O Instituto Técnico-Científico de Polícia (ITEP) de Mossoró não tem médico legista neste final de semana!!!! Até morrer é um caso de morte no Rio Grande do Norte contemporâneo.
Daria uma crônica supimpa do grande e imortal Nelson Rodrigues, com seu personagem “Sobrenatural de Almeida”.
Já o deputado federal “Tiririca” (PR) é recomendado a não aparecer na cidade no período, com Itep sem legista. Se soltar o seu conhecido bordão “eu quero Morrrêê“, lasca-se. Ainda mais, com a apresentação no adro da Capela de São Vicente do espetáculo “Chuva de bala.”
Se fosse “Sucupira” (O bem-amado) de Dias Gomes, Mossoró seria um grande paradoxo: não faltam cemitérios (são cerca de seis no município), sobram cadáveres (quase 60 homicídios só este ano), mas não temos como enterrar os corpos.
O Rio Grande do Norte virou versão trágica de comédia pastelão: ladrões roubam carro que servia à governadora, agente penitenciário usa baladeira em serviço e não se pode morrer.

