Caro Carlos Santos,
Usuário do SUS e cidadão atento aos meus deveres, mas defensor dos meus direitos, tenho sempre feito intervenções em seu Blog. Na maioria das vezes, é verdade, com informações dando conta dos vários problemas que acometem a Saúde em Mossoró.
Por dever de justiça e para que casos como o que vou relatar se repitam, vou fazer o registro de público:
Ontem, 1º de agosto, às 17h, na UPA do Alto de São Manoel, entre os muitos pacientes e profissionais que ali trabalhavam, se destacava a figura do médico Aguinaldo Segundo N. Pereira.
Chamou-me a atenção a forma serena e tranquila com que atendia os pacientes. Mais ainda: a alegria com que desenvolvia o seu ofício. A felicidade com que consultava as pessoas.
Fui informado que o citado médico sequer estava no seu horário de expediente. Havia ido àquela unidade de pronto-atendimento para ver uma escala médica e, observando o elevado número de pessoas que aguardavam atendimento, resolvera oferecer sua contribuição para minimizar a situação.
Caso raro. E que se repita.
Márcio Alexandre – Webleitor, professor, jornalista e servidor público.
Nota do Blog – Meu querido Márcio, você dignifica a atividade jornalística, o nobre ofício da docência, o elevado papel do servidor público e enriquece a raça humana.
Seu relato, como sempre muito seguro, é duplamente bonito: fala do outro lado, o lado bom do serviço público, não se detendo apenas a fazer crítica e resmungar problemas.
E, também, enaltece a figura do médico bom, o profissional do bem, aquela figura que parece um demiurgo, colocado para muitos de nós, simples mortais, como um representante de Deus na terra, em face do seu poder de intervir em favor da vida.
Ah, que venham outros Aguinaldo Segundo… brasileiros, cubanos, marcianos, mas acima de tudo humanos. Gente de carne e osso, gente que se sensibiliza com a dor alheia e não apenas com o “ter”.
P.S – Posso estar enganado, se o estiver, que alguém me informe e aos nossos webleitores, mas creio que esse médico é filho de Aguinaldo Pereira, médico e ex-prefeito de Caraúbas, não?