O desembarque do ex-prefeito (três vezes) José Pinheiro (PR) no palanque da prefeita e candidata à reeleição do Apodi, Gorete Pinto (PMDB), é um reforço considerável. Ela ganha musculatura para continuar na prefeitura.
Mas ao mesmo tempo, o atalho tomado por Pinheiro – que desistiu de candidatura de oposição, alegando problema de saúde – produz uma situação muito alvissareira para o professor Flaviano Monteiro (PCdoB).
Candidato a prefeito pela segunda vez consecutiva, Flaviano firma-se como principal baluarte oposicionista e em condições de dilatar seu capital de votos para outros embates.
Com parcos recursos, descolado de forças tradicionais e com tenacidade, o professor Flaviano é o nome de proa da bipolarização política em Apodi.
Mesmo que venha a ser derrotado nas urnas, não tem como sair descapitalizado. Está no lucro, paradoxalmente, graças – em parte – ao próprio Pinheiro.
Enquanto isso, o ex-prefeito José Pinheiro sai do topo para ser peça secundária na engrenagem do poder nesse espaço geopolítico. Extravia parte considerável do prestígio que amealhou nas últimas décadas e vira troféu de conquista dos donos do poder.
A política do Apodi dá uma volta de 360 graus e retorna ao primitivismo. Se é que um dia saiu de lá.
Acordo de bastidores e supostos negócios com características de balcão de ‘secos e molhados’ contrariam as expectativas da sociedade.
Pinheiro e Gorete: acordão de bastidores (Apodi Digital)
Nessa roda viva, quem tem um papel menor ou até mesmo microscópico é o médico e ex-prefeito José Pinheiro (PR). Ele abandonou sua candidatura a prefeito e anunciou – em nota oficial – apoio à postulação da prefeita Gorete Pinto (PMDB).
Pinheiro, que governou Apodi por três vezes, alegou que sua saída se deve à questão de saúde. Mas assegura apoio à Gorete:
– Meu voto será para a atual prefeita Gorete Silveira, para qual peço voto a todos os meus amigos e eleitores. Minha posição segue a tendência natural do PR em todo estado que é de parceria com o PMDB.
Nos intramuros da sucessão municipal, a informação é de que Pinheiro na verdade acatou pressão e agrados dos deputados federais Henrique Alves (PMDB) e João Maia (PR), à retirada da candidatura. A manobra visa fortalecimento de projeto de ambos para 2014, em que PMDB e PR firmam parceria em vários municípios.
A compensação de Pinheiro, diz-se, começaria por convocação do seu genro e suplente de deputado estadual Kelps Lima (PR) à Assembleia Legislativa.
A posição de Pinheiro sofre efeitos colaterais. A começar por sua vice, Mara Duarte (PRB), mulher do do vice-prefeito e ex-prefeito Evandro Marinho (PRB), o “Vandinho”.
Desapontamento
Mara também recorreu a uma nota oficial para mostrar seu desapontamento com Pinheiro e assinalar sua opção, ao lado de outros correligionários, pela candidatura do professor Flaviano Monteiro (PCdoB):
– Ele (Pinheiro) apenas me comunicou e ao mesmo tempo me convidou para compactuar de um projeto que tem como objetivo apoiar a prefeita Gorete Pinto, colocando acima de tudo os seus interesses pessoais – afirmou.
“Em respeito ao povo que nos depositou a sua confiança, não aceitei! E junto com o grupo (a maioria dos vereadores eleitos e candidatos a vereadores; amigos e famílias que estavam empenhados em nossa campanha) – juntos, decidimos, após várias reuniões, declarar o nosso apoio a candidatura do Professor Flaviano Monteiro”, apontou.
A sucessão em Apodi entra num redemoinho. A aposta dos articuladores da desistência de Pinheiro é de que sua saída de cena – pela “porta dos fundos” da política apodiense – ensejará a reeleição de Gorete.
Partidários de Flaviano sonham com uma reviravolta. Raciocinam que o episódio fomentará em parte considerável da população um voto de protesto, beneficiando esse candidato.
A própria Mara dá o tom dessa atmosfera:
– Assim como a maioria da população estou chocada e decepcionada. Sentindo-me traída e apunhalada pelas costas. Fomos usados e trocados por um acórdão político, que envolve interesses pessoais e que fere a ética de qualquer político, através de uma atitude desrespeitosa com o seu povo.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) negou o pedido de recurso que tentava rejeitar a candidatura a prefeito de Apodi de Flaviano Monteiro (PCdoB).
Recurso impetrado pela coligação “Apodi que cresce” (PMDB-DEM) tentava justificar que o político estaria inelegível porque teve contas reprovadas quando disputou cargo de deputado estadual, no pleito de 2010.
O juiz relator Jailson Leandro analisou que o fato do político ter contas rejeitadas no pleito de 2010 não é motivo de inelegibilidade no pleito.
Tragédia na campanha eleitoral do Apodi. A estudante Camila Danikely Gurgel de França, 15, morreu por volta de 20h20 desse domingo (12), depois de cair de um paredão de som e ser atropelada por essa mesma estrutura de som, puxada por um veículo automotivo.
Ela estava sobre o paredão, em carreata à reeleição a prefeito Maria Gorete da Silveira (PMDB), “Coligação Apodi que Cresce”.
Apesar do acidente fatal, a passeata política teve sequência com uso de outros paredões e carros de som até o centro da cidade, Praça Robson Lopes, centro da cidade. Tudo com a maior naturalidade, como se nada tivesse ocorrido a provocar comoção nos políticos e manifestantes.
Segundo relato do Blog F5 Apodi, Camila seguia em uma carreata que vinha do sítio “Sororoca” em direção à área urbana, onde se juntaria às demais vindas de outros locais. Durante o percurso, mais precisamente nas proximidades do sitio “Água Fria”, ela se desequilibrou e caiu do paredão de som.
Momentos depois da queda, populares que estavam no local informaram que Camila não respondia a estímulos e estava aparentemente desmaiada. A jovem estudante foi colocada em um carro e levada para o Hospital de Apodi, onde recebeu os primeiros socorros.
Em seguida, a vítima foi encaminhada para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró. Porém, durante o percurso, Camila não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
Ela residia na Rua José Martins de Vasconcelos, bairro Lagoa Seca.
Nota do Blog – Impressiona o nível de estupidez e insensibilidade que o episódio revela. Em toda campanha política neste país o enredo é o mesmo: não faltam vítimas mortas e mutiladas por tanto desatino.
Um dos maiores empresários que atua na região Oeste, na produção de artefatos cerâmicos, o empresário Pedro Terceiro de Melo confirmou na manhã deste domingo (29) apoio à candidatura do professor Flaviano Monteiro (PCdoB) a prefeito de Apodi.
O anúncio aconteceu logo após o encontro entre os candidatos da chamada Nova Geração, Flaviano e Zé Maria e o empresário em Apodi.
Dirigente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN), Terceiro tem presença também na história política do município. Segundo ele, “Flaviano Monteiro tem demonstrado ampla experiência para fazer uma boa gestão como prefeito, através da mudança que este grupo tem colocado pra trazer o desenvolvimento para Apodi”.
Faleceu hoje pela madrugada em Campinas (SP), a médica Marise Maia Holanda de Melo. É a esposa de Pedro Terceiro de Melo, diretor da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN).
O corpo da Doutora Marise chegará a Natal por volta das 23h30 e será transportado para Apodi, onde será velado.
O enterro será de tarde.
Pedro Terceiro de Melo é o atual diretor tesoureiro e o futuro Vice Presidente da Fiern.
É empresário da área de cerâmica.
Marise estava internada – para tratamento de saúde – há cerca de 15 dias.
Com informações do Blog Fator RRH.
Nota do Blog – Minha solidariedade a Terceiro, que conheço há anos, além de sua família e amigos de doutora Marise.