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Aracati trata de últimos detalhes para liberar aeroporto

Enquanto os aeroportos do Rio Grande do Norte passam por problemas estruturais, em especial São Gonçalo do Amarante (Aeroporto Internacional Aluízio Alves) e Mossoró (Aeroporto Dix-sept Rosado), o Ceará continua avançando com seu programa de aeroportos do interior.

Em Jericoacoara, Costa Oeste, houve liberação para que esse aeródromo estadual possa operar comercialmente.

Equipamento do Papi instalado no Aeroporto Dragão do Mar é indispensável à navegação (Foto: Blog Carlos Santos)

O Aeroporto Dragão do Mar, em Aracati, costa Leste cearense, a 95 quilômetros de Mossoró, será o próximo a ter voos comercias assegurados. Já opera em procedimento com aeronaves que não tem linha com a cidade, inclusive no período noturno.

Atenderá aos chamados municípios da Costa Branca do RN e Rota das falésias no Ceará (veja matéria sobre essa região turística AQUI).

Equipe do Centro Integrado de Defesa Aérea e de Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III) e Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA) passaram a realizar desde ontem (sexta-feira, 19), a inspeção de campo no Aeroporto de Aracati, que ensejará a homologação de três dispositivos indispensáveis aos voos comerciais:

EPTA – Estação de rádio de comunicação área; PAPI – Instrumentos que ficam nas cabeceiras da pistas para o pouso da aeronave com precisão e o RNAV – Carta de Pousos por Satélites.

Na próxima quarta-feira (23), o Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV). É uma aeronave equipada para medir, aferir e calibrar equipamentos auxiliares à navegação aérea em aeroportos do país.

É um avião-laboratório do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Depois da liberação, o aeroporto poderá ser liberado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

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Aeroporto de Mossoró admite maiores problemas para voos

Diomar Freire, supervisor administrativo do Aeroporto Dix-sept Rosado (de forma voluntária e não remunerada), deu entrevista à TV Cabo Mossoró (TCM) em que admite maiores dificuldades para que haja garantia de voo comercial da Azul Linhas Aéreas.

A expectativa de que essa operação comercial comece dia 12 de abril (veja AQUI) fica mais nebulosa (como o Blog tem assinalado através de uma série de matérias).

Ele chega a ponto de informar que recebeu um áudio (sem detalhar ou apresentar conteúdo), “que não foi muito agradável”. Teria sido enviado por Ronaldo Silva Veras, assessor para Assuntos Institucionais da presidência da Azul Linhas Aéreas.

Mais entraves

Freire, na tentativa de tranquilizar sobre o voo da Azul, termina reconhecendo mais entrave. E sabe que a questão é muito mais delicada do que expõe.

Ele não fala, na entrevista, o que postamos no dia passado. Apontamos que a Azul Linhas Aéreas sequer enviou relatório – como prometido – ao Governo do Estado, listando exigências técnicas para os voos (veja AQUI).

Nota do Blog – Existem seriíssimas barreiras técnicas para que voos da Azul sejam viabilizados, com a aeronave utilizada por ela – o ART-72 600, de 70 lugares.

Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e Centro Integrado de Defesa Aérea e de Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III) concentram o verdadeiro “pente fino” dessa iniciativa.

Traremos mais informações de bastidores sobre o caso.

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Voos em Mossoró têm barreiras tecnicas

A decisão de voos regulares em Mossoró passa por avaliação do Centro Integrado de Defesa Aérea e de Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III). Esse órgão fica sediado em Recife-PE.

É lá que entra em análise o Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo (PBZPA).

Só com a definição desse plano é que pode avançar ideia de retomada de rota aérea em Mossoró.

A princípio, tem duas hipóteses técnicas à viabilidade.

Uma, baixa mais a categoria atual do aeroporto: 2c. O avião ATR 72-600 da Azul Linhas Aéreas, que comporta 70 pessoas, não poderia operar em Mossoró.

Noutra, saída, liberaria operação sem pouso por instrumento. Nesse caso, sem poder ter voos noturnos.

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