terça-feira - 24/05/2022 - 10:54h
Pipoca e guaraná

Promete ser emocionante a disputa ao Senado

concorrênciaPipoca e guaraná estão agendados.

Vou acompanhar como diversão a campanha e eleição ao Senado no RN, neste 2022.

Marcha para ser emocionante a disputa pela única vaga que teremos em jogo.

Mas, por favor, nem leve em conta números mais quentinhos que divulgam por aí. Existem muitos senões inconfessáveis neles.

O que de fato estabelece equilíbrio é que nenhum dos pré-candidatos têm folga para queimar na corrida eleitora, todos devem muitas explicações e nenhum é popular-populista.

E a perfídia está no ar, com forte odor.

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Categoria(s): Eleições 2022 / Opinião da Coluna do Herzog / Política
terça-feira - 24/05/2022 - 10:12h
Lançamento

O livro dos mistérios de Arthur Dutra

Livro sai pelo Sebo Vermelho (Reprodução)

Livro sai pelo Sebo Vermelho (Reprodução)

O advogado e escritor Arthur Dutra tem definido lançamento de seu mais novo livro. O ambiente não poderia ser melhor.

Será das 17 às 20 horas no estande do Sebo Vermelho, no Festival Literário de São Miguel do Gostoso, no próximo sábado (28).

“O Livro dos Mistérios” é o segundo título de Dutra, que m 2021 já tinha apresentado “Natal do Futuro”.

Sinopse

Segundo o autor, “o livro é uma coletânea de doze contos que narram o envolvimento dos personagens com o sobrenatural, milagres, o subconsciente e os mistérios da fé e da religiosidade”.

O Festival Literário de São Miguel do Gostoso acontecerá entre os dias 27 e 29 próximos, nessa cidade litorânea do RN.

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Categoria(s): Cultura / Gerais
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terça-feira - 24/05/2022 - 07:52h
Governo

Bolsonaro escolhe o quarto nome para presidir Petrobras

Caio Mario Paes de Andrade é o escolhido (Foto: reprodução)

Caio Mario Paes de Andrade é o escolhido (Foto: reprodução)

Do Poder 360

O governo de Jair Bolsonaro (PL) decidiu novamente trocar o presidente da Petrobras. Em nota divulgada pelo Ministério de Minas e Energia nesta 2ª feira (23.mai.2022), foi anunciado o convite a Caio Mario Paes de Andrade, atual secretário especial do ministro da Economia, Paulo Guedes.

O Conselho de Administração da Petrobras ainda precisa aprovar a indicação do secretário especial de Guedes. Se aceitar o convite, Andrade poderá ser o 4º presidente da estatal na gestão de Bolsonaro.

José Mauro Coelho estava na presidência da Petrobras desde 14 de abril.

Ele substituiu o general Joaquim Silva e Luna, demitido pelo chefe do Executivo em março, poucos dias depois do aumento de quase 25% no diesel e de quase 19% na gasolina nas refinarias. Silva e Luna ficou menos de 1 ano no cargo – assumiu em 19 de abril de 2021.

Na ocasião, a troca de comando, com a saída de Roberto Castello Branco, foi pelo mesmo motivo: os reajustes feitos pela empresa.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
segunda-feira - 23/05/2022 - 23:58h

Pensando bem…

“O orgulho se preocupa com quem está certo. A humildade se preocupa com o que é certo.”

Ezra Taft Benson

Categoria(s): Pensando bem...
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segunda-feira - 23/05/2022 - 20:38h
Atrasos salariais

Governo Fátima põe fim à ‘herança maldita’ deixada por Robinson

Nessa terça-feira (24), servidores recebem restante de quatro folhas que ex-governador deixou

O Governo do Estado do RN liberou nesta segunda-feira (23), a quarta e última folha de pessoal em atraso, deixada pelo Governo Robinson Faria em dezembro de 2018. A Secretaria de Estado do Planejamento e Finanças (SEPLAN) destinou transferência de R$ 109,68 milhões ao Banco do Brasil.

Fátima e Aldemir falam de momento histórico para a gestão pública do RN (Foto: Assecom/RN)

Fátima e Aldemir falam de momento histórico para a gestão pública do RN (Foto: Assecom/RN)

O pagamento dos últimos 8 mil servidores que recebem acima de R$ 6 mil estava previsto para o dia 31 próximo. Contudo, o governo estadual faz a antecipação para essa terça-feira (24).

Ao todo, quase R$ 1 bilhão ficou de débito da administração antecessora.

A governadora Fátima Bezerra (PT) fez o anúncio há poucas horas. Assim, dá um fim à ‘herança maldita’ herdada do governador que a antecedeu: Robinson Faria.

“A gente economizou cada centavo que entrou. O estado teve saldo negativo de 2015 até 2018. Gastava, todo ano, mais do que arrecadava e, a partir do governo da professora Fátima Bezerra, a gente passou a gerar superávits orçamentários”, detalhou o titular da Seplan, Aldemir Freire.

Até dezembro de 2022, o Governo Fátima Bezerra terá pago 56 folhas de forma contínua, em quatro anos (48 meses). São 48 folhas mensais, quatro 13º e os quatro meses em atraso. O feito não tem precedentes na administração pública do RN.

Atrasos e rombo previdenciário

O Governo Robinson Faria (PSDB, hoje no PL) atrasou salários de forma contínua durante 36 dos 48 meses da gestão, deixando ainda quatro folhas em aberto para a sucessora Fátima Bezerra se virar – num volume de quase R$ 1 bilhão de reais. O único período em que conseguiu manter salário em dia foi entre janeiro e dezembro de 2015, primeira ano da sua administração, justamente enquanto pode sacar recursos do Fundo Previdenciário.

Essa reserva, garantia de pagamento a aposentados e pensionistas do RN, começou a ser implodida com a ex-governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), de quem Robinson era vice e foi apoiado ao governo em 2014. Ele articulou unificação dos Fundos Previdenciário e Financeiro (Lei Complementar nº 526) – veja AQUI na Assembleia Legislativa, o que ensejou as retiradas vultosas.

Daí nasceu a “botija” do Fundo Financeiro do Rio Grande do Norte (FUNFIR), em que Rosalba e Robinson meteram a mão sem pena nem dó, gerindo a própria incompetência com o dinheiro alheio.

Ela executou quatro saques para coberturas de folhas de pessoal numa sequência de poucos dias, que totalizaram R$ 234,157, 572,32. À época, o Fundo Previdenciário que assegurava pagamento de aposentados e pensionistas tinha um aporte de cerca de R$ 973.091,050,64 só em aplicações de longo prazo no mercado financeiro.

Ao todo, Rosalba e Robinson dilapidaram cerca de 1,2 bilhão de reais que assegurariam tranquilidade a aposentados e pensionistas.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
segunda-feira - 23/05/2022 - 18:28h
PSDB

Joao Doria desiste de pré-candidatura e abre caminho à 3ª via

João Doria não resistiu ao baixo rendimento (Foto: Web)

João Doria não resistiu ao baixo rendimento (Foto: Web)

Em meio à pressão feita por correligionários, o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) anunciou, nesta segunda-feira (23), a desistência de sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano. O paulista afirmou que se retira do pleito com “coração ferido, mas com alma leve”.

“Coloquei meu nome à disposição do partido hoje. Entendo, serenamente, que não sou a escolha da cúpula do PSDB. Aceito essa realidade com a cabeça erguida. Sou homem que respeita o bom senso, diálogo e equilibro. Sempre busquei e seguirei buscando o consenso, mesmo que ele seja contrário à minha vontade pessoal”, afirmou Doria.

Nome único

O ex-governador fez um discurso ao lado de lideranças tucanas, como o presidente nacional do partido, Bruno Araújo – contrário à candidatura do paulista. No final, Doria se emocionou e foi aplaudido.

O PSDB, MDB e Cidadania se articulam para lançar um candidato único da chamada terceira via à Presidência da República neste ano e, recentemente, decidiram utilizar os resultados de uma pesquisa de opinião para balizar a escolha desse nome. O nome da senadora Simonte Tebet (MDB-MS) é a grande aposta.

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Categoria(s): Eleições 2022 / Política
  • Repet
segunda-feira - 23/05/2022 - 17:42h
Audiência pública

Efetivo de policiais penais será debatido na Assembleia Legislativa

Policiais penais não têm concurso há vários anos (Foto ilustrativa)

Policiais penais não têm concurso há vários anos (Foto ilustrativa)

Avaliar com os órgãos competentes se a quantidade de policiais penais no Estado é suficiente para atender, de maneira satisfatória, a necessidade do sistema penitenciário do RN. Esse é o objetivo da audiência pública proposta pelo deputado Coronel Azevedo (PL), sob o tema “Efetivo de policiais penais frente às necessidades de emprego no setor prisional”, que acontecerá nesta terça-feira (24), às 14h, na sede da Assembleia Legislativa do RN.

“O último concurso da Polícia Penal do Rio Grande do Norte foi realizado em 2017, e é de conhecimento público que ainda existem candidatos aprovados que não foram convocados. Todos sabem também da necessidade real e iminente de se chamarem esses futuros agentes de segurança, a fim de dirimir a lacuna que existe no nosso sistema prisional”, disse o parlamentar.

Para o Coronel Azevedo, o diálogo através da audiência pública vai proporcionar um melhor entendimento sobre a atual situação do sistema penitenciário estadual.

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Categoria(s): Administração Pública / Política / Segurança Pública/Polícia
segunda-feira - 23/05/2022 - 11:38h
Série C

ABC obtém vitória no Ceará e ocupa vice-liderança

Do GE

O ABC derrotou na noite desse sábado (21) o Atlético-CE por 1 a 0, no estádio Ronaldão, em Pacajus, no Ceará, pela sétima rodada da Série C do Brasileiro. O gol de Gustavo França, de cabeça, aos 31 minutos do segundo tempo.

Chegou aos 13 pontos após sete rodadas (campanha de quatro vitórias, um empate e duas derrotas). Time natalense é vice-líder (veja AQUI a tabela completa).

Jogo ainda teve confusão antes e depois do fim da partida, com expulsões de lado a lado.

Na oitava rodada, o Atlético-CE pega o São José-RS no estádio Francisco Novelleto, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O duelo será próximo sábado, 28 de maio, às 11h.

Enquanto isso, o ABC voltará a jogar em casa após duas rodadas fora. O adversário é o Brasil de Pelotas, no Frasqueirão, em Natal, também no sábado, às 19h.

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Categoria(s): Esporte
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segunda-feira - 23/05/2022 - 10:46h
Bate-papo

Instituto do Cérebro recebe o jornalista científico Marcelo Leite

Nessa terça-feira (24), às 14h, o Instituto do Cérebro Universidade Federal do RN (UFRN) recebe em seu auditório o jornalista Marcelo Leite para a palestra “Desafios do jornalismo de ciência”.

Marcelo Leite tem vários livros lançados (Foto: reprodução)

Marcelo Leite tem vários livros lançados (Foto: reprodução)

A palestra acontecerá no Auditório do Instituto do Cérebro da UFRN, Campus Central Lagoa Nova.

O encontro contará com a presença e participação do neurocientista Dráulio Araújo, professor e pesquisador do ICe na área de substâncias psicoativas.

Marcelo vai falar tanto sobre jornalismo científico quanto sobre os preconceitos que envolvem o uso dos psicodélicos, tema abordado em seu mais recente livro “Psiconautas” (Fósforo, 2021).

O evento é gratuito e destinado aos interessados no tema, jornalistas e alunos, mediante inscrição.

Perfil

Especializado em jornalismo científico, Marcelo Leite tem atenção em biologia e Amazônia. Foi bolsista da Fundação Krupp, na Alemanha, com estágios nas redações das revistas de divulgação científica Bild der Wissenschaft e Kosmos, e no jornal diário Stuttgarter Zeitung.

Na Folha de S. Paulo desde 1986, já foi editor de Ciência e de Opinião, correspondente em Berlim e ombudsman. Doutor em Ciências Sociais pela Unicamp, teve sua dissertação publicada em 2007 pela Editora Unesp sob o título “Promessas do genoma”. É autor de vários livros básicos sobre ciência e ambiente

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Categoria(s): Comunicação / Cultura
segunda-feira - 23/05/2022 - 09:52h
Perigo

Taxa de Mortalidade Materna no RN dobrou no último ano

A taxa de mortalidade materna no Rio Grande do Norte mais que dobrou neste último ano. Conforme dados registrados no Painel de Monitoramento de Mortalidade do Ministério da Saúde, houve um aumento de 103% nos óbitos maternos entre 2020 e 2021.

Números do RN são bem acima do quadro nacional  (Foto ilustrativa)

Números do RN são bem acima do quadro nacional (Foto ilustrativa)

No ano de 2020 a razão de mortalidade materna foi de 72,5 por 100 mil nascidos vivos, enquanto em 2021 foi de 147,2 por 100 mil nascidos vivos – conforme a última atualização de dados. Número também superior à média nacional, que foi de 107 mortes. A pandemia da Covid-19 e o contexto social devido ao isolamento contribuíram para o aumento da taxa.

A informação torna ainda mais relevante a importância do dia 28 de maio, quando se celebra o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. A data visa destacar perante à sociedade a problemática da mortalidade materna, os óbitos de mulheres durante a gestação ou até 42 dias após o término da gravidez.

Também se considera nesta categoria, a morte após um ano do parto, se houver causa relacionada com ou agravada pela gravidez, ou por medidas em relação a ela, como mortalidade materna tardia.

De acordo com o Ministério da Saúde, 92% dos casos de mortalidade materna são por causas evitáveis; dentre as principais, destacam-se a hipertensão, hemorragia, infecções puerperais e doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, pelo parto ou pelo aborto.

Taxa de Mortalidade

Brasil

2019 – 57 mortes a cada 100 mil nascimentos

2020 – 67 mortes a cada 100 mil nascimentos

2021 – 107 mortes a cada 100 mil nascimentos

Rio Grande do Norte

2019 – 70,4 mortes a cada 100 mil nascimentos

2020 – 72,5 mortes a cada 100 mil nascimentos

2021 – 147,2 mortes a cada 100 mil nascimentos

Nestes últimos anos, mais uma causa foi somada a essa lista, o que gerou forte impacto sobre os casos: a Covid-19. Antes da pandemia, a média era de 50 por 100 mil nascidos vivos. Apesar de menor, a taxa ainda era alta se comparada ao ideal, a Organização Mundial de Saúde preconiza que a taxa deve ser inferior a 20.

“A Covid-19, primeiramente, levou ao aumento da morbidade e mortalidade nas gestantes e puérperas acometidas pela doença, como também pelo afastamento das mulheres do consultório médico com temor em contrair a doença, e, dessa forma, descuidando de outras enfermidades, como hipertensão e diabetes. Além disto, diversas unidades básicas de saúde reduziram o atendimento devido ao isolamento social e de as unidades de terapia intensiva (UTIs) estarem superlotadas”, elenca Elvira Mafaldo, secretária executiva da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (SOGORN).

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Categoria(s): Saúde
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segunda-feira - 23/05/2022 - 08:50h
HRF

Hospital está há três semanas sem pacientes com Covid-19

Ferreira esteve no HRF (Foto: redes sociais)

Ferreira esteve no HRF (Foto: redes sociais)

Presidente do Sindicato dos Médicos do RN (SINDMED/RN), o médico Geraldo Ferreira visitou à manhã dessa segunda-feira (23) o Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró.

Especializado no tratamento de pacientes com doenças infectocontagiosas, o HRF não tem paciente com Covid-19 há pelo menos três semanas, relata Ferreira. Chegou a receber mais de 800 pessoas com esse dignóstico ao longo da crise dessa pandemia.

Com 26 leitos clínicos e 10 de UTI, na fase crítica esteve lotado pela doença. Com a queda nos casos, apesar de ser referência para o Oeste, o hospital não tem no momento nenhum internado.

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Categoria(s): Gerais / Saúde
segunda-feira - 23/05/2022 - 07:38h
Multivencedora

Ciclista de Mossoró é bicampeã nacional em três provas

A ciclista mossoroense Alice Melo foi bicampeã brasileira nas provas de Perseguição por Equipes, Madison e Ominium.

Alice Melo participou de competições no Rio de Janeiro (Foto: redes sociais)

Alice Melo participou de competições no Rio de Janeiro (Foto: redes sociais)

O Campeonato Brasileiro de Ciclismo de Pista aconteceu no fim de semana no Rio de Janeiro-RJ, entre os dias 19 e 22.

Perseguição

Na Perseguição por Equipes, composta por quatro atletas, elas desempenham suas estratégias para percorrer o mais rápido a distância de 4km no velódromo.

Madison

No Madison, a prova é realizada em dupla (ela esteve com Wellyda Rodrigues), na qual a cada encontro realiza-se a troca (câmbio), que pode variar da estratégia da dupla. Após mudança, quem for lançado segue na prova e o outro descansa até a próxima troca.

A dupla que somar o maior número de pontos nas chegadas, feitas a cada 10 voltas, vence. Pontos extras (20 pontos) podem ser atingidos se a dupla conseguir alcançar o pelotão, dando uma volta no mesmo.

Ominium

Nessa competição, o resultado final é resultado do somatório de quatro provas ( Scratch, Tempo Race, Eliminação e Por Pontos.

Alice Melo integra a equipe Abec de Rio Claro-SP. Seu foco desportista tem razão de ser. É filha de Altamiro Medeiros de Melo, que durante muitos anos participou de competições de corrida de rua.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Parabéns, moça. Imagino o orgulho à sua família e amigos mais próximos. Todos nós, de seu lugar-berço, só temos que aplaudi-la (muito e muito) por tamanho sucesso.

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Categoria(s): Esporte / Gerais
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domingo - 22/05/2022 - 23:54h

Pensando bem…

“Melhor fazer algo imperfeitamente do que não fazer nada impecável.”

Robert H. Schuller

Categoria(s): Pensando bem...
domingo - 22/05/2022 - 13:04h

Entre o Silencio dos Longes e o Peso das Sandálias de Chumbo

Por Marcos Pinto

* (Ao primo Antonio Noronha Pinto – Intelectual da família)

A análise deste escrevinhador provinciano nas cento e sessenta e cinco coisas – Terço dos espíritos reflexivos, do intelectual primo Antonio Noronha Pinto – pinço a essência das letras e um vasto elenco de valores dignificantes, timbro em ser amigo, não apenas com o convencional aperto de mãos, porém com uma espontaneidade cativante e um interesse incomum ao ponto de buscar ligações de parentesco, aliás, em um povo como o apodiense, cuja prestimosidade para com todos, configura característica comum.Antônio Noronha Pinto - Livros para crônica de Marcos Pinto

Povo hospitaleiro, dotado do espírito de iniciativa e da formidável capacidade de trabalho.

Tudo começou com “O Silêncio dos Longes” obra magnífica do intelectual da família, que em autêntico instigante memorial descritivo da sua árdua e difícil trajetória, a faz repositório de fatos pretéritos que analogava um instante nos momentos da retina do tempo. Reúne páginas fantásticas em minudências espirituais.

Seu fio condutor é a história de vida, o recrudescimento das fustigantes recordações, carimbadas pelas cruciantes vicissitudes vividas, impôs a necessidade de se condensar em novo livro, que recebeu o emblemático titulo de “Sandálias de Chumbo”. O consagrado autor constitui um vulcão cultural em perenes erupções de reminiscências.

Os fatos e as coisas registradas e desenhadas na emulsão da memória fotográfica sentenciaram para a eternidade uma livre analogia com a literatura pacienciosa do tempo cristão, surgindo daí mais uma avaliação da obra, que foi rebatizada com o litúrgico título de “cento e sessenta e cinco coisas”. É indiscutível afirmar que existe um vocabulário especifico de representação pelo qual se reproduz no túnel do tempo, as memoras guardadas na retentiva da saudade, visualizada no cadinho constante e vigoroso do coração.

A percuciente leitura nos permite elaborar interpretações a como as recordações engrandecem a ideia que o autor faz dos protagonistas para os leitores. O tempo congelado o tempo fugaz.

As entrelinhas das transcendentes recordações das obras elencadas estão na riqueza das características ambíguas entre o que são realidade e o que é supervalorizado, ou seja, a linha que separa o real e a possível adaptação, a maximização da realidade retratada é imperceptível, é fonte primária de paradigmas ligadas ao espírito de uma época, o parâmetro de recepção das memórias resgatadas.

A leitura nos traz a rostos, semblantes, atitudes, cenários, assimilando algo de comportamento vários. A obra desempenha a função de filtro cultural da realidade captada, nua e crua, sem nuances. Representa um rito social, exercício para reflexões, onde cada leitor constrói um retrato de si mesmo, uma coleção emoldurada no álbum da retina do tempo, testificando realidades incontestáveis, entre ontem e hoje, entre hoje e amanhã, é preciso traçar fronteiras.

Sempre estamos diante dessas escolha entre romper com o passado, mesmo recente, ou conservar – mas até quando? – Velhas roupas e velhas coisas que ocuparam um lugar em nossa existência e são para nós com amigos defuntos.

Os fatos reúnem um autêntico compêndio memorialístico de uma época. Obra a qual, devidamente apreciada, nos faz ultrapassar a fronteira do folhear e analisar limites dos protagonistas e dos seus modos de vida e do viver suas crises existenciais, suas páginas abrigam elementos da cultura espiritual, que permitem ver os estados da alma.

Após a porteira da saudade encontramos personagens dispersos nos espirais do tempo, como recurso simbólico de um passado observado em sua totalidade.

Inté!

Marcos Pinto é advogad0 e escritor

Categoria(s): Crônica
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domingo - 22/05/2022 - 12:18h

O portal

Por Inácio Augusto de Almeida 

Céu azul sem uma nesga de nuvem a anunciar uma linda noite de estrelas brilhantes.

Tinha acabado de voltar e já fechava os olhos na tentativa de ir mais cedo para além do horizonte.

Lembrou-se da primeira vez que chegara àquele local… subir, escada, tênis, progresso,

De longe avistou uma grande igreja encimada com duas torres. A estrada de chão batido cercada de mato nos dois lados e o aviso da luz de combustível alertando ser preciso abastecer. Só então percebeu que o carro era diferente do seu e não sabia para onde estava indo.

Bem em frente da enorme igreja pessoas conversavam e crianças brincavam.

No ar um cheiro de felicidade.

Surpreso e alegre ficou quando pessoas a quem nunca antes tinha visto apertavam sua mão. Esqueceu até ali estar para colocar gasolina no carro.

Caminhando chegou a um casarão e certo ficou de que ali já estivera quando reconheceu a grande e bonita rede branca.

Subiu e do andar superior avistou um grande vale, onde cordeiros branquinhos se misturavam com a relva verdinha formando um lindo quadro. Ao fundo um lago.

Seus pensamentos viajavam e mergulhou em devaneios mil.

Tudo lhe pareceu tão diferente do descrito por Dante Alighieri…

Uma mão pousou no seu ombro e reconheceu a inconfundível voz do Lopes.

Lembra-se de ter ficado frente a frente com o Lopes, mas não ter visto o rosto do amigo. Apenas sentia sua presença.

Por estar gostando tanto do lugar acabou esquecendo da gasolina.

E muitos outros amigos viu, mas não se lembra de nenhum rosto.

Apenas sentia a presença de todos e entendeu porque enxergamos mais com o coração.

Sabia ter Lopes há muito feito a travessia e por lá ficado. Mas isto só percebia quando estava cá.

Pensou porque todos não iam logo para lá e ouviu de um amigo que só depois de cumprido o ciclo vital. Tolice querer antecipar a passagem.

Entendeu existir um mundo sem ambições, mundo de virtudes. Mundo só alcançável através do aperfeiçoamento nesta preparação para a travessia definitiva.

Olhou para o céu azul e riu.

Sabia não ter apenas sonhado. Sabia, mas precisava ter certeza absoluta. Certeza não se tratar de um simples sonho.

Deitou e relaxou. Aos poucos a igreja com suas duas torres, a grande praça e o casarão. Tinha conseguido o domínio da passagem. Era como se estivesse de posse da chave do portal.

Entendeu ser agora possível ir e vir quantas vezes quisesse.

Procurou pelo Lopes, mas não o encontrou. Começou a perguntar pelo velho amigo e ninguém sequer ouviu suas perguntas. Começou a entender que ali eles é que falavam quando queriam.

Sentiu-se um telefone que só podia atender, mas nunca chamar.

Notou a presença de Lopes e alegrou-se por não mais se sentir só na multidão. E Lopes foi direto ao assunto.

Explicou-lhe que a passagem definitiva só acontece no momento certo e que os apressados erravam o caminho e ali não chegavam. E lhe aconselhou, agora que tinha a certeza da existência de local tão maravilhoso, a dedicar o tempo que ainda faltava para a passagem definitiva a se melhorar mais e mais, porque, lá como cá, existiam várias escalas.

Antes que conseguisse dizer alguma coisa, Lopes continuou e perguntou se tinha percebido a presença de Teresa de Calcutá ou de Dulce. De Lampião ou de algum corrupto.

Imediatamente voltou e, deitado na cama, riu.

Riu e chorou.

Riu de felicidade por ter visto o outro lado.

E chorou por ter desperdiçado tantas oportunidades de se melhorar.

Olhou, não para o céu azulado e sem nuvens, mas para o teto do quarto onde um marimbondo buscava encontrar a janela para se livrar das limitações.

Inácio Augusto de Almeida é escritor e Jornalista

Categoria(s): Crônica
domingo - 22/05/2022 - 11:32h

Pesquisas e pré-candidatura ao Senado

Por Ney Lopes

Divulgada recentemente nova pesquisa eleitoral no RN para as eleições de 2022 Muitas ainda virão.

Faço a análise como pré-candidato ao senado pelo RN.números

Estou com apenas 3% nas pesquisas.

O percentual não me intimida.

Irei à luta, sem estrutura milionária, em partido pequeno – PMB (Partido da Mulher Brasileira) – que não dispõe de Fundo Eleitoral.

Aguardarei os resultados, com humildade e tranquilidade.

Afinal, estou sem mandato há anos.

Somente tenho a apresentar um saldo de trabalho e propostas aprovadas em benefício popular, durante 24 anos de mandatos exercidos.

Todo o período dos meus mandatos fui incluído pelo DIAP, órgão ligado ao PT e a CUT, com um dos 100 melhores parlamentares do país.

No momento, enfrento estruturas gigantescas de um ex-ministro de Estado, Rogério Marinho, prestigiado pessoalmente pelo Presidente da República e dois candidatos apoiados pelo governo estadual, sendo um pertencente ao tradicional grupo político dos Alves, tendo exercido mandatos de deputado estadual, Prefeito de Natal.

E tem outro também herdeiro da família do industrial João Mota Mota, cujo avô, Clóvis Motta, exerceu vários mandatos. O pai foi deputado, Ricardo Motta, a mesma coisa (presidiu a Assembleia do RN) e hoje é respaldado pelo PSB e setores do PT, ambos com fartura de meios para campanha.

Nomes de outros partidos também estão na disputa.

A pesquisa é uma fotografia, que mostra a realidade em certo momento, podendo mudar.

Sou defensor da pesquisa como instrumento cientifico, salvo se alguma evidencia demonstrar vícios.

A pesquisa na eleição estadual recém-publicada mostra, com clareza, que na eleição majoritária de governador e senador, ninguém está eleito.

No Senado, o percentual de apurado de “indecisos”, “nulos” e “brancos é superior a 50%.

Se ninguém está eleito é o caso de indagar sobre a possibilidade de “zebras” eleitorais, ou seja, aquelas que não se posicionam bem na largada poderem chegar à frente na linha de chegada.

O único de prever essas “zebras” é a lembrança de eleições passadas e a noção do poder das pressões populares com o voto livre.

Salvo, na “reta final” da cam panha, os números em si falam pouco, ou quase nada.

São como fumaça.

Servem apenas para pressões e chantagens partidárias.

Esse filme já passou várias vezes.

Quem não lembra de 1988, em São Paulo? Maluf liderava as pesquisas de cabo a rabo.

Uma desconhecida paraibana, do PT, ousou enfrentá-lo.

Ganhou a eleição da maior Prefeitura do país.

O nome dela, Luíza Erundina.

Quem não lembra de 1992, em Natal?.

O filho do Ministro Aluízio Alves, o deputado federal Henrique Alves, era tido previamente como “prefeito de Natal”.

Toda a máquina federal lhe afiançava. Favas contadas.

Abriram-se as urnas, o eleito foi Aldo Tinôco, um homem capaz, porém sem notoriedade pública.

Ninguém o conhecia como político, até entrar na disputa.

Quem não lembra de Vilma Faria em 1994, ex-prefeita, elegera o seu sucessor na PMN, bem avaliada nas pesquisas, inegável liderança estadual, disputou o governo do Estado e suportou um obscuro 4º lugar, atrás do vereador Mineiro, que entrara para firmar posição do PT.

Em 2002, Wilma de Faria enfrenta o senador Fernando Bezerra, que presidia a poderosa Confederação Nacional da Industria (CNI), que tinha 70% de intenções de voto nas pesquisas.

Ela começa a campanha com 4 pontos percentuais. No segundo turno se elegeu contra Fernando Freire.

Quem não lembra em 2006, quando o senador Garibaldi Alves era tido nas pesquisas como “o governador de férias”.

Os seus correligionários próximos do PMDB pensavam em tudo, menos que ele perdesse a eleição.

Terminou derrotado, mesmo tendo atingido quase 80% de preferência nas pesquisas (as mesmas de hoje).

Outros exemplos poderiam ser lembrados.

A minha luta é difícil, mas não impossível. 

Retornando à política, após período distante, tento dar conhecimento ao estado de que sou candidato ao senado.

Boa parcela da população não sabe, ainda.

Uso redes sociais e contatos pessoais. 

Há comunicadores que intencionalmente omitem o meu nome na mídia, pelo desejo de humilhar e me afastar do processo.

Diante desse contexto, coloco-me como David contra Golias.

Estou preparado para tudo.

Será uma luta em defesa de princípios e propostas.

Ganhar ou perder fará parte do processo.

O que não desejo é omitir-me, em momento traumático para o estado e o país, sabendo que tenho saúde e posso contribuir com a experiência acumulada em seis mandatos, que tive na Câmara Federal.

Desejo voltar a ser o “advogado do RN” no Congresso Nacional, como sempre fui.

Continuo confiante de que será possível alcançar a vitória em outubro

A Deus e ao povo tudo é possível.

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

Categoria(s): Artigo / Eleições 2022
  • Repet
domingo - 22/05/2022 - 10:50h

Livros e cidades

Por Marcelo Alves

Seja viajando profissionalmente, seja como turista ocasional, uma coisa que faço há tempos (aliás, fazia, quando viajava deveras) é relacionar o país ou a cidade para a qual estou indo com uma obra literária, de ficção ou não, e lê-la ou relê-la, antes ou mesmo durante a minha viagem.

Foto de New York (Reprodução)

Foto de New York (Reprodução)

Para mim, alguns livros tornaram-se a história, a cara e a alma de certas cidades. As leituras fazem o viajante, posso dizer neste caso. “Amor a Roma” (1982) de Afonso Arinos de Melo Franco, “Paris é uma festa” (“A Moveable Feast”, 1964) de Ernest Hemingway e “Os anos 20” (“The Twenties”, 1975) de Edmund Wilson, respectivamente sobre Roma, Paris e Nova York, estão nesse grupo. Vou mais longe: eles criaram no meu espírito uma imagem quase sensorial dessas grandes metrópoles. É gostoso. Recomendo muitíssimo.

Sempre fiz isso de forma amadora. Aleatória. Com a obra de referência (ou de preferência) que estivesse ao meu alcance. E, lembremos, a literatura é infinita. Mas agora achei algo “profissional”. Uma ferramenta digital chamada “Books Around America”, da Crossword-Solver.com, que, em relação aos EUA, a partir do código postal ou da cidade pesquisada, permite descobrir livros cujas tramas se passam ao derredor de onde se vive (se você vive nos EUA, por óbvio) ou para onde se viaja (se estamos falando de turistas literários).

Já andei xeretando o “Books Around America”. E achei livros sobre algumas das minhas cidades de sonho e consumo nos EUA. Acerca da histórica Boston, encontrei “The Scarlet Letter” (1850), de Nathaniel Hawthorne, sobre os quais, livro e autor, eu até já escrevi. Da universitária Princeton (NJ), achei “The Rule of Four” (2004), de Ian Caldwell e Dustin Thomason, indicadíssimo para quem se vê resolvendo mistérios no ambiente de uma gigante instituição de ensino.

De Los Angeles, topei com “The Big Sleep” (1939), de Raymond Chandler (1888-1959), o meu escritor noir preferido (e que me desculpe o grande Dashiell Hammett). “Interview with the Vampire” (1976), de Anne Rice, mostra as ruas de uma Nova Orleans que devaneio não tão diferentes da atual cidade de festas e crenças.

E, claro, tem a gigante Nova York, cidade, mas também o Estado, com tantos títulos, entre eles “The Great Gatsby” (1925), de F. Scott Fitzgerald, para mim a quintessência da riqueza e da Era do Jazz americanas. Mas isso são apenas as minhas preferências. Há muito mais. Afinal, se a citada NY é colossal, a literatura, como já dito, é infinita.

Para ilustrar ainda mais, vou fazer uso de uma estória/história passada em uma belíssima cidade do sul dos EUA: Savannah, no estado da Georgia. O livro é “Midnight in the Garden of Good and Evil” (1994), de John Berendt. É um “romance não ficcional”, pois baseado em fatos reais. Basicamente, narra a história de um colecionador/negociante de arte, acusado e julgado pelo homicídio de um garoto de programas, tido por seu amante.

Um “romance jurídico”, portanto.

Mas o livro é também, explicitamente, um retrato da linda Savannah e do profundo sul dos EUA. Foi e é best-seller do New York Times ou de tantas outras listas do gênero.

O livro foi transposto para o cinema em 1997. O roteiro é mais ou menos fiel ao livro e à história original (de boca em boca, cada um acrescenta o seu fuxico). Mesmo título, com direção de Clint Eastwood e estrelado por craques como Kevin Spacey, John Cusack e Jude Law. E gente da própria cidade, famosos ou não, figuram no filme.

De toda sorte, aqui, a cidade ganha dimensões superlativas. O filme foi rodado quase inteiramente na Savannah de alamedas e mansões, incluindo a Mercer House, registros de um passado, glorioso e trágico, ainda não inteiramente findo.

Curiosamente, ainda hoje me recordo do dia em que comprei o DVD do filme, em Cambridge (UK), porque estava numa promoção dos diabos. E recordo-me da vontade de conhecer o sudeste dos EUA, Savannah, Charleston, Richmond e por aí vai. Tive a oportunidade e confirmei suas belezas. Aliás, não só eu. Dizem que, após “Midnight”, o livro, o turismo em Savannah cresceu exponencialmente. A literatura é boa em todos os sentidos.

Bom, às vezes essa minha mistura ler e visitar não dá certo. Paciência. Entre ler e poder, a distância é enorme. C’est la vie. Por enquanto, aliás, seja pelo rescaldo da pandemia ou pelas moedas estrangeiras nas alturas, a gente vai só sonhando com essas terras distantes. Paradinhos, lendo livros, assistindo a filmes ou xeretando essas ferramentas interativas curiosíssimas.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador regional da República e doutor em direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

Categoria(s): Crônica
domingo - 22/05/2022 - 09:30h

A noite, os mosquitos e a lua

Por Honório de Medeiros

Foto de Honório de Medeiros, paisagem nordestina,Fui visitar Seu Antônio de Luzia, lá no Feijão, Sítio “Canto”, Serra da Conceição, rumo quebrado para a Serra do Camará.

João, seu filho, João de Antônio de Luzia, a quem eu encontrei, antes, na Pedra do Mercado, me preveniu: “tá falando muito pouco e escutando demais.”

“Por quê?”

“Sei não. Eu pergunto o que é e ele, sentado naquela cadeira de balanço, estira a mão para cima e sacode os dedos como se estivesse espantando mosca.”

Seu Antônio estava lá no mesmo lugarzinho de sempre, cadeira de balanço, na calçadinha de sua casa de tijolos crus, olhando o tempo, cumprimentando os passantes com um balançar de cabeça para cima e para baixo.

“Boa tarde, Seu Antônio, como vão as cousas?”.

“Boa tarde!”.

Mandou, com um gesto, que eu tomasse assento na outra cadeira de balanço.

Então eu me danei a falar e ele só olhando, escutando e calando.

Lá para as tantas, me fiz de atrevido e perguntei: “o Senhor perdeu o gosto de falar?”

Ele ficou calado um tempão, pigarreou e disse: “tem muita gente sabendo de tudo, falando muito; eu, quanto mais vivo, menos sei das coisas.”

Parou, pigarreou de novo, tomou um gole de café, cuspiu no chão de barro, e rematou: “O pouco que sei é o que eu faço com as mãos: cortar um capim, debulhar um feijão, pegar um balde d’água no poço…”.

Mais não disse. Mais não perguntei.

Ficamos os dois, cismarentos, enquanto a tarde ia e a noite chegava.

A noite e os mosquitos. A noite, os mosquitos e a lua, que já se atrevia.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

Categoria(s): Crônica
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domingo - 22/05/2022 - 08:46h

A Hora Azul do Silêncio

Por Odemirton Filho 

Li, de um fôlego, o livro A Hora Azul do Silêncio, do escritor mossoroense Marcos Ferreira. Eu tinha lido tempos atrás a obra física e, recentemente, reli a obra, de modo virtual. É um livro de uma leitura leve, faz um bem danado à alma. De vez em quando passeio por suas páginas. A hora azul do silêncio de Marcos Ferreira no Kindle - Amazon - Maio de 2022

“Estremeço à tua passagem, e meu olhar de chumbo se afunda na ilusão movediça do teu colo de aromas”.

São textos líricos, tecidos no calor da inspiração do autor. Ele nos brinda com escritos simples e, ao mesmo tempo, profundos; somente os literatos conseguem fazê-los.

“Ontem eu voltei à rua dos meus tempos de criança”…

Em cada poema, desnuda-se um pouco de sua alma inquieta, por vezes, solitária. No “Nosso Blog”, o escritor nos entrega, aos domingos, um pouco de seu talento. Quando não o faz, sentimos a sua falta.

Já o conhecia através de seus escritos. Entretanto, quando começou a fazer parte do nosso time de colaboradores, a minha admiração e respeito aumentaram. Natália, a sua noiva, foi minha aluna na faculdade de Direito, é pessoa do bem.

Eu tenho a honra de dividir este espaço com Inácio Augusto de Almeida, François Silvestre, Honório de Medeiros, além de outros colaboradores que, aqui ou acolá, presenteiam-nos com seus textos. Marcos Ferreira “chegou chegando” para reforçar o plantel. Aprendo com eles.

Contudo, voltemos ao livro.

“Obrigado, meu Deus, pela canção do vento, pelo sol, pela noite e pelo temporal (…) Obrigado, meu Deus, por toda a poesia que tens me demonstrado a cada santo dia”.

Vou parando por aqui; deixarei o leitor se deleitar com a leitura do livro.

Ah, na última sexta-feira (20), finalzinho da tarde, eu e Rocha Neto fomos à casa de Marcos Ferreira. O editor deste Blog, Carlos Santos, justificou a sua ausência.

Foi uma tarde agradável, regada a boa prosa, risos, café, bolachas e guloseimas. Rocha Neto contou muitas, muitas histórias, fruto de sua memória privilegiada.

Obrigado, poeta. Valeu!

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Categoria(s): Crônica / Cultura
domingo - 22/05/2022 - 08:02h

Só uma pessoa tem certeza…

Por François Silvestre

da derrota de Bolsonaro.

É Lula? Não. Lula sabe que nada está definido. Eleição e mineração só depois da apuração. Lição do velho pessedismo dos tempos saudosos do Brasil ingênuo e democrático. Inclusive com fraudes eleitorais, do voto em papel, contado, apurado e fraudado. “O feio em eleição é perder”. Dizia Theodorico Bezerra, do alto da sua sabedoria nas mumunhas das “brejeiras”. certeza, positivo, sim, polegar erguido

Algum órgão de imprensa? Não. Ninguém da imprensa diz que a eleição está decidida.

Ninguém. Nenhum veículo da imprensa, seja tradicional ou das redes na Net, declara essa bobagem. Não tem eleição definida.

Algum instituto de pesquisa? Não. Todos eles, com números semelhantes ou distintos, declaram que é tudo uma amostragem do momento. Claro. Um truísmo.

Mas há uma pessoa que acha estar decidida a eleição. Quem? Jair Bolsonaro. E tem certeza de que perdeu. Todo dia ele declara isso. Como? Pondo em dúvida o resultado de uma eleição que não aconteceu. É o técnico de um time ruim dizendo que seu time será roubado, antes do início do jogo. Bolsonaro diz que as eleições serão fraudadas. As únicas eleições sem fraudes no Brasil foram e são as eleições das urnas eletrônicas.

Em que o povo, ingênuo e inculto, elegeu ele e todos os seus filhos. Uma dinastia de farsantes, de violentos covardes, de bufões. Que nunca deram um prego num isopor na atividade privada. De privada eles só conhecem a merda que produzem diariamente nos atos e nas falas. Ponto e vírgula.

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Crônica
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sábado - 21/05/2022 - 23:56h

Pensando bem…

“Para vencer na vida, exija muito de si e pouco dos outros.”

Confúcio

Categoria(s): Pensando bem...
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