Do TCM Notícia
O empresário Júnior Rebouças, proprietário da Nacional Construtora e Incorporadora, reuniu a imprensa nessa terça-feira (22) para tratar do projeto de construção da Arena Nogueirão, em Mossoró. O encontro aconteceu no canteiro de obras, na Avenida João da Escóssia.
Ao lado dos profissionais envolvidos no projeto, o empresário explicou que, após a demolição da antiga estrutura do estádio, ainda existem pendências burocráticas, como a emissão de licenças ambientais para a remoção dos resíduos e o avanço das próximas etapas da obra.

Júnior Rebouças está à frente da Nacional Incorporadora e Construtora, grupo local (Foto: TCM Notícia)
“Não tiramos nenhum material, pois estamos terminando de emitir as licenças ambientais para ser transportado o material daqui. Um processo dessa envergadura não se faz da noite pro dia. Foram três meses para a demolição, e quatro meses para gerar os projetos. Isso aqui vai ser feito, mas com responsabilidade e segurança. Não é para ser feita e ser abandonada (obra), pois aqui está o meu nome. Vai sair, mas no tempo que for necessário”, afirmou o empresário.
Júnior Rebouças destacou que a execução da obra depende da integração entre os diferentes projetos técnicos.
“São vários projetos ‘casados’ para que a obra seja viabilizada. Só pode ser começada essa obra quando todos os projetos estejam se ‘falando’, para que não façamos um investimento perdido. Se a obra parar porque os projetos não estão se ‘falando’, aí é um prejuízo grande”.
Segundo o empresário, a expectativa é de que todas as pendências burocráticas sejam solucionadas até o final do ano.
“O cronograma só pode sair quando terminar os projetos. Até o final do ano, esses projetos estarão todos prontos, se Deus quiser”, concluiu.
Análise da PPP pelo TCE-RN
Durante a coletiva, o advogado Daniel Victor, assessor jurídico do Grupo Rebouças, foi questionado sobre o andamento da análise da Parceria Público-Privada (PPP) entre a empresa e a Prefeitura de Mossoró pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN).
Segundo ele, a empresa vem fornecendo todas as informações solicitadas e negou que a obra possa gerar prejuízos aos cofres públicos.
“Já era esperado que estivessem alguns esclarecimentos. A Prefeitura nunca havia feito um contrato dessa espécie. O TCE fez alguns pedidos. Estivemos com o auditor do TCE há 15 dias, e acredito que está tudo esclarecido para ele.
“Vi que compararam essa concessão a do Aeroporto de São Gonçalo. Naquele caso, a União prometeu algo que não se cumpriu. Nesse contrato, os riscos são todos de Júnior, e ele está fazendo por conta dele. Quero deixar claro que qualquer prejuízo que esse conglomerado tiver, o prejuízo será de Júnior, mas o Município não terá nenhum prejuízo”.
Disputa judicial com a LDM
Por fim, Júnior Rebouças também minimizou a disputa judicial entre Prefeitura de Mossoró e Liga Desportiva Mossoroense (LDM) e reafirmou que o questionamento apresentado pela entidade está superado.
“A LDM reivindica uma coisa que ela não tem. Isso não tem o que se questionar, pois a Justiça fala por si só”, finalizou.
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