O nítido acirramento da disputa municipal de Mossoró, com polarização das candidaturas da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e Allyson Bezerra (Solidariedade), deverá exigir cuidados especiais das autoridades responsáveis pelo processo eletivo.
A lei e a ordem precisam ser preservadas. O direito de ir e vir, idem. O voto livre, portanto, mais ainda.

A presença das tropas federais será imprescindível para frear excessos e garantir o mínimo de respeito ao direito/dever do voto.
O histórico de eleições em Mossoró recomenda essa iniciativa, visto que o pleito caminha para ser decisivo, em especial para o esquema governista, que não pode perder em hipótese nenhuma a disputa.
Paralelamente à luta pelo voto, em si, dentro dos limites da lei, há um submundo em que o prélio eleitoral funciona com regras próprias e capaz de estabelecer quem ganha ou quem perde.
Um elemento crescente nesse enredo, é a presença do narcotráfico. Em algumas áreas da cidade, determinados candidatos só fazem campanha se autorizados por poderes não oficiais.
A compra de votos é algo quase normatizado, rotineiro e cultural em Mossoró. Um exemplo simbológico foi a campanha municipal de 2012, considerada a mais corrupta de todos os tempos no município.
Uso descarado da máquina pública de Estado e Município, injeção multimilionária de dinheiro advindo do empresariado e utilização até de forças policiais para logística da compra de votos fizeram parte dessa história nauseante e criminosa.
Não faltou também avião do Governo do RN e aeronaves particulares cumprindo missões nada político-administrativas.
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