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Justiça Cidadã ofertará série de serviços no próximo sábado

No próximo sábado (19), a partir das 8h, na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), em Mossoró, a Justiça Federal do RN (JFRN) promoverá um grande evento voltado a ações de cidadania, voluntariado e social. É o Justiça Cidadã.

O atendimento, totalmente gratuito, irá até às 14h.

Todo trabalho está sendo coordenado pelo Diretor da Subseção da JFRN em Mossoró, Juiz Federal Orlan Donato.

O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) confirmou presença no projeto, onde estará trazendo orientações e fazendo requerimentos de benefícios para Previdência Social – Geração de senha de acesso ao Portal de Serviços Meu Inss, simulação de direito à aposentadoria, extrato previdenciário, entre outros serviços).  A Procuradoria Federal estará atuando com o parcelamento de débitos tributários e não tributários junto ao Inmetro, Ibama, ANP, ANTT e autarquias federais.

A Defensoria Pública da União atenderá as pessoas que buscam ajuizar ações contra INSS, CEF, Correios e DNIT.

Ações

O Núcleo de Práticas Jurídicas da Uersa fará atendimento de prestação e orientação de ajuizamento de ações, trabalho que terá como responsável o curso de Direito da instituição. Além disso, fará atendimento in loco (previamente agendado e com limite de assistidos) e prestação de orientações/encaminhamentos. Já Ágora – Consultoria Jurídica (empresa júnior) levará orientações sobre atividades relacionadas a empreendedorismo para microempreendedores individuais.

O Justiça Cidadã também atuará com ações de saúde e qualidade de vida. O curso de Medicina da Ufersa fará triagem clínica com avaliação de pressão e agendamento de consulta para quem necessitar. No projeto, haverá um espaço para defesa do Sistema Único de Saúde/DIREITOS E DEVERES dos cidadãos. Além disso, serão expostas orientações para doação de sangue e medula óssea. Outro destaque é o espaço para avaliação de lesões de pele suspeitas de câncer.

Já o Senac fará corte de cabelo masculino e feminino. O Sesi realizará Circuito Saúde (aferição de pressão arterial, peso e estatura para obter IMC e circunferência abdominal), Avaliação Postural e Apresentação de Robótica. E o SESC levará recreação dirigida para crianças, aplicação de flúor e exibição de cinema. O Sest/Senat estará com orientações de segurança de  trânsito e prevenção de acidentes.

Nota do Blog – Infelizmente, haverá um subaproveitamento desse elenco de serviços. A localização compromete o deslocamento de boa parcela da população que pode usufruir do que será ofertado, devido dificuldade de deslocamento, haja vista precariedade de serviço público. Os organizadores ignoraram isso. Uma pena.

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ANP anuncia venda de campos maduros pedida por deputado

Nesta quarta-feira (02), a a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, informou ao deputado Beto Rosado (PP), que a Petrobras irá iniciar a venda de um conjunto de aproximadamente 90 campos terrestres. A reunião ocorreu na liderança do PP, com a presença do líder Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

O comunicado da venda dos poços também foi feito pela própria Petrobras, no final da manhã, por sua página de relacionamento com os investidores. A defesa da venda dos campos maduros da Petrobras foi intensificada pela Frente Parlamentar do Petróleo e Gás desde que o deputado assumiu sua presidência.

Aguinaldo, Magda e Beto tiveram reunião hoje em Brasília na liderança do PP (Foto: Vanessa d'Olivier)

Ele acredita que isso irá reverter o quadro de demissão em massa que tem afetado o setor, com a diminuição dos investimentos da estatal na perfuração de novos poços. Nesses campos de baixa produção, a Petrobras tem um custo de exploração por barril que se aproxima do preço de venda, atualmente em US$ 30.

Isso torna a exploração inviável para a companhia.

Por outro lado, o custo da exploração por empresas privadas pode chegar a US$ 8, o que torna viável o negócio, segundo informações da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP).

Custo

Como as empresas contratam serviços de fornecedores locais, tem um custo de exploração menor do que a estatal e mais condições de investimento.

Beto Rosado explica que vender os campos maduros significa liberar somente os poços de baixa produção que a Petrobras está deixando de lado. “Ou seja, a estatal continuará explorando o petróleo em terra com os poços mais produtivos. Isso garante o emprego daqueles que atuam nesses poços, sem prejudicar a abertura de novos postos de trabalho a partir da exploração pela iniciativa privada. A nossa briga é pelo emprego”, destacou o deputado.

A diminuição dos investimentos da Petrobras na exploração dos poços terrestres já provocou 7 mil demissões no RN desde 2010, segundo o Sindipetro (Sindicato da categoria).

Outras 5 mil demissões estão previstas esse ano com o desligamento de três máquinas de perfuração no estado. “A esperança é que a venda dos poços maduros para a iniciativa privada possa reverter esses números”, destaca o deputado.

Mossoró entrega seu futuro sem qualquer reação

Mossoró está à beira de tomar uma decisão delicadíssima em relação ao seu futuro. Trata-se da iminente aprovação do projeto de lei que autoriza a Prefeitura a contratar antecipação de royalties do petróleo, a agente financeiro estatal. Está nas mãos da Câmara Municipal o amanhã.

O empresariado está calado, nossas faculdades e universidades não se pronunciam. Sindicato dos servidores municipais, Ministério Público, também são inaudíveis. Parte da imprensa já assumiu posição, sem realmente provocar o debate: é o que o prefeito Francisco José Júnior (PSD) deseja e ponto final.

Se é bom ou ruim para Mossoró, tanto faz.

Tecnicamente, o quantitativo da antecipação depende de cálculos feitos pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), que podem não se confirmar no futuro próximo. Ela trabalhará uma equação quanto à média de produção e estimativas para próximos anos etc.

No âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), há discussão que trata da redistribuição dos royalties (Lei 12.734/12). Poderemos ter uma redução maior no pagamento, com a redistribuição do “bolo” dos royalties tornando ainda menor o fluxo financeiro às prefeituras que hoje são beneficiadas.

Essa queda já vem ocorrendo ano após ano.

Na Petrobras, devido a uma série de fatores – como a Operação Lava Jato – seu Plano de Negócios prevê uma drástica redução de investimentos numa visão plurianual. Menos recursos para a exploração e pesquisas do petróleo em terra, afetando a produção e consequentemente os royalties.

Mossoró já sente na pele esse “desmanche” há mais de dois anos, de forma continuada, quebrando uma cadeia econômica que fora crescente durante quase três décadas. O “efeito dominó” afeta do setor imobiliário a uma simples lanchonete.

Mesmo assim, a Prefeitura de Mossoró empurra o projeto goela abaixo, sem nenhum plano de investimento, como exige a própria lei.

Mossoró tem crescimento comprometido por conjuntura, gestão nebulosa e decisão comprometedora (Foto: Raul Pereira)

Promove a antecipação dos royalties como a ‘salvação da lavoura’. É um remédio para todos os males, uma espécie de “garrafada do sertão”, vendida em feiras populares, que promete combater de espinhela caída a morróida – na linguagem do sertanejo.

Vale ser lembrado, que do total a ser antecipado, apenas 40% podem ter destinação livre. De acordo com a Resolução 43, o valor da antecipação terá que estar vinculado ao investimento projetado no PPA (Plano Plurianual) e a outras condicionantes legais e técnicas.

Informação viciada

O Projeto de Lei do Executivo local não amarra o valor da Antecipação à sua aplicação. Pulveriza o imaginário popular com desinformação ou informação viciada.

Maior parte dos recursos antecipados (60%), que podem chegar ou ultrapassar os R$ 40 milhões, são amarrados (saúde, educação, por exemplo). Mesmo assim precisa, repito de novo, novamente, mais uma vez, de um plano de investimento.

Câmara tem papel decisivo (Foto: Valmir Alves)

A saída para a crise não é a antecipação dos royalties. Na verdade, o Governo Municipal precisa “cortar na própria carne“.

Isso não ocorrerá exonerando mulher (Amélia Ciarlini) e cunhada (Mirella Ciarlini) do prefeito, para que o governante pareça zeloso, incisivo, drástico e exemplar. A medida, como já afirmamos, não tem efeito prático algum para o erário (veja AQUI). É mera peça de propaganda político-eleitoral.

Podia deixá-las por lá, nas secretarias do Desenvolvimento Social e Comunicação. A mudança de nomes, não altera o produto final.

A Prefeitura de Mossoró não fez o dever de casa. Seus números são nebulosos quanto à aluguel de imóveis, cargos comissionados, locação de veículos, contratos terceirizados, custo real da limpeza urbana e vantagens capciosas dadas a servidores privilegiados.

Ninguém, absolutamente ninguém da sociedade civil organizada sabe nada sobre essas questões. Nem a bancada governista na Câmara Municipal tem noção disso.

A antecipação dos royalties é um atalho ir-res-pon-sá-vel e de má-fé. Nele, não aparecem, aqueles que serão os reais beneficiados de um negócio (ou negociata) de milhões a expensas do sofrimento da maioria.

Pode ser comparado ao criminoso “acerto” feito pelo Governo do Estado para construir o Arena das Dunas. Vincularam os royalties como garantia para o Estado pagar mensalmente quase R$ 12 milhões, que fazem falta à Segurança Pública, Saúde, Educação, Infra-estrutura e outros setores.

Clique AQUI e leia também Operação para antecipação de royalties ‘anestesia’ Mossoró

Por isso, que se sataniza a Universidade do Estado do RN (UERN), considerando-a um “peso” para o erário, o que é um raciocínio eivado de estupidez e desconhecimento. Não se leva em conta o sustento milionário com o suor do povo, do suntuoso e excludente Arena das Dunas, que sem esses recursos estaria literalmente às moscas.

Mesmo com todos esses riscos, exigências e incertezas, Mossoró caminha para entregar seu futuro em mãos alheias, sem discutir. Os espertalhões estão exultantes!

Lasque-se! Sofra!

Não poderá reclamar do que virá adiante.

Pobre Mossoró!

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Ceará tem canal de oportunidades com blocos de petróleo

Do Diário do Nordeste

O Ceará é apontado pela diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard, como um ponto estratégico para ancorar toda a nova atividade exploratória que será iniciada com a 11ª Rodada de Licitações de blocos de petróleo e gás, cujo foco são as regiões Norte e Nordeste. Além disso, ela afirma que o Estado deve se habilitar para o fornecimento de bens e serviços para as novas áreas de exploração e produção. “Já tem coisa demais no Sudeste. Vamos ver o que podemos fazer aqui no Norte e Nordeste”, defendeu.

Magda esteve ontem em Fortaleza, onde conversou com empresários na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e com o governador Cid Gomes, no Palácio da Abolição, além de visitar equipamentos ligados ao estudo de petróleo na Universidade de Fortaleza (Unifor). “O que o Ceará tem já instalado, com a possibilidade portuária, etc., já é suficiente para ancorar a atividade exploratória que vem pra cá nos próximos anos”, afirmou a executiva.

Segundo ela, o Estado “está fortemente contemplado na 11ª Rodada de Licitações”, onde possui 11 blocos em águas profundas em leilão na Bacia do Ceará, somando um total de 7,3 mil quilômetros quadrados ofertados. Além disso, alguns dos blocos da vizinha Bacia Potiguar também encontram-se em território cearense.

Veja matéria completa AQUI.