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“O torto andar do outro” chega ao Municipal em dois espetáculos

O torto andar do outro da Cia. Pão Doce de Teatro de Mossoró 15-14 de Agosto de 2023 no Teatro Municipal Dix-huit RosadoA Cia. Pão Doce de Teatro de Mossoró apresenta nessa terça-feira (15), no Teatro Municipal Dix Huit Rosado, o espetáculo “O Torto Andar do Outro”. É baseado no cordel “Um conto bem contado” do poeta e cordelista Antônio Francisco.

A apresentação faz parte da 17ª Mostra Sesc de Arte e Cultura, que acontecerá entre os dias 15 e 20 de Agosto, com uma ampla programação gratuita. Será apresentado em duas sessões: às 14h para o público de escolas públicas e privadas e às 20h para o público em geral.

A entrada será mediante a doação de 1kg de alimento, que será doado para o projeto Mesa Brasil.

“O Torto Andar do Outro”, que estreou em 2018, conta a história de uma cidade existente dentro de uma cuia pendurada num galho de jatobá, onde todos andam para  o  lado. Quando  surge  uma  criança  que  anda  para frente, ela passa a ser perseguida pelo rei e sua corte.

Tem a direção compartilhada da Cia. Pão Doce juntamente com Marcos Leonardo, que também assina figurino e cenografia.  Texto e música são de Romero Oliveira.

No elenco Lígia Kiss, Mônica Danuta, Raull Davyson e o ator e músico convidado Diogo Rocha. A técnica e iluminação ficam com Paulo Lima e sonoplastia de Medson Rigne. A peça já esteve presente em alguns festivais nacionais do Circuito Sesc de Artes 2022.

Cia. Pão Doce

Desenvolvendo projetos na área de artes cênicas, música, audiovisual, dramaturgia e formações desde 2002, a Cia. Pão Doce de Teatro tem em sua história montagens de 11 espetáculos, circulações por 19 estados, entre mais de 130 cidades brasileiras. Participou dos principais Festivais de Teatro do país, grandes circulações a nível nacional, como “Palgo Giratório”, “Circuito SESC”, “Funarte Artes nas Ruas” e também pelas zonas rurais do município de Mossoró, com o “Pão Doce na Rural”.

Atualmente a Cia. mantém uma sede/espaço cultural, onde desenvolve ensaios, encontros, pesquisas, oficinas e atividades culturais no bairro Alto de São Manoel.

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A antiga feira do Apodi

Por Marcos Pinto

Relembro, com intensa saudade, a nossa antiga Feira-Livre, que teve origem nas antigas aglomerações do antigo Barracão Municipal. O barracão municipal foi construído na terceira gestão do prefeito Francisco Pinto (1929/1930) e ficou exclusivamente para o movimento da feira.

Em 1937 foi ampliado pelo prefeito Lucas Pinto (02.02.1936/22.09.1940).

Os feirantes colocavam as suas bancas de miçangas como eram chamadas as mercadorias diversas e de pequeno porte, as bancas de jogos de roletas, de dados, de cartas de baralho, que os banqueiros com a habilidade dos seus truques enganavam as pessoas que participavam do jogo.

Lá também vendiam utensílios de uso doméstico feitos de barro, como potes, panelas, quartinhas; de palha de carnaúba, como urupema, bolsas, cestas, esteira; de madeiras, como mesas, cadeiras, tamboretes, pilão; artefatos de ferro, de uso doméstico; de couro que os fazendeiros usavam nas suas fazendas; materiais agrícolas fabricados na região, além de outras variedades de objetos.

As barraqueiras armavam as suas barracas de bolos de milho, de batata e pão de ló, e os famosos, potes de aluás, de milho e de ananás, que eram os refrigerantes da época, muito apreciados pelo povo tanto dos sítios como da cidade, juntamente com os pães doce da padaria de Antonio Duarte Dória, a única existente.

As verduras e os legumes consumidos eram apenas cebola em cabeça, cheiro verde, pimentão, quiabo, jerimum, batata doce e outros produzidos na região.

As frutas eram as regionais, que vinham da Várzea, dos sítios próximos da cidade, transportadas em lombo de animais.

Os cereais procediam das propriedades rurais da vizinhança, e eram trazidos para feira em velhos carros de bois que despertavam a cidade com seus gemidos característicos.

Eram colocados em caixões de madeira vendidos em litro (recipiente de madeira medindo 10 centímetros cúbicos) e cuia que continha cinco litros. Mais tarde apareceu o Instituto de Peso e Medida, que tornou obrigatório o uso da balança e do quilo, abolindo as velhas medidas.

Com o passar dos anos a feira foi crescendo e se estendendo pelas ruas laterais do Mercado, pelas Ruas Coronel João de Brito (frente do Mercado), Benjamin Constant (lado direito do mercado), Coronel João Jázimo (Por trás do Mercado) e Margarida de Freitas (Lado esquerdo do Mercado.

A foto mostra a feira na Rua Benjamin Constant, onde situavam-se as bodegas de Aurino Gurgel e Vicente Maia, e Padaria de Raimundo Sena.

O atual mercado público municipal foi construído na gestão do prefeito Dr. José da Silveira Pinto (31.03.1953/30.03.1958). Foi restaurado totalmente na primeira gestão do prefeito Valdemiro Pedro Viana (31.03.1969/30.01.1973).

Marcos Pinto é advogado e escritor