Uma das mais importantes entidades do Rio Grande do Norte e do país, no campo da cultura, a Fundação Vingt-un Rosado, toma providências para pelo menos ficar viva. A entidade definha, sem meios para continuar seu importante trabalho de décadas.
Veja abaixo uma Nota à Imprensa e à Sociedade emitida pela instituição.
A Diretoria da Fundação Vingt-un Rosado, instituição que mantém a Coleção Mossoroense, diante das condições de extrema dificuldade de funcionamento e falta de apoio a esta entidade cultural nos últimos tempos, vem por meio desta, informar a sociedade mossoroense em geral, em especial ao meio literário do Rio Grande do Norte, que em reunião no dia 19 de maio de 2015 resolveu:
1 – Suspender as atividades da Fundação Vingt-un Rosado por tempo indeterminado;
2 – Dispensar seus funcionários;
3 – Consultar a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte e outros locais sobre a possibilidade de guarda do acervo particular de Vingt-un Rosado;
4 – Visita ao Museu do Sertão onde se encontra cerca de 90% dos exemplares da Coleção Mossoroense para verificar a situação atual do acervo;
5 – Venda dos equipamentos que compõem a sua gráfica para custear algumas das dívidas existentes.
Mossoró – RN, 20 de maio de 2015.
Jerônimo Dix-sept Rosado Maia Sobrinho – Diretor Executivo da Fundação Vingt-un Rosado
Nota do Blog – A entidade nasceu em Mossoró, que um dia se atreveu a concorrer nacionalmente a certame para ser escolhida como Capital da Cultura.
Cidade que tem botado ao chão uma série de prédios históricos, incluindo aí o “Catetinho”, da família da ex-prefeita Fafá Rosado.
Cidade que ignorou a biblioteca do jornalista Dorian Jorge Freire.
Cidade que não tem como conservar a biblioteca de João Batista Cascudo Rodrigues.
Cidade que vai deixar a hemeroteca de Raimundo Brito (Raibrito) desaparecer, com um acervo espetacular.
Cidade que confunde festim popularesco com cultura.
Cidade que levou mais de dez anos para fazer uma reforma física em seu museu.
Pobre Mossoró inculta!