Por Tárcio Araújo (Especial para o Blog Carlos Santos)
Moradores de Lajes na Região Central do Estado denunciaram desde ontem nas redes sociais a falta de abastecimento d’água em alguns bairros da cidade há cerca de 33 dias.
Segundo os internautas, a vazão de água da Adutora Sertão Central Cabugi não chega com a pressão necessária para suprir à demanda dos bairros localizados na parte mais alta da cidade.

Além de Lajes, outros sete municípios da região também enfrentam o mesmo problema.
Após tomar conhecimento do caso, o Secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado, Mairton França, se posicionou sobre o assunto.
Segundo o secretário, o problema diz respeito ao “desvio de águas” no Canal do Pataxó em Itajá (Vale do Açu). O canal sai da Barragem Armando Ribeiro em Assu e alimenta a Adutora Sertão Central que abastece a região.
“A Caern (Companhia de Águas e Esgotos do RN) já me assegurou que Lajes não está em colapso. Foi constatado que está havendo roubo de água no Canal do pataxó”, assinala. “Por esse motivo, a vazão que a Caern havia garantido para a adutora, por meio de bomba extra instalada no ano passado, não está mais chegando”, afirma.
Fiscalização e multa
O Secretário ainda prometeu acionar o Instituto de Gerenciamento de Águas do Rio Grande do Norte (IGARN) para fiscalizar e autuar os infratores.
“Vamos encaminhar a fiscalização e multar quem está procedendo com desvio de água na região Central. Hoje, o Igarn já pode autuar e cobrar multas por atos desse tipo. Toda e qualquer captação de água, especialmente em equipamento da infraestrutura hídrica, precisa de outorga”, completa o secretário.
Segundo a Secretária de Recursos Hídricos a reserva média do Estado hoje não chega a 16% do manancial, considerado o mais baixo da história.
Hoje o abastecimento retomou a normalidade em Lajes e outras cidades da Região. A população planejava ocupar a BR- 304, caso a situação continuasse. Mas de acordo com o servidor público residente em Lajes, Sidney Salvador, os moradores permanecerão vigilantes:
– A gente espera que essa fiscalização aconteça e que não seja só uma ação paliativa por poucos dias. Estaremos atentos.
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