Marina não registra novo partido

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou, nesta quinta-feira (5), o registro para o partido de Marina Silva, o Rede Sustentabilidade.

De acordo com a maioria dos ministros, a agremiação da ex-senadora não conseguiu provar que tem o número de apoios necessários.

Perdeu por seis votos a um.

O PROS e o Solidariedade viram sonho de consumo de centenas e milhares de políticos que precisam mudar de partido. Corram! É só até sábado (5).

Quanto à Marina, terá que embalar sonho presidencial noutra “rede”.

2 thoughts on “Marina não registra novo partido”

  1. Essa questão que envolveu Marina Silva e a Rede Sustentabilidade tem uma grande amplitude de vários interesses que estavam em jogo. Primeiro, deve-se ressaltar que Marina começou a coleta de assinaturas já tardiamente, e o fato de não aceitar assinaturas de pessoas que não tinham afinidade com a ideologia da Rede atrasou ainda mais esse processo. Segundo, faltou uma organização mais eficiente em torno da Rede, isso é inegável. Um exemplo eficaz vem de Paulinho da Força, que fundou o Solidariedade, ele contratou um advogado especializado(isso mesmo, um advogado especializado) nesse ramo(sim, isso agora virou um ramo) de criar partido. Faltou ao pessoal da Rede, um forte aporte jurídico em questões que seriam de grande burocracia. Terceiro, ninguém venha demonizar o PT, porque existem interesses de todos os lados. Interessa ao PSDB e ao PSB a entrada de Marina na disputa de 2014 porque com ela as chances de um segundo turno são bem maiores, e tanto Aécio Neves(PSDB) como Eduardo Campos(PSB) por saberem que teriam uma estrutura eleitoral maior que a de Marina contavam com a presença dela pra repetir o mesmo em 2010, quando a ex-senadora foi decisiva pra levar aquela eleição pro segundo turno. E interessa ao PT o fato de ter Marina fora da disputa ao Palácio do Planalto em 2014 porque sem ela há mais chances de Dilma já vencer no primeiro turno. Portanto, não sejamos bobos, todos os lados possuem os seus interesses que lhes são conveniente. Quarto, se houve pro parte dos cartórios obstáculos impostos de forma a tornar ainda mais tardio o processo de criação partidário da Rede, isso deve ser investigado, aparentemente, parece que houve um mau humor maior em relação a Rede. O pessoal da Rede relata que a maior parte da não aceitação de assinaturas dos cartórios ocorreu principalmente no ABC Paulista e em Brasília, redutos onde o PT tem forte influência e poder político-eleitoral. Entretanto, como já disse, é melhor investigar se o que os simpatizantes de Marina relatam é verídico. Quinto, não cabe ao Tribunal Superior Eleitoral(TSE) julgar se os cartórios atrapalharam a criação da Rede. Cabe ao TSE julgar se o partido cumpriu ou não os requisitos assinalados na constituição para a criação de um partido. É bom lembrar que existe uma hierarquia no judiciário, e que cada órgão tem o cumprimento perante a constituição sobre o que deve empenhar. Sexto, se Marina decidir migrar para um partido pra disputar a eleição de 2014 ela corre um grande risco de faltar com a própria palavra, como diria minha avó, afinal, a própria Marina já tinha dito outras vezes que seria candidata apenas se a Rede conseguisse se viabilizar. Se ela for pra algum dos partidos que se cogita, aquele eleitor que a via como uma verdadeira chance de mudança em relação a todo o sistema político que existe no país, talvez não passará a enxergá-la com os mesmos olhos de antes, e teriam grandes chances de chegar a conclusão que ela não tem muito de diferente dos outros no meio político, porque o projeto dela, não era um projeto pro Brasil, mas sim de cunho muito pessoal. A Marina desejo sorte e muita sabedoria por qual caminho ela irá optar. Sem Marina na parada, a chance de Dilma(PT) ser eleita no primeiro turno são grandes. Agora com Marina no páreo, as chances de um segundo turno aumentam consideravelmente. Esperemos pois até ás 23h59min do dia 5 de Outubro pra ver o que será de Marina e do provável cenário político-eleitoral em 2014 para a presidência da república.

  2. Cada partido é um gasto a mais (e grande) para o país. Já temos partidos de mais e a maioria nem tem ideologia/plano de governo. São simples agremiações usadas em jogo de poder, aliança e oposição, com intenções de ganhso pessoais de seus membros.

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