sábado - 30/06/2012 - 09:12h
Operação Assepsia

Hospital criado sem licitação faz um parto por R$ 28 mil

Depoimento do médico Manoel Nobre sobre o alto custo do Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher), instalado sem licitação pelo Governo do Estado, apesar de denúncia sobre irregularidades feitas pelo Ministério Público em Mossoró:

– Realiza-se em média 100 partos/mês na maternidade Maria Correia, com um custo de R$ 2,8 milhões/mês para o Governo do Estado. Portanto o custo de cada parto fica em média, pasmem, por R$ 28.000,00.

Nota do Blog – Segundo dados levantados na “Operação Assepsia”, desencadeada esta semana pelo Ministério Público, sobre irregularidades em licitações na Saúde na Prefeitura do Natal, respingando na mesma área do Estado, o contrato da Associação Marca – que gerencia o Maria Correia – é de R$ 16,8 milhões por seis meses.

Dá uma média de R$ 2,8 milhões por mês, sendo R$ 1,9 milhão somente com folha funcional de presumíveis 270 empregados.

Um detalhe: a Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), da Fundação Vingt Rosado, há décadas em funcionamento em Mossoró, responde por mais de 600 partos/mês.

 

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sexta-feira - 29/06/2012 - 16:51h
Operação Assepsia

Hospital da Mulher tem folha suspeita de quase R$ 2 milhões

Empresa que recruta pessoal também é envolvida em despesas fictícias com a Prefeitura do Natal

Matéria da Tribuna do Norte, com aditivos do próprio Blog

Hospital foi montado para dar resposta 'rápida'

Uma das empresas investigadas pelo Ministério Público Estadual na “Operação Assepsia”, por fraudes na Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), tem contrato com a Associação Marca – gestora do Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher), em Mossoró. É a Salute Sociale.

Essa empresa – de propriedade de três pessoas presas na última quarta-feira (27) – no Rio de Janeiro, Tufi Meres, Rose Bravo e Antonio Carlos de Oliveira Júnior, o “Maninho”, é fornecedora de mão de obra ao Hospital da Mulher. Agora, segure-se na cadeira para essas informações a seguir.

A Salute Sociale empalmou, somente em abril, R$ 1,9 milhão para cobrir pagamento de folha que teria 270 funcionários. Uma multidão em relação à sua estrutura compacta e dirigida. São quase R$ 2 milhões só nessa rubrica de custo/mês.

A Marca foi contratada pelo Governo do Estado sem qualquer licitação, sob a argumento de urgência de instalação do serviço materno-infantil. Já a Salute Sociale tem um subcontrato com a Marca. É o mesmo procedimento utilizado na Secretaria Municipal de Saúde de Natal, onde a Marca fixou bem antes suas garras.

A informação dos repasses e do subcontrato da Salute com a Marca estão presentes na prestação de  contas da Organização Social no mês de abril, a qual o jornal Tribuna do Norte teve acesso. O documento, enviado pela diretora geral da Marca, Elisa Andrade de Araújo, à Maria Burlamaqui, que é a gestora do Fundo Estadual de Saúde, no último dia 11 de junho, traz todos os gastos dos primeiros meses da parceria

A prestação de contas inclui também uma série de despesas contraídas antes da assinatura do contrato com a Secretaria Estadual de Saúde. Lá estão descritas todas as empresas subcontratadas pela Marca para prestar serviços ao Hospital da Mulher, entre elas a Salute Sociale.

Irmãs xipófagas

Na  prestação de contas, há a lista de funcionários contratados pela Salute para prestação de serviços ao Hospital da Mulher através da Marca. São 270 funcionários, segundo a lista enviada pela Marca, entre profissionais de nível superior e médio. São psicólogos, farmacêuticos, fisioterapeutas, técnicos em enfermagem, vigias, entre outros.

Os funcionários, ainda de acordo com os documentos aos quais o Tribuna do Norte teve acesso, foram admitidos somente após a assinatura do contrato entre a Marca e o Governo do Estado. Resta saber se eles todos existem, na totalidade, e prestam serviços ao Hospital da Mulher.

A ligação entre a Marca e a Salute ganhou várias páginas na petição do Ministério Público, quando foi solicitado um conjunto de providências à Justiça, para se desencadear a Operação Assepsia.

A Marca e a Salute são nitidamente irmãs xipófagas. Nasceram ligadas uma a outra. Parecem produto do mesmo útero, ou seja, esquema. Os promotores chegam a afirmar que a proximidade é tamanha que parecem uma só entidade. As duas dividem inclusive a mesma sala como sede, de  acordo com o texto do Ministério Público Estadual.

Os “cabeças” de ambas, tanto da Marca quanto da Salute, são Tufi Meres, Rose Bravo e Antonio Carlos de Oliveira Júnior, considerados os principais nomes das supostas fraudes, junto do procurador Alexandre Magno Alves.

“Na prática, a Marca representa um grupo de empresas que acompanham cada gestão da referida OS. Na verdade, trata-se de um grupo criminoso, que através da Marca e da entidade Salute Sociale e de outras empresas satélites, desviam dinheiro público, mediante a inserção de despesas fictícias nas prestações de contas. Quando o poder público contrata uma, as outras vêm junto no pacote contratado”, relatam os promotores.

FRACASSO – A auditoria que o Governo do Estado resolveu instituir ontem, para levantar as atividades da Marca, deve se deparar com números, arranjos e gambiarras que vão atestar seu próprio fracasso: o fracasso da escolha de um atalho para vender a terceirização como a panaceia. Está claro que não é um remédio para todos os males da Saúde Pública do RN. A escolha mostrou-se equivocada e precipitada, propícia à delinquência com o dinheiro do contribuinte. A terceirização não é por si só de essência criminosa, mas a pressa em vender uma ação de governo à sociedade, passando por cima da lei logo na dispensa de licitação, só podia gerar isso.

Os procedimentos suspeitos na Secretaria Municipal de Saúde e a forma como a Salute passou a prestar serviço ao Hospital da Mulher são iguais. Como se sabe, para o MPE, as organizações sociais investigadas são apenas “fachada” para a contratação de empresas ligadas aos próprios diretores dessas O.S.s de forma mais “flexível”.

Alexandre: 'qualificado'

“A contratação da Marca por parte da SMS não se restringiu apenas a esta OS, mas englobava um pacote de outras empresas do esquema ilícito (SALUTE SOCIALE, MEDSMART, HEALTH SOLUTIONS  LTDA e outras empresas), que foram contratadas para prestar serviços ao Poder Público Municipal através da Marca, sem ter que se submeter a um processo licitatório, através da burla à lei de licitação prevista pela contratação das OS´s”, argumenta a petição.

Outra semelhança, dessa vez fartamente descrita na petição do MPE, é a parceria do procurador municipal Alexandre Magno, que foi cedido do Município para o Estado e atuou, segundo o ex-secretário de Saúde, Domício Arruda, como  consultor, “em vários contratos”, incluindo o da Marca.

Alexandre Magno, pelo o que é descrito, é aquele servidor público qualificado, com destreza e conhecimento amiúde dessa modalidade de contrato público, que foi útil e fundamental ao esquema na Prefeitura do Natal e estaria preparado para o mesmo fim no Governo do Estado. Não deu outra: de rombo! Na mosca. Na marca.

Veja reportagem completa da Tribuna do Norte AQUI.

Nota do Blog – O contrato do Governo do Estado com a Marca é de R$ 16,8 milhões por seis meses de atividade. Dá uma média de R$ 2,8 milhões por mês.

Importante lembrar que só com a folha de 270 funcionários, a subcontratada Salute Sociale recebeu R$ 1,9 milhão num mês. Num rateio, a média de remuneração ficaria em torno de R$ 7,037,00/mês por funcionário.

Segundo uma fonte profundamente conhecedora da administração hospitalar, esse montante de R$ 16,8 milhões daria para manter mais de 150 leitos de UTI por cerca de um ano.

Outro médico comenta: “com 15 milhões de reais seria possível reformar e abrir 15 leitos de UTI pediátrica e mais 15 UTI adulto no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).”

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quarta-feira - 27/06/2012 - 12:20h
Operação Assepsia

Hospital da Mulher está no rastro de irregularidades

A “Operação Assepsia” desencadeada hoje pela manhã em Natal e no Rio de Janeiro-RJ, pelo Ministério Público do RN (MPRN), acerta em cheio a Organização Social Civil de Interesse Público (OSCIP) denominada de “Marca”. Ela é quem administra o Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher) – em Mossoró.

Hospital (foto Carlos Costa): sob suspeição

A princípio, a investigação do MPRN, que gerou 8 prisões e fez cumprir vários mandados de busca e apreensão, não afeta o Hospital da Mulher. Não é o foco desse trabalho, mas tende a respingar nele, em função da Associação Marca para Promoção de Serviços ter envolvimentos em contratos possivelmente fraudulentos, no Rio Grande do Norte, a partir da Prefeitura do Natal.

A Marca administra a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Pajuçara e os Ambulatórios Médicos Especializados – AMES mantidos pelo Município de Natal.

O QUE É UMA OSCIP – Oscip´s são entidades privadas atuando em áreas típicas do setor público, com interesse social, eventualmente financiadas pelo Estado ou pela iniciativa privada, para que suportem iniciativas sem retorno econômico. São vistas como “paraestatais”, ou seja, “pessoas jurídicas de direito privado, cuja criação é autorizada por lei específica, com patrimônio público ou m isto, para realização de atividades, obras ou serviços de interesse coletivo, sob normas e controle do Estado” (Hely Lopes Meirelles). Saiba mais AQUI.

O Ministério Público Estadual, por intermédio da 1ª Promotoria de Justiça de Mossoró, ajuizou Ação Civil Pública contra o Estado e a Marca por irregularidades relativas à contratação firmada entre o Estado e referida Associação. A Ação tramita na Vara da Fazenda Pública de Mossoró e tem por número 0008561-37.2012.8.20.0106 (veja íntegra AQUI).

O representante do MP pede, entre outras coisas, a anulação do termo de parceria para que a Associação Marca faça a gestão do Hospital da Mulher; que o Estado se abstenha de renovar o termo de parceria firmado em caráter emergencial; e que se abstenha de firmar termos de parceria semelhantes com entidades privadas sem fins lucrativos antes que seja normatizada, em âmbito estadual, a qualificação de tais entidades como organizações da sociedade civil de interesse público, bem como observar as normas de licitação previstas em lei para seleção da entidade parceira.

Na ação, o MP pede também que a Justiça condene o Estado a convocar e nomear imediatamente em quantidade suficiente para completar as escalas do Hospital da Mulher, os candidatos aprovados no último concurso público pela Secretaria Estadual de Saúde Pública. E que promova o treinamento dos servidores nomeados a fim de que possam substituir o pessoal irregularmente contratado pela Associação Marca para prestar serviços no Hospital da Mulher em Mossoró, a fim de garantir a continuidade do serviço público.

Desde o princípio dessa negociação entre Estado e a Marca, que o MP questiona a dispensa de licitação, entre outros ‘deslizes’. Sua inauguração ocorreu no dia 9 de março deste ano.

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quarta-feira - 27/06/2012 - 08:20h
Natal

Promotores fazem “Operação Assepsia” em prefeitura

Neste momento estão sendo cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão nas Secretarias Municipais de Saúde (SMS) e Planejamento (SEMPLA) em Natal.

Trabalho do Ministério Público do Estado (MPRN), na denominada “Operação Assepsia”, desencadeada hoje.

Policiais e promotores estão nas duas repartições públicas da Prefeitura do Natal, recolhendo documentos e equipamentos eletrônicos (computadores).

Operação acontece, paralelamente, em outros endereços no Rio de Janeiro-RJ

A terceirização de serviços na Secretaria de Saúde seria o foco dessa operação.

Acompanhe o Blog pelo Twitter AQUI e saiba de detalhes sobre essa operação de forma mais ágil.

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sexta-feira - 15/06/2012 - 08:24h
Vergonha

Juíza obriga Estado e Prefeitura a internar idosos

A juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública de Natal, Patrícia Gondim Moreira Pereira, determinou a intimação dos Secretários Municipal do Natal e Estadual de Saúde para que comprovem nos autos de uma Ação Civil Pública, no prazo de 24 horas, a viabilização de leitos de UTI.

A ordem é para que encontrem vagas seja na rede pública ou privada, para a internação de cinco pacientes idosos que estão internados em uma UPA e em outros dois hospitais em Natal, sob pena de configuração de crime e falta funcional.

A magistrada ressaltou que Ministério Público comunicou nos autos processuais que em duas oportunidades o Estado do Rio Grande do Norte e o Município de Natal descumpriram uma decisão judicial que determinou a instalação ou ampliação dos leitos de UTI adulto, pediátrico e neonatal, além de outras medidas a serem adotadas pelos dois entes públicos.

Na oportunidade, o MP comunicou que cinco idosos, sendo uma de 79 anos e outro de 69 anos, internados na UPA Pajuçara, um outro de 68 anos e uma outra 76 anos, internados no Hospital dos Pescadores, bem como um quinto idoso de 62 anos, internado no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, encontram-se aguardando um leito de UTI em virtude da gravidade de seus quadros.

A juíza frizou que existe multa fixada em sentença para a hipótese de descumprimento da determinação judicial no valor de R$ 5 mil diários.

Com informações do Tribunal de Justiça do RN.

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quinta-feira - 31/05/2012 - 17:26h
"Operação Vulcano"

Promotora diz que “já se pode afirmar que há cartel”

“Agora já se pode afirmar que há cartel na revenda de gasolina em Mossoró: há provas! Provas são o que não faltam na Operação Vulcano: estou estafada de ler os autos e satisfeita com o nível e profundidade da investigação”.

Ximenes: sim, "há um cartel"

Essas declarações acima são da promotora da Defesa do Consumidor de Mossoró, Ana Ximenes, que a infindáveis anos empreende uma cruzada contra preços abusivos e assemelhados no ‘concorrido’ setor de combustíveis automotivos do município.

Segunda ela, “desde ontem estudo o inquérito policial da Operação Vulcano (que eclodiu ontem, por ação da Polícia Federal, com apoio subsidiário do Ministério Público). Havia fundamento para prisões e buscas”.

Ela lembra, o que este Blog citou ontem em primeira mão: o Conselho Administrativo de Direito Econômico do Ministério da Justiça (CADE), participou de forma suplementar da força-tarefa. Existiam elementos indicando a formação de cartel em Mossoró, a partir de formação de grupo com esse fim – envolvendo empresários da área de combustíveis.

O QUE É UM CARTELÉ um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor.

“Há tantas provas a confrontar com os depoimentos, inclusive oriundas das buscas, que o doutor Eduardo Bonfim (delegado federal responsável pela operação) precisará de todos os 5 dias da prisão temporária”, estima.

A promotora lembra que “buscas da Operação Vulcano foram submetidas à análise previa de especialistas do Cade, ao parecer do MP e ao crivo do juiz Cláudio Mendes (3ª Vara Criminal)”.

Acompanhe o Blog também pelo Twitter com notas e comentários exclusivos clicando AQUI.

Em resposta à nota oficial da Câmara de Mossoró, que considerou a busca e apreensão nesse poder algo descabido, ela fustiga: “Será que todos estes órgãos e instituições têm ‘fetiches’ e são contrários ao Estado Democrático de Direito?”

Quando o Projeto de Lei da Prefeitura de Mossoró, nº 057/2011, tramitava na Câmara Municipal, criando facilidades para um cartel impedir a livre concorrência, Ana Ximenes reagiu. Chegou a ameaçar entrar com procedimento legal, arguindo inconstitucionalidade da matéria.

Ao mesmo tempo, a Polícia Federal já rastreava reuniões, diálogos telefônicos e outros movimentos de personagens da política e da vida empresarial mossoroense. Levantava elementos que indicariam a existência do cartel.

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segunda-feira - 07/05/2012 - 22:03h
Cadê a bufunfa?

Prefeitura ainda não devolveu dinheiro de concurso

Carlos Santos,

O amigo já ouviu falar ai de Mossoró quando que a prefeitura vai começar a devolver a taxa de inscrição do concurso que ela mesma anulou?

Apelo pro amigo, porque não tem nenhuma informação no sitio da prefeitura e nenhum funcionário da prefeitura sabe informar. Ou seja, mais um absurdo, além de cancelar um concurso a 48H da prova, ainda calam nas informações, publicidade zero e um imenso desrespeito com as pessoas.

Desde já, muito Obrigado.

Efábio Soares.

Nota do Blog – Meu caro, sua mensagem chega direto à Prefeitura de Mossoró, haja vista que esta página é leitura obrigatória também no círculo fechado do poder.

Esta página, com suas críticas, elogios e denúncias tem ajudado muito a administração municipal a ser menos sofrível. O próprio concurso foi cancelado após matérias elucidativas sobre o certame e pressão do Ministério Público, que identificou alguns “vícios” na licitação.

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sexta-feira - 04/05/2012 - 11:08h
Luís Gomes

Justiça obriga governo a resolver problema de abastecimento

A Justiça Estadual determinou que no prazo de seis meses o Estado do Rio Grande do Norte conclua as obras da Adutora do Alto Oeste ou proceda a construção de outras obras necessárias à resolução definitiva do problema da falta d´água no Município de Luís Gomes/RN, sob pena de aplicação de multa pessoal ao Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), no valor diário de R$ 5.000,00.

A Decisão atende pedido de antecipação de tutela formulado nos autos da ação civil pública nº 0000120-25.2012.8.20.0120, ajuizada pelo Promotor de Justiça Ricardo José da Costa Lima.

A nova decisão complementa a liminar anteriormente deferida contra o Município de Luís Gomes/RN e a Caern, na qual o Poder Judiciário já havia determinando o incremento no fornecimento de água tratada à população, através da contratação de sete novos caminhões pipa à cargo dessa empresa pública (duas viagens ao dia), sem prejuízo da manutenção pelo Município de Luís Gomes/RN de outros sete caminhões pipa que já abasteciam os munícipes, com a distribuição da água  através de reservatórios instalados em pontos estratégicos da cidade.

Saiba mais AQUI.

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quinta-feira - 19/04/2012 - 10:03h
O 'jeito certo' Deles

Concurso cancelado é um conjunto de patifarias

Carlos Santos,

O período eleitoral não inviabiliza, apenas impossibilita, a contratacão pelo serviço público brasileiro (Lei 9.504/97, artigo 73, V, “c”).

Acordei hoje com a péssima noticia que o concurso da Prefeitura Municipal de Mossoró seria cancelado. Mas sinceramente, eu ja esperava, pelos motivos abaixo aduzidos:

1) Edital com itens genéricos, inclusive com institutos juridicos que nao existem mais, como a CONCORDATA, sepultada desde 2005;

2) Legislaçao requerida não é encontrada em lugar NENHUM, já que aquele site da camara, nao serve de NADA para pesquisa de legislacao (desafio procurar a lei organica do municipio e “legislacao ambiental”, as mais simples);

3) Modalidade suspeita de licitacao: o PREGãO.

Avaliar candidatos, estudantes que se preparam até 14 horas por dia, é ‘serviço comum’. Nós sabemos até o que tem dentro da cabeça do Ministro do STF.

Saiba mais sobre este e outros temas em nosso Twitter, clicando AQUI, com notas e comentários exclusivos

4) As provas sao réplicas das provas da OAB, ou seja, são pegas de certame anterior, atestando que a FUNVAPI (Fundação João do Vale ou Fundação Vale do Piauí) não dispõe de corpo técnico capaz de avaliar a prova. Verifiquei isso ao comparar as provas que o MP de Tocantins mandou disponibilizar. É só pegar a prova de fiscal de tributos (cargo que nem constava no edital) e jogar no Google).

Sei que deve ter muita gente falando: “então nao faça esse concurso…”. Não me refiro a essas pessoas, pois ou já passaram, ou nunca estudaram na vida.

Agradeço pelo espaço.

Mariana – Webleitora.

Nota do Blog – Minha cara Mariana, o cancelamento do concurso, obtido na pressão da sociedade com apoio de setores da mídia como este Blog e sobretudo o interesse do  Ministério Público como fiscal da lei, prova que temos a força.

O certame tinha indícios mais do que claros de ser uma iniciativa viciada. O governo recuou por medo de um estrago maior, pois se tivesse o mínimo de segurança, teria o empurrado até o fim, como é próprio do seu comportamento cesarista, arrogante e inconsequente.

Entretanto, o simples cancelamento é muito pouco. O MP deveria ir fundo na questão, atrás dos vários ‘caroços’ desse ‘angu’.

Num país um pouco mais sério, os responsáveis por esse monstrengo, essa pouca vergonha, seriam punidos exemplarmente.

Cancelá-lo é admissão do delito que por pouco não se consumou, pois sequer esperaram a decisão da Justiça sobre o caso.

Denunciaram-se.

É o ‘jeito certo’ do Governo Da Gente (deles). Só cabe o ‘venha a nós’.

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quarta-feira - 18/04/2012 - 18:05h
Bom senso

Sob pressão, prefeitura cancela concurso público

A Prefeitura de Mossoró decidiu cancelar o  concurso público que seria realizado no próximo domingo (22) para a seleção de pessoal nas carreiras de procurador, agente fiscal, entre outros. A compreensão da administração do município é que em razão da ação judicial movida pelo Ministério Público contra o certame e em razão do enfoque negativo que a imprensa deu ao concurso, não há um clima de segurança e tranquilidade para a aplicação das provas.

De acordo com o Procurador Geral do Município, Olavo Hamilton, não existe qualquer irregularidade na forma como o município conduziu o processo licitatório que resultou na contratação da empresa para a prestação de serviço.

“Pelo valor licitado para o serviço, a Prefeitura poderia ter optado até mesmo pela dispensa de licitação ou pela carta convite, que são modalidades de licitação mais simples e amparadas pela lei, mas o município preferiu optar pelo pregão que é mais rígido e que dá maior segurança na contratação”, explicou Olavo Hamilton.

Ele assegurou que não existe nenhuma anormalidade na forma de contratação de empresas sob a modalidade de pregão, inclusive outros concursos públicos do município tiveram este modelo aplicado e tudo ocorreu dentro da normalidade e não houve nenhum questionamento judicial quanto ao procedimento.

O procurador do Município entende que a prefeita Fátima Rosado (DEM), “Fafá”, fez a opção certa pelo cancelamento, demonstrando bom senso e preservando os interesses dos candidatos, em virtude do clima criado em torno do assunto, e que fatalmente resultaria em  questionamentos posteriores que poderiam afetar a credibilidade do processo.

Com relação aos candidatos que haviam feito a inscrição, o município fará o ressarcimento dos valores pagos de forma imediata. Sobre a possibilidade de um novo concurso ainda este ano, Olavo Hamilton explicou que não será mais possível, porque não há tempo hábil de realizar todas as etapas até a data limite imposta pela legislação eleitoral que seria até junho próximo.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró.

Nota do Blog – Pelo visto, outra vez esta página acertou em cheio. A cobertura do caso mostrou desde o princípio, que o certame estava metido numa atmosfera suspeitíssima.

Sentindo-se acuado, o governismo resolveu cancelá-lo. Os donos do poder mediram que o desgaste poderia causar estrago considerável ao governo e até prejuízo pessoal para a agente pública e cidadã Fafá Rosado.

Aplausos, ainda, para o Ministério Público de Mossoró, que mais uma vez agiu com denodo e zelo ao interesse público, em respeito à lei, concorrendo para que essa pouca vergonha não fosse consumada.

Veja AQUI matéria que mostrou apenas alguns problemas contidos no concurso.

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sábado - 14/04/2012 - 11:22h
Prefeitura de Mossoró

Entidade que fará concurso é acusada de várias fraudes

A instituição contratada via ‘pregão’ para realizar o concurso da Prefeitura de Mossoró, marcado para o próximo dia 22, a Fundação João do Vale (do Piauí), é uma velha conhecida do bravo Ministério Público deste Brasil varonil. O Ministério Público Estadual do RN (MPE) também já se deparou com situações ‘estranhas’ de sua atuação no estado.

As vagas ofertadas para fiscal de tributo, assessor jurídico, procurador municipal e fiscal do Procon através da Fundação João do Vale ou Fundação Vale do Piauí (dois nomes de fantasia e um mesmo CNPJ-04.751.944/0001-51) , no concurso da Prefeitura de Mossoró, estariam seriamente comprometidas no quesito ‘lisura’.

O processo de ‘seleção’ da João do Vale ou Fundação Vale do Piauí, como queira, está eivado de ilegalidades, conforme ‘Recomendação 012/2012 do MPE, da Fazenda Pública, assinada pelos promotores José Hercy, Eduardo Medeiros e Fábio Thé (veja AQUI).

Acompanhe notas e comentários exclusivos sobre esse assunto em nosso Twitter AQUI

Os promotores pedem a suspensão do processo e a sua anulação. Mas o governo da prefeita de direito, enfermeira Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, não revela interesse em seguir a orientação do MP. Ela que se cuide. Mesmo a poucos meses de sair da prefeitura, dificilmente se livrará – até fora da prefeitura – das consequências da teimosia.

Essa fundação foi envolvida em diversos casos embaraçosos em certames parecidos com o que está sendo preparado para Mossoró: Prefeitura de Timon (Maranhão); Prefeitura de Imperatriz (Maranhão); Prefeitura de Capitão Gervásio Oliveira (Piauí); Prefeitura de Guaraí (Tocantins) e Governador Dix-Sept Rosado (RN) estão em seu ‘portfólio’.

Dispensa de licitação

Em Timon, por exemplo, um concurso foi cancelado porque a prefeitura chancelou a dispensa da licitação nº 063ª/2007, habilitando a Fundação João do Vale a realizá-lo. Situação idêntica ao que Mossoró começa a experimentar, com a devida desconfiança e intervenção do Ministério Público o certame.

“A contratação da fundação, com dispensa do procedimento licitatório,“atentou contra os princípios do art. 37, da Constituição Federal, sob justificativa questionável de que preencheu requisitos da Lei nº 8.666/93 e apresentou a melhor proposta orçamentária para a execução do objeto, sem nenhum ônus para a Fazenda Pública Municipal”, justificou na ação o órgão ministerial do Maranhão.

Na recomendação do MP do Rio Grande do Norte, sua sustentação legal é a mesma.

Em dezembro de 2010, o MP do Tocantins também instaurou um inquérito civil e requisitou à Fundação João do Vale cópia dos cadernos de provas aplicadas nos Municípios de São José do Peixe (PI), Governador Dix-Sept Rosado (RN), Breu Branco (PA), Pacoti (CE), Caxias (MA), Uruará (PA) e Guaraí (TO).

O concurso foi organizado pela Fundação João do Vale e as provas apresentadas no dia 10 de outubro em Guaraí-TO, havendo suspeita de que 20 das 40 questões formuladas para o cargo de enfermeiro foram aplicadas em outro concurso realizado pela Fundação João do Vale – em Governador Dix-sept Rosado.

A Fundação João do Vale já trabalhou anteriormente para a Prefeitura de Mossoró. Ano passado, por exemplo, saiu o resultado do concurso para preenchimento de 176 vagas nas áreas de saúde, fiscal de meio ambiente e de urbanismo. Ela também é ‘fonte’ para diversas outras prefeituras do Rio Grande do Norte, na hora de realizar concurso. É bom salientar, que se apresenta como uma instituição “sem fins lucrativos”. Uma entidade filantrópica. Para ser mais erudito: altruísta.

Saiba mais sobre esse assunto adiante.

Aguarde. Mas tape o nariz, por favor.

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domingo - 01/04/2012 - 06:39h
Advertência

Não tome ansiolítico antes de depor

O Ministério da Saúde e o Ministério Público advertem:

“Se for depor, não tome Prozac.”

O uso contínuo do remédio causa dependência da mentira e deixa o depoente lelé da cuca, sujeito à amnésia seletiva ou versão calculada.

Nota do Blog – A recomendação é dirigida também em relação a outros antidepressivos e ansiolíticos.

Portanto, cuidado!

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sábado - 31/03/2012 - 14:25h
Caso dos Precatórios no TJRN

Ministério Público confirma depoimentos comprometedores

O Ministério Público (MP), através de sua Assessoria de Imprensa, emitiu nota informando aspectos relacionados a depoimentos e investigações no ‘Caso dos Precatórios’. Reitera o que a imprensa e mídias sociais têm noticiado.

Veja abaixo:

O Ministério Público vem a público prestar esclarecimentos a respeito da investigação quanto às fraudes na Divisão de Precatórios do TJRN (Tribunal de Justiça do RN).

O MP, de fato, celebrou termo de compromisso de colaboração premiada com os réus CARLA DE PAIVA UBARANA A. LEAL e GEORGE LUÍS DE A. LEAL.

Comprometeu-se a postular os benefícios previstos na Lei n.º 9.807/99, desde que os acusados colaborassem voluntariamente com a investigação e com o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime e na recuperação do produto do crime.

Os réus prestaram depoimentos ao MP, confessando sua participação em esquema de desvio de recursos públicos, indicando dois Desembargadores como co-autores desses ilícitos, depoimentos estes que foram corroborados na data de hoje, 30/03/2012, nos interrogatórios judiciais.

Os réus assinaram ainda, juntamente com seus advogados, termos de autorização de alienação antecipada de bens.

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quarta-feira - 28/03/2012 - 11:13h
Mossoró de poucos

Governo e cartel pressionam para mudar Código de Obras

Um projeto modificativo do Código de Obras do Município de Mossoró, enviado à Câmara de Mossoró pela prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), está causando chiliques e lobbys nos bastidores. Os interesses são inconfessáveis e milionários.

O Código de Obras em vigor foi aprovado no final de 2010, por essa mesma Câmara.

Agora, entretanto, o projeto modificativo altera o artigo 122, gerando um veto quase imperceptível à livre concorrência, um princípio basilar da economia de mercado.

Na verdade, a matéria impede, por exemplo, a instalação de posto de combustível em supermercados/hipermercados, estabelecendo distância mínima de 250 metros (das bombas e tanques) da área territorial dessa modalidade de atividade mercantil.

O que isso significa?

Um exemplo: significa que o Atakadão, empresa do grupo Carrefour, não poderá implantar um posto de combustível no espaço físico que possui em Mossoró, nas proximidades do Mossortó West Shopping.

Em Natal, experiência adotada por esse grupo multinacional promoveu um corre-corre de consumidores em suas bombas na Zona Norte, quebrando um visível e hermético cartel existente na região.

Desde que a matéria passou a transitar nas comissões técnicas da Câmara de Mossoró, que instantaneamente alguns vereadores passaram a sofrer pressão velada e direta. A ordem do Palácio da Resistência é aprovar sem questionamento o projeto. Noutra frente, porta-vozes do empresariado local que têm negócios de postos de combustíveis, usa a ladainha que o dispositivo é uma forma de ‘proteger’ a iniciativa privada mossoroense.

No meio dessa gincana, o consumidor que paga um dos combustíveis mais caros do Nordeste – mesmo estando numa área de enorme produção petrolífera -, não sabe de nada. Está inocente. De novo.

O Ministério Público, alertado, está em alerta. Mas é bom que se diga: há anos que esse órgão de defesa da lei trava uma luta inglória contra o cartel dos combustíveis.

Até aqui, não apareceu força legal, humana ou sobrenatural capaz de quebrar o notório acordo entre postos, que não permite margem de diferença de preços entre eles, acima de R$ 0,01 ou R$ 0,02 centavos. Isso mesmo.

Aguardemos os próximos rounds.

Nota do Blog – Uma cartilha denominada de “Combate a cartéis na revenda de combustíveis” (que o Blog tem exemplar), editado pelo Departamento de Proteção e Defesa Econômica, Secretaria de Direito Econômico e Ministério da Justiça ensina como a sociedade pode se organizar para fustigar esse tipo de crime contra a economia popular.

Atesta, por exemplo, que a restrição a novos concorrentes é uma forma de facilitar o cartel: “A existência de poucas barreiras à entrada de novos concorrentes em um determinado mercado dificulta a formação e manutenção de cartéis” (…), assinala a cartilha.

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Categoria(s): Economia / Política
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quarta-feira - 28/03/2012 - 10:33h
Jucurutu

MP pede multa contra deputado e outros políticos

A Promotoria Eleitoral da 27.ª zona, responsável pelo Município de Jucurutu ingressou hoje, 28, com representação pedindo a aplicação de multa ao Deputado Estadual Nelter Lula de Queiroz Santos (PMDB) e outras seis pessoas por propaganda antecipada.

Segundo a representação, no último sábado, 24, foi promovido um evento no município denominado “entrevista coletiva”, que acabou se revelando como um verdadeiro comício em local de acesso público irrestrito e transmitido ao vivo por duas rádios com o objetivo de divulgar o lançamento do que foi denominado “pré-chapa”.

Além do Deputado Estadual, foram citados pelo Ministério Público o seu filho George Retlen Costa Queiroz; o médico Luciano Araújo Lopes e sua esposa Paula Clédina Bezerra de Araújo Lopes; o médico José Saint-Clair de Souza Torres e sua  esposa Paula Mércia Medeiros de Souza Torres; além do Vereador Fagner Bezerra de Brito.

Durante o evento foi apresentada à população a candidatura de George Queiroz a Prefeito de Jucurutu e de Paula Clédina Lopes a Vice, fazendo os representados discursos de apoio e enaltecendo a qualidade dos pré-candidatos e até apresentando propostas de governo, tudo sob aplausos da platéia, de forma a conter todas as características que conceituam evento público de promoção de candidatura, situação vedada pela legislação eleitoral no presente momento.

Saiba mais AQUI.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 08/03/2012 - 11:02h
Operação Sal Grosso

Juiz reformula decisão e é mais rigoroso com corruptos

Por Edilson Damasceno (Jornal de Fato)

O juiz da 3a. Vara Criminal de Mossoró, Cláudio Mendes Júnior, reformulou a sentença relacionada à “Operação Sal Grosso”, atendendo pedido do Ministério Público. Com a alteração, Cláudio Mendes determinou que os vereadores envolvidos no esquema de corrupção na Câmara Municipal de Mossoró percam seus mandatos de imediato.

A medida também atinge ex-vereadores que ocupam cargos na Prefeitura de Mossoró. O juiz quer que Izabel Montenegro (PMDB), Osnildo Morais e Benjamin Machado (PMDB) sejam exonerados pela prefeita Fafá Rosado (DEM).

No caso do ex-presidente do Legislativo ex-vereador Júnior Escóssia (DEM), que é funcionário efetivo do Município, no qual atua como fiscal da Secretaria de Tributação, Cláudio Mendes quer que ele perca o cargo.

Na sentença, o juiz informa que todos devem ser afastados até que o processo transite em julgado. Ele também determinou a emissão dos mandatos de prisão.

Além de incluir a perda dos cargos de vereadores e dos que ocupam funções comissionadas na Prefeitura Municipal de Mossoró, o juiz aumentou o tempo de prisão estabelecido pela prática de corrupção na Câmara Municipal.

Júnior Escóssia, que havia sido condenado a cinco anos e dois meses de prisão, teve a pena aumentada em um ano. Sobre Júnior Escóssia, Cláudio Mendes dissertou, na sentença: “… demonstrou não honrar o nome da instituição a que pertencia, pondo em risco a imagem da Administração Pública perante a sociedade, notadamente por exercer à época cargo de representante popular, e presidente da Câmara Legislativa municipal revelando maior reprovabilidade e falta de comprometimento ético com a coisa pública, suficientes a impor a perda do cargo que ocupa na administração pública local. Dessarte, os argumentos expostos e os elementos de convicção acostados aos autos tornam imperiosa a medida extrema com o que decreto a perda do cargo de auditor fiscal do Município de Mossoró”.

Já, para o também ex-presidente da Casa vereador Claudionor dos Santos (PMDB), que havia sido condenado a cumprir quatro anos e dois meses de prisão, a pena foi acrescida de mais um ano. O juiz também afirmou que o parlamentar não teria honrado a Câmara Municipal e determinou que o atual presidente do Legislativo, vereador Francisco José da Silveira Júnior (PMN), casse o mandato de Claudionor.

A pena relacionada a Claudionor foi a mesma aplicada para os vereadores Daniel Gomes (PMDB) e Manoel Bezerra de Maria (DEM). Com relação aos ex-vereadores Izabel Montenegro e Osnildo Morais, Cláudio Mendes decretou que eles devem ser exonerados dos cargos de presidente da Fundação Municipal de Geração de Emprego e Renda (FUNGER) – no caso de Izabel – e da Secretaria Municipal da Defesa Social – com relação a Osnildo.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
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quarta-feira - 07/03/2012 - 11:10h
Crise a mais

Demissão na Saúde causa mal-estar em Mossoró

A prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, está aspergindo tinta de sua caneta executiva, no cumprimento de demissões na área de Saúde.

O chororô também ocorre na mesma proporção.

Gente que tinha mais de dez anos no município, sustentando-se através de contratos provisórios, está agora no olho da rua. Demitida. Tem que se virar com suas contas.

Muitos vociferam contra a prefeita Também sobra revolta contra a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e prometem o “troco” nas eleições municipais deste ano.

Mas devagar, pessoal.

Primeiro de tudo, o governo atende recomendação do Ministério Público e não uma vontade particular. Há incontáveis meses que o MP pressiona o poder público, para que se adeque à lei.

Ficou insustentável. Eis as demissões.

São cerca de 114 pessoas e em alguns setores há o perigo de simplesmente ocorrer paralisação de serviços por falta de pessoal especializado e experiente. Mas não foi por falta de tempo, tempo para concurso e aviso, que a prefeitura deixou a situação chegar a esse patamar.

Bom assinalar, ainda, que os vários concursos realizados até o momento não são resultado de uma consciência política e respeito espontâneo à lei. De novo é o Ministério Público que tem demonstrado zelo à coisa pública, pressionando o governo para o fim do empreguismo desenfreado – sempre transformado em moeda de troca, em escambo eleitoral.

O governo não tem realizado concurso por ser bonzinho, mas por não ter conseguido manter o antigo regime de favorecimentos. A Prefeitura de Mossoró já chegou a possuir mais de 3 mil cargos comissionados e os reduziu devido cerco do MP.

Contudo, ainda existem atalhos que procuram ludibriar a lei e a vigilância do MP. A ordem é “empurrar” multidões para empresas terceirizadas. Por lá ficam empoleirados correligionários diretos e indiretos.

Muitos demitidos agora começam a se movimentar, cobrando essa saída para dentro da prefeitura, novamente, via terceirizadas. Quem paga a conta? De novo o contribuinte.

Nota do Blog – No dia 2 de janeiro de 1997, quando assumia a prefeitura pela segunda vez, a atual governadora Rosalba Ciarlini (DEM) demitiu mais de 950 pessoas sob o instrumento legal de número 1.505/97, e sob o argumento do zelo à coisa pública.

De lá para cá, o que mudou de verdade deve ser creditado à força externa e não ao bom senso dos gestores, ou seja, gestoras: Rosalba e  Fafá Rosado. O empreguismo ganhou dimensão nunca antes vista na prefeitura.

Com ações do MP, é que os gestores passaram a recuar. Na marra.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
segunda-feira - 05/03/2012 - 09:45h
Saúde sob suspeição

MP quer discutir ‘modelo’ de novo hospital de Mossoró

O Ministério Público Estadual, através do 1ª Promotor de Justiça da Comarca de Mossoró/RN, Flávio Côrte Pinheiro de Sousa, faz convite público à sociedade mossoroense – organizada ou não. É para uma audiência pública de suma importância.

O tema é delicado.

Protesto contra Rosalba e seu modelo terceirizado foi sábado, 5

Será na quarta-feira (7) às 14 horas na Faculdade de Enfermagem (FACENE).

A audiência pública terá como objetivo principal esclarecer e verificar a legalidade, eficiência e a necessidade da instalação do Hospital da Mulher nos moldes em que se anuncia que será feito, bem como apurar supostas irregularidades na forma de administração e contratação de pessoal.

Tefones para contato: (84) 3315-3859 – 1ª Promotoria de Justiça e (84) 3315-3809.

Nota do Blog – A necessidade do Governo do Estado em mostrar serviço e a necessidade da cidade e região, não podem atropelar a lei e alguns critérios técnicos.

O MP tem papel importante aí, pois procura ouvir as partes interessadas e avaliar o que tem sido feito,  para preservar o interesse público e inibir “arranjos” politiqueiros.

À semana passada, houve protesto em praça pública, que cobrava da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) respeito a concursos públicos à montagem do Hospital Materno-infantil de Mossoró, que terá regime terceirizado.

O Governo marcou inauguração para outubro do ano passado, depois para o dia 8 deste mês e mais recentemente assegurou que será no dia 9, sexta-feira, onde funcionou o Hospital da Unimed, na Rua João Marcelino, Nova Betânia.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público / Saúde
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quarta-feira - 29/02/2012 - 08:23h
O caos

Ministério Público e Justiça ‘governam’ Natal

De uns tempos para cá, Ministério Público e Justiça passaram a governar Natal. Parece absurdo. E é. Mas é sinalizador da ausência do Executivo, no seu papel basilar de promover o bem comum.

Há poucos dias saiu decisão para que a prefeitura promova limpeza em lagoas que costumam transbordar e causar transtornos a famílias em seus arrabaldes.

É mais recente a determinação judicial para que o governo da prefeita Micarla de Sousa (PV) realize concurso para ‘agentes de endemias’.

Agora também sai decisão que obriga o município a cumprir lei e repasse o valor integral dos vales transportes aos servidores.

Um pouco antes, sempre por cobrança e pressão do Ministério Público, ocorreram posturas semelhantes do Judiciário, quanto às pastas da Educação e Saúde, por exemplo.

Que situação deprimente.

Pobre Natal!

 

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
terça-feira - 28/02/2012 - 18:53h
Faltam os 'tubarões'

Justiça pune ex-“amarelinho” que cobrava propina

A 7° Promotoria de Justiça de Mossoró obteve sentença condenatória do Agente de Trânsito (“amarelinho”, como passaram a ser conhecidos pela população) que cobrava propina para deixar de aplicar multa.

O ex-agente, Astério Antônio da Silva, foi condenado à pena de 2 anos e oito meses de reclusão e ao pagamento de um salário mínimo.

O crime praticado pelo ex-agente de trânsito foi o de corrupção passiva.

O agente chegou a pedir demissão depois de flagrado negociando propina.

A sentença é da 3° Vara Criminal de Mossoró. O condenado tem direito a recorrer da decisão.

Com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério Público.

Nota do Blog – O cidadão mossoroense, de bem, espera ansiosamente a hora em que também serão punidos os ‘tubarões’ que promovem o maior butim da história público-administrativa de Mossoró e não apenas as ‘arráias-miúdas’.

Tenhamos fé.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
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terça-feira - 14/02/2012 - 10:01h
Natal do atraso

Um beco límpido e o festim que ninguém barra

Impressiona a força desproporcional do poder público contra artistas saltimbancos e como esse mesmo poder é tacanho, em relação ao festim movido por enxurrada de dinheiro (inclusive estatal).

O caso da proibição de eventos artísticos no Beco da Lama, em Natal, é emblemático.

“Natal não é de ninguém. Natal é da liberdade”, recordo o grande político e jurista Djalma Marinho.

Já imaginaram se o poder público fosse tão rigoroso com o Carnatal como foi com o Beco da Lama? Ah, Natal, não copies Mossoró em sua tibieza!

Nota do Blog – A Prefeitura do Natal decidiu por fim a promoções artísticas no Beco da Lama (Centro da cidade), atendendo à recomendação do Ministério Público.

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Categoria(s): Cultura / Opinião da Coluna do Herzog
quinta-feira - 15/12/2011 - 12:12h
"Operação QI"

MP desarticula quadrilha que fraudava concursos públicos

O Ministério Público do RN consegue desarticular quadrilha que fraudava concursos públicos no Rio Grande do Norte. Pelo menos sete pessoas estão presas, no caso que aponta duas empresas como envolvidas: Concsel e Soluções.

Saiba mais detalhes, com informações oficiais do próprio MP:

No dia de hoje, 15/12/2011, após quatro meses de investigação acerca de concursos realizados pelas empresas CONCSEL e SOLUÇÕES em municípios do interior do Estado, o Ministério Público do Rio Grande do Norte desencadeou a Operação “Q.I”, dando cumprimento a quatro mandados de prisão e nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo de Direito da Comarca de Martins, resultando na prisão de mais três pessoas em razão de flagrantes de crimes, totalizando sete pessoas presas.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal, com diligências de buscas e prisões simultâneas nas cidades de Natal, Parnamirim, Martins, Mossoró e Severiano Melo, onde 19 Promotores de Justiça e mais de 120 policiais militares cumpriram as ordens judiciais.

A investigação iniciou-se na Comarca de Santa Cruz e posteriormente passou a ser conduzida pela Promotoria de Justiça de Martins juntamente com o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (GAECO), descortinando uma organização criminosa que atuou na realização de concursos públicos no interior do Estado e, notadamente, no município de Martins/RN no mês de outubro deste ano.

A quadrilha fraudava os concursos públicos através de acordos ilícitos para o ingresso de pessoas no serviço público através do pagamento de “propina” e concessão de outros favores.

A investigação comprovou que o esquema comandado pelos sócios da empresa organizadora de concursos públicos CONCSEL, aprovam pessoas indicadas por integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo dos municípios ou através do pagamento de valores direto pelo próprio candidato. Os candidatos assinavam gabaritos fraudados, preenchidos pela própria organização criminosa em momento posterior à realização das provas com a marcação de respostas corretas em número suficiente para a aprovação dos favorecidos.

Modus Operandi

O modus operandi da quadrilha instalada dentro da CONCSEL, empresa organizadora de concursos públicos pode assim ser resumido:

a) contato com Prefeitos ou Secretários, com oferta de elaboração de projetos de lei que determinem a criação de cargos públicos ou reformulação da estrutura administrativa;

b) contato posterior para elaboração de editais e demais atos da licitação, oportunidade em que é acertada a vitória da empresa CONCSEL na licitação em troca de aprovação de candidatos;

c) conluio com empresas “parceiras” para fraude aos procedimentos licitatórios;

d) acerto com municípios, através de funcionários do alto escalão, normalmente secretários de administração ou saúde, procuradores, prevendo o número de vagas destinadas a pessoas ligadas aos mesmos, sendo fornecida pelo município lista com o nome dos candidatos a serem aprovados;

e) acerto com clientes fixos e eventuais, vendendo vagas em troca de dinheiro e outros favores;

f) coleta de assinaturas dos candidatos em gabaritos preenchidos pela quadrilha;

No concurso público do município de Martins, realizado no último mês de outubro, vários candidatos foram aprovados em razão dessas fraudes.

Ressalte-se, desde já, que a investigação contra a empresa CONCSEL CONCURSOS E SELEÇAO DE PESSOAL LTDA EPP se deveu as suspeitas levantadas contra a SOLUÇÕES METODOS E SELEÇÃO DE PESSOAL LTDA ME, as quais possuem o mesmo quadro societário e que já fora alvo de investigações e ações anteriores, em razão da prática de fraude a licitações.

Além das fraudes nos concursos públicos, a quadrilha igualmente praticou outros delitos, como fraudes à licitação, corrupção passiva e tráfico de influência.

Após o cumprimento das mencionadas ordens judiciais, o Ministério Público Estadual analisará os documentos apreendidos e, em tempo hábil, oferecerá denúncia acerca dos fatos delituosos investigados.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Segurança Pública/Polícia
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