, envolvendo o Governo Iberê Ferreira (PSB)/Wilma de Faria (PSB) será julgado até o final deste ano, conforme determina a meta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A atenção do Tribunal de Justiça em cumprir a Meta 18 do CNJ é tanta que a Comissão de Improbidade Administrativa, designada para fazer o mutirão no julgamento das sentenças, designou um juiz para se dedicar exclusivamente à sentença do Sinal Fechado.

O escolhido foi o Cleanto Pantaleão.

Nota do Blog – A Operação Sinal Fechado diz respeito à investigação em torno do Consórcio Inspar, contrato que implantaria a inspeção veicular no estado, via Detran.

O caso respingou na gestão Rosalba Ciarlini (DEM), que por recomendação do Ministério Público suspendeu o contrato e chegou a demitir um diretor do Detran.

Saiba mais AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
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sexta-feira - 01/06/2012 - 04:06h
Tempo quente

Votos, grana e denúncias na campanha de 2012

Ouvi algumas vozes empresariais influentes e alguns conhecedores profundos da política resmungando e asseverando: a grana vai estar curta na campanha eleitoral deste ano.

Escândalo do Caixa 2 do DEM/Rosalba, Operação Vulcano, Casos dos Precatórios e Sinal Fechado (Detran); Operação Impacto, Operação Hígia e Folioduto assustam financiadores.

Passar dinheiro por debaixo do pano fica cada dia mais difícil. Hoje, qualquer zé-mané tem um celular com gravador ou câmera.

As denúncias pipocam de todos os lados.

Campanhas devem ter forte teor de judicialização.

Ter uma boa retarguarda jurídica para defesa e ataque é muito mais prioritária do que marketing.

Sei não…

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
sábado - 26/05/2012 - 09:44h
Sob suspeição

Carlos Augusto deixa de ser uma solução e vira problema

Carlos, de panaceia a alvo

Com seu nome há mais de um mês compondo o noticiário, apontado como provável secretário-chefe do Gabinete Civil do governo da sua mulher, Rosalba Ciarlini (DEM), o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM) tem motivos para recuar. Há indícios de que  sua presença no governo pode atrair mais tempestade.

A ideia de sair das sombras e dos intramuros do governo, para finalmente assumir um cargo de forma oficial, passou a ser objeto de questionamento interno. Sua nomeação não chega a ser mais uma unanimidade, como antes.

Carlos, espécie de “panaceia”, remédio para todos as crises da administração Rosalba, virou também um problema. Seriíssimo.

Essa nova imagem redrudesceu, depois que vieram à tona – há poucos dias – dezenas de gravações autorizadas pela Justiça, ainda do período posterior às eleições de 2006, em que Carlos aparece supostamente manipulando “Caixa 2” da campanha de Rosalba ao Senado (clique AQUI).

Será que Carlos Augusto Rosado instruiria a sua mulher a nomear alguém sob tamanha suspeição e indício de corrupção?

Definitivamente, o vestal foi desnudado.

Se houver exploração do assunto pela mídia nacional, Carlos Augusto terá que conviver com mais esse fardo. Em vez de ser a solução, tende a soterrar a gestão de sua mulher com uma contaminação direta.

Existem informações que o tema passou a ser perscrutado pelo jornal “O Globo”. Antes, o prestigiado site do jornalista Cláudio Humberto o focalizara.

Há poucos dias, o nome de Carlos Augusto já tinha aparecido em suposto “Caixa 2” da campanha de Rosalba ao Governo do Estado, em depoimentos nas investigações da “Operação Sinal Fechado”. O empresário Alcides Fernandes, amparado pelo benefício da “delação premiada”, criou embaraços para o ex-deputado e até o senador José Agripino (DEM) – veja AQUI. Pelo menos R$ 1 milhão teriam pousado na campanha de Rosalba, pegando atalho como dinheiro não contabilizado.

Trata-se de uma das vertentes da corrupção no Detran/RN, que uniu os governos Wilma de Faria (PSB)-Iberê Ferreira (PSB) ao Governo Rosalba, numa rede de “propinodutos”, conforme apura o Ministério Público. Pelo visto, muitos estariam nivelados por baixo em termos de respeito ao erário. Veja AQUI.

O Diário Oficial do Estado (DOE), com a nomeação de Carlos Augusto Rosado, pode ser o estopim de péssimas notícias para o governismo. Mais notícias ruins, que se diga.

Como se dizia na antiga Roma republicana, “à mulher de César não basta ser honesta; precisa parecer honesta”.

 

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Categoria(s): Política
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quinta-feira - 10/05/2012 - 11:32h
Operação Sinal Fechado

Depoimento detalha compra de políticos em caso Detran/RN

Empresário diz que tem provas contra ex-governadores, senador Agripino e outros nomes importantes

Da Tribuna do Norte

O Consórcio Inspar gastou milhões de reais para poder  elaborar e aprovar a lei que instituiria a inspeção veicular no Rio Grande do Norte, além dos editais e outros documentos necessários à implantação da medida. Essa quantia foi dividida em repasses para políticos com mandato na Assembléia Legislativa, com pessoas próximas ao círculo de decisões e integrantes do Governo Estadual.

Os detalhes dos acertos e dos pagamentos foram apresentados pelo empresário paulista Alcides Fernandes Barbosa no depoimento da delação premiada (veja vídeo mais abaixo, nesta postagem), acertada com o  Ministério Público Estadual no início do mês de abril.

Foram dois depoimentos aos promotores de Defesa do Patrimônio Público. O primeiro no dia 2 de abril e outro no dia seguinte.

Do amontoado de informações gravadas em vídeo (a TRIBUNA DO NORTE teve acesso à cópia integral) sobre todo o esquema posto em funcionamento pela Inspar, sobressaem acusações contra o senador José Agripino Maia (DEM); os ex-governadores Wilma de Faria (PSB) e Iberê Ferreira (PSB);  o deputado estadual Ezequiel Ferreira (PTB); o ex-diretor geral do Detran/RN, Érico Vallério Ferreira de Souza, além de Lauro Maia (PSB), filho de Wilma de Faria.

Para articular politicamente com  a então governadora Wilma de Faria, a viabilidade e necessidade da implantação da inspeção veicular obrigatória no estado, Lauro Maia receberia mensalmente R$ 10 mil.

Os recursos eram repassados por George Olímpio através dos lucros auferidos na Central de Registros de Contratos, (CRC), que funcionava como uma espécie de cartório para autenticação de todos os processos que envolviam veículos financiados, em transferência ou alienados fiduciariamente.

“No depoimento, Alcides Barbosa assegurou aos promotores que tem como comprovar todas as afirmações feitas.” (Informa o jornal natalense “Tribuna do Norte” em sua edição de hoje – quinta-feira, 10 de Maio-2012)

Entretanto, a inspeção veicular precisaria ser aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte para ser, de fato, implementada. Para isto, era preciso criar um conjunto de normas com embasamento na Resolução nº 418/2009 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A confecção do projeto da Lei Estadual nº 9.270/2009 ficou a cargo de Luiz Antônio Tavolaro, ex- procurador-geral de São José do Rio Preto.

Para viabilizar o encaminhamento do projeto à Assembleia Legislativa, o empresário George Olímpio teria garantido o repasse mensal de 15% dos lucros do Consórcio Inspar, quando este entrasse em funcionamento, à então governadora Wilma de Faria.

No Legislativo, a articulação entre os parlamentares para a aprovação do projeto de lei coube ao deputado estadual Ezequiel Ferreira, primo em segundo grau do ex-governador Iberê Ferreira de Souza. Pela suposta ajuda aos empresários sócios do Consórcio Inspar, ele recebeu R$ 300 mil, segundo alegou Alcides Fernandes Barbosa em sua delação premiada.

Por unanimidade, a lei foi aprovada no dia 15 de dezembro de 2009 e sancionada pela ex-chefe do Executivo Estadual, Wilma de Faria, através do Decreto nº 21.542 de 24 de fevereiro de 2010.

Com a mudança de governo, porém, George Olímpio recorreu ao ex-governador Iberê Ferreira de Souza com o intuito de garantir o andamento do processo, ainda em 2010. Para isto, efetuou o repasse de R$ 1 milhão ao ex-governador. Além disso, teria garantido o pagamento de 15% dos lucros da concessionária.

Já em 2011, com a saída de Iberê e entrada de Rosalba Ciarlini (DEM) no Governo, George Olímpio procurou o então diretor-geral do Detran/RN, Érico Vallério. Em um acordo, ele teria aceito receber R$ 50 mil mensais para manter o esquema. No depoimento, Alcides Barbosa assegurou aos promotores que tem como comprovar todas as afirmações feitas.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público / Política
quinta-feira - 10/05/2012 - 10:45h
Degradação

‘Corsários’ do RN transformam poderes num “bolódromo”

O escândalo do Detran-RN, decorrente da chamada “Operação Sinal Fechado”, que eclodiu ainda no início do ano passado, mostra o nível dos poderes constitucionais no Rio Grande do Norte e o lamaçal em que está mergulhada parte de nossa elite política.

Quando pipocou a Operação Sinal Fechado, com os ex-governadores Wilma de Faria (PSB) e Iberê Ferreira (PSB) em evidência, a claque virtual do DEM e derivados fez barulho nas redes sociais, como Twitter e blogs. Na imprensa convencional, logo passaram a satanizá-los, sem melhor dimensionamento da profundidade desse caso.

Eu avisei em postagens neste Blog e em nosso endereço no Twitter, que era melhor essa claque baixar o fogo. O escândalo iria pegar cabeça de uns e rabo de outros: governistas e oposição estariam juntos no pântano. Com o passar do tempo, o que estamos vendo é exatamente isso.

Como é tola a briga dessas claques virtuais. Não passa de ‘massa cibernética de manobra’, modelo digital do que testemunhamos nas ruas. Até mesmo gente dita esclarecida embarca nesse tipo de peleja sem uma avaliação sequer superfial dos fatos, conjuntura e uso de bom senso.

Quando fazem a defesa do “seu” político, é comparando com outro que supostamente é corrupto ou mais delinquente. A defesa é o ataque ao adversário/inimigo. Ouvi sempre – desde criança – que devemos ter os bons/melhores como parâmetros e não o supostamente mais ruim.

O caso Sinal Fechado-Detran mostra que o Rio Grande do Norte virou um grande “bolódromo”. É bola para todos os lados. Pelo visto, o “Estádio das Dunas” será útil.

Temos que partir, como sociedade, para uma reinvenção do Estado. O Estado uno, do Rio Grande do Norte, é uno na pirataria da coisa pública nos três poderes. Temos quadrilhas que agem em separado ou consorciadas, numa espécie de “joint venture” do crime.

Acompanhe o Blog também pelo Twitter com postagens exclusivas e linguagem mais coloquial AQUI.

Esses corsários são impiedosos e cínicos. Adoram o luxo, o esnobismo, os holofotes e o esbanjamento com o dinheiro que não lhes pertence, fruto de pilhagem continuada do erário. O banditismo engravatado, sempre arrogante, ampara-se na certeza da impunidade para continuar esse infindável butim.

Queixamo-nos da precariedade da Saúde, execramos a Segurança Pública e choramingamos devido a Educação pífia. Falta emprego, infra-estrutura é precária; a desigualdade social continua gritante.

Sobra dinheiro, abundam larápios. As contas nunca batem porque temos que passar, involuntariamente, uma parte do dinheiro público para esses bandidos de colarinho branco e sua malta de dependentes preguiçosos e incapazes.

O modelo de democracia representativa que temos está distorcido. A política como princípio do bem-estar social é desvirtuada e particularizada. Bem-estar é sempre para os seus. É uma autarquia que não produz nada, mas consegue ter alta renda própria, sugando do cofre estatal.

Na blogosfera e outras redes sociais utilizadas no Rio Grande do Norte, há superdimensionamento do personagem Carlinhos “Cachoeira”. Normalmente, com visão político-partidária e não um foco cívico e por zelo à coisa pública. Parece mais “seguro” tratar desse assunto do que sobre o fato local.

Escândalo como do Detran revela que nomes como George Olimpo e Gilmar da Montana, guardada as proporções, não deixam nada a dever a Carlinhos Cachoeira.

Executivo, Judiciário e Legislativo do Rio Grande do Norte devem explicações à sociedade por tamanho nível de degradação moral, desrespeito à lei e insulto ao cidadão. Precisam passar por depuração. Estão sem legitimidade como poder. Essa filtragem deve ser logo. Faz-se urgente uma ação endógena, de auto-purificação, para que os bons não sejam contaminados pela espécimen daninha.

O povo merece respeito.

Mas, a realidade do Rio Grande do Norte é que muitos chegam pobres ao rico poder e muitos saem ricos do pobre poder.

Pobre Rio Grande do Norte!

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
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