O Centro de Detenção Provisória (CDP) do Apodi (341 km de Natal, região Oeste do RN), localizado à Rua Sebastião Sizenando, S/N, BR-304, onde desde ontem à noite está preso o médico e ex-deputado federal e estadual Laíre Rosado Filho (PSB), comporta 70 detentos, mas atualmente possui 63. É avaliado como unidade modelo no sistema prisional da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (SEJUC/RN).

Laíre chegou por volta de 20h, em veículo do próprio Sistema Penitenciário, com escolta comum e foi acomodado em cela especial nas dimensões de sete por quatro metros. O espaço tem cama de alvenaria, com colchonete e vaso sanitário. É destinado a presos com seu perfil: curso superior (medicina e direito) e que não ofereça perigo, além de ser idoso (72 anos).
O ex-parlamentar recebeu calção (azul) e camiseta (gola polo, branca), vestimenta padrão dos detentos. Ele e os demais presidiários têm direito a três refeições (café da manhã, almoço e janta) diárias. Laíre Rosado cumpre sentença de 11 anos e dois meses de reclusão em regime fechado, prolatada pela 7ª Vara da Justiça Federal do Mato Grosso.
Foi condenado por estar envolvido em casos de corrupção na área de saúde, à época em que era deputado federal, no caso que ficou conhecido como “Máfia dos Sanguessugas”.
Outros políticos
Dirigido pelo agente penitenciário e jornalista Márcio Morais, o CDP do Apodi em oito anos de atividades nunca teve qualquer caso de rebelião, homicídio ou fuga. Possui programas de pleno aproveitamento dos internos em atividades laborais, culturais e religiosas.
“O CDP Apodi trata o interno com respeito e dignidade e isso tem sido feito com todos os internos e não será diferente com Laíre”, avisa Márcio Morais ao falar com o Blog Carlos Santos.

Anteriormente, outro membro da família Rosado tinha sido detido no local.
Foi o agitador cultural Gustavo Rosado, ex-chefe de Gabinete da prefeita Fafá Rosado (DEM, hoje no MDB) de 2005 a 2015, preso na “Operação Anarriê” em 17 de março de 2016. Durante esse período, ele ostentava o status de “prefeito de fato” de Mossoró, com poder desmedido.
A prisão derivou de ação do Ministério Público do RN (MPRN) na apuração de supostos desvios de recursos do “Mossoró Cidade Junina”.
Nessa unidade prisional, já estiveram outros políticos como os ex-prefeitos de Felipe Guerra (Braz Costa), Umarizal (Rogério Fonseca), Francisco Martins (Rodolfo Fernandes) etc.
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