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Investigação aponta policiais compondo grupo de extermínio

Do Portalbo

Em coletiva realizada na tarde desta quarta-feira (22), a Operação Intocáveis foi detalhada pelo secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ronaldo Lundgren, o Procurador-geral de Justiça do RN, Rinaldo Reis, o delegado geral de Polícia Civil, Stenio Pimentel, e o comandante da Polícia Militar, Dancleiton Leite.

Uma investigação de noves meses, conduzida pela Força Nacional de Segurança resultou na prisão de seis integrantes da Polícia Militar do Rio Grande do Norte que são suspeitos de integrarem um grupo de extermínio que atuava na região de Mossoró, na manhã desta quarta-feira (22).

Armas e muita munição foram apreendidas na operação de hoje (Foto: Degepol)

As prisões dos policiais militares foram efetivadas, com a realização da Operação “Os Intocáveis” que contou com o trabalho de aproximadamente 180 policiais integrantes da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Força Nacional.

A Operação também contou com o trabalho de integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do RN e das Promotorias de Justiça de Mossoró. Os policiais cumpriram mandados judicais, expedidos pelas Varas Criminais de Natal, de prisão, de busca e apreensão e de condução coercitiva contra os suspeitos.

Foram presos em cumprimento a mandados de prisão temporária, os policiais militares Alex José de Oliveira, 41 anos; Edimar Gomes da Silva, 48 anos; Paulo César da Silva, 43 anos; Allan George de Menezes, 34 anos e Renixon Felício da Silva. Também foi preso Italo Ross Soares Carvalho, 35 anos, ele foi flangranteado por porte ilegal de arma de fogo.

Suspeitas

“Quando a Força Nacional chegou à Mossoró, em setembro de 2015, nossas investigações começaram a revelar que 14 homicídios e três tentativas de homicídios, os quais já eram alvo de nove inquéritos policiais, poderiam ter sido praticados por policiais militares.

Diante do fato, buscamos dados que comprovassem tal suspeita e verificamos que alguns policiais militares realmente eram suspeitos pelos homicídios. Diante da descoberta, a Força solicitou às Varas criminais de Natal a expedição dos mandados judiciais”, detalhou o delegado da Força nacional, Marcus Vinicius Fraile.

O delegado Marcus Vinicius explicou que o nome da operação é uma alusão a comentários de cidadãos de Mossoró que se referiam a estes suspeitos como os “Intocáveis”. “Percebemos que a população se referia aos suspeitos com medo, por já era senso comum que eles jamais seriam presos, apesar de todos os indícios”, destacou o delegado. Um dos casos nos quais os suspeitos teriam agido foi uma chacina acontecida em Tibau, onde morreram quatro pessoas de uma família, o crime ocorreu em setembro de 2015.

Resultados da Operação – Durante a ação, foram apreendidas na casa dos suspeitos armas, munições, celulares, dinheiro e equipamentos eletrônicos. Na residência de Alex José de Oliveira, os policiais encontraram um rifle de repetição calibre 556, um silenciador, um equipamento para uso noturno infravermelho e R$ 6.500,00. Em certas casas dos policiais militares, havia um verdadeiro arsenal de armas e munições.

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Supostos assaltantes são identificados por delegada em pleno voo

Por Jacson Damasceno

A delegada potiguar Danielle Filgueira protagonizou uma história que vocês não vão acreditar. Ela vinha de Brasília para Natal na noite desta quinta-feira, quando identificou dois suspeitos de roubo a banco dentro do avião. A Polícia Federal foi avisada e no aeroporto encontrou nas malas deles diversas ferramentas usadas no arrombamento de bancos, inclusive um maçarico.

Danielle estava no Distrito Federal participando exatamente do Fórum Nacional de Enfrentamento a Roubo a Bancos, onde relatou sua experiência no combate a este tipo de crime no RN.

Material no interior de malas é suspeitíssimo, mas todos foram liberados (Foto: Jacson Damasceno)

Quando retornava para casa, suspeitou de dois caras ainda no aeroporto de Brasília. Conversei com a delegada agora há pouco e ela me disse que estranhou assim que bateu os olhos nos sujeitos.

Os homens estavam nervosos e depois do embarque a delegada sentou-se na fileira ao lado deles. Tentou puxar assunto mas os suspeitos não quiseram conversa. Um deles manuseava um IPhone com fotos de armas e Danielle informou à comissária que havia dois bandidos no voo.

Liberados

Ela contou que um dos larápios, inclusive, tinha a mão queimada. Característica de quem manuseia maçaricos. A PF foi comunicada e no aeroporto de Natal, revistou e interrogou os homens. Dentro das malas uma quantidade impressionante de ferramentas, entre elas o tal maçarico.

Um terceiro elemento, que também estava no voo, também foi identificado.

Apesar de todos os indícios, os caras foram levados para a Deicor, divisão que investiga o crime organizado e foram liberados pelo delegado Emerson Valente. Hum?! Como assim?! Estão nas ruas de novo?! Bom, eu não entendi, maaas o delegado argumentou que não tinha como segurá-los. Os caras já tinham entrada na polícia, e foram reconhecidos em imagens de arrombamentos a bancos Brasil a fora.

Outra coisa que não entendo é por que a delegada Danielle Filgueira, que já esteve em divisões como a Deicor, hoje é titular da 11ª DP, em Cidade Satélite. É… a Degepol tem razões que a própria razão desconhece.

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Polícia Civil faz protesto e voltará ao trabalho amanhã

Quem precisou da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, hoje, sentiu mais ainda a deficiência de seus serviços. Paralisação e protesto marcaram dia da categoria.

Os policiais civis do Estado fizeram uma paralisação de advertência e um protesto na sede da Delegacia Geral de polícia Civil (DEGEPOL).  Mas retornam ao trabalho nessa sexta-feira (19).

Apenas as delegacia de plantão funcionam hoje.

Durante os protestos, agentes, escrivães e delegados promoveram um abraço simbólico à Degepol e levaram um caixão, simbolizando o sepultamento da segurança pública do Estado.

Sentem-se enganados pelo Governo Rosalba Ciarlini (DEM), que tem criado um rally para se desviar de negociação com o setor.

Delegados podem fazer paralisação de advertência

A Associação dos Delegados da Policia Civil (ADEPOL) realiza agora em Natal, uma assembleia que avalia possibilidade de paralisação de advertência.

As queixas são muitas e a mais nova é o decreto da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) – publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) de sábado (13) – que dispõe sobre a cessão da sede da Delegacia Geral de Policia Civil (DEGEPOL) para instalação do arquivo morto do Estado.

Delegados querem melhores condições de trabalho, convocação de concursados e a recriação da Delegacia de Defesa do Patrimônio Público e Combate a Corrupção.

 

Polícia Civil reage à custódia irregular

A Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUC) promove a custódia irregular de presos na Delegacia de Plantão da zona Norte de Natal, novamente. Os policiais civis informam que não vão aceitar o procedimento.

Alegando não ter vagas no seu sistema, o órgão governamental descumpre decisões judiciais e faz com que a unidade da Polícia Civil abrigue irregularmente nesta terça-feira (07) nove pessoas.

O Sindicato dos Policiais Civis (SINPOL-RN) orienta os policiais para que não custodiem estes presos em razão da ilegalidade já transitada em julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O mesmo sindicato cobra da  cobra da Delegacia Geral da Polícia Civil (DEGEPOL) a tomada de providências.

Com informações do Sinpol-RN.

Governo entrega viaturas à Polícia Civil

A governadora do RN, Rosalba Ciarlini (DEM), entregou na manhã dessa sexta-feira (19), na Delegacia Geral da Polícia Civil (Degepol) 49 novas viaturas para a Polícia Civil, que foram distribuídas para as Delegacias de Natal, Grande Natal e do interior do estado.

O valor dos investimentos realizados pelo Governo do Estado na compra de veículos para a Polícia Civil no ano de 2012 é de R$ 1,8 milhão.

Durante a solenidade, a Governadora entregou as chaves para Diretor de Policiamento da Grande Natal, delegado Albérico Norberto, representando as delegacias metropolitanas do estado, e para o Diretor de Policiamento do Interior, delegado José Carlos Oliveira, representando as unidades do interior.

Na ocasião, Rosalba Ciarlini anunciou ainda a aquisição de mais 63 veículos para a Polícia Civil, que devem entregues até dezembro desse ano.

“Essa é uma forma de dar mais segurança à população e também mais estímulo aos policiais civis, melhorando o trabalho desempenhado pela Polícia Civil, pois a segurança é, sem dúvida, uma prioridade do nosso governo em fazer um RN maior, mais justo e mais seguro”, afirmou Rosalba.

Sindicato vai denunciar Estado ao Ministério da Justiça

Na última sexta-feira (15) a Delegacia Geral de Polícia (DEGEPOL) publicou portaria reduzindo o horário de funcionamento das delegacias distritais e especializadas, que deixam de ser 24 horas, para funcionarem das 8h às 12h e das 14h às 18h.

“No período noturno, os cidadãos que sofrerem qualquer violência só poderão contar com as Delegacias de Plantão, que se restringirão a fazer o registro do Boletim de Ocorrência, sem, no entanto, dar andamento imediato a qualquer procedimento investigativo”, ressalta a presidente do Sindicato dos Policiais Civis (SINPOL), Vilma Marinho.

Os BOs registrados nas plantões somente após o encerramento de cada plantão são encaminhados à Degepol, que posteriormente os remete para as Delegacias competentes darem o andamento, ou seja, com grande prejuízo para o êxito das investigações. Sem os plantões nas distritais e especializadas, os policiais civis deixam de ir aos locais de crime à noite, prejudicando as investigações, já que boa parte dos delitos se dá na calada da noite, como o tráfico de drogas, que cresce a cada dia no Estado.

Diante disso, o Sinpol/RN cientificará o Ministério da Justiça e a Secretaria Nacional de Segurança Pública sobre a decisão do Governo do Estado, através da Degepol, “já que essa medida contraria os princípios da Segurança Pública do país”, comenta Vilma.

Nota do Blog – Volto a repetir, para que o webleitor não esqueça e perceba a gravidade dessa relação conflituosa entre Estado e servidores: o governo vai conviver com uma multidão de ressentidos, gente que se sente maltratada e manterá vigilância incansável para questionamento de atos ou omissões de seus governantes.