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Os efeitos nefastos da pandemia nas urnas

O "apoio" público reforça dependência em campanha subliminar (Foto ilustrativa: Jefferson Peixoto)

Se todo ano eleitoral à prefeitura aparecesse uma pandemia, prefeitos dos 5.569 municípios do país elevariam as mãos para o céu piedosamente proclamando um “amém”.

Nunca foi tão desbragado – sob o manto da legalidade – o uso da máquina pública no assistencialismo, contratação de mão de obra, compra de produtos e serviços.

Tudo sem licitação alguma, que se diga.

O desequilíbrio do pleito desse ano tornou até viável candidaturas à reeleição de prefeitos com forte reprovação popular, tamanha a carência de boa parcela da população.

É uma tragédia atrás da outra.

Vamos sentir seus efeitos nefastos por muitos e muitos anos.

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Vários interesses pesam para prefeita flexibilizar comércio

Flexibilizar ou não? Eis o impasse (Foto ilustrativa)

Vai até à próxima quinta-feira (23) o decreto da prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) com restrições à abertura comercial e serviços no município.

Nos bastidores, o empresariado incrustado no Sindicato do Comércio Varejista (SINDIVAREJO), Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) conversa e trabalha para flexibilização.

No governo, a ideia é pensada e repensada. Pesada e sobrepesada.

Existem interesses econômicos, sociais, sanitários e políticos em jogo.

Só para lembrar: há poucos dias, a prefeita pediu e teve endosso da Assembleia Legislativa para reconhecimento de calamidade pública no município (veja AQUI).

A União deu igual conceituação (veja AQUI), devido a região de Saúde que Mossoró é núcleo, ser das mais delicadas do país quanto à expansão da Covid-19 (veja AQUI).

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A redundância da calamidade pública

Parece-me redundância, pleonasmo, hipérbole ou qualquer outro sinônimo que caiba, definir esse quadro vigente da saúde no país como calamidade pública.

Ela é calamitosa há décadas.

Sempre tem piorado.

O quadro agora só não é muito pior devido o confinamento, que refreou emergências.

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Projeto quer evitar que retenção de FPM cause calamidade

Styvenson tomou exemplo de Bento Fernandes com situação de calamidade para apresentar projeto (Foto: assessoria)

O senador Styvenson Valentim (Pode-RN) apresentou o projeto de lei 5.137/2019 que irá proteger os municípios de descontos exacerbados do Fundo de Participação do Municípios (FPM) para pagamento de precatórios vencidos e a vencer, estimados hoje em R$ 40 bilhões. Pela proposta, o limite para retenção dos recursos será de até 30% da cota do FPM.

“Comecei a cogitar uma solução depois de ver o caos no município de Bento Fernandes que teve quase todo seu recurso bloqueado. Servidores municipais ameaçados de ficar sem salários, escolas sem aulas, repartições sem atendimento, atraso com fornecedores. O próximo passo seria um dano a toda a economia local. Não dá para deixar uma cidade inteira em paralisação financeira. É uma infinidade de prejuízo social”, esclareceu o parlamentar potiguar.

Se a proposta de Styvenson Valentim estivesse em vigor, a cota bloqueada de Bento Fernandes, que em setembro foi em torno de R$ 258.000,00, o bloqueio seria, no máximo, de R$ 77.400,00 por cota e não de forma imediata como ocorreu.

O bloqueio foi determinado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) para honrar o pagamento de precatórios, num total de R$ 3,8 mi, emitidos em administrações anteriores.

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Padre mostra “dezenas de mortes” com saúde em calamidade

Em homilia (pregação em estilo familiar que busca explicar um tema ou texto evangélico) proferida à noite desse domingo (3) no púlpito da Igreja de Nossa Senhora de Fátima (Abolição II, Mossoró), o padre Talvacy Chaves manifestou séria preocupação com a calamidade pública da Saúde em Mossoró.

Talvacy: mortes em quantidade (Foto: Web/arquivo)

O pároco da igreja, integrante da Diocese de Mossoró, atestou que nos últimos 15 dias ele fora a “dezenas de velórios”, em sua maioria de idosos, vítimas das consequências da Chikungunya (febre viral).

Em suas observações até na imprensa, Chaves tem estranhado que não haja uma cobertura capaz de revelar a dimensão dessa tragédia, sem uma resposta das autoridades sanitárias do Município e Estado, além da própria União.

Desfaçatez e cinismo

A febre chikungunya é transmitida pela picada do Aedes aegypti, o mesmo mosquito da dengue e da zika. Assim como na zika, a pessoa pode ter manchas vermelhas na pele e coceira. E, do mesmo jeito que na dengue, a pessoa tem febre alta e dor no corpo.

Principalmente crianças e idosos têm sofrido com maior intensidade as suas consequências.

Nota do Blog – No noticiário oficial, tá tudo tranquilo, tudo favorável.

Somos a Suíça, padre!

Não em cinismo e desfaçatez, que se diga.

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“Marcha do fio de aço” marca outro protesto contra saúde

Começou a “Marcha do fio de aço”, organizada por médicos e outros setores da Saúde Pública do Estado, com saída em Natal da sede da Associação Médica do Rio Grande do Norte (AMRN), em frente ao 16 RI, na Avenida Hermes da Fonseca, em Natal.

Protesto começou à calçada na manhã de hoje em Natal

A Marcha do fio de aço é uma alusão ao episódio que ganhou repercussão nacional, em que o médico Jeancarlo Cavalcante exibia imagens através das Internet, de cirurgia de emergência feita por ele, sem ter fio de aço para costurar o paciente.

Os manifestantes vestem preferencialmente a cor preta e empunham faixas, cartazes e fazem caracterizações cênicas quanto ao quadro de calamidade pública da saúde do Rio Grande do Norte.

 

Governo tenta explicar caos na saúde pública

O Governo do Estado emitiu nota falando sobre quadro da saúde pública do RN, com quase três meses de decretação de calamidade.

Veja abaixo:

O Governo do Rio Grande do Norte comunica à população que desde o dia 4 de julho vem tomando as providências necessárias para resolver os graves e crônicos problemas da rede de urgência e emergência do estado. Várias medidas já foram tomadas, dentre as quais:

• Ampliado o abastecimento dos hospitais da rede estadual, com algumas unidades chegando a 90%.
• Iniciadas as obras de reforma dos hospitais Giselda Trigueiro, João Machado, Santa Catarina, Maria Alice, em Natal; Rafael Fernandes, em Mossoró e Hospital Regional de Macaíba.
• Iniciada a reforma do Hospital da Polícia Militar, com implantação, em 30 dias, de 35 leitos e 7 novas salas de cirurgia.
• Iniciada a reforma do Hospital João Machado, para implantação de 40 leitos de retaguarda.
• 29 novos leitos de retaguarda já implantados no Hospital Ruy Pereira.
• 06 leitos de UTI implantados no Ruy Pereira. Implantação de 18 novos leitos de UTI, nos hospitais Varela Santiago e Santa Catarina, no prazo de dez dias.
• Realizado chamamento da parceria público-privada destinada à construção do novo hospital de trauma de Natal.
• Retomada das obras da UPA de Parnamirim. Conclusão em 20 dias.
• Ponto eletrônico sendo implantado em 90% das unidades hospitalares.

O Governo do Rio Grande do Norte está implantando todas as medidas anunciadas no Plano de Enfrentamento para as Redes de Urgência e Emergência, contando com integral apoio do Ministério da Saúde.

Eventos alheios à esfera de atuação estadual, retardaram o efeito de algumas ações, a exemplo das greves de servidores federais de órgãos como a Anvisa e a Receita Federal, e da indisponibilidade dos leitos de retaguarda no Hospital Universitário Onofre Lopes, em virtude de parecer jurídico do Tribunal de Contas da União.

Medidas alternativas estão em andamento para garantir os leitos de retaguarda necessários à normalização do atendimento no Hospital Walfredo Gurgel.
 
Faz-se necessário esclarecer, ainda, que o Governo do Estado realizou todos os repasses devidos à Cooperativa dos Médicos. A atual situação de paralisação de algumas unidades de saúde em Natal diz respeito a serviços e pagamentos de responsabilidade da Prefeitura, incluindo os do SAMU Natal.

No entanto, a paralisação ou redução dos serviços médicos pagos pelo município de Natal sobrecarrega ainda mais a rede estadual de urgência e emergência, com destaque para o Walfredo Gurgel, principal porta de entrada hospitalar do estado. Logo, o Governo do Estado espera e confia que diante da regularização dos pagamentos devidos à Cooperativa dos Médicos, pela administração municipal, os profissionais retornem ao trabalho, normalizando o atendimento à população o mais brevemente possível.
 
O Governo reitera seu compromisso com a população potiguar e assegura que está envidando todos os esforços para dar respostas definitivas aos antigos, persistentes e graves problemas da rede de urgência e emergência do estado, que já duram mais de uma década.

Governo vai decretar “calamidade” na Saúde Pública

Do Blog de Laurita Arruda (Território Livre)

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) convocou entrevista coletiva, esta tarde,  para comunicar o  decreto que será publicado no DOE de amanhã; a saúde do RN em estado de calamidade.

Serão investidos R$ 25 milhões na reforma, restauração, ampliação e aparelhamento dos hospitais estaduais.

O Plano prevê 53 novos leitos de UTI – geral, pediátrica, coronariana e neonatal.

Também  será implantado ponto eletrônico e convocação de servidores cedidos a outros órgãos.O prazo para apresentação será de 60 dias.

Nota do Blog – A governadora descobre agora o que o cidadão comum já sente na pele há incontável tempo. Estava ruim, mas em seu governo o serviço prestado na Saúde Pública chegou ao paroxismo da ruindade.

Lamentavelmente, o governo não tinha e nunca teve um projeto para a Saúde. Por isso que ficou fácil se instalar uma quadrilha na área, que vendeu facilidade diante da dificuldade, instalando o Hospital da Mulher em Mossoró.

Com esse decreto, teremos uma enxurrada de decisões sem concorrência, movidas por uma montanha de dinheiro. Como é fácil perceber, não falta dinheiro e, sim, uma gestão capaz de fazer acontecer.

Apesar de todo esse destrambelhamento, não podemos torcer contra – mas contribuir para que algo melhore.

Drama da seca e a alegria da festa com dinheiro público

Cidadãos organizados deveriam assinar ação popular contra prefeitos que promovem festas com dinheiro do erário, mas que ao mesmo tempo decretam estado de calamidade pública, devido seca.

Prefeitos que correm de pires à mão para Brasília podiam fazer pacto para não realizarem festas enquanto seca não for superada. Que tal?

A presidente Dilma Rousseff (PT) não deveria liberar um tostão para prefeituras que decretam calamidade pública devido seca e fazem festim com dinheiro do cidadão. É malversação de recursos do cidadão, da sociedade.

Ministério Público, cidadãos, vamos agir. Logo!

No último final de semana, a região do Alto Oeste do Rio Grande do Norte, de Doutor Severiano (com Daniela Mercury) a São Miguel, passando por Pau dos Ferros etc., a festa em praça pública engoliu o drama da seca. Seca, que seca?

Prefeitos que correm de pires à mão para Brasília podiam fazer pacto para não realizarem festas enquanto seca não seja superada. Que tal?

Difícil, ?

Este é um ano eleitoral. O circo precisa funcionar.