Mossoró pode se ‘orgulhar’ de ter uma “Cracolândia” só sua. A área escolhida por viciados e traficantes é o entorno do ex-Museu Municipal Lauro da Escóssia que há mais de 10 anos está se desmanchando, na lúdica “Capital da Cultura”.
Consumo e tráfico de crack acontecem à céu aberto. Uns, sequer fazem questão de camuflar o vício e o produto desse flagelo humano sem precedentes no Brasil.
Muitos consumidores não aguentam levar a pedra no bolso para mais longe. O consumo é feito por lá mesmo.
Em certos horários, é fácil localizarmos levas de verdadeiros zumbís vagando no trecho, que se alonga até a Praça da Redenção, onde fica outro símbolo de nossa cultura, a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte. Pouco mais de 200 metros – ou menos – separam um endereço do outro, em pleno centro da cidade.
O caso não é de polícia. É também de polícia. É sobretudo de saúde pública. Porém, não é prioridade como política pública.
O crack nasceu como droga da escumalha, mas já avançou pela classe média. Pipocou nas grandes cidades, porém chegou às comunas de médio porte e ao nosso sertão mais brejeiro. No campo, já infelicita muitos indefesos trabalhadores.
Nenhuma família está imune a isso.
A Mossoró do Presente é assim. Não aparece na propaganda nem em boa parte da cobertura da imprensa azul-turquesa.