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Ataque militar é tratado com raciocínio infantil

Trump faz o óbvio dos interesses dos EUA, mas muitos infantilizam e repetem raciocínio infantil (Foto: Arquivo)
Trump faz o óbvio dos interesses dos EUA, mas muitos infantilizam e repetem raciocínio infantil (Foto: Arquivo)

Chega a ser infantil o raciocínio que muitos espalham, em redes sociais, sobre o ataque dos EUA ao Irã, suplementado por Israel.

Há quem acredite que o presidente norte-americano Donald Trump lidera essa ofensiva por princípios democráticos, senso de justiça e defesa dos direitos humanos.

Bem pertinho, ali mesmo na região do Oriente Médio, os EUA têm aliados com a mesma sanha despótica e hábito opressor que bem definem o Irã. Mas, o tratamento é outro inversamente proporcional.

Interesses econômicos e geopolíticos pautam mais essa frente militar.

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Ministro do TST lança livro e faz palestra em Natal nesta sexta-feira

Augusto César Leite de Carvalho tem programação dirigida a judicantes e servidores (Foto: TST)
Augusto César Leite de Carvalho tem programação dirigida a judicantes e servidores (Foto: TST)

O Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT 21) recebe, nesta sexta (7), o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Augusto César Leite de Carvalho. Será para o lançamento do seu livro intitulado “Precedentes da Corte Interamericana de Direitos Humanos”.

O ministro vai ministrar palestra quando fará uma “Análise econômica do Direito a ter direitos”.

O encontro acontecerá no auditório da Escola Judicial, das 10h30 às 12h, e é voltada para magistrados e servidores.

Perfil

Augusto César Leite de Carvalho possui mestrado em Direito (Direito e Desenvolvimento) pela Universidade Federal do Ceará (2000) e obteve o título Master em Direito das Relações Sociais na Universidad de Castilla la Mancha. Doutor em Direito das Relações Sociais pela Universidad de Castilla la Mancha e pós-doutor em Direitos Humanos pela Universidad de Salamanca, na Espanha, onde atualmente leciona.

O ministro tem participações em coletâneas jurídicas e é autor de livros na área de Direito. A obra “Precedentes da Corte Interamericana de Direitos Humanos”, foi realizada em coautoria com a professora Any Ávila Assunção, da UnB, e traz análises acadêmicas sobre sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos e sua aplicabilidade no Brasil e em outras nações latino-americanas.

Memória

Nesta sexta-feira, também acontece o I Encontro Regional de Memória do Poder Judiciário no RN. O evento acontecerá no auditório do Tribunal Pleno do TRT 21, das 8h30 às 16h, e vai promover a troca de experiências entre profissionais da área e celebrar o Dia Nacional da Memória (10/5). A iniciativa é da Escola Judicial, juntamente com o Comitê do Comitê de Documentação e Memória e do Setor de Gestão Documental e Memória do tribunal.

Sindicato e PCC se uniram por melhorias nas prisões do RN

Por Jeniffer Mendonça (Ponte Jornalismo)

O Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), que é ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, indica uma série de violações de direitos humanos, como doenças, comida estragada e tortura, em cinco unidades prisionais inspecionadas pelo órgão entre 21 e 25 de novembro de 2022, no RN. Dentre elas, a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, que foi palco de um massacre em janeiro de 2017 com 26 mortos após uma investida de presos da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) contra o Sindicato do Crime.

Ônibus atacado em Mãe Luíza esta semana, em atos criminosos (Foto: redes sociais)
Ônibus atacado em Mãe Luíza esta semana, em atos criminosos (Foto: redes sociais)

“Em 16 anos de experiência na área [de segurança pública], nunca havia presenciado uma situação tão desumana. O que vimos é realmente chocante. Em literalmente todas as celas que entramos tinha no mínimo uma pessoa machucada. O severo nível de tortura praticada nas unidades prisionais, sobretudo em Alcaçuz, nos deixou muito impressionados”, disse ao Poder360 Barbara Coloniese, que integra o MNPCT.

Para Juliana Gonçalves Melo, antropóloga, pesquisadora do sistema prisional e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), os ataques, que já aconteceram de forma parecida desde 2016, são formas que a massa carcerária encontrou para ter suas solicitações atendidas. “Os presos não querem comer caviar, eles querem um alimento que não estrague e não faça mal”, aponta. A forma de protestarem é tocando terror.

A situação chegou num ponto limite em que a rivalidade entre PCC e Sindicato do Crime, que chegou ao auge em 2017 e permanece com planos de vingança, teve uma trégua, segundo a pesquisadora.

Veja trechos da entrevista dela à página:

Ponte — Essa não é a primeira vez que cidades do Rio Grande do Norte são alvo de ataques como aconteceram nesta semana. Esses episódios estão relacionados? O que está por trás dos ataques que começaram na madrugada de terça-feira?

Juliana Gonçalves Melo — A meu ver, eles têm, sim, uma relação de continuidade, ainda que existam peculiaridades em cada situação. Por exemplo, em 2015 a gente tinha a instalação de bloqueadores de celulares no Presídio Estadual de Parnamirim e, a partir disso, teve uma revolta no sistema [prisional] e tivemos ataques em prédios públicos, a ônibus etc. Esses eventos, de uma forma geral, estão vinculados à questão prisional. Por um lado também é uma mensagem de força, de poder que as facções tentam demonstrar, e, ao mesmo tempo, demandas por melhorias dentro do sistema prisional que, no Brasil, é horrível. Nosso sistema prisional é um sistema marcado por inúmeras violações de direitos elementares, entre eles o direito à própria vida, como aconteceu no Massacre de Alcaçuz, em 2017, que é um momento superimportante para entender um pouco desse contexto no Rio Grande do Norte.

Ponte — Por quê?

Itep recolheu corpos em Alcaçuz e começou a fazer primeira identificações (Foto: divulgação)
Itep recolheu corpos em Alcaçuz e identificações levaram vários dias (Foto: Arquivo)

Juliana Gonçalves Melo — O Massacre de Alcaçuz foi avisado. Os familiares avisaram que ia acontecer, mandaram ofícios para a Secretaria de Justiça. Os ofícios foram arquivados e o massacre aconteceu com 27 mortos oficialmente e uma lista muito maior de desaparecidos. E esses ataques vêm com a perspectiva de denunciar violações no sistema prisional que tiveram uma intensificação muito forte a partir do Massacre de Alcaçuz. Em 2017, o Presídio de Alcaçuz tinha cinco pavilhões. O quinto pavilhão era ocupado pelo PCC, que consegue pular para o pavilhão quatro, onde estava o Sindicato do Crime, e assassina todo mundo que estava ali. Poucos conseguiram fugir pelo telhado e a gente teve uma situação de guerra que se estendeu por quase 10 dias. Eu começo a trabalhar e a pensar na questão faccional com a Natalia [antropóloga Natalia Firmino Amarante, que foi orientada por Juliana em uma dissertação de mestrado sobre o Sindicato do Crime] nesse contexto.

Ponte — O noticiário tem apontado que a ordem dos ataques partiu do Complexo Penitenciário de Alcaçuz. Só lá houve maiores restrições ou afeta o sistema prisional potiguar como um todo?

Juliana Gonçalves Melo — Esse presídio foi um verdadeiro campo de concentração, pelo relato dos familiares, mas um grande foco de denúncia, por exemplo, é o presídio em Ceará-Mirim, que atualmente é considerado um lugar em que os presos estão sendo bastante torturados. As famílias fazem denúncias em relação a isso, mas as famílias são criminalizadas, tidas como mentirosas e as denúncias não avançam. Você tem o Presídio Mário Negócio, em Mossoró, que eles sempre falam da questão da fome, que a comida vem apodrecida. E isso tá criando uma hierarquia também entre eles, então tem um preso que não consegue comer e compra do outro que consegue comer menos da metade da quentinha dele por 50 reais. Não é só em Alcaçuz. Alcaçuz é considerado um berço, uma prisão simbólica para o Sindicato do Crime, um lugar de destaque e é a maior prisão do estado. Os presos não querem comer caviar, eles querem um alimento que não estrague e não faça mal. [Eles pensam que] se o Estado não me ouve por bem, ele vai me ouvir através da violência. Se eu fizer a greve de fome, ninguém vai ligar. Se eu fizer culto religioso, ninguém vai ligar. Se eu fizer passeata, ninguém vai ligar. Agora, se eu começar a fazer ataques, isso chama a atenção.

Ponte — O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, coronel Francisco Araújo, disse de início que os ataques estariam relacionados a operações policiais que prenderam lideranças do Sindicato do Crime e apreenderam drogas e armas. Isso de fato pode ser uma das motivações?

Juliana Gonçalves Melo — Desde 2017 estão apreendendo drogas e armas e prendendo lideranças. É mais do mesmo. São gotas de um copo cheio. De outubro para cá, aumentaram muito os assassinatos nas periferias. Tem os grupos de extermínio também. Outra coisa é que se pensou que, enfim, eles [presos] poderiam receber alimentos da família e que iria voltar a visita íntima, mas isso foi frustrado. Existe muita resistência do Sindicato dos Agentes Penitenciários em relação a isso também.

Ponte — Esses ataques coordenados desde 2016 mostram que o Sindicato do Crime está se aperfeiçoando?

Juliana Gonçalves Melo — Eles pegam o modelo do crime organizado que vem com o Comando Vermelho, com o PCC, que é quem chega primeiro nas prisões, que chegou com esse modelo e fez os primeiros “batismos”. Antes da chegada do PCC, a gente tinha outra dinâmica. Por exemplo, um senhorzinho que plantava maconha e vendia solto, ou briga de família de uma rua contra outra rua. Você não tinha essa dinâmica de crime organizado como o PCC. O PCC chega devagar em 2006 e vem com uma estrutura de “você paga uma mensalidade que, assim quando você for preso, a gente vai te ajudar com advogado”. [De tratar como] “Você não é um verme, você é irmão.”

Ponte — E como está essa questão da rivalidade com os ataques recentes?

Juliana Gonçalves Melo — O que a gente está vendo de um modo muito temporário, muito restrito, é um aceno para que se esqueça esse tempo, essa rivalidade, para que todos lutem por melhoria no sistema, porque eles estão reivindicando que todos estão sofrendo desde 2017 e que nada avançou no sentido das pautas reivindicatórias deles. Eu pensei que essa rivalidade não teria fim tão cedo porque tem uma memória muito forte do massacre, uma tentativa de vingança. Foi uma guerra que não ficou só nas prisões, ela se estendeu para as ruas e muitas pessoas foram mortas. Eu não sei dizer se é uma paz temporária, se a rivalidade ainda é a mesma, mas o “salve” coloca que é um momento de união porque eles estão percebendo que o Sindicato não tem força sozinho para levar essa mensagem de forma mais efetiva. Mas se é uma união temporária, falsa, a gente ainda não tem elemento ainda para falar, precisa de um tempo para refletir. Talvez seja uma união estratégica. O PCC não está tanto em Natal, ele está mais deslocado para Mossoró, então é tudo muito novo, muito complexo e eu não imaginava que isso poderia acontecer tão cedo.

Ponte — Essas são as únicas facções que atuam mais fortemente no estado?

Juliana Gonçalves Melo — Sim. A gente tem a presença do GDE [Guardiões do Estado, do Ceará], tem presença da Família do Norte [do Amazonas], tem outras facções que tentaram se estabelecer, mas que foram diluídas. Mas as duas mais fortes são essas. Por exemplo, o Sindicato do Crime ideologicamente está associado ao Comando Vermelho. Então tem todo esse jogo aí que envolve o Brasil como um todo.

Ponte — A governadora Fátima Bezerra (PT) assumiu pela primeira vez em 2019, dois anos após o massacre, e foi reeleita em 2022. Como a gestão dela afetou essa questão no sistema prisional?

Juliana Gonçalves Melo — A perspectiva é de que as coisas fossem melhorar porque [o partido] tem mais sensibilidade com a questão dos direitos humanos, das desigualdades sociais. Mas, assim como o presidente Lula não vai conseguir fazer tudo que ele quer porque está envolvido por um Congresso e cheio de amarras, a Fátima também não conseguiu avançar muito nessa pauta. Ela deu algumas sinalizações e tem um processo de abertura no sistema para remição de pena pela leitura que está em andamento, mas não foi ainda concretizado de forma efetiva. E ela acaba sendo também refém de velhas lógicas que existem ali e que são totalmente contrárias à perspectiva de direitos minimamente assegurados aos presos. Essa questão tem que ser colocada. Eu vejo o governo do PT bem intencionado, mas amarrado por várias estruturas que impedem um movimento mais livre. A gente sabe que a questão prisional é um grande tabu na sociedade.

Pedidos (ou exigências) feitas pelo Sindicato do Crime (Reprodução)
Pedidos (ou exigências) feitas pelo Sindicato do Crime (Reprodução)

Ponte — Que medidas deveriam ser tomadas para encerrar os ataques?

Juliana Gonçalves Melo — Acho que se deveria estabelecer melhorias dentro do sistema, poder entrar alimento [enviado por familiares] de novo, fortalecer as políticas de reinserção através da remição de pena pela leitura, pelo trabalho. Cobrar do Ministério Público e da Defensoria Pública uma atuação mais eficaz em relação à proibição de de tortura. Eu acho que isso seria muito importante, para escutar os familiares com respeito, com simetria, e não julgá-los como se fossem criminosos. A base de tudo também é a educação porque sete de cada 10 presos não tem nem ensino fundamental.

Veja matéria e entrevista na íntegra clicando AQUI.

*Ponte Jornalismo é uma organização sem fins lucrativos criada para ampliar o debate sobre os direitos humanos por meio do jornalismo. Tem como objetivo aumentar o alcance das vozes marginalizadas pelas opressões de classe, raça e gênero, permitindo a aproximação entre diferentes atores das áreas de segurança pública e justiça, colaborando, assim, na sobrevivência da democracia brasileira.

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Morre aos 63 anos o jornalista Gilberto Dimenstein

Por Rafael Lara do Último Segundo

Morreu nesta sexta-feira (29) aos 63 anos Gilberto Dimenstein , jornalista criador do portal Catraca Livre, ex-comentarista da Rádio CBN e colunista da Folha de S. Paulo por 28 anos. Dimenstein foi vítima de um câncer originado no pâncreas, com metástase no fígado.

O idealizador do portal Catraca Livre foi diagnosticado com o câncer em 2019.

Dimenstein tem um trabalho jornalístico vigoroso, com contribuição à atividade profissional e cidadania (Foto: redes sociais)

Deixa sua esposa Anna Penido , também jornalista, com quem viveu junto por vinte anos, seus dois filhos, um de 32 anos e o outro de 29. Além disso, deixa seu neto de dois anos e esperava o segundo, previsto para nascer por volta da metade deste ano.

Em entrevista concedida ao portal UOL em março deste ano, Dimenstein afirmou: “Estou vivendo uma história de amor, por causa do câncer, com a minha mulher. A mulher com quem eu vivo há vinte anos. Nunca tive com ela a intimidade que tenho agora”.

Filho de um pai pernambucano de origem polonesa juntamente com uma mãe paraense de ascendência marroquina, Dimenstein nasceu de uma família judaica. Sua família morou na Vila Mariana , bairro da cidade de São Paulo.

Direitos Humanos e prêmios

Estudou no Colégio I. L. Peretz e se formou em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Foi diretor da Folha de S. Paulo na sede em Brasília e correspondente em Nova Iorque pelo mesmo jornal.

Em 2007, o jornalista foi apontado pela revista Época como uma das cem figuras mais influentes do País por suas reportagens sobre temas sociais e experiências em projetos educacionais.

Ganhou o Prêmio Nacional de Direitos Humanos juntamente com Paulo de Evaristo Arns, o Prêmio Criança e Paz , da Unicef , Prêmio Esso (na categoria principal) e o Prêmio Jabuti de melhor obra de não-ficção, em 1993, por seu livro “Cidadão de Papel”.

Dimenstein teve grande importância na área educacional. Em 2009, um documento da Escola de Administração de Harvard o apontou como um dos exemplos de inovação comunitária por conta de seu projeto bairro-escola em São Paulo, através do Projeto Aprendiz. Este, foi replicado pelo mundo pela Unicef e Unesco.

Além disso, segundo o senador Cristovam Buarque , Gilberto Dimenstein foi um dos inspiradores do “Bolsa-Escola”, projeto que pagava uma bolsa mensal em dinheiro às família de jovens e crianças de baixa renda, desde que frequentassem a escola regularmente.

Atualmente, permanecia ativo como um crítico do governo Bolsonaro e Trump . Perguntado sobre o que traria energia a ele, respondeu: “A raiva profunda que eu tenho do Bolsonaro e do Trump. Eu fico louco quando ouço as besteiras do Bolsonaro. Mas a raiva é movedora. Vou pro Twitter, escrevo contra eles e me sinto vivo”.

Dimenstein escrevia, juntamente com sua companheira, Anna Penido , um livro entitulado “Os Melhores Dias da Minha Vida – Lições do Câncer”. “Estou fazendo uma auto reportagem. E a Anna, além de escrever, é também minha ombudsman. Às vezes conto algo sobre a doença e ela diz, ‘Gilberto, não, isso é mentira'”, afirmou em sua última entrevista, em março deste ano.

Nota do Blog Carlos Santos – Gilberto inspirou gerações de jornalistas, das metrópoles ao sertão, como eu. Contribuição enorme à cidadania, ao jornalismo. Descanse em paz!

Leia também: A dádiva da vida no limite com a morte.

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OAB ouve policiais investigados na “Operação Intocáveis”

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Mossoró, de Mossoró, continua acompanhando as investigações que resultaram na operação denominada “Os Intocáveis” (veja AQUI), que culminou com a prisão de policiais suspeitos de envolvimento com homicídios supostamente praticados por grupos de extermínio.

OAB esteve com envolvidos na Operação Intocáveis, mas defende a própria investigação (Foto: OAB)

Na tarde de hoje (28), policiais que foram conduzidos coercitivamente para depor (como testemunhas) durante a deflagração da operação, foram ouvidos na OAB/Mossoró e relataram supostos excessos. A intenção da Ordem é apurar se houve alguma irregularidade na operação e garantir a legalidade da investigação e do processo criminal, visando a aplicação da justiça.

Na sexta-feira passada (24), representantes da Diretoria e das Comissões de Segurança Pública e de Direitos Humanos da OAB estiveram na sede do II Batalhão de Polícia Militar de Mossoró, quando ouviram oficiais e praças sobre os procedimentos adotados pela Força Nacional durante o cumprimento das ordens judiciais.

Legalidade

Tanto na sexta-feira, quanto na tarde de hoje, os policiais ouvidos relataram supostos abusos, que serão verificados pela OAB no acompanhamento das investigações e caso sejam confirmados, a Ordem vai atuar para que os responsáveis sejam punidos. A intenção da Subseção de Mossoró é garantir que a legalidade seja respeitada até o fim do processo.

A decisão de acompanhar a conclusão das investigações e o processo criminal, além de verificar supostas irregularidades nos cumprimentos das ordens judiciais durante a deflagração da operação, surgiu após reunião entre a diretoria da Ordem e representantes das Comissões de Segurança Pública e de Direitos Humanos, na quinta-feira passada (23).

Na ocasião, Canindé Maia, presidente da Subseção de Mossoró, voltou a enfatizar o posicionamento da instituição na defesa dos direitos humanos, cobrando seriedade nas investigações. “Caso seja comprovada a relação dos investigados com os homicídios, devem ser punidos de acordo com a lei”, disse Canindé.

Com informações da OAB de Mossoró.

O direito dos ‘mano’ sobre o direito dos humanos

O pessoal do Direitos Humanos já fez visita ao doutor Manoel Onofre Júnior, que reagiu a assalto e matou um bandido na capital do estado? Ele está abalado psicologicamente, gente. Fechou-se em seu apartamento.

O pessoal do Direitos Humanos sabe o endereço da mulher que ficou paraplégica em assalto ocorrido em Natal, há poucos meses, devido um tiro que levou nas costas? Heim?

Precisamos rever alguns conceitos. Direitos humanos transformaram-se no direito dos ‘mano‘, que podem matar, estuprar, abalar física e psicologicamente suas vítimas por puro sadismo e ainda recebem proteção diferenciada e cuidados especiais.

Vaza, meu!