Raimundo Hélio diz que quer distância da política

Encontro o ex-deputado Raimundo Hélio (PMDB), de Caraúbas, mas não noto entusiasmo pessoal quanto à atividade política.

Garante-me que quer distância do meio. Raimundo afirma que não deve participar do processo sucessório de 2008 em Caraúbas, município governado pelo empresário Eugênio Alves (PSB).

– Estou fora; tudo tem um limite. A política chegou a um nível desanimador – comenta Hélio.

Na ótica de Raimundo Hélio, tem sido desestimulante o exercício da atividade. Quem te viu, quem te vê…

Governadora deve lançar a “Cidade da Ciência”

Almoçando em Natal com a professora Isaura Amélia (Presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do RN) e o poeta Laélio Ferreira, ouço descrição de mais um projeto ousado. Coisa de Isaura Amélia.

Hoje pela manhã a governadora Wilma de Faria (PSB) deve lançar o projeto "Cidade da Ciência", que tende a ser erguida em espaço no próprio Centro Administrativo em Natal.

A proposta é de que nasça um ambiente temático para conhecimento e estudo da ciência, de forma quase lúdica.

Uma beleza!

Ailton Medeiros é citado como nome do Correio da Tarde

Comentário corrente em Natal aponta migração do jornalista Ailton Medeiros (JH Primeira Edição) para o Correio da Tarde.

Confirmando-se o que seria num primeiro momento um simples zunzunzum, o vespertino bimunicipal (Natal-Mossoró) ganhará considerável reforço.

Jornal não se faz apenas com cores, arejamento estético e investimento tecnológico-industrial. É sobretudo gente, gente de talento. Ailton Medeiros é nome próprio. E apropriado.

“Caixa preta” da Assembléia está lacrada e ninguém abre

O "Trem bãm" da Assembléia Legislativa (veja matéria abaixo) está sob proteção associada da própria Casa e governo do Estado, desde o início da primeira gestão Wilma de Faria (PSB).

Estudando a hipótese de implantar uma reforma de Estado, que exigiria plena participação dos outros poderes, bem que a governadora tentou dissecar custos da AL. Em vão. A llista de servidores e outros detalhes nunca foram fornecidos. O presidente Robinson Faria (PMN) não aceitou partilhar esses dados.  

O mesmo ocorreu até agora quanto à igual procedimento solicitado pelo Ministério Público.

A "caixa preta", assim denominou o advogado Paulo Linhares (então presidente do IPE) num encontro na própria Assembléia Legislativa, precisaria ser aberta.

A partir daí, Paulo entrou na lista dos mal-vistos pelos parlamentares e não quebrou a blindagem. O trem bãm continua seu seu trajeto: "fiú! fiú! fiu…!!!" 

“Trem bãm” da Assembléia Legislativa está embalado há anos

A disposição do Ministério Público Estadual em acionar a Justiça, para obter informações sobre o quadro funcional da Assembléia Legislativa, pode revelar um dos maiores comboios de empreguismos que se têm notícia no RN.

Mas o "trem Bãm" não é novo.

Pelo que circula nos intramuros do MP, ele ganhou fôlego, volume numérico e foco político-eleitoral ainda na gestão Álvaro Dias (PDT).

Há estimativa de que o período oportunizou mais de duas mil contratações, fatiadas entre os pares do parlamentar, indistintamente.

Médicos (seriam mais de 40), jornalistas (incontáveis), engenheiros etc estão amontoados. A sorte, para o funcionamento da Casa, é que nem todos aparecem por lá.

Plano Diretor envolve disputa maiúscula nos bastidores

O que a gente ouve aqui em Natal sobre os bastidores das discussões em torno do Plano Diretor da capital, até o momento, revela um duelo maiúsculo. E não necessariamente límpido e transparente.

Pelo visto, a polêmica não vai se extinguir com a votação do projeto e suas 28 emendas amanhã.

Existem muitos interesses em jogo, revelando que a Câmara de Vereadores está como epicentro não apenas de um debate legal, mas também de jogo de interesses volumosos.

O resultado dessa diáletica ensejará o surgimento de uma lei que determinará que Natal teremos no futuro. A plutocracia levará a melhor?

Posse de Elias poderá acontecer na próxima sexta

Se não houver qualquer óbice, confirmando-se para amanhã (veja maéria postada mais abaixo) a nomeação oficial do ex-deputado Elias Fernandes (PMDB) para a presidência do Dnocs, sua posse não deverá ser muito postergada.

Entre amigos, Elias – mesmo sempre comedido – já comentou que é possível que assuma oficialmente o cargo federal na próxima sexta, 11.

A sede do Dnocs é em Fortaleza (CE) e Elias foi escolhido após disputa titânica com o cearense Eudoro Santana, atual dirigente.

Nomes da imprensa a vereador têm Carlos Nascimento

O leque de nomes de pré-candidatos a vereador em Mossoró, originários da imprensa local, está ganhando mais robustez em quantidade.

Além de Gilson Cardoso (FM 93), Ciro Robson e J. Régis (AM Difusora), aparece também o radialista Carlos Nascimento.

Dono de audiência de peso na RPC (antiga Rádio Tapuyo), cobrindo a área de polícia, Carlos anda todo animado com o projeto.

A disputa promete ficar movimentada. 

Assessora de Agripino sofre acidente e tem morte cerebral

Estou em Natal e colho notícia de que dona Francisquinha Dias, 81, Auxiliar direta do senador José Agripino (DEM) há mais de 20 anos, está com morte cerebral.

Ela sofreu acidente doméstico no sábado e em consequência teve traumatismo craniano.

Francisquinha Dias está na UTI da Casa de Saúde São Lucas e um contínuo número de pessoas do mundo político tem comparecido ao local, solidarizando-se com a família.

O senador José Agripino, que estava em Natal no dia do acidente, continua na capital. Ele adiou sua viagem para Brasília.

Elias aguarda STF para pedir cassação ou não de Nélter

Entrevistado agora pela manhã no Jornal 96, da FM 96 em Natal, o ex-deputado estadual Elias Fernandes (PMDB) admitiu que pode pedir a cassação do deputado Nélter Queiroz (sem partido).

Primeiro suplente e beneficiado direto numa perda de mandato de Nélter, Elias ponderou adiante que vai aguardar uma posição do Supremo Tribunal Federal (TSF) sobre a questão da fidelidade partidária.

O ex-deputado também adiantou que aguarda para amanhã, terça, 8, a publicação no Diário Oficial da União de sua nomeação para dirigir o Dnocs.

Presidente do PDT vive drama familiar

Presidente do PDT mossoroense, ex-vereador e presidente da Câmara de Mossoró, o engenheiro Vicente Rego está vivendo um silencioso e quase imperceptível drama familiar.

Filhos do primeiro casamento e a atual esposa, Vera Rego, travam luta em nível de Justiça em relação ao ex-vereador. A prole pede sua interdição. Alega incapacidade de ele gerir a própria vida desde que teve um AVC em 2004.

Vicente desmaiou em plena convenção partidária e nunca mais voltou à plena atividade. Ele era escolhido como candidato a vice-prefeito na chapa de Larissa Rosado (hoje no PSB).

Betinho Rosado tem imagem sondada…

Sobrevoando dados de uma pesquisa qualitativa, quardada a quatro chaves, identifico que o ex-deputado federal Betinho Rosado (DEM) aparece em relevo.

Quem encomendou a sondagem não estava interessado apenas em saber se o povo gosta de ver o “Beto” cofiando a barba grisalha ou sempre puxando o paletó para baixo.

Aí tem coisa. Decifra-me ou te devoro.

Carlos Eduardo se acomoda bem no “ninho” familiar

O prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) foi uma presença marcante hoje pela manhã, na missa de primeiro aniversário de morte do tio, o líder Aluízio Alves (PMDB).

A família e inúmeros correligionários de Aluízio compareceram à Capela do Colégio Imaculada Conceição. Carlos Eduardo, rachado politicamente com a família há vários anos, desde que resolveu ser liderado da governadora Wilma de Faria (PSB), então prefeita de Natal, estava em casa.

Dizem que falta pouco, para efetivamente voltar ao ninho. Nada de pressa.

Casal de idosos de Assu precisa de ajuda no Rio

Recebo um e-mail apontando existência de um casal de idosos em abrigo no Rio de Janeiro.

A informação preliminar aponta que ele é natural de Assu/RN.

O casal é formado pelo senhor Luiz Paulino de Andrade e a senhora Raimunda, o primeiro com 84 anos e ela com 80.

Dona Raimunda estaria cega. O marido com aposentadoria irrisória foi furtado em empréstimo consignado por alguém que o usou criminosamente.

Mais detalhes no endereço abaixo, em endereço da senhora Francinete Reis:

//www.orkut.com/Profile.aspx?uid=10548728325302173097

Supremo caminha para sacrificar “infiéis” partidários

A decisão das executivas nacionais do PPS, DEM e PSDB de entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF), sexta, 4, que lhes garanta cassação de mandatos de parlamentares infiéis, será um soco definitivo na polêmica em torno do assunto.

Há clara tendência do STF acatar o que foi protocolado, causando efeito dominó nos estados, onde pipocam ações pleiteando cassação de deputados e vereadores.

O próprio Congresso Nacional sentirá o nocaute em grosso. São quase 30 parlamentares nessa condição de infidelidade partidária.

A partir do pronunciamento do Supremo, legítimo guardião da Carta Constitucional, o choro tornar-se-á inócuo.

Em nível de RN, por exemplo, depois da cassação pioneira de dois vereadores em Pau dos Ferros, é esperar que a enxurrada de bota-fora será considerável.

Artigo

Pneumonia atípica por Micoplasma. A princípio, até que achei o nome bonito, afinal não é todo dia que se tem uma doença assim. Mas, à medida que o cansaço, a tosse produtiva intensa (associada com febre, com astenia e com as tonturas) não cediam vi que de bonito essa doença não tinha nada.

– É necessário repouso absoluto, alimentação com bastantes vitaminas, pois só o antibiótico não resolve. Essa foi a sentença da minha ex-aluna, pneumologista, que tive de seguir à risca.

Passadas já três semanas, em casa, sem trabalhar – (aqui abro um parêntese para realmente confirmar que abril é um mês formidável, não é mesmo? Pois se não bastasse ter que comemorar o dia da mentira, primeira parcela do imposto de renda, dia da sogra… agora tenho que listar entre as ‘benesses’ de abril, o dia da minha primeira pneumonia. Oh! Que mês maravilhoso…Pronto! fecho o parêntese)-, tendo lido alguns livros que estavam me esperando há alguns meses, vi-me sozinho e, entre uma tosse e outra, pensei: “Será que sairei desta? (parece dramático, mas atire a primeira pedra o médico que, doente, não pensou logo neste ‘inimigo(?)’ chamado morte); será que tão cedo deixarei de viver?

Morrer sem pelo menos ter visto o milésimo gol de Romário (pior é que se eu esperar por esse gol, terei de viver pelo menos igual aos 969 anos de Matusalém)? Não! Deus não fará isto comigo.

Angustiado, sozinho e quase em depressão (também tanto tempo sem trabalhar) tive que recorrer a alguns amigos. Poderia ter sido a Sócrates que, quando obrigado a tomar a cicuta, disse sabiamente: “Ter medo da morte significa imaginar que sabemos o que não sabemos, pois sobre ela ignoramos tudo, e nem mesmo sabemos se não é um grande bem para nós”.

Mas, preferi ler um livro que estava na espera há bastante tempo: “As intermitências da morte”, de José Saramago. Apesar das críticas feitas pelos intelectuais, achando que Saramago pisou na bola ao escrever este livro, eu, como adepto do poeta Manoel de Barros: “é fazendo o contrário que eu me conheço”, resolvi ler exatamente para contrariar os críticos da literatura.

E graças a Deus e a Saramago – e a seus críticos também – achei a obra fantástica. Logo a primeira frase do livro, de forma instigante, nos prende a atenção: “No dia seguinte ninguém mais morreu”.

Após as primeiras badaladas do primeiro dia do ano, em um determinado país, as pessoas, até mesmo as que já estavam com o caixão encomendado, mais pra lá do que pra cá, não morreram mais. Este fato causou nos espíritos uma perturbação enorme, pois o que parecia uma dádiva dos deuses – essas férias da morte –, provocou profundos transtornos em diversos segmentos do país.

Primeiro, foi à igreja a protestar: “Sem morte, ouça bem, senhor primeiro-ministro, sem morte não há ressurreição, e sem ressurreição não há igreja”. Os hospitais começaram a ficar abarrotados de pacientes em fase terminal, que não melhoravam nem morriam, fazendo com que os familiares tivessem que ficar em casa, com esses pacientes, ditos terminais.

As seguradoras começaram a cancelar as apólices de seguro já que ninguém morreria mais. As funerárias se revoltaram, pois não haveria mais enterros e para amenizar os seus prejuízos, solicitaram ao estado baixar uma lei obrigando que, a partir daquele dia, todos os animais domésticos que morressem, teriam que ser enterrados, conforme os homens… e os filósofos também protestaram: “A filosofia precisa tanto da morte como as religiões, se filosofamos é por saber que morremos, monsieur de Montaigner já tinha dito que filosofar é aprender a morrer”.

A história continua causando um rebuliço danado no país até que, cansada das férias, a morte volta. E volta com novidades: a partir de então, as pessoas receberiam, como aviso prévio, a confirmação da sua morte.

Isso causou um novo transtorno: as pessoas angustiadas não queriam mais receber as cartas cor de violeta, pois sabiam que era a notícia fatídica: “Cara senhora, lamento comunicar-lhe que sua vida terminará no prazo irrevogável e improrrogável de uma semana”.

Muitos tentavam se esconder, para não receber a tal carta, mas não adiantava: pois todos recebiam e ficavam desesperados, com “a espada de Dâmocles suspensa por um fio sobre suas cabeças”, vendo a contagem regressiva do seu tempo na terra. Entretanto, aconteceu uma coisa interessante, que nem a morte soube explicar… Uma das cartas enviadas para um músico, tocador de violoncelo da orquestra sinfônica do país, retornou.

A morte, surpresa e sem encontrar explicação para esse fato (o retorno da carta), reenviou-a várias vezes, sem sucesso: a carta sempre retornava. Indignada, e não mais tão poderosa e ciente de si, a morte resolveu se vestir de mulher e procurar pessoalmente o tal músico.

Então, neste momento, a obra de Saramago atinge o seu ápice: ao entrar na casa do músico e vê-lo tocando a sinfonia número 06 para violoncelo de Johann Sebastian Bach, a morte chorou compulsivamente.

A morte não resistiu à beleza da música de Bach e sentiu-se humana. Demasiadamente humana. Teve mesmo razão Nietsche ao dizer que a arte existe para que a verdade não nos destrua.

Mais razão ainda teve Dostoievski ao dizer que só a beleza salvará o mundo. E a beleza da música, ao transformar a morte em alguém com sentimentos, evitou o fim do tocador de violoncelo. Eros venceu Tânatos. E foi isto que quis mostrar Saramago: “A única coisa que não morre é o amor”.

Portanto, minha cara leitora, você que vive só buscando poder, dinheiro, posição – e não se importando que, para conseguir isso, tenha que destruir as pessoas, as amizades, etc, etc… como um Átila, o rei dos hunos –, achando que assim, será eterna, aprenda: bens materiais são efêmeros, pois a única coisa que permanecerá viva é o amor.

Tudo bem! Sei que é difícil amar, mas vou lhe dar outra dica: leia Drummond e aí você verá que amar se aprende amando.

Francisco Edílson Leite Pinto Junior – Professor, médico e escritor

Só Rindo (Folclore Político)

Candidato a vice-prefeito da também enfermeira Fafá Rosado em 2000, Galba Silveira (irmão do então deputado Francisco José) é conhecido por sua permanente verve. O bom humor é inesgotável.

Caminhando num corpo a corpo em favela da cidade, ao lado da candidata, ele é cercado por uma senhora maltrapilha, olhos fundos, couro e osso, desfiando lamúrias:

– Seu Galba, aqui a gente não tem nada. (…) Hoje ninguém comeu ainda. (…) Os bichinhos estão cheios de pereba e esse lamaçal não tem quem agüente… 

À espera de um alento ($) ou alguma panacéia para tantos sofrimentos, ela ganha a “solidariedade” do candidato de outra forma:

– Como é que a senhora agüenta viver aqui!? Mulher, se mude.  

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