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Veja última pesquisa em cada um dos 12 estados com 2º turno

O segundo turno ocorre em 12 estados nesse domingo (30), com disputas acirradas na maioria deles. Veja abaixo a situação da última pesquisa Ipec divulgada neste sábado (29), em cada um deles: Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Arte produzida pelo Diário do Poder
Arte produzida pelo Diário do Poder

Alagoas

Paulo Dantas (União Brasil) – 52%

Rodrigo Cunha (MDB) – 48%

Amazonas

Wilson Lima (União Brasil) – 54%

Eduardo Braga (MDB) – 46%

Bahia

Jerônimo Rodrigues (PT) – 51%

ACM Neto (União Brasil) – 49%

Espírito Santo

Renato Casagrande (PSB) – 53%

Carlos Manato (PL) – 47%

Mato Grosso do Sul

Eduardo Riedel (PSDB) – 53%

Capitão Contar (PRTB) – 47%

Paraíba

João Azevedo (PSB) – 53%

Pedro Cunha Lima (PSDB) – 47%

Pernambuco

Raquel Lyra (PSDB) – 54%

Marília Arraes (Solidariedade) – 46%

Rio Grande do Sul

Eduardo Leite (PSDB) – 56%

Onyx Lorenzoni (PL) – 47%

Rondônia

Marcos Rogério (PL) – 52%

Marcos Rocha (União Brasil) – 48%

Santa Catarina

Jorginho Mello (PL) – 67%

Décio Lima (PT) – 33%

São Paulo

Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 52%

Fernando Haddad (PT) – 48%

Sergipe

Fábio Mitidieri (PSD) – 50%

Rogério Carvalho (PT) – 50%

Veja AQUI como foi que terminou o primeiro turno em cada um desses 12 dos estados.

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Eleitor diz no Tocantins o que está “guardado” para outubro

No domingo (3), o estado do Tocantins realizou eleições suplementares para governador e vice, em seu primeiro turno. O resultado final desse pleito que chamou mais nossa atenção, sem causar qualquer estranheza, foi o total de votos extraviados. É o chamado “não voto”.

Simplificando: 43,54% dos eleitores não compareceram ou deixaram de escolher um candidato. Isso representa 443.414 votantes, quase a metade do eleitorado.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/TO), as abstenções chegaram a 306.811 (30,14%). Os votos nulos somaram 121.877 (17,13%) e os votos em branco 14.660 (2,06%). O candidato mais bem votado, Mauro Carlesse (PHS), teve 174.275 votos.

Carlesse e Vicentinho vão disputar o segundo turno (Foto: Infográfico: Alexandre Mauro/G1)

Num comparativo com as eleições de 2014 ao governo, é fácil perceber o abalo nos números. Àquela ocasião, conforme o TRE/TO, abstenção-branco-nulo somados ficaram em 31,84%. Aumento de 11,7% nessa dispersão de votos.

Fenômeno parecido ocorreu ano passado no Amazonas, quando a evasão de eleitores também fora expressiva. À ocasião, o não voto totalizou 49,61% do colégio eleitoral do estado. O eleito, ex-governador Amazonino Mendes (PDT), empalmou menor votação do que a soma de votos nulo/branco e as abstenções. (veja boxe mais abaixo nesta postagem).

Sinal dos tempos. Como comentamos à época do pleito amazonense ocorrido no dia 27 de agosto de 2017, ele agora se repete em outro estado da federação e tende a se revelar como uma “onda” para as eleições deste ano em outubro.

Repulsa popular é crescente

Segue crescente a repulsa popular à política, aos políticos e aos partidos.

É algo de modo generalizado, sem controle e antídoto a curto prazo. Da direita à esquerda, de governismo à oposição, boa parcela da população só enxerga piratas e corsários.

Infelizmente, para quem se propõe a protestar contra tudo, todos e o que aí está, o não voto é um movimento inócuo. Sacramenta exatamente esse modelo e seus personagens.

No Rio Grande do Norte, estamos prevendo há muito e muito tempo: teremos situação muito parecida, com baixa renovação política e expressivo distanciamento do eleitor das urnas em outubro próximo.

As próprias eleições suplementares no Tocantins reiteram essa metástase da política e das instituições de estado e da “república” brasileira.

“Não voto” supera votos válidos no Amazonas no 2º Turno

Branco: 70.441 (4,06%);
Nulos: 342.280 (19,73%) nulos;
Abstenções: 603.914 (25,82%);
Total: 1.016.635 (49,61%).

Amazonino Mendes (PDT): 782.933 votos (59,21%);
Eduardo Braga (MDB): 539.318 (40,79%).

* A soma do total de abstenções, brancos e nulos é superior à votação do candidato vencedor, Amazonino Mendes (PDT).

A eleição suplementar de domingo foi convocada após a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice dele, Cláudia Lelis (PV). Os dois foram considerados culpados por captação ilegal de recursos para a campanha eleitoral de 2014 pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Chegaram ao segundo turno, o atual governador interino Mauro Carlesse e Vicentinho Alves (PR). Na campanha e dia da votação, não faltaram denúncias de uso do poder econômico, compra de votos, gente detida por cooptação ilegal de eleitores e outras acusações do gênero.

Tudo como sempre, do mesmo jeito, para não ser diferente. E assim continuará, pois haverá sempre quem se proponha à venda do voto e gente comprando, nesse mercado eleitoral.

Vai piorar. Ainda não chegamos ao subsolo do fundo do poço.

Leia também: Protesto maciço de eleitor mantém o mesmo de sempre;

Leia também: O Amazonas está aí para dar o norte (sujos e mal-lavados);

Leia também: É cedo para se afirmar que o “novo” chegará ao RN em 2018.

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Protesto maciço de eleitor mantém o mesmo de sempre

A eleição suplementar ao governo do estado, no Amazonas, realizada ontem (domingo, 27), é um alerta e ao mesmo tempo uma confirmação do que temos analisado no Blog Carlos Santos sobre o que nos aguarda nas eleições do próximo ano. É difícil identificar como vai ecoar o desalento do eleitor em relação a políticos e partidos em 2018, mas ninguém espere mudança radical.

O eleito para mandato-tampão foi o ex-governador Amazonino Mendes (PDT). Seu adversário foi outro velho conhecido da política nacional e amazonense, Eduardo Braga (PMDB). Ou seja, para onde o pêndulo se inclinasse, o resultado seria o mesmo: nenhuma mudança.

Protesto

Porém há retumbante protesto com multidão que adotou o chamado “não voto” (branco/nulo e abstenção). Só em Manaus, capital, mais de 45% dos eleitores disseram “não” aos dois. Branco/nulo e abstenção tiveram essa dimensão.

No primeiro turno, os brancos e nulos somaram 15,8% (280 mil votos), quase o dobro do registrado nos primeiros turnos das últimas três eleições gerais. A abstenção foi de 24%, média de 4 pontos percentuais acima das anteriores.

“Não voto” supera votos válidos no Amazonas no 2º Turno

Branco: 70.441 (4,06%);
Nulos: 342.280 (19,73%) nulos;
Abstenções: 603.914 (25,82%);
Total: 1.016.635 (49,61%).

Amazonino Mendes: 782.933 votos (59,21%);
Eduardo Braga: 539.318 (40,79%).

* A soma do total de abstenções, brancos e nulos é superior à votação do candidato derrotado e também do governador eleito Amazonino Mendes (PDT).

Eles foram os dois mais votados entre nove candidatos que disputaram o primeiro turno, em 6 de agosto.

Agora, no segundo turno, deixando para trás sete adversários, eles conviveram com uma disputa que em boa parte foi de apelo para comparecimento do eleitor às urnas. Pesquisas mostravam afastamento do eleitor da política e da campanha. Um distanciamento que se confirmou no dia passado.

Pelo amor de Deus, se encontrarem alguém que vai votar nulo, pede para ele pensar no que estamos falando (…) Na democracia só tem um jeito, é no voto”, chegou a apelar Eduardo Braga em reunião com militantes, durante a campanha do segundo turno.

O eleitor que ignorou os dois terminou colaborando para manter um modelo de décadas ainda vivo. Seu protesto foi inócuo, pois sequer tentou votar no “menos ruim”.

Amazonino e Braga já foram governadores e representam grupos políticos que se revezam no poder há 30 anos.

Seis e meia dúzia, sem tirar nem por.

Leia também: Estado do Amazonas tem novo governador eleito AQUI.

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Estado do Amazonas tem novo governador eleito

Do G1

Amazonino Mendes, do PDT, está eleito matematicamente, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas. Às 19h32, com 91,41% dos votos apurados, a diferença de votos a favor de Amazonino chegou a 228.606, e ele não podia mais ser alcançado por Eduardo Braga (PMDB). Faltavam, naquela hora, 201.012 votos a ser apurados.

Amazonino: volta ao poder (Foto: Web)

O político retorna ao poder após cinco anos longe da vida pública – seu último cargo havia sido o de prefeito de Manaus, em 2012. Na ocasião, ele não tentou a reeleição. O vice dele é Bosco Saraiva.

Amazonino Armando Mendes, 77 anos, nasceu em Eirunepé. Em 1983, Mendes chegou à Prefeitura de Manaus. Em 1986, um ano após o término do seu mandato de prefeito, ele foi eleito pela primeira vez Governador do Amazonas.

Senado e prefeitura

Em 1990, o político chegou ao Senado. Dois anos após ser eleito Senador, Amazonino retornou à Prefeitura de Manaus.

Desta vez, o mandato do político durou somente dois anos. Isso porque, em 1994, ele deixou o cargo para assumir, pela segunda vez, a função de Governador do Amazonas. Ele ficou no cargo de Governador até o ano de 2002, pois foi reeleito em 1998.

Em 2004, tentou candidatura à Prefeitura de Manaus, mas foi derrotado por Serafim Corrêa. Em 2006, amargou outra derrota, desta vez para o Governo do Estado. Ele foi vencido por Eduardo Braga, no primeiro. Em 2008, Amazonino voltou a se candidatar à Prefeitura, sendo eleito no 2º turno. Após o fim do mandato, não tentou a reeleição e chegou a descartar novas candidaturas.

A eleição hoje, em segundo turno, ocorre devido cassação da chapa vitoriosa em 2014, por compra de votos: José Melo (PROS) e Henrique Oliveira (Solidariedade).

Acompanhe a apuração clicando AQUI.

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