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A ciência e a cultura por trás da escolha das cores do semáforo

Por Luís Correia

Imagem ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Imagem ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Os semáforos são uma das invenções mais universais do mundo moderno, presentes em praticamente todas as cidades do planeta. Mas você já parou para pensar por que as cores escolhidas foram vermelho, amarelo e verde? A resposta envolve psicologia cognitiva, ergonomia visual, antropologia cultural e padrões técnicos internacionais. Essa padronização foi consolidada pela Convenção de Viena sobre Trânsito (1968), mas também incorporada pelo Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997). Essa dupla regulamentação – global e local – reforça a importância científica e social por trás dessa combinação cromática.

1 – Psicologia Cognitiva: Como o cérebro interpreta essas cores?

O vermelho, o amarelo e o verde não foram escolhidos por acaso. A psicologia cognitiva explica que essas cores despertam reações quase instintivas no cérebro humano:

– Vermelho: Associado ao perigo, sangue e alerta máximo, o vermelho não só chama atenção imediata como também provoca reações fisiológicas, como o aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. Estudos indicam que essa cor ativa o sistema nervoso simpático, preparando o corpo para uma resposta rápida – daí sua eficácia em sinais de parada.

– Amarelo: Além de representar precaução, o amarelo possui uma vantagem biológica: é a cor mais facilmente detectada pelo olho humano, especialmente em movimentos rápidos. Essa característica faz dele o sinal ideal para situações de transição que exigem resposta imediata.

– Verde: Posicionado próximo ao centro do espectro visual (em torno de 555 nm), o verde é naturalmente mais perceptível ao olho humano. Essa cor ainda carrega associações com a natureza e tranquilidade, transmitindo uma sensação de segurança e fluidez que combina perfeitamente com a mensagem de “siga em frente”.

2 – Ergonomia Visual: Visibilidade e Distinção Instantânea

A ergonomia visual estuda como o olho humano percebe e processa informações luminosas. No caso dos semáforos, três fatores foram decisivos:

– Contraste luminoso: O vermelho e o verde estão em extremos opostos do espectro visível, reduzindo confusões mesmo em condições de baixa luminosidade.

– Visibilidade em diferentes condições: O amarelo, além de sua fácil detecção, mantém boa visibilidade sob neblina ou luz solar intensa.

– Acessibilidade: Pessoas com daltonismo (principalmente o tipo vermelho-verde) ainda conseguem distinguir as cores pela posição (em semáforos verticais, o vermelho fica sempre no topo).

Normas técnicas, como a ABNT NBR 16199, regulam a intensidade luminosa e o posicionamento das luzes para garantir que sejam percebidas corretamente por todos.

3 – Antropologia Cultural: A Padronização Global

Apesar de algumas culturas atribuírem significados distintos às cores, o semáforo seguiu um processo de uniformização internacional. Isso ocorreu porque:

– Convenções internacionais, como a já mencionada Convenção de Viena sobre Trânsito (1968), estabeleceram o vermelho, amarelo e verde como padrão para evitar acidentes em viagens entre países.

– Historicamente, as primeiras luzes de trânsito (século XIX) usavam vermelho e verde porque eram as cores mais facilmente reproduzidas com a tecnologia da época (lâmpadas a gás). O amarelo foi adicionado posteriormente para melhorar a segurança.

Conclusão: Uma Escolha Baseada em Ciência, Segurança e Consenso

A combinação vermelho-amarelo-verde nos semáforos representa muito mais do que uma simples convenção – é um sistema cuidadosamente elaborado que salva vidas diariamente. Cada aspecto dessa tríade cromática foi meticulosamente estudado para garantir a segurança de pedestres, motoristas e todos os usuários das vias.

O respeito a essas cores não é apenas uma questão de obediência à lei, mas sim uma responsabilidade coletiva. Quando ignoramos o vermelho, colocamos em risco não apenas nós mesmos, mas todos ao nosso redor. O amarelo, frequentemente visto como um “convite à aceleração”, foi concebido justamente para dar tempo de reação segura – desrespeitá-lo é uma das principais causas de acidentes em cruzamentos. Já o verde, embora sinalize liberdade de movimento, exige igual atenção, pois a segurança no trânsito é sempre compartilhada.

Vale destacar que a eficácia desse sistema depende crucialmente do cumprimento coletivo das normas. Estatísticas de segurança viária em todo o mundo comprovam que locais com maior respeito à sinalização apresentam índices significativamente menores de acidentes. A psicologia do trânsito mostra que a previsibilidade gerada pela obediência aos semáforos é um dos fatores mais importantes para a segurança nas vias.

Além disso, a padronização internacional dessas cores facilita a compreensão universal, sendo especialmente valiosa em um mundo globalizado onde pessoas circulam entre países com diferentes línguas e culturas. Um turista em terra estrangeira pode não entender as placas, mas certamente compreenderá o significado do semáforo.

Portanto, quando nos deparamos com essas luzes coloridas, estamos diante de um dos mais bem-sucedidos exemplos de cooperação humana em prol da segurança coletiva. Cada vez que respeitamos o semáforo, estamos contribuindo para um trânsito mais harmonioso e protegendo vidas – inclusive a nossa. Afinal, no grande sistema viário que compartilhamos, a segurança de um depende do cuidado de todos.

Luís Correia é agente de Trânsito, diretor de Mobilidade do Município de Mossoró, membro da Câmara Temática de Saúde para o Transito (CTST) do Contran e do Conselho Estadual de Trânsito

Mossoró amplia vacinação a pessoas com comorbidades

Hoje e amanhã 11 UBS's ficam abertas para o atendimento ao público (Foto: Wilson Moreno)
Hoje e amanhã 11 UBS’s ficam abertas para o atendimento ao público (Foto: Wilson Moreno)

A campanha Mossoró Vacina tem mais uma edição neste final de semana. Onze Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) ficam abertas nesse sábado (1º) e domingo (2º). O expediente ao público é corrido, de 8 às 16h.

Dessa vez, a campanha será estendida para atender pessoas que se enquadrem em diversos tipos de comorbidades, bem como, para a aplicação da segunda dose da vacina Astrazeneca/Oxford.

A vacinação obedecerá a norma técnica do Ministério da Saúde vacinando pessoas das seguintes comorbidades: Diabetes Melitus, Pneumopatias crônicas graves, Hipertensão Arterial, Doenças Cardiovasculares, Doença Cerebrovascular, Imunossuprimidos, Anemia Falciforme, Obesidade mórbida, Doenças renais crônicas.

Ainda seguirão sendo vacinadas no sábado as pessoas com deficiência de 55 a 59 anos de idade sob Benefício de Prestação Continuada do INSS e as pessoas com Síndrome de Down de 18 anos acima, ambas já estavam incluídas e começaram a ser vacinadas nesta sexta-feira (30), A vacinação destes dois grupos seguirá no sábado, exclusivamente no Ginásio do SESI, que não funcionará no domingo.

UBS’s abertas no fim de semana:

UBS Vereador Durval Costa (Walfredo Gurgel)

UBS Francisco Pereira de Azevedo (Liberdade 1)

UBS Raimundo Renê Dantas (Boa Vista)

UBS Dr. Joaquim Saldanha (Estrada da Raiz)

UBS Dr. Cid Salém Duarte (Abolição 4)

UBS Dr. José Fernandes de Melo (Lagoa do Mato)

UBS Enfermeira Conchita da Escóssia Ciarlini (Abolição 2)

UBS dr. Sueldo Câmara (Aeroporto 2 – Quixabeirinha)

Centro Clínico Evangélico Edgard Burlamaqui (Centro)

UBS Chico Costa (Santo Antônio)

UBS Dr. Agnaldo Pereira (Conjunto Vingt Rosado).

Com exceção dos grupos da Síndrome de Down e das pessoas com deficiência. As demais pessoas (das comorbidades) a serem contempladas pela Campanha Mossoró Vacina precisam atender ao critério do escalonamento etário que começa neste sábado e prosseguirá domingo para a faixa dos 58 a 59 anos de idade.

“Por escalonamento etário é possível a gente vacinar as pessoas destes grupos de diversas comorbidades de uma maneira mais organizada, assim como aconteceu durante o período em que estávamos vacinando os idosos. Assim, vamos começar atendendo quem tem de 58 e 59 anos de idade”, explica a secretária municipal de Saúde Morgana Dantas.

Durante o final de semana, a vacinação ocorre mediante livre demanda nos pontos de aplicação das doses. Durante a semana em todas as 46 UBS’s mediante agendamento.

As pessoas contempladas nos grupos das comorbidades deverão apresentar documento oficial com foto e cópia de qualquer comprovante que demonstre ter a comorbidade alegada e que consta na lista. Por exemplo: Exames, prescrição médica com indicação clínica ou relatório ou laudo médico e comprovante de residência.

Adicionalmente poderão ser utilizados os cadastros já existentes dentro das unidades de saúde.

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró

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