Por Carlos Santos
Atrações comuns na TV em botecos, bares, espetinhos etc. da periferia a endereços elegantes, lutas de MMA (artes marciais mistas) viraram uma febre no Brasil. Encantam pela ferocidade dos lutadores.
Pontapés, cotoveladas e bofetes em horário nobre levam milhões de pessoas ao êxtase e delírio, como se estivessem no Coliseu há centenas de anos.
Basquete, futebol e vôlei são trocados por um valor esportivo que é inoculado de forma distorcida na maioria dos jovens. Reflexo: mais violência.
Inversão de valores parecida com o que temos em novelas globais, em horário nobre, com enredos permeados de adultérios, espertezas vis e fragilização da família.
Não promovo o falso moralismo, mas levanto discussão com base científica e vivência empírica.
A violência lá fora é, em parte, resultado do que temos em casa. Ou não temos.
Sou uma raridade na madrugada brasileira: não assisti luta entre o brasileiro Anderson Silva e o norte-americano Chris Weidman. Pelo o que li no Twitter, nosso Silva levou outra sova.
Que se recupere. Parece ser um vencedor, mesmo espichado no octógono.
O velho esporte bretão ainda me fascina.
No ringue, opto por Spartacus em Roma. O Gladiador do cinema enche meus olhos.
Dois homens ensanguentados numa ratoeira não me atraem. Mas respeito quem gosta.
Essas diferenças é que nos fazem humanos e únicos.
Debater, sem sopapos, nos torna inteligentes e sábios.