A torcida interna no núcleo da campanha do candidato a governador Álvaro Dias (PL), é que a página pessoal – no Instagram – do adversário Allyson Bezerra (UB) não seja judicialmente retirada do ar, como a própria “Coligação Endireita RN” solicitou, ao usar o Partido Novo, legenda coligada (veja AQUI). Parece um paradoxo, mas tem explicação de fácil entendimento. Acompanhe.
Durante todo o dia passado, a coordenação de campanha de Álvaro Dias da Endireita RN monitorou e identificou o desastre, nas redes sociais, das notícias sobre a representação judicial do Novo. Daí em diante, ficou e permanece o temor de que a versão de “perseguição” cole e produza adesão exponencial a Allyson Bezerra, desidratando diametralmente a candidatura de Dias.
A manobra foi um recurso que insulta a inteligência alheia. Passa a ideia de que na coordenação de campanha do candidato, todos enxergam a massa gente, a opinião pública, como idiota. O que jogar, cola.
Ainda ontem, houve tentativa de minorar a bobagem, ou ideia de jerico, com uma nota do próprio Partido Novo e declarações do seu presidente, Renato Cunha Lima. A tática foi passar à opinião pública que Álvaro Dias não tinha qualquer participação no episódio e desconhecia a iniciativa. Vai para a série “Acredite, se quiser…”
Vale lembrar: um episódio anterior e recente causou favorecimento a Allyson Bezerra da Coligação Esperança e Trabalho, ainda nesse período de pré-campanha. Foi quando o senador Rogério Marinho (PL) debochou do adversário numa entrevista em maio deste ano (veja AQUI). Julgou que ele usava um “chapéu esquisito.” Ridiculaziou a própria cultura nordestina do sertão.
No leque de oito partidos que arrimam a candidatura de Allyson Bezerra, várias ações provocaram o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), sobretudo para veto e questionamentos a pesquisas supostamente mequetrefes. Todas, com certeza, com conhecimento e endosso do candidato.
Alguém aí pensa que algo de tamanha importância é feito à revelia do maior interessado? Claro que não, ora, ora. Mas, com Álvaro seria diferente? Qualquer dirigente partidário ou advogado afoito tem plenos poderes para agir fora do planejado e estudado internamente? A coligação é “Casa de Noca?”
Raciocine. Pelo menos, tente. Não seja inocente.
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