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Sindicato dos Médicos faz Ciclo de Palestras em Mossoró

Geraldo Ferreira falou sobre carreira médica (Foto: Sinmed/RN)
Geraldo Ferreira falou sobre carreira médica (Foto: Sinmed/RN)

O Sindicato dos Médicos do RN (SINMED/RN) realizou à noite desta quinta-feira (27) em Mossoró, o Ciclo de Palestras em comemoração ao Dia do Trabalhador. Em pauta, temas como piso salarial e futuro econômico dos médicos na cidade de Mossoró.

O presidente do Sinmed/RN, Geraldo Ferreira, conduziu o evento na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM), Rua Julita G. Sena, 20 – Nova Betânia.

A iniciativa contou com participação de médicos e estudantes de medicina com atuação em Mossoró e região, sendo concluída com um coquetel.

Temas

A primeira palestra foi sobre “Carreira Médica, Piso Salarial e o Futuro Econômico dos Médicos”, proferida pelo próprio Geraldo Ferreira.

Em seguida, a segunda teve a abordagem sobre “Realidade Econômico-trabalhista da Categoria Médica em Mossoró”, com Ronaldo Fixina (Representante do Sinmed-RN em Mossoró).

Fixina palestrou sobre Realidade Econômico-trabalhista da Categoria Médica (Foto: Sinmed/RN)
Fixina palestrou sobre Realidade Econômico-trabalhista da Categoria Médica (Foto: Sinmed/RN)

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Saúde é referência em números, mas falta ser eficiente e humana

O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) registra que Mossoró possui 468 empresas do ramo instaladas na cidade, entre hospitais e clínicas, por exemplo.

São três faculdades de Medicina em plena atividade.

Estrutura de saúde pública e privada e quantidade de médicos desenham polo de saúde em Mossoró (Foto ilustrativa)
Estrutura de saúde pública e privada e quantidade de médicos desenham polo de saúde em Mossoró (Foto ilustrativa)

Pelo menos nove hospitais (privados, filantrópicos e públicos) estão em atividade em Mossoró, desde o de perfil geral como o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) ao que tem especialização no câncer – o Hospital da Solidariedade.

O Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), sob intervenção federal desde 2014, realiza cerca de 580 partos/mês. A maioria chega de outros municípios. São em média 55% de parturientes de mais de 50 municípios (incluindo Ceará) e 45% de Mossoró.

O Conselho Regional de Medicina (CRM) assinala que oficialmente são  799 médicos atuantes/residentes nesse endereço geográfico, mas se sabe que há número bem acima disso trabalhando diariamente em plantões ou clinicando ocasionalmente, em Mossoró.

Muitos médicos

“Estimo que pelo menos 30% a mais de médicos atuem em Mossoró como flutuantes, que não foram captados pela pesquisa do CRM”, comenta um profissional da área. “Isso daria 1.040 médicos”, complementa.

No RN, ao todo, o CRM tem 10.995 médicos cadastrados. Cerca de 7,9% deles em Mossoró.

O Brasil tem hoje mais do que o dobro de médicos que tinha no início do século. Em 2000, eram 230.110 médicos. Em 2020, eles somam 502.475 profissionais. Nesse período, a relação de médico por mil habitantes também aumentou significativamente, na média nacional. Passou de 1,41 para 2,4.

É o que mostra o estudo Demografia Médica no Brasil 2020, resultado de uma colaboração entre o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Universidade de São Paulo (USP) – veja AQUI.

Se Mossoró tiver avaliação apenas pelos médicos registrados no CRM, essa relação é exponencial e bem acima da média nacional. Chega a 3,46 médicos/1000 habitantes.

A média de médico/habitantes em Mossoró é superior a países de patamares significativos em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), como Chile (2,5), Estados Unidos (2,6), Canadá (2,7) e Reino Unido(2,8).

Serviço público

Essa mostra explica – mesmo superficialmente – como Mossoró transformou-se num polo de saúde nos últimos anos, sendo referência para população que vai muito além de seus limites territoriais. Para a cidade migram pacientes de dezenas de municípios, incluindo áreas no sertão paraibano e Vale do Jaguaribe (CE).

Prédio está em escombros, coberto pelo lixo,mato, com esgoto à porta e plana 'novinha em folha' (Fotos: BCS)
UBS no bairro Pereiros foi deixada em escombros, mas com divulgação de obras, pela administração passada (Fotos: BCS/arquivo)

A sobrecarga no serviço público de saúde, sem pactuação entre as prefeituras, concorre para esgotamento do atendimento ao paciente nativo. Porém, é certo, que em boa parte não justifica a falta de médicos em várias Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), problema que se arrasta há muitos anos.

Na atual gestão, a promessa do prefeito empossado há pouco mais de 60 dias, Allyson Bezerra (Solidariedade), é de que esse holocausto diário da periferia à zona rural chegou ao fim (veja AQUI). Que assim seja. Uma medicina eficiente e humana, é o que sobretudo o povão espera.

Se funcionar, será bom para todos em vez de ser excelente para poucos.

Seus antecessores brincaram e negligenciaram com o sofrimento alheio. Em parte, a razão é de que sempre que precisaram (e seus familiares), eles tinham a estrutura privada para servi-los. A massa-gente que se virasse ou morresse mesmo à míngua.

“A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”, assinala a Constituição do Brasil.

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Senador discute aplicação de R$ 16,5 milhões no Tarcísio Maia

Styvenson vai repetir investimento ano a ano (Foto: divulgação)

O senador Styvenson Valentim (Podemos) promoveu reunião nesta sexta-feira (20) à tarde em Mossoró, no Hospital Regional Tarcisio Maia (HRTM). Um dos convidados foi o secretário de Estado da Saúde Pública (SESAP), médico Cpriano Vasconcelos.

O congressista tratou como serão investidos e em que setores, o montante de R$ 16,5 milhões destinados ao Tarcísio Maia, através de emendas suas relativas ao Orçamento Geral da União (OGU) 2020, aprovado  na terça-feira (17) pelo Congresso Nacional.

Participaram ainda da reunião o reitor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Arimatéa Matos, diretoria do HRTM e representantes de várias entidades convidadas que devem colaborar com fiscalização.

A próxima reunião já ficou marcada para o dia 10 de janeiro de 2020.

Styvenson disse que pretende anualmente destinar recursos para outros hospitais de referência no estado, dando apoio prático e concreto à melhoria deles, no atendimento à população.

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Junta convida OAB e CRM para visita ao Almeida Castro

A Junta de Intervenção da Associação de Assistência e Proteção a Maternidade e a Infância De Mossoró (APAMIM), em resposta à notícia enviada à imprensa sobre precariedade nos serviços da instituição (veja AQUI), está encaminhando ofícios ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para realizar uma inspeção conjunta no Hospital Maternidade Almeida Castro.

O convite partiu após a OAB/Mossoró, através de seu presidente Canindé Maia e os respectivos presidentes das comissões de Direitos Humanos e da Saúde divulgarem nota à imprensa de Mossoró com uma série de “denúncias” formuladas na Ordem pelo médico anestesiologista Ronaldo Fixina, de que havia erros na gestão da Junta de Intervenção.

Sobre as colocações de Ronaldo Fixina tratando do funcionamento do Hospital Maternidade Almeida Castro, a coordenadora da Junta de Intervenção, Larizza Queiroz, afirma que não vai comentar. “Vou aguardar uma visita técnica do CRM para avaliar o setor médico hospitalar, junto com os presidentes das comissões da OAB”, diz Larizza Queiroz.

O Hospital Maternidade Almeida Castro estava fechado em agosto de 2014. A Junta de Intervenção assumiu a APAMIM, por determinação do juiz federal Orlan Donato, no mês de outubro de 2014. Desde então, em parceria com a Prefeitura Municipal de Mossoró, passou a reestruturar, em etapas, o Hospital Maternidade Almeida Castro.

O primeiro setor reaberto, com a estrutura possível, foi o setor de obstetrícia e alojamento conjunto, na sequência a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo), Unidade Intermediária de Cuidados Neonatais (UCINCo), Unidade Intermediário de Cuidados Canguru (UCINCa), Laboratório, Raio-X, Ultrassom, Centro Cirúrgico e 34 leitos de Clínica Cirúrgica.

Atualmente a Junta de Intervenção na APAMIM está trabalhando para abrir a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI Pediátrica). Para instituir estes serviços, foram necessários comprar equipamentos, reformar a estrutura do prédio e adaptar instalações elétricas, tudo isto administrando recursos enviados pelo Sistema Único de Saúde.

Paralelo ao trabalho de reestruturação, a Junta de Intervenção na APAMIM manteve uma equipe técnica tratando exclusivamente das negociações trabalhistas, dívidas encontradas junto aos fornecedores e a vários bancos. Somando tudo, a Junta de Intervenção encontrou o hospital fechado e com uma dívida de aproximadamente R$ 40 milhões.

As dívidas estão todas sendo negociadas e já sendo quitadas. O trabalho da Junta de Intervenção no APAMIM é acompanhado, através de relatórios mensais, pelos promotores do Ministério Público Estadual, Federal e do Trabalho. Todo o trabalho realizado é informado mensalmente também pelo juiz federal Orlando Donato.

Com informações da Assessoria da Junta Interventora da Apamim.