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Filas e confinamento na Arca de Noé

Converso amenidades pelo WhatsApp com meu amigo José Nilton Silva, o “Nilton Baresi”, ex-diretor comercial do Gazeta do Oeste e Jornal de Fato, quando convergimos para o delicado tema da pandemia no Brasil e a dificuldade de se conscientizar o povo.

Nem Noé teve tanto trabalho ao conduzir animais para a arca – disparou.

Salientando que o confinamento foi de animais“, completou.

Nilton, além de filosofar, é um zagueiro aposentado do futebol amador do RN – mundialmente desconhecido.

Mas vive me garantindo que jogou muita bola. Alguém confirma?

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Vale tudo e qualquer coisa no fim de um ciclo

Como este Blog assinalou ainda no distante 2010, aquele ano marcava praticamente o fim de uma era. Era o adeus ao ciclo da polarização, do verde contra o encarnado, do “Bacurau contra o “Bicudo”.

Alves e Maia juntaram-se, numa composição química equivalente a “água e óleo”, que na verdade começara em 2006. Fora o primeiro ato.

Voltávamos aos primórdios do atraso político, com a exumação das candidaturas avulsas, do cada um por si e Deus por todos.

E, 2014, ratifica o que escrevemos, sem qualquer poder premonitório, mas simples capacidade de observação e estudo da conjuntura e história.

As forças tradicionais que dominam a arena política do Rio Grande do Norte – desde a segunda metade do século passado – passam por atribulações. Até elas procuram um norte, uma bússola.

Estão sem discurso, têm pouco a apresentar e enorme débito com a sociedade. E, o mais engraçado: todos pregam “mudanças”, “alternativa” e o “novo”. Ninguém assume a fatura do elefantinho que padece de maior zelo e competência.

O Rio Grande do Norte virou uma abarrotada Arca de Noé. Enquanto o dilúvio toma conta de tudo lá fora, num fenômeno que não é divinal, mas resultado dos desacertos dessa mesma elite política, faz-se qualquer negócio do convés aos porões dessa nau. O  importante é lançar âncora em porto seguro.

Os grupos que sobreviveram durante décadas, baseados num radicalismo laboratorial e, em certos casos, sob intrigas e inimizades de verdade, se ajoelham à conversão do bom-mocismo. Prevalece a liturgia dos conchavos e arrumações sem fronteiras.

Vale tudo e qualquer coisa. O feio e catastrófico é mesmo perder.