Arquivo da tag: despautério

A chapa empresarial e o movimento de Flávio Rocha

Flávio: nada de endosso à chapa (Foto: José Aldenir)

A passagem pelo RN do comandante-em-chefe do Grupo Riachuelo, Flávio Rocha, para lançar o “Movimento Brasil 200”, acabou frustrando muita gente.

Sua palestra no Teatro Riachuelo à noite dessa quarta-feira (21), não sinalizou em nada para candidatura pessoal ou arranjo paroquial às eleições 2018. De novo, como tem sido há tempos, ele fez a defesa do “estado mínimo” e do livre mercado como panaceia para quase todos os males nacionais.

Nos bastidores, ele também não sinalizou com qualquer articulação pessoal para  endossar ou incentivar chapa empresarial a governo e Senado.

Ou seja, a bobagem que se espalhou em boa parte da mídia convencional e redes sociais à semana passada, não passou mesmo de uma tolice, outro balão-de-ensaio.

“A mais nova bobagem da indústria da especulação política no RN é a chamada ‘chapa dos empresários'”, sentenciamos na última sexta-feira (16).

Leia também: O despautério da chapa que não virá.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

O despautério da chapa que não virá

“Nascemos todos loucos, alguns continuam”. (Estragon, personagem de ‘Esperando Godot’)

 

A mais nova bobagem da indústria da especulação política no RN é a chamada “chapa dos empresários”.

Querem ‘vender’ a ideia de que nos intramuros políticos se negocia de verdade um chapão com empresários, de cabo a rabo, às eleições 2018 no estado.

Nem vale a pena detalhar ou citar nomes, para não concorrermos com esse despautério.

Os empresários citados têm juízo, não obstante considerável pressão da vaidade. Não venceram no business por acaso.

Na época do império do jornalismo impresso, dir-se-ia que “em papel cabe tudo”.

Imagine hoje com esse latifúndio interminável que é o ciberespaço.

A imaginação fértil dos propagandistas da “salvação” do RN mistura o “realismo fantástico” de Gabriel García Márquez em Cem Anos de Solidão, com o “teatro do absurdo” de Samuel Beckett em Esperando Godot.

Esperem sentados.

Essa chapa não virá.

Aproveitem e leiam Márquez, anotando a complicada genealogia dos Buendia-Iguaran em Macondo, “uma aldeia de vinte casas de barro e taquara, construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos”.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.