O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) continua sendo abarrotado por um tipo de paciente que poderia aparecer em menor número, caso existisse prudência e perícia em boas doses: o motociclista.
As estatísticas não mentem. Em agosto passado, o HRTM teve 77,77% dos seus atendimentos destinados a quem imagina que sabe pilotar uma moto. Um recorde nos últimos meses, em que a média oscila entre 73% e 75%.
É uma carnificina.
E praticamente ninguém faz nada para tentar mudar esse cenário ou atenuá-lo.
O precário sistema de saúde pública é soterrado por mais essa dificuldade.
De janeiro a agosto de 2013 foram assinalados 4.783 atendimentos por acidente. Os associados a motos e ciclomotores (que possuem baixa cilindrada) chegam a 3.550 (74,22%).
Mortes e mutilações multiplicam-se.
Até quando todos nós pagaremos por isso?
Nota do Blog – Um dado que revela como o problema deverá se agravar mais ainda se nada for feito: o Detran/Mossoró já chegou a licenciar mais de 1.200 motos num único mês em sua região de abrangência. Desse volume, cerca de 900 apenas para Mossoró.
Não entram na contabilidade, os chamados motociclos, que não precisam de licenciamento.