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A revolução digital na campanha política

Pesquisa para consumo interno na política mossoroense diz que a rede social mais pujante na cidade é o Facebook. O Twitter vem bem atrás.

Aponta também um meteórico crescimento do universo de internautas, ao mesmo tempo em que a navegação cibernética se espalha por estamentos sociais menos favorecidos. Chegou à periferia e não para de crescer.

A revolução digital não pode ser ignorada pelos políticos. Até aqui é sub-utilizada, distorcida ou desdenhada. Poucos agentes públicos conseguem tirar bom proveito dessas ferramentas.

O próprio marketing anda patinhando, sem muita sintonia com os novos tempos.

O mais comum é testemunharmos a conversão da claque real numa claque virtual, espalhando palavras de ordem, rosnando e vomitando intolerância. Sem acrescentar nada ao candidato ou pré-candidato.

Bem usada…ô!!

A vida após a “morte” do nosso jornal impresso

No Dia do Jornalista, recebo uma pergunta recorrente pelas redes sociais: “O jornal impresso vai morrer?”

Minha resposta é monossilábica: “Não”. Mas acrescento algumas observações e análises nesta página.

O jornal impresso terá que se renovar. O pior para um jornal impresso não é a morte e, sim, ser um zumbi, um morto-vivo, sem opinião própria, incapaz de mudar o curso do rio.

Alguns são até bonitinhos, mas ordinários. Não irão longe. Em vez de jornalismo promovem “assessoria de incenso” ou “vendem proteção”, como bandos de jagunços ou forças mercenárias à margem da lei.

O mundo passou a ser digital, meu caro.

O arco e flecha ainda existem, como esporte e arma de uns poucos em operações de comandos especiais militares espalhados pelo mundo. Entretanto, ninguém deixa de ter um AK-47 (fuzil criado em 1947, é símbolo de arma eficiente, apesar de tantas outras, mais modernas, terem surgido) para empunhar arco e flecha primitivos.

Como o AK-47 que continua vivo, mas reciclado, o jornal precisa se adaptar. O jornal continuará vivo, como ainda temos máquina datilográfica e disco de vinil. Porém, será que numa escolha fria, desprovida de saudosismo e paixão, ficaremos com uma Olivetti e LP ‘bolachão” em vez de um Macintosh e um Ipod de 60 Gigas?

Os tempos são outros.

Um Fusca e uma Ferrari podem ir naturalmente da Cidade Alta à Ponta Negra, em Natal. Mas qual o melhor, heim? Qual oferecerá melhor conforto, segurança, agilidade, eficiência etc.?

Digo-lhes com metáforas e alegorias o que nem precisaria ser sustentado em rodeios para ficar tão translúcido: O mundo é digital, sem celulose e tinta. Eis o fato. O webjornalismo não é um caso de futuro: é o presente, com base no passado.

A hegemonia analógica, o pontificado da teledifusão e o reinado da voz pelas ondas do rádio, estão passando. A palavra chave é “convergência”. Ninguém vai morrer de morte matada, mas muitos desaparecerão por um cruel ‘harakiri’ (suicídio oriental, em que literalmente se corta a barriga). Pior, que sem um pingo de honra, como os guerreiros samurais.

A informação não tem mais dono e desaba a cada dia o monopólio da opinião. A Web é irreversível e não chegou para aniquilar outros meios de comunicação. Ela é a ‘prancha’, mas que precisará sempre de um bom surfista para deslizar do Hawaii à Ponta do Mel, da redação do Le monde à taba do Xingu.

O melhor disso tudo, em se tratando de jornalismo, é que em qualquer tempo, meio – ou época, a principal ‘ferramenta’ continuará sendo o homem, força-motriz de todas as transformações. Falamos em cibernética, bytes, plataformas, convergência, mídias, visão colaborativa, redes sociais, hiperlink etc., mas o homem, esse bicho antigo de alguns milhões de anos, será sempre “o cara”.

Uma profissão e seu novo papel no mundo cibernético

Um amigo manda o aviso e os parabéns pelo Facebook – rede social na Internet. Não é meu aniversário, mas ele se esmera em proclamar que hoje é o “Dia do Jornalista”. Escolhe-me para a manifestação.

Sinceramente, abomino esse festim de calendário. Detesto data prefixada para ser alguma coisa ou festejarmos algo. O que gosto não tem data, nem hora ou lugar. E jornalismo é uma profissão como outra qualquer.

Talvez cause maiores chiliques pela exposição e por lidar com esse tititi cotidiano. Mas com o advento das redes sociais, a informação correndo em nossas mãos (celulares, laptops, tablets, Smartphones etc.), o mundo deixou de ser analógico para ganhar uma dinâmica digital. Somos apenas mais um em meio a muitos. Isso é ótimo.

Sobreviverão, nessa selva de muitos bytes, os mais intensamente apaixonados pelo jornalismo. Estamos submetidos a uma espécie de darwinismo cibernético.

Mesmo assim, abração e obrigado pela força.