Quando lancei o bordão “a patota não é do ramo”, há vários anos, fui insultado e até processado por cunhar esse conceito. A assertiva referia-se e refere-se à ala da prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”.
O tempo deu-me razão. Tem-me dado razão. Sempre ele, o tempo, para dissipar dúvidas e exumar a verdade.
Eles ganharam uma prefeitura de presente do casal Carlos Augusto Rosado (DEM)-Rosalba Ciarlini (DEM), sem nenhuma competência para a ingente missão e ainda tiveram a suplementação de um segundo mandato.
Agora, aos poucos, vão se despedindo pela porta dos ‘fundos’ (cabe o duplo sentido, aqui).
Não exagerei nem menti. Mas mesmo assim tenho vários processos por tratá-los por “patota”.
Em recente audiência na Justiça, respondendo a mais uma ação criminal, fui interpelado – de novo – pelo fato de usar esse vocábulo em meus textos.
Fui obrigado a partir pro campo da ironia. Lembrei, para um esclarecimento semântico, que patota é sinônimo de “grupo”. Grifei, também, que é uma palavra polissêmica. Enfim, uma audiência judicial transformada numa versão canhestra de aula do professor de Português, Pasquale Cipro Netto.
Patético.
Assinalei ainda, que o poeta Vinícius de Moraes escreveu uma música sob o título de “Patota de Ipanema”. Aí brinquei: “No Rio de Janeiro pode ter patota; em Mossoró, não? Vira processo judicial?”
Nos tempos áureos do rosadismo como esquema monolítico, o deputado Vingt Rosado (tio da prefeita) tinha um elenco de amigos muito próximos, conhecidos como “a corriola do Vingt”. Ou seja, o grande Vingt podia ter corriola (sinônimo de patota), mas esses janotas sem um pingo de capacidade ou liderança, seus sobrinhos, não podem ser vistos como patota.
Repito sem medo de mais processo ou parecer exagerado: “A patota não é do ramo”.
Não são políticos nem nunca serão. Estão na política e dela usufruem sem um pingo de vocação ou espírito público. Quando se despedirem, certamente não vão deixar saudades. Porém sentirão muita falta do que essa atividade lhes proporcionou.
Em entrevista que concedi ontem à noite ao programa “Cenário Político” da TV Cabo Mossoró (TCM), resumi a enorme diferença entre essa corriola (ou patota, facção, como queira) e os líderes e primos Carlos Augusto Rosado e Sandra Rosado (PSB), ‘adversários’ políticos. Esses dois, sim, politicos:
– Carlos Augusto não abriria mão de um dia de mandato; Sandra Rosado, 30 segundos.
Fafá está prestes a entregar 10 meses de sua segunda gestão. “De graça”. Por “sacrifício” partidário, de grupo, como ilustrou recentemente na mesma TCM, o secretário de Serviços Urbanos e seu sobrinho-afim, Alex Moacir Pinheiro.
(…) “Tempo, tempo, mano velho…”
O tempo, senhor da razão.































