O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM) fez o primeiro protesto público da atual greve que deflagrou no último dia 11, em frente sede da municipalidade (Palácio da Resistência). Mas enfrentou situação bastante adversa e pouco comum à manhã de hoje.
Polícia Militar e Guarda Civil Municipal foram acionadas. A porta de acesso ao prédio foi fechada no cadeado e os sindicalistas também foram impedidos de montar barracas ou lonas à calçada, como sempre faziam.
A presidente do Sindiserpum, Marleide Cunha, tentou entrar no prédio para protocolar o “quinto” ofício com pedido de audiência à prefeita. Foi impedida.

Só com a presença e apelo pessoal da vereadora Isolda Dantas (PT), é que houve autorização à entrada de ambas, à apresentação do ofício.

No lado externo do Palácio da Resistência, com cartazes, faixas, discursos e outras formas de protesto, os manifestantes cobraram diálogo e respeito. Querem melhores condições de trabalho e reajuste salarial além do proposto pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP): 3,93%.
Intolerância
Muitos servidores e sindicalistas usavam guardas-chuvas, bonés e chapéus como proteção ao sol. Amanhã, prometem, estarão de volta com as mesmas adversidades.
“Não podemos permitir que se repita o que aconteceu hoje. Não podemos permitir que a intolerância reine nesse município”, disse Marleide Cunha.
“Ficamos sob o sol porque não permitiram sequer que colocássemos uma barraca, uma lona”, criticou.
Nota do Blog – Que tempos vivemos. Qual será o limite da intolerância? Parece algo que se generaliza na sociedade e não apenas nas relações entre poder estatal e servidores.
Cadeados e veto a barracas e lonas que protejam manifestantes do sol, certamente não são formas de diálogo.
Torço que reste um pingo de bom senso entre os litigantes.
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