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Sete em cada 10 mulheres médicas dizem sofrer preconceito

Assédio é identificado através de trabalho apresentado em 2023 (Foto ilustrativa)
Números são identificados através de trabalho apresentado no fim de 2023 (Foto ilustrativa)

A Associação Médica Brasileira (AMB) e a Associação Paulista de Medicina (APM) divulgam os resultados da 1ª Pesquisa Violência contra a Mulher Médica. Realizada pela plataforma on-line Survey monkey, por 1.443 profissionais, no período de 25 de outubro a 16 de novembro de 2023, traz à luz uma realidade chocante: a começar pelo fato de que sete em cada dez entrevistadas relatarem já ter sofrido algum tipo de preconceito no ambiente de trabalho.

Assédio explode

Fica próximo a 8 em 10 – mais exatamente 77,75% – as que testemunharam ou souberam de episódios de preconceito às mulheres médicas em seu ambiente de trabalho.

É altíssimo também a quantidade de vítimas assumidas de assédio moral e/ou sexual: 62,65%. E das 1.443 entrevistadas, 74,08% testemunharam ou souberam de casos contra colegas.

A gravidade é marca de todas as informações consolidadas na pesquisa. Uma em cada duas médicas (51,14%) já sofreu agressões verbais ou físicas. Cerca de metade delas chegou a efetivar denúncias. Contudo, somente 5,4% das queixas tiveram desdobramentos.

Conheça os resultados completos da pesquisa neste link.

Margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

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Venezuela, Bolívia e Cuba lideram cursos com médicos reprovados

Por Carlos Madeiro (DO UOL)Revalida

Médicos brasileiros formados em Venezuela, Bolívia, Cuba e Paraguai têm o maior percentual de reprovação na primeira fase do Revalida, prova que reconhece a formação estrangeira para atuação de médicos no Brasil.

O levantamento foi feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pela Associação Médica Brasileira (AMB), em complemento ao estudo Demografia Médica no Brasil — que teve sua última edição divulgada em fevereiro.

Média de reprovação por país de origem do curso:

  • Venezuela: 94,6% (92 médicos fizeram a prova, e 87 foram reprovados)
  • Bolívia: 93,5% (3.099 médicos fizeram a prova, e 2.898 foram reprovados)
  • Cuba: 90,7% (300 médicos fizeram a prova, e 272 foram reprovados)
  • Paraguai: 85,6% (2.707 médicos fizeram a prova, e 2.318 foram reprovados)
  • Rússia: 83,9% (62 médicos fizeram a prova, e 52 foram reprovados)
  • Argentina: 64,4% (592 médicos fizeram a prova, e 381 foram reprovados)

A média geral de reprovação foi de 87,3%. Estão citados apenas países que tiveram mais de 40 formados.

Brasileiros são atraídos para estudar medicina em faculdades de outros países que não fazem vestibular para acesso e cobram mensalidades mais baixas. Enquanto no Brasil cursar medicina pode custar mais de R$ 10 mil por mês, faculdades na Bolívia, por exemplo, cobram a partir de R$ 600 de um brasileiro. Há vários sites que indicam caminhos e oferecem serviços de ajuda aos interessados.

O levantamento mostra que 84% dos brasileiros que tentaram a primeira etapa do Revalida em 2023 se formaram na Bolívia (44,8% do total) e no Paraguai (39,1%).

Os dois lados

“É preciso olhar não só para o desempenho dos indivíduos, mas para a origem do diploma e a qualidade do curso de graduação estrangeiro,” Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP.

“A prova é feita para aprovar o mínimo possível, e é dessa forma que os médicos formados fora do país a encaram,” afirma João Gabriel Rocha Fonseca, formado na Argentina e aprovado na primeira fase. Além disso, argumenta que falta critério na formulação e correção de provas.

O que diz o Inep

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), a elaboração e a revisão de todos os itens que compõem o Banco de Itens do Revalida são realizadas exclusivamente por professores de cursos de medicina brasileiros que atendem ao edital de chamamento público. Todos os itens elaborados são revisados por um segundo professor de medicina e por um especialista em avaliação educacional.

As bancas de avaliação das provas e dos recursos, diz que também são compostas por professores brasileiros com atuação de, no mínimo, cinco anos no ensino médico, “garantindo a diversidade regional dos docentes selecionados, presididas por docentes com experiência de, ao menos, dez anos no ensino médico”.

Revalida avalia cinco áreas: Clínica médica, Cirurgia, Ginecologia e obstetrícia, Pediatria, Medicina da família e comunidade.

Veja matéria completa AQUI.

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