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PSTU faz programa apontando desigualdades

Nesta terça-feira (11), vai ao ar o programa semestral do PSTU na TV (20h30) e no rádio (20h).

O partido vai abordar o tema “a Copa e as desigualdades sociais”, com o slogan: torço pela seleção e por um Brasil justo e soberano.

Como o Brasil se prepara para realizar dois grandes eventos, o PSTU vai focar seu programa nas contradições que o “país do futebol” vive. De um lado, grandes obras, belos estádios. De outro, exclusão social, desigualdades, descaso na saúde, educação etc.

A vereadora Amanda Gurgel – de Natal – será uma das figuras centrais do programa. Ela teve a maior votação de todos os tempos para vereador na capital do Rio Grande do Norte, com mais de 28 mil votos.

Com seus votos, ela conseguiu arrastar mais dois vereadores da sigla à Câmara Municipal natalense.

Abaixo, segue release completo.

P.S – (Às 12h51, de 11 de Junho de 2013) – “Os dois vereadores não eram do PSTU, mas sim do PSOL. Sandro Pimentel e Marcos do PSOL, que faziam parte da coligação.” Jorge de Castro.

Nota do Blog – Obrigado pelo esclarecimento, “Jorjão”.

O fosso entre o teto e o mínimo no Brasil desigual

O ponto principal em torno da celeuma sobre altíssimos salários de muitos servidores públicos – no Brasil – tem sido ignorado: é a distância estelar desses ganhos para a renda mínima do trabalhador.

Não é o teto que importa ou deveria despertar nossa maior atenção, mas sua relação com o piso.

Em nenhuma parte do mundo moderno, de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) satisfatório, existe esse hiato abissal entre o mínimo e o máximo. É algo do Brasil das desigualdades.

O IDH do Brasil apareceu em 70º lugar em 2011 (0,807). O país melhor colocado, a Islândia, obteve 0,968. É quase um paraíso terrestre em termos de qualidade de vida. Pior é o Brasil ficar atrás de países como Panamá, Albânia e Costa Rica.

A mim não é agressivo um magistrado ganhar num único mês mais de R$ 156 mil. Injusto mesmo é que na mesma repartição alguém limpe o chão em que ele passeia, com seus sapatos italianos, para receber pouco mais de R$ 600/mês (brutos). É humilhante.

No campo político, por exemplo, o Brasil alcança o topo dos maiores salários para seus parlamentares. Acima do que ganham congêneres em países ricos como Estados Unidos, Japão, Inglaterra, Canadá e Alemanha. Enquanto um congressista nativo pode abocanhar de forma registrada e direta algo em torno de R$ 400 mil/ano, na Inglaterra não passa de R$ 180 mil.

Quando levamos os números para um parâmetro medido pelo “Coeficiente de Gini” (calcula desigualdade de renda), o Brasil tem o mais degradante índice do planeta. Os cidadãos que faturam mais estão a milhões de anos-luz de quem recebe menos. O índice chega a 56,7. Enquanto isso, na riquíssima Alemanha, é de apenas 27.

O que insulta, portanto, não é o máximo, mas é uma multidão famélica bancar a vida boa de uma minoria “iluminada”, tudo “dentro da lei”. Para justificar esse fosso não existe nenhum argumento plausível, por maior que seja o contorcionismo retórico do beneficiado. Tudo é sofisma.

Este país ainda vai cumprir seu ideal.

Nota do Blog:

* O IDH é calculado levando em conta a expectativa de vida, a educação e o Produto Interno Bruto (PIB) per capita (por pessoa). Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país.

* O Coeficiente de Gini é uma medida de desigualdade desenvolvida pelo estatístico italiano Corrado Gini, e publicada no documento “Variabilidade e mutabilidade”, em 1912. É comumente utilizada para calcular a desigualdade de distribuição de renda, mas pode ser usada para qualquer distribuição. Quanto maior o valor, mais desigual é o país.