Há uma ameaça que paira sobre a cabeça da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) quanto às eleições ao governo em 2010. Maior do que os potenciais adversários de outros partidos na corrida pelo voto, há o temor de “acordão”.
Por que isso pode acontecer?
Na prática, a senadora ainda não ascendeu ao alto comando da elite política do RN. Está em vôo ascendente.
Lá em cima, existe o medo – coerente – de que sua vitória ao governo do estado seja o início de um ciclo de exclusões. No topo o espaço é muito concorrido.
Reza a tradição de que o clã Rosado, do qual ela faz parte indiretamente, não costuma juntar aliados, e sim, súditos.
Os senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (DEM), deputado federal Henrique Alves (DEM) e a governadora Wilma de Faria (PSB) podem terminar como estafetas do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), comandante-em-chefe do rosalbismo e marido de Rosalba.
Ouço em Natal que um entendimento entre os líderes tem objetivos bem definidos:
1 – Garantir a reeleição ao Senado de José Agripino;
2 – A eleição ao Senado da governadora Wilma de Faria;
3 – Empurrar Garibaldi ao governo do estado, para acomodar todos os interesses.
Nessa acomodação, lógico que dançaria o projeto de Rosalba, hoje dependente do controle partidário no DEM, do senador José Agripino.
E por lá já ecoou o aviso de que a prioridade não é sua postulação ao governo, mas a reeleição do líder.
























