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quarta-feira - 30/10/2013 - 09:38h
Crise institucional

Tribunal aconselha Governo a deixar de gastar com publicidade


O juiz Fábio Filgueira, representando o Tribunal de Justiça do RN (TJRN) se disse perplexo com as declarações do secretário estadual do Planejamento, Obery Rodrigues Júnior, sobre as finanças turbinadas do TJ/RN.

“Parece que ele quer excluir os demais Poderes, que quer isolar o Executivo para fazer tudo sozinho”, assinalou o juiz. Ele comentou que o Poder Judiciário, assim como as demais instituições, são prestadores de serviços da sociedade, que necessitam cumprir as obrigações e que para isso necessitam de recursos, cada um com sua peculiaridade. De acordo com o magistrado, a “incapacidade de gerenciamento de R$ 7,1 bilhões” deixa claro que de posse dos R$ 760 milhões cabíveis ao TJ/RN não  seria possível uma guinada no âmbito do Executivo. “Mesmo se fechassem o Judiciário”, ironizou.

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“Quer que fechem todos os Poderes e coloque dinheiro na Saúde? Melhor pegar os R$ 7,1 bilhões, deixar de gastar em publicidade, conceder isenções fiscais, e fazer o dever de casa”, criticou Fábio Filgueira. Segundo ele, a tática de impor aos Poderes a culpa pela aflição nas contas do Governo é inconcebível. E lembrou que somente este ano foram devolvidos R$ 3 milhões da Secretaria de Segurança, motivados pela falta de projetos da gestão estadual. “Isso demonstra uma falta de planejamento”, frisou ele (veja reportagem completa AQUI).

Veja abaixo, um resumo do que disse Obery:

“E eu digo sempre o seguinte: os estados da federação têm obrigação de aplicar o mínimo de 25% na educação, de 12% na saúde; têm as obrigações compulsórias de pagamento da dívida; 1% no Pasep; tem um conjunto de obrigações das quais o estado não pode fugir. Pois bem: essa despesa com os Poderes ela está chegando a 20%. Ela está competindo com a Educação. Isso no Rio Grande do Norte porque nos outros estados não é assim. A despesa com os Poderes tem sido maior que a da Saúde onde estamos aplicando 18%. Então está se travando uma discussão em cima dessas questões e é preciso espírito público, compreensão para se debruçar de forma desarmada sobre essa questão, para ver que o estado não suporta esse nível de crescimento das suas despesas. O valor repassado por mês em 2013 foi de R$ 36,4 milhões na Paraíba, aqui R$ 62 milhões. Eles têm uma população maior, mais municípios e um número maior de desembargadores. É evidente que isto tem que ser posto à mesa. E explicado à população do Rio Grande do Norte. O TJRN é mais caro por causa disso e disso e disso. Vamos abrir todos, de uma forma transparente”, destacou.

Categoria(s): Administração Pública

Comentários

  1. Francy Granjeiro diz:

    Acredito eu que Mossoró precisa realmente de esclarecimento por parte do presidente do partido em Rede Nacional, e bem mais que isso o CNJ precisa fazer uma varredura na justiça do Rio Grande do Norte.O povo não aguenta mais esse descaso, essa impunidade.Cadê o presidente de Câmara …que cidade é essa?????… Aí tem alguma coisa estranha…..
    Esses juízes(as) de primeira instância NÃO demonstram coragem de punir os apadrinhados dos coronéis, ou evitam desagradr.
    O descaso com o povo, a forma que a campanha do partido DEM passou por cima da população isso é VERGONHOSO para cidade .Se MP já pediu sua cassação, a Procuradoria Geral do MP já se pronunciou favorável à cassação… Mas falam-se em forças parlamentares e ministeriais que exercem grande poder diante da situação de Mossoró e impedem que a justiça seja consumada em plenitude. E haja coronel nesse pobre RIO PRQUENO DO NORTE
    Ah! Para quem não sabe, Mossoró é a casa do tesouro pra o DEM no RN. O DEM saindo da prefeitura de Mossoró pronto, acabou-se o partido no estado.

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