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Nem tudo está como dantes

Filho de uma então governadora preso;

Dois desembargadores acusados de corrupção e afastados de suas actividades, lícitas;

Prefeita do Natal afastada do cargo sob acusação de corrupção;

Um promotor de Justiça preso e acusado por corrupção passiva;

Vereadores e ex-vereadores do Natal e Mossoró denunciados por corrupção;

Ex-governador denunciado e condenado por diversos crimes em sua gestão;

Ex-senador e suplente de senador acusado e preso por corrupção…

Ufa!

Esse é o Rio Grande do Norte contemporâneo… e você acha que está tudo como dantes?

Uma sociedade condenada

Por Flávio Rocha (empresário, executivo do Grupo Riachuelo)

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então a sua sociedade está condenada”

Ayn Rand.

Nota do Blog – Flávio, ex-deputado federal pelo Rio Grande do Norte, que chegou até mesmo a trilhar candidatura à Presidência da República pelo PL (semente do atual PR), postou esse conteúdo hoje, usando seu endereço no Twitter, direto de Hong Kong (China).

Ayn Rand, a autora citada por  Rocha, era judaico-russa de origem (1905-1982). Desenvolveu um sistema filosófico conhecido como “Objetivismo”, além de fazer bastante sucesso como escritora, dramaturga e roteirista de cinema.

A propósito, será que essa reflexão é uma abordagem sobre o Brasil ou especificamente quanto ao Rio Grande do Norte?

Justiça tem muita culpa à corrupção, diz Joaquim Barbosa

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, deu uma entrevista de valor histórico para a democracia e as instituições de Estado da República Federativa do Brasil. Foi ao jornal O Globo.

Pena que muitos a tenham esquecido, milhões não tenham lido suas declarações e outro tanto não se interesse pelo tema.

Para ele, “o Judiciário tem grande parcela da responsabilidade pelo aumento da corrupção no nosso país”. Propõe que esse poder, tratado como vestal, seja “reinventado”, para salvar o país e as pessoas decentes que a compõem, além do próprio cidadão.

Veja abaixo alguns trechos dessa entrevista veiculada no dia 2 de janeiro de 2010:

“O Judiciário tem grande parcela de responsabilidade pelo aumento da corrupção no nosso País”

“A impunidade é hoje o problema crucial do País. Ela é planejada, deliberada. As instituições concebidas para combatê-la são organizadas de forma que elas sejam impotentes, incapazes de ter uma ação eficaz”

“A Polícia e o Ministério Público não obstante as suas manifestas deficiências e os seus erros e defeitos pontuais, cumprem razoavelmente o seu papel. Porém, o Poder Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país.”

“A generalizada sensação de impunidade verificada hoje no Brasil decorre em grande parte de fatores estruturais, mas é também reforçada pela atuação do Poder Judiciário, das suas práticas arcaicas, das suas interpretações lenientes e muitas vezes cúmplices para com os atos de corrupção e, sobretudo, com a sua falta de transparência no processo de tomada de decisões.”

“Para ser minimamente eficaz, o Poder Judiciário brasileiro precisaria ser reinventado.”

Veja AQUI a entrevista na própria página on line de O Globo.

‘Sinais extraterrestres de sobra” no RN

A cegueira dos órgãos fiscalizadores da República, no Rio Grande do Norte, é tamanha, que não bastam mais ‘sinais exteriores de riqueza’ à desmoralização dos corruptos. Para pegar bandido engravatado, é fundamental que tenhamos ‘sinais extraterrestres de sobra’.

O ‘pente-fino’ só pega mesmo barnabé e alguns pés-rapados.

“Polícia para quem precisa de polícia”, aponta um trecho da música “Polícia”, mais do que atual, da banda de rock “Titãs”.

Só para lembrar.

“Ficha Limpa” para contratos no serviço público

Juro que não entendo certas distorções no tratamento da coisa pública no Brasil.

Vamos a um caso: Receita Federal e Previdência Social criam embargos a entes públicos e contribuintes privados, que burlam suas exigências legais. É um deus-nos-acuda.

Mas fornecedores e prestadores de serviço flagrados em corrupção, envolvendo recursos públicos, continuam em atividade país afora.

A cada licitação, eles aparecem. Constumam se dar bem.

Algumas empreiteiras, por exemplo, são denunciadas incontáveis vezes por superfaturamento de obras, corrupção ativa etc., mas continuam ‘trabalhando’, sem maiores problemas.

Por que não termos também uma legislação de “Ficha Limpa” para quem presta serviço ou vende produtos ao serviço público?

 

Departamento Nordestino de Canastrões e Safados

O “Departamento Nordestino de Canastrões e Safados (DNOCS)” finalmente vem sendo desmascarado e dissecado para o bem da sociedade.

Sempre serviu a coroneis e oligarcas. Uma pena.

E a massa? Ó! Aqui, bem aqui, ó! Vida de gado.

A “massa-gente”, como definia o grande professor-senador Darcy Ribeiro, continua sendo tangida, espoliada. Sangrada viva por uma leva de engravatados de sorriso “Colgate”.

Ainda bem que em meio à lama, ainda existem pessoas comprometidas com os interesses públicos, com a salvaguarda do patrimônio nacional e com a decência.

Pobre Nordeste sem sorte!

Ação e a omissão em dois escândalos – Natal e Mossoró

As investigações da “Operação Impacto” surgiram de uma representação ao Ministério Público Estadual (MPE) feita em maio de 2007 pelo “Fórum das Entidades de Mãe Luiza” (bairro pobre de Natal).

As investigações da “Operação Sal Grosso” pipocaram a partir de denúncias do jornal “Página Certa”, que produziu caudaloso material acessório à apuração dos fatos.

Em Natal, a iniciativa apontava pressão do setor imobiliário de Natal e da Construção Civil, para alterar texto original do Plano Diretor da capital. Alguns vereadores estariam recebendo propina.

Em Mossoró, uma série de irregularidades estaria acontecendo na Câmara de Vereadores, ensejando desvio de recursos destinados à sua manutenção.

No primeiro caso, em relevo aparece a organização social mobilizada e atenta a questões do seu interesse.

Quanto a Mossoró, ninguém espere algo semelhante: clubes de serviço, a maioria da imprensa, clube de mães, sindicatos, conselhos comunitários etc. parecem todos “dominados” pela letargia, pela omissão, pelo distanciamento, como se não fizessem parte da comunidade.

Mas todos, lógico, se acham no direito de criticar o Ministério Público Estadual, além de apontarem o dedo de censura em outras direções.

Pobre Mossoró!

Prefeito e cinco vereadores são presos

Do portal Nominuto.com

Pelo menos 22 promotores do Ministério Público Estadual (MPE) e cerca de 120 policiais militares cumprem vários mandados de prisão e de busca e apreensão no município de Vila Flor, distante 80Km de Natal, desde as primeiras horas da manhã de hoje (19). O prefeito e cinco vereadores já foram presos.

Os promotoresdo Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), investigam a participação dos agentes públicos detidos em um esquema de pagamento de propina para favorecimento na Camara Municipal do município.

Neste momento, o prefeito Grinaldo Joaquim de Souza (PHS) e outros cinco vereadores estão a caminho do Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep) para realizar exames de Corpo e Delito.

Nota do Blog – Ei, psiu! Ô! Pessoal do Ministério Público Estadual (MPE), vamos dar uma passadinha pelo sertão, com uma operação semelhante. Avaliem, por exemplo, a regularidade com que certas gestões estão sendo questionadas, denunciadas etc.

Observem, por exemplo, o enriquecimento rápido e inexplicável de bacanas do poder, familiares e agregados, em curto espaço de tempo, sem uma justificativa plausível.

O Rio Grande do Norte será outro quando pegarem os tubarões e não apenas alguns lambarís ensaboados.

Mudanças que garantem o mesmo modelo

Mais um ministro desce a ladeira. Chegou a vez, depois de muito oscilar, ficar num cai-não-cai, de Orlando Silva (PCdoB) – do Ministério dos Esportes.

Mas os costumes não mudam, apesar da alteração de nomes.

O Estado é e continuará sendo aparelhado por partidos. Foi assim na Era Lula, FHC, Collor, Sarney etc.

Vai continuar com Dilma Roussef (PT) e provavelmente com o seu sucessor.

O loteamento do poder transforma o que é público em bem de grupos e siglas. E ainda se fala em “financiamento público de campanha”. Essa modalidade de reforço de caixa de partidos existe há séculos no Brasil. Vai continuar.

O pensador Antônio Gramsci dizia que a esquerda não tinha um modelo próprio de poder, apenas sonhava em copiar e usufruir do que a burguesia alcançara. Só.

Num passado não muito distante, a corrupção e cooptação vinham em obras, superfaturadas. Hoje, via ONG´s Osips, fundações, sindicatos etc.

Impossível fechar tantos esgotos com tantas brechas na lei, sem efetiva fiscalização e com uma sociedade alheia a tudo. Analfabeta política.

Esperemos o próximo escândalo.

Pátria amada (e roubada), Brasil!!!

Corrupção no Brasil avançou muito nos percentuais.

“Patrasmente”, o normal era ouvirmos falar em “10%” ou um pouco mais.

Hoje a turma abocanha quase tudo e ainda se faz de vítima ou termina candidato – eleito – a alguma coisa.

Este país é inquebrável.

Há séculos que o espoliam, o expropriam, promovem incontáveis pilhagens e ele continua impávido, esse colosso.

Pátria amada, Brasil.

Vem aí… “A copa da corrupção”

Uma pesquisa inédita mostra que o Mundial, por enquanto, desperta sensações profundamente negativas. Para oito em dez pessoas, país deixará imagem ruim.

Se depender das expectativas atuais da torcida, o Mundial do Brasil será uma estrepitosa decepção, talvez até um vexame internacional. Pouca gente se sente satisfeita com a Copa.

Menos gente ainda está ansiosa para ver o maior evento esportivo do planeta acontecer em seu próprio país.

Reportagem da Veja aponta para uma atmosfera negativa. Teremos a “Copa da Corrupção”.

Veja AQUI.

Ex-diretor do Dnit-RN deve ser denunciado por fraudar licitação

Do Estado de São Paulo

O Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte está preparando uma denúncia contra Gledson Maia, que atuava como diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) no Estado.

Gledson foi um dos suspeitos presos durante a Operação Via Ápia, da Polícia Federal, deflagrada em novembro do ano passado, que investigou uma suposta fraude no Dnit. Gledson é sobrinho do deputado João Maia (PR-RN) e do deputado distrital Agaciel Maia (PTC). A investigação da Operação Via Ápia, que identificou uma quadrilha atuando em fraudes e superfaturamento de processos licitatórios no Dnit, resultou em um inquérito com mais de 20 volumes.

Os documentos foram repassados agora para o procurador da República Ronaldo Pinheiro, que deve apresentar a denúncia à Justiça Federal. Além de Gledson, foram presos o diretor-geral do Dnit no Estado, Fernando Rocha Silveira, também indicado de João Maia, e outras quatro pessoas .

Os suspeitos são acusados de desviar cerca de R$ 2 milhões das obras de duplicação da BR-101, no trecho entre a cidade de Arez até a divisa com a Paraíba.

Flagrante

A investigação da Polícia Federal no Dnit do Rio Grande do Norte resultou ainda em outro inquérito, que também tem como réu Gledson Maia, além do empresário Túlio Gabriel de Carvalho Beltrão Filho.

Os dois foram presos pela Polícia Federal em um estacionamento de uma churrascaria na zona sul de Natal. No momento da autuação, Gledson estava recebendo R$ 58.950,00 do empresário.

Com o dinheiro também foi apreendida uma lista com nomes de empresas e valores, que estava em poder do sobrinho do deputado do PR.