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Mossoró tem sete homicídios em menos de 72 horas

Crimes ganharam novo impulso (Foto: arquivo)

Sete pessoas foram assassinadas em Mossoró entre domingo (27) à noite e madrugada desta quarta-feira (30).

Parece que foi retomado o ritmo de crimes letais no município nas últimas semanas.

A narrativa é aquela de sempre: briga entre facções, drogas etc. Em apenas um dos registros, o morto participava de assalto e foi alvejado.

E assim quase nada tem desfecho processual com identificação de culpados e punição judicial.

O senso comum, é de que “todo mundo é bandido”. Portanto, “é assim mesmo”.

Sendo “homens de bem”, acreditam que estão imune à matança.

Mossoró soma 178 homicídios este ano de 2019.

Em 2018 foram 227.

Em 2017 o município bateu o recorde, com 249.

Em 2016 o total chegou a 217.

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Arrastão, latrocínio e morte de policial são casos “pontuais”

Governador Robinson Faria (PSD) disse há poucos dias que violência recorde no seu estado é devido “à guerra entre facções”.

Aqui e acolá, sustentou, é que ocorre homicídio de cidadão de bem.

Enfim, para ele o arrastão (AQUI) na casa da vereadora Izabel Montenegro (PMDB) na sexta-feira (2); o latrocínio que vitimou o servidor da Universidade do Estado do RN (UERN), Hiroito Gonçalves Falcão (AQUI), e o assassinato do sargento Antônio Cândido dos Santos (AQUI), são situações episódicas, “pontuais”.

Como se diz aqui no sertão: “no dos outros é refresco”.

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Governador insiste em culpar facções por pecado do governo

“Tudo que está ao nosso alcance está sendo feito”. A declaração foi dada pelo governador Robinson Faria (PSD) em sua passagem por Mossoró, para compromissos em Areia Branca, no último dia 19.

Ele foi inquirido pela TV Cabo Mossoró (TCM) sobre a questão de Segurança Pública, um pouco antes de Mossoró ultrapassar a barreira de 100 homicídios e o RN, no final de semana passada, chegar a 1.017 homicídios este ano.

O governador insiste na tese de que esses números expressivos decorrem de briga entre facções criminosas. “É rara uma morte de um pai de família, uma morte passional, que a polícia não pode impedir (…)”.

Nota do Blog – O raciocínio do governador é lógico, absolutamente sensato, quanto à origem de boa parcela das mortes.

Mas fica uma pergunta: e o poder público vai continuar assistindo essa “solução final”, sem intervir, sem dar um basta?

Vai continuar lamentando aqui e ali a morte de um “inocente”, sem dar uma resposta eficaz a essa suposta guerra de submundo?

Será que o cidadão comum acha que os arrastões, furtos, roubos e latrocínios são “azares” seu?

Também não sejamos míopes, acreditando que tudo é culpa de Robinson, tudo é culpa desse atual governo, tudo seja tão-somente incompetência do gestor. Há conjuntura desfavorável, há herança maldita também.

Entretanto esse discurso que joga para a bandidagem a responsabilidade por aumentar ou diminuir a violência, é inaceitável.

Francamente!

* Com informações da TV Cabo Mossoró e Blog Carol Ribeiro.

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