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Auxílio Brasil pode provocar bomba de quase R$ 52 bilhões em 2023

A manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600 poderá contribuir para um cenário de déficit fiscal em 2023, de acordo com o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) publicado nesta quarta-feira (19) pela Instituição Fiscal Independente (IFI) no âmbito do Senado.

Vilma da Conceição Pinto é diretora da IFI (Foto: Pedro França/Agência Senado)
Vilma da Conceição Pinto é diretora da IFI (Foto: Pedro França/Agência Senado)

O documento estima que manter o benefício com o valor atual implicaria uma despesa adicional de R$ 51,8 bilhões.

“Considerando ainda os efeitos do enfraquecimento da economia e das desonerações de tributos contidas no Ploa [Projeto de Lei Orçamentária Anual de] 2023, o resultado primário do governo central poderá passar de superávit de 0,5% do PIB em 2022 para déficit de 1,0% do PIB [Produto Interno Bruto] no próximo ano”, diz o estudo coordenado por Vilma da Conceição Pinto, diretora do IFI.

Com informações da Agência Senado.

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Robinson aguarda R$ 750 milhões para sanear folha de pessoal

O governador Robinson Faria (PSD) alimenta uma esperança e guarda a “sete chaves” um trunfo para reoxigenar as contas do estado.

Trata-se de um socorro financeiro do Governo Federal, da ordem de 750 milhões de reais.

É um pleito reiteradas vezes solicitado ao presidente Michel Temer (PMDB) e apresentado ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Robinson quer sinal positivo de Meirelles e aval de Temer para sanear folha de pessoal (Foto: arquivo)

Ele é nos moldes do que foi proporcionado ao Rio de Janeiro, mas em valores até modestos.

No Rio de Janeiro foi decretado “estado de calamidade financeira”, sendo o estado federado de maior déficit fiscal do país.

O decreto que regulamenta a ajuda financeira da União ao estado do Rio de Janeiro foi publicado em 28 de julho deste ano.

No caso do RN, os recursos possibilitarão a atualização salarial dos servidores e cobertura de compromissos com fornecedores e prestadores de serviço.

Mas essa conta não sai de graça. O estado precisará fazer sua parte, para que seja acertado o fluxo de caixa entre o Tesouro Nacional e o erário estadual.

Venda de ativos do RN (como empresas) deve constar dessa negociação. A lei que cria o Regime de Recuperação Fiscal prevê auxílio a estados com problemas de liquidez, mas também cobra a “fatura”.

Traremos mais informações depois.

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